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ação com o

instrumento

atividade im posta

organização da ação pela construção de um esquema de uso

conceito em ato

Figura 47 - Modelização da atividade com o perspectógrafo

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transformação, através da construção de um segundo quadro, deste tipo de conhecimento, em ato, nos conceitos científicos, segundo a estruturação proposta por Vergnaud119. Devemos considerar também a opção de construção de conceitos científicos, passando por processos de aquisições conceituais formais, processos este adequado para as situações, quando não se pode identificar claramente os conceitos em situação de ação. A figura 48 apresenta um esquema onde podemos avaliar as diversas possibilidades de formulações de conceitos e suas vinculações em termos de níveis.

Consideramos neste esquema as diversas situações possíveis de geração de um conceito. Primeiramente aquela que reflete a situação deste estudo onde os conceitos em ato são construídos na ação com o perspectógrafo. Estas estruturas básicas, à nível de conceito em ato, podem encontrar uma expansão em seu campo de validação, que fará com que ele seja aplicável em todo um domínio de ação. Esta transformação não ocorre fora de um processo de formação. Na dinâmica de ensino, que visamos analisar neste estudo, consideramos a hipótese que os esquemas construídos, na situação de ação, podem conter os mesmos elementos de um conceito científico que se deseja ensinar. A condução da transformação em termos de expansão da situação, formalização dos invariantes e apropriação do sistema de significantes, adaptado ao domínio do conhecimento em questão, constituem as diretrizes do trabalho de condução de um processo guiado pelo mestre, tendo como objeto o aluno. De fato, um invariante da ação com o aparelho, que foi identificado, refere-se à necessidade de permanência do ponto de vista único para toda a ação. Este invariante não é exclusivo da atividade de ação, ele encontra um paralelo no conteúdo das formulações científicas. Sua identificação na ação é confirmada pelos dados obtidos e pelas confrontações executadas. Mas eles constituem um estágio embrionário, no desenvolvimento de um processo de conceptualização. Os

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Vergnaud, Gérard. (1985) Concepts et shèmes dans une théorie opératoire de la représentation, opus. cit. situações, invariantes significantes pela gestão da transformação através de aquisições conceito em ato conceito pragmático conceito científico ATIVID AD E CO M O PERSPECTÓ G RAFO

Figura 48 - Possibilidades de formulação de diferentes níveis de conceitos

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invariantes de um conceito em ato devem inicialmente ser identificados e verbalizados, podendo assim, serem considerados como um conceito pragmático. Para evoluir no sentido de um conceito científico, o mestre pode agir no sentido de construção de uma ligação entre a ação prática e o conteúdo teórico da perspectiva, e assim, gerenciar algumas das etapas de seu desenvolvimento. Esta situação de condução da transformação não tem seu enfoque nesta manipulação, que considera unicamente a ação do aluno sobre o instrumento. Porém, é possível identificar na mesma a geração de estruturas que permitem esta evolução. A ação de engenharia didática consiste na criação da situação, com a ajuda do instrumento, permitindo a construção do sentido pelo próprio aluno, atribuindo ao mesmo uma parte da responsabilidade de sua aprendizagem.

4.2.5.2 O eixo dos artefatos e ferramentas

Para analisar as possibilidades de evolução no eixo dos artefatos e ferramentas, devemos relembrar o princípio básico da constituição do instrumento, que faz do mesmo uma entidade mista, composta de um elemento material e um elemento esquemático. Em uma etapa inicial da ação, consideramos unicamente o elemento material, uma vez que o aluno toma consciência de sua existência sem porém conhecer seu uso. Na medida em que se faz a prescrição da tarefa a ser executada ele constrói uma representação para sua ação, que não contempla todos os aspectos da situação de fato. Na ação é possível identificar a construção de pelo menos um esquema de uso. Trata-se de um esquema ligado à ação com o aparelho, que representa a componente esquemática do instrumento. Neste estágio de formulação de esquemas, ainda consideramos o perspectógrafo como o instrumento, mas já podemos visualizar uma ligação entre o esquema de uso - não se pode mexer a cabeça - com o conteúdo teórico da perspectiva. O invariante identificado pode ser visto como parte de uma formulação pragmática, do ponto de vista único da perspectiva. Este mesmo invariante pode ser encontrado em diferentes graus de representação, o primeiro ligado ao perspectógrafo e gerado na ação do aluno com o mesmo. Consideramos a hipótese de que em sua evolução, este mesmo invariante se relaciona com a perspectiva, enquanto instrumento sêmico. Neste sentido, propõe-se a representação desta evolução a partir do gráfico da figura 49.

Em um primeiro momento o perspectógrafo é apenas um artefato e na ação do aluno se constróem os esquemas, que se associam ao mesmo, caracterizando o processo de gênese instrumental. Mas, ao considerarmos o aparelho como uma

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forma limitada de simulação dos efeitos perspectivos, estamos lhe conferindo um estatuto de meio, para a construção de um outro instrumento, que seria a perspectiva, enquanto método de representação gráfica. Na medida em que o novo instrumento se constrói, identifica-se uma transformação na componente artefactual do mesmo, conservando porém, alguns dos esquemas invariantes, que são construídos na ação. Um deles foi identificado nesta experimentação e se refere ao ponto de vista único. Inicialmente ele se vincula ao perspectógrafo, enquanto artefato. Este mesmo esquema pode se vincular a outro tipo de artefato e assim representar a origem de um outro instrumento. Esta vinculação não se encontra, porém, na ação desta primeira experimentação, mas sua identificação pode orientar uma condução didática no sentido da construção, junto ao aluno, de um conhecimento específico no campo teórico da perspectiva. O perspectógrafo, enquanto aparelho, possui de fato uma capacidade de simulação limitada, enquanto recurso tecnológico. Os conhecimentos sobre a perspectiva tendem a evoluir, em um processo de condução da aprendizagem, e a componente tecnológica do instrumento encontrará, nesta evolução, um limite que não poderá ser ultrapassado. Consideramos, porém, a hipótese de que os esquemas que foram construídos na ação não encontrarão esta limitação e podem evoluir transformando assim o instrumento. Neste ponto, o perspectógrafo deixaria de ser utilizado, enquanto aparelho ainda que sua representação, junto ao aluno, possa ser evocada e nesta transformação de seu estatuto ele seria substituído pelo conhecimento formal, que no aparelho se encontra incorporado.

perspectógrafo - componente artefato

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