1 Alteração 2 Alterações 3 Alterações 4 Alterações 5 Alterações
jornadas, se realizaram duas em ambas. Posteriormente, da 26ª para 27ª, da 27ª para 28ª, da última para a 29ª e desta para a 30ª, verificaram-se quatro, duas, quatro e cinco alterações respectivamente.
Alicerçado a todas estas alterações e como forma de complexificar as mesmas, em alguns jogos, houve modificações estruturais no losango de meio-campo do Sporting, as quais se podem repercutir em jogo com novas modificações funcionais pela interpretação dos jogadores.
Após termos analisado o percurso da equipa em termos quantitativos, as variações dos seus sistemas de jogo como também, as alterações na constituição da equipa ao longo das várias jornadas, verificámos que apesar de todas as alterações, tanto no sistema de jogo como na constituição da equipa, não foram nem são motivos para se dizer que a equipa perdeu identidade e que os seus jogadores não souberam interpretar e responder de forma eficaz aos desafios propostos pelo jogo. Muito pelo contrário! Todas as modificações operadas revelaram sustentabilidade, coerência, treino, reflexão, versatilidade, culminando numa compreensão dos jogadores de nível superior, não centrando a sua preocupação somente na compreensão das acções individuais mas principalmente, na compreensão das acções colectivas.
Assim e associado a todos os resultados obtidos pela equipa, podemos afirmar, numa primeira análise quantitativa, que existe relação e congruência entre as ideias que o treinador preconiza e treina comparativamente com o conhecimento dos jogadores.
Enveredando pela análise qualitativa, tendo em conta os critérios impostos para a execução da mesma, iniciaremos a sua execução pelo Momento da Organização Ofensiva tendo em conta o que os dados nos relatam.
Figura 6. Critério 1 – OOf – Desenvolvimento da Posse de Bola
Relativamente ao início e desenvolvimento da Organização Ofensiva e segundo os dados expressos pela Figura 6, constatámos que 58,34% (1686 passes curtos) deste momento do jogo se processa através do gesto técnico passe curto, 17,13% (495 passes longos) por passes longos e 9,10% (263 conduções/transporte de bola) por condução de bola.
Por outro lado e como valor intermédio, verificámos que 8,03% (232 duelos) das acções ofensivas se processam através de duelos.
Como acções menos executadas neste momento do jogo, encontram-se de forma decrescente a recepção e controlo da bola com 3,94% (114 recepções e controlos de bola), 3,22 % (93 dribles) de dribles executados e 0,24% (7 acções do guarda-redes) acções operadas pelo guarda-redes na Organização Ofensiva.
Tendo em conta os dados supracitados e segundo as posições específicas do sistema de jogo preconizado pelo treinador, podemos salientar que os defesas centrais variavam as suas acções técnicas entre o passe curto, o passe longo e a condução de bola. O passe curto foi preferencialmente utilizado em amplitude, sendo direccionado na maior parte dos casos para os defesas laterais e médio defensivo, enquanto os passes curtos em profundidade eram executados para os pontas-de-lança e passes longos em profundidade para os médios
1686 495 263 114 93 232 7 58,34 17,13 9,10 3,94 3,22 8,03 0,24 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800
(1) OOfpc (2) OOfpl (3) OOfcd (4) OOfrc (5) OOfd (6) OOfdu (7) OOfgr
N º d e O co rr ê n ci a s Variáveis
Critério 1 - OOf - Desenvovimento da
Posse de Bola
Total %
interiores. Muitas das acções de condução por parte dos defesas centrais eram precedidas de passe curto em profundidade para os pontas-de-lança e, por outro lado, em profundidade para os médios interiores.
No que concerne ao médio defensivo e médios interiores, as acções técnicas por estes desenvolvidas assentaram no passe curto e drible. Relativamente ao passe curto, o médio defensivo alternava em o passe em segurança para os defesas laterais e o passe em profundidade para os pontas-de-lança. No que toca ao drible, este era realizado preferencialmente pelos médios interiores no meio-campo ofensivo, mais precisamente nos corredores laterais.
Centrando a nossa atenção nas posições específicas mais avançadas do Sporting, ou seja, pontas-de-lança, podemos verificar que as acções mais efectuadas pelos mesmos foram os passes curtos e os dribles. Os passes curtos em amplitude e profundidade eram preferencialmente executados de avançado para avançado enquanto os passes curtos em segurança e amplitude eram direccionados para o médio defensivo e médios interiores.
Numa primeira instância, ao reportarmo-nos aos princípios de jogo manifestados por Paulo Bento, podemos indicar que os 0% de risco nas primeira e segunda fases de construção como também, os 100% de risco nas fases de criação e finalização se verificam através da análise dos valores obtidos na Figura 7, ou seja, zonas de perda da posse de bola. Analisando a Figura, verifica-se que no meio-campo defensivo (sector defensivo + sector médio-defensivo) a percentagem de perdas da posse de bola se centra nos 18,54% enquanto no meio-campo ofensivo (sector médio-ofensivo + sector ofensivo), a percentagem de perdas encontra-se nos 81,46%.
Por intermédio destes dados podemos concluir que o Sporting é uma equipa que arrisca pouco no seu meio-campo defensivo, privilegiando a segurança na execução dos passes, não arriscando nos confrontos do um contra um e erra poucos passes. A partir do momento em que entra no meio-campo ofensivo, existe a autorização para que a equipa possa arrisca, ser mais criativa, desenvolvendo o seu jogo com maior tranquilidade, isto é, o importante é chegar com segurança ao meio-campo ofensivo.
Figura 7.
Numa segunda instância, o treinador privilegia que os seus defesas centrais manifestem dois tipos de comportamentos no início da sua Organização Ofensiva, ou seja, que coloquem a bola a 30/40 metros nas zonas onde pretende sair a
pelo corredor central como forma de atraírem os adversários para executarem passes em profundidade, libertando a bola para jogadores em posições mais avançadas e favoráveis.
Tendo em conta os princípios supracitados,
centrais do Sporting privilegiavam os passes longos em profundidade/amplitude para o médio interior direito – Pereirinha ou Yannick Djaló
mesma para os pontas-de-lança joga na posição 10 (médio ofensivo) passes curtos em amplitude.
Como terceira e última instância, ao incidirmos o nosso foco de atenção defensivo, podemos salientar que o treinador não pretende que haja
da bola pelos quatro defesas aquando da primeira e segunda fases da Organização Ofensiva. Figura 7. Zonas de Perda da Posse de Bola
Numa segunda instância, o treinador privilegia que os seus defesas centrais manifestem dois tipos de comportamentos no início da sua Organização Ofensiva, ou seja, que coloquem a bola a 30/40 metros nas zonas onde pretende sair a jogar como também, saiam em condução pelo corredor central como forma de atraírem os adversários para executarem passes em profundidade, libertando a bola para jogadores em posições mais avançadas e favoráveis.
Tendo em conta os princípios supracitados, foi possível constatar que os defesas centrais do Sporting privilegiavam os passes longos em profundidade/amplitude para o médio
Pereirinha ou Yannick Djaló – como também, a condução de bola para liberta lança e estes comunicarem com os médios interiores e jogador que joga na posição 10 (médio ofensivo) ou conduzirem para libertarem nos médios interiores com
Como terceira e última instância, ao incidirmos o nosso foco de atenção defensivo, podemos salientar que o treinador não pretende que haja mais do que uma
da bola pelos quatro defesas aquando da primeira e segunda fases da Organização Ofensiva. Numa segunda instância, o treinador privilegia que os seus defesas centrais manifestem dois tipos de comportamentos no início da sua Organização Ofensiva, ou seja, que coloquem a jogar como também, saiam em condução pelo corredor central como forma de atraírem os adversários para executarem passes em profundidade, libertando a bola para jogadores em posições mais avançadas e favoráveis.
foi possível constatar que os defesas centrais do Sporting privilegiavam os passes longos em profundidade/amplitude para o médio como também, a condução de bola para libertar a e estes comunicarem com os médios interiores e jogador que ou conduzirem para libertarem nos médios interiores com
Como terceira e última instância, ao incidirmos o nosso foco de atenção no quarteto mais do que uma rotação da bola pelos quatro defesas aquando da primeira e segunda fases da Organização Ofensiva.
Relativamente a este facto, verificámos que nos oito jogos analisados não houve qualquer tipo de ocorrência relativa a este princípio, sendo que ao existir a respectiva circulação de bola, tanto os laterais como os centrais dão continuidade ao jogo por intermédio das acções supracitadas.
Dando continuidade à análise da Organização Ofensiva e antes de caracterizar o final da mesma, há que identificar que tipo(s) de Método(s) de Jogo Ofensivo é que a equipa do Sporting utiliza e com qual dos métodos atinge maior sucesso. A partir dos dados presentes na
Figura 8. Métodos de Jogo Ofensivo
Figura 8, pode constatar-se que 54,06% (193 ataques posicionais) dos ataques realizados pela equipa são ataques posicionais, 38,10% (136 ataques rápidos) são ataques rápidos e 7,84% (28 contra-ataques) são contra-ataques. Segundo estes dados verificámos que mais de metade dos ataques realizados pelo Sporting, possuem como método de jogo ofensivo o ataque posicional, sendo um indicador da superioridade exercida e assumida pela equipa aquando da sua abordagem ao jogo, contribuindo para uma das características manifestadas pelo treinador, ou seja, uma equipa com iniciativa.
Por outro lado e associado ao método de jogo ofensivo, revela-se de tamanha importância verificar através de que método é que o Sporting obtêm maior percentagem de êxito no desenvolvimento do seu jogo ofensivo.
Através da Figura 9, pode afirmar-se que dos 15 golos marcados pela equipa, após os oito jogos realizados, concluímos que 53,33% (8 golos) foram obtidos por ataque rápido, 20% (3
28 136 193 7,84 38,10 54,06 0 50 100 150 200 250
(8) OOfca (9) OOfar (10) OOfap
N º d e O co rr ê n ci a s Variáveis