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CHAPITRE 3 ESSAIS EXPÉRIMENTAUX SUR SPÉCIMENS CYLINDRIQUES DE

3.2 Programme expérimental

3.2.2 Méthode de chargement et fissuration des spécimens

Estando vivenciando um tempo histórico que nos apresenta graves problemas ambientais, sociais e econômicos, que nas últimas décadas se acirraram e trouxeram à tona a necessidade de discussão sobre as causas, consequências e as alternativas de transformação, e ainda, de posse de todo conhecimento acumulado sobre o sistema de “coisas” que representa o Modo de Produção Capitalista, irrompe em nós as seguintes questões: O que se caracteriza por Economia Verde? De que forma isso representa um discurso ideológico do/para o capital? Qual o papel da ideologia no modo de produção capitalista, isso tem relação com a consolidação de um conceito dessa ordem? A que interesses a difusão desse discurso responde? Essas foram algumas das inquietações que balizaram o nosso olhar sobre o significado do conceito de Economia Verde numa conjuntura global de crise do capital, nas quais iremos contribuir para o debate crítico.

Iniciemos nossa discussão, refletindo alguns aspectos do Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente- PNUMA intitulado Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza – Síntese para Tomadores de Decisão. Nele, o conceito de Economia Verde é apontado como um desdobramento, um resultado das discussões que versam sobre o Desenvolvimento Sustentável numa conjuntura em que segundo os intelectuais orgânicos do capital a população mundial encontra-se desacreditada do paradigma econômico vigente por suas falhas e sucessivas crises.

Em verdade, mais do que um descrédito da sociedade, a humanidade encontra-se ameaçada por esse mesmo paradigma vigente, que fez imperar relações de produção, conforme viemos discutindo ao longo do nosso trabalho, imensamente exploratórias e destrutivas, e que o fez reconhecer forçadamente o saldo dessa intervenção pelos sinais evidentes do esgotamento do meio físico sobre o qual se ancora para conduzir sua lógica, o meio ambiente. Não se trata, pois, de (des) creditar o capitalismo. Além disso, mais do que reconhecer os impactos de sua própria “autodestruição”, levando em consideração a destruição das suas duas fontes de riqueza, a natureza e o trabalho (humano), pensar de que forma poderá se manter ativo dadas as novas condições ambientais de escassez de recursos. Quem dominará o que? De que forma se poderá lucrar numa dada economia apartada da dependência do petróleo?

A crise do capitalismo financeiro, por exemplo, cujo denotador aparece no cenário mundial em 2008, que é mencionada no referido relatório é a cristalização de um sistema que se tornou mundializado via um mercado desregulamentado, voraz e imperialista que, em dado ponto da história, um período também de crise, reestrutura suas bases para “reanimar” o mercado e alimentar sua necessidade sempre expansiva. Assim a ideia lançada de “[...]grande desilusão em relação ao nosso paradigma econômico predominante; uma sensação de fadiga emanando das várias crises simultâneas e falhas de mercado vividas durante a primeira década do novo milênio [...]” difunde uma noção desistoricizada, pouco crítica, mas sobretudo, carregada pela ideologia dominante, para perpetuação da lógica produtivista vigente.

Pensar a Economia Verde, de acordo com o referido documento, requer considerar uma economia que tenha como resultado a melhoria do bem- estar da humanidade e na igualdade social, a diminuição dos riscos ambientais e da escassez ecológica. A Economia Verde teria como pilares: a busca pela baixa emissão de carbono na atmosfera; a eficiência no uso dos recursos; e a uma política inclusiva.

Em uma economia verde, o crescimento de renda e de emprego deve ser impulsionado por investimentos públicos e privados que reduzem as emissões de carbono e poluição e aumentam a eficiência energética e o uso de recursos, e previnem perdas de biodiversidade e serviços ecossistêmicos. Esses investimentos precisam ser gerados e apoiados por gastos públicos específicos, reformas políticas e mudanças na regulamentação. O caminho do desenvolvimento deve manter, aprimorar e, quando possível, reconstruir capital natural como um bem econômico crítico e como uma fonte de benefícios públicos, principalmente para a população carente cujo sustento e segurança dependem da natureza (PNUMA,p.01-02).

Advoga-se no Relatório do PNUMA que essa inclinação do capital à Economia Verde reflete os intentos pela consolidação de um suposto novo paradigma econômico em que o alcance da riqueza material não possa ocorrer sob o peso do risco ao meio ambiente, marcado por escassez ecológica e disparidades sociais. Eis a natureza conflitiva desse debate.

Segundo Silva:

Os arquitetos do Desenvolvimento Sustentável propõem um processo de incorporação dos critérios ambientais na e pela atividade produtiva, a fim de que seja assegurado o crescimento econômico (tido como condição para obter-se os padrões desejados de desenvolvimento), ao mesmo tempo que sejam respeitadas as condições de renovação e a capacidade dos ecossistemas existentes no planeta [...] Em síntese, o desenvolvimento sustentável se apresentam como reação social e política à “estreiteza do cálculo econômico-financeiro”, embora de conteúdo impreciso e de exequibilidade um tanto controversa (2010,p.166).

As soluções técnicas articuladas pelo capital para conter os danos da produção ao meio ambiente têm dividido opiniões quanto a sua efetividade e gerado polêmicas entre seus próprios defensores sobre os impactos destas para o meio ambiente. Além disso, por representarem custos, e custos altos para sua implementação, não se pode esperar que serão priorizadas, que assumirão posição de destaque nas diretrizes do mercado, porque o objetivo da produção no capital é a geração de riqueza abstrata, acumulação de lucro. As relações de produção são alicerçadas nas diferenças das classes, das formas de pertencimento dos sujeitos no capitalismo provocadas pela separação do trabalho dos meios de produção, da relação social e histórica que se cria com trabalho e a natureza pelo capital, que é de exploração. Donde a crise socioambiental e a desigualdade social erigem da dinâmica estrutural desse sistema. Logo, sua perpetuação, as tais soluções técnicas que visam redirecionar a lógica produtiva colocando o capitalismo pela busca de eficiência energética e sustentável, pressupõe risco ao meio ambiente, escassez ecológica e disparidades sociais, indo na contramão dos objetivos enunciados.

Defende-se como diretriz no referido documento o ” esverdeamento” da economia, com políticas verdes, empregos verdes, mercados verdes, o que implica:

Para os governos, esta deve incluir o nivelamento de produtos mais verdes através da eliminação progressiva dos ultrapassados subsídios, a reforma de políticas e o fornecimento de novos incentivos, o fortalecimento da infraestrutura de mercado e mecanismos de base de mercado, o redirecionamento do investimento público e tornar mais verdes os contratos públicos. Para o setor privado, isso envolveria entender e aproveitar a verdadeira oportunidade representada pela transição das economias verdes em relação a um número de setores chave, e responder à reformas políticas e aos sinais dos preço através de níveis cada vez mais altos de financiamento e investimento (PNUMA, p.1-02).

Essa argumentação se alicerça na visão de que seria vantajosa, do próprio ponto de vista econômico, essa “inversão de valores” dos mercados, portanto, a adesão à “Economia Verde”.

De fato, sob o argumento do esverdeamento da economia, o capital, em face da impossibilidade de escamotear os gravosos efeitos da “questão ambiental”, promove o desfecho de um novo escopo ideopolítico, o qual tem como suposto a necessidade de convencer a todos e a cada um da contínua capacidade do sistema de “reformar- se”, em prol do seu aprimoramento, beneficiando, assim o conjunto da sociedade. Enquanto isso, segue a sua trajetória inexorável em busca do aumento de sua lucratividade, apropriando-se vorazmente do conjunto dos recursos planetários – de modo a comprometer as condições de reprodução das múltiplas formas de vida – ainda que o

faça sob nebuloso discurso verde ou em nome da sustentabilidade ( ARAÚJO & SILVA, p.141).

Reconhece-se neste documento que nos últimos tempos apresenta-se um desgaste dos recursos ecológicos e uma desigualdade sem precedentes, que ameaça a existência humana e nos dá um prognostico alarmante de um futuro de escassez que começará a nos acometer estimativamente em 2050, quando a população mundial crescerá substancialmente, colocando em xeque a capacidade do meio ambiente de suportar as implicações desse crescimento. Fato a que se julga no texto o mau uso do capital através do investimento centrado: a) na pobreza; b) nos combustíveis fósseis e c) nos bens financeiros estruturados com derivativos incorporados; em detrimento, do pouco investimento em energias renováveis, eficiência energética, transporte público, agricultura sustentável, proteção dos ecossistemas e da biodiversidade, e conservação da terra e das águas.

No entanto, o fato de essa percepção do saldo destrutivo para o meio ambiente e para o social das estratégias de crescimento e desenvolvimento econômico adotadas até então fazer parte do texto desse relatório, não podemos assumir as alternativas propostas como aceitáveis porque reiteram o paradigma vigente, não se defende uma concepção radicalmente oposta a uma dinâmica que segue acirrando os problemas socioambientais.

Numa visão superficial, pode parecer que a proposta da economia verde é o instrumento pelo qual os problemas ambientais e sociais serão solucionados. No entanto, numa perspectiva crítica e de totalidade, é possível dizer que a economia verde é uma representaçãoem uma nova embalagem das estratégias que vem sendo defendidas pelo capital desde a década de 1990, só que agora atualizada por uma leitura conjuntural mais pertinente com a realidade contemporânea, em que a ideia mais abrangente de Economia parece trazer benefício de um olhar mais integrador do que no âmbito das empresas (ZACARIAS, 2012, p. 141).

No corpo do próprio texto do Relatório do PNUMA em questão, ressalta-se que pensar a sustentabilidade ambiental dicotomizada da economia é um mito. Há um compromisso assumido da economia verde com o capital. Ela é apresentada como um campo que apresenta oportunidades econômicas, vantagens ao mercado.

É nesse contexto que se pode afirmar que somente o esverdeamento da economia não consegue implementar as mudanças necessárias que atual crise ambiental exige. A Economia Verde é uma estratégia pensada dentro da lógica do mercado fundado em business verde, instrumentos de mercado e precificação dos recursos naturais e apropriação do bem comum. Além disso, concordando com o professor Sawyer (2011), a economia verde é uma proposta que tende a se tornar uma lavagem verde cosmética, pois pode se resumir a atividades ou projetos verdes atualmente na moda, tais como painéis fotovoltaicos, moinhos eólicos, parques nacionais remotos, pontos de

reciclagem de lixo, hortas orgânicas e pousadas ecoturísticas na selva (ZACARIAS, 2012,p.147).

Com a interferência da “economia esverdeada”, a partir desse conceito de Economia Verde, a natureza passa a ser um ativo econômico, como outro qualquer, capital natural, na lógica do mercado financeiro. Portanto,

[...] as propostas produzidas pelos órgãos oficiais que preconizam o desenvolvimento sustentável, como a Agenda XXI e a Economia Verde, evidenciam o compromisso da corrente hegemônica com a conservação da ordem política, social e econômica vigente. Essas alternativas são pensadas dentro da lógica do mercado e se conectam perfeitamente, portanto, ao fluxo da historia das classes dominantes (ZACARIAS, 2012, p.147)

Segundo Camila Moreno, pesquisadora e coordenadora de sustentabilidade da ONG ecológica Alemã Fundação Heinrich Böll, em fala transcrita pela Carta Maior, em 201241, adiscussão sobre Economia Verde é operada tendo como horizonte o tempo em que estamos até o ano de 2020, quando então tanto a Organização das Nações Unidas – ONU assumirá uma nova arquitetura institucional e financeira, quanto em termos de marcos legais nos países. Assim como se leva em consideração um período mais longo que compreende até 2050 quando imaginam que estará consolidada a transição de uma economia pós-petroleira.

De acordo Camila Moreno a “Economia Verde é intrinsecamente dependente da economia marrom, da economia petroleira”.

O que está em jogo no horizonte é como o capitalismo vai viver para além dos combustíveis fósseis. Assim, a Economia Verde surgiria como alternativa para viabilizar não só a expansão da atual economia petroleira até seu limite, mas também o controle das novas fontes de energia pelas mesmíssimas empresas e grupos de poder que mandam no petróleo. “Economia Verde” é fundamentalmente como vai se extrair mais recursos naturais e quem vai controlar esses recursos”.

O conceito de Economia Verde surge logo após o lançamento do relatório da ONU sobre o impacto econômico das mudanças climáticas. A partir de então são construídos planos para a transição de uma economia de baixo-carbono tendo como principal medida imediata a aposta nos agrocombustíveis. Cabe ressaltar que em 2008 no contexto da explosão dos agrocombustíveis, a crise alimentar também foi uma realidade. No entanto, segundo Camila Moreno:

41“Economia Verde é no novo discurso hegemônico, diz pesquisadora”, transcrição de fala de Camila Moreno, por Rodrigo Otávio, Disponível em: http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Meio- Ambiente/Economia-verde-e-novo-discurso-hegemonico-diz-pesquisadora/3/25270. Acesso em: 23/08/2014.

[...] ideia de baixo-carbono não colou depois de 2008, quando a ideia de ‘baixo’, ‘pequeno’ ou ‘diminuir’, era completamente ao contrário do senso de superação da crise. Então todos os textos de economia de baixo carbono foram rebatizados para desenvolvimento verde, e daí ficou o verde.

Dessa forma, ainda na discussão de Camila Moreno, o debate de economia verde se entrelaça ao de clima e energia, uma vez que, a partir da construção de uma política nacional e de planos de ação dos países “que vai se introduzir a ideia de criação de mercado dos ativos ambientais, perdendo toda a construção política do que é agroecologia e disputa de sistemas”.

Cabe notar que o incentivo a criação desses novos mercados denominados verdes, abrem um novo espaço para acumulação do capital. Nesse sentido, Camila Moreno exemplifica que no Relatório das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), há uma definição do “estoque e o fluxo de serviços ecossistêmicos” como “constituição” do capital natural.

“Ou seja, o ‘estoque e o fluxo de serviços ecossistêmicos’ é a polinização das abelhas, respiração das aves, a água e a fertilidade do solo, traduz a pesquisadora, acrescentando que, ainda segundo o PNUMA, “o erro da economia marrom é que até agora ainda não conseguiu dar valor (preço) a esses ativos. O enredo se dramatizaquanto temos um contexto em que “esses ativos”, os recursos naturais, estão cada vez mais escassos. Aí, salienta Camila, entra “a velha e boa garantia de direitos de propriedade sobre esses ativos ambientais”. Ela alerta que no Brasil a questão está explicitada no Código Florestal, quando o capítulo 11 cria o certificado de Cobertura da Reserva Ambiental e dá poderes aos proprietários de terra com excedentes de reserva legal a registrarem e negociarem essas “sobras” em bolsas de valores, as futuras bolsas verdes”42.

A indicação de que no ano de 2012 as emissões de CO2 (Dióxido de Carbono) subiram 1,4% no mundo – número esse considerado recorde pela Agência Internacional de Energia (AIE) – que divulgou um relatório, onde constava que nesse mesmo ano foi registrada a emissão de 31,6 gigatolenadas de gases-estufa, considerando as diferenças de regiões (em que umas aumentam e outras diminuem tais práticas), se confronta com a ideia de que o desenvolvimento da economia possa considerar essa quebra da poluição pela recorrência aos combustíveis que geram esses gases. Cabe notar que os países em desenvolvimento, como a China, tem liderado o ranking dos países que mais emitem os gases-estufa, em relação aos EUA e a Europa, que embora o tenham feito por um longo período de tempo, em relação ao primeiro tem conseguido diminuir seus índices pela adoção tecnologias e recorrência a fontes

42“Economia Verde é no novo discurso hegemônico, diz pesquisadora”, transcrição de fala de Camila Moreno, por Rodrigo Otávio, Disponível em: http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Meio- Ambiente/Economia-verde-e-novo-discurso-hegemonico-diz-pesquisadora/3/25270. Acesso em: 23/08/2014.

renováveis. Todavia, o Japão segue no movimento contrário, aumentando em 70 milhões de toneladas, ou 5,8%. O que caracteriza um risco ambiental expressivo. Mesmo que a orientação da comunidade científica seja que o aumento da temperatura média global se limite a 2°C para que se evite os efeitos climáticos43.

Em decorrência de desastres ambientais provocados pelos elevados índices de degradação ambiental, a pobreza extrema deverá acometer uma massa ainda maior de seres humanos no globo, até 2050, conforme fragmento do artigo consultado do portal brasileiro de notícias G1, com dados oriundos do Relatório do Desenvolvimento Humano 2013:

Apesar dos investimentos de vários países em energias renováveis e sustentabilidade, o mundo pode viver uma "catástrofe ambiental" em 2050, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013, apresentado [...] pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).Ao fim dos próximos 37 anos, são estimadas mais de 3 bilhões de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza, das quais pelo menos 155 milhões estariam na América Latina e no Caribe. E essa condição demográfica e social seria motivada também pela degradação do meio ambiente e pela redução dos meios de subsistência, como a agricultura e o acesso à água potável. De acordo com a previsão de desastre apresentada pelo relatório, cerca de 2,7 bilhões de pessoas a mais viveriam em extrema pobreza em 2050 como consequência do problema ambiental. Desse total, 1,9 bilhão seria composto por indivíduos que entraram na miséria, e os outros 800 milhões seriam aqueles impedidos de sair dessa situação por causa das calamidades do meio ambiente. No cenário mais grave, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) global diminuiria 15% em 2050, chegando a uma redução de 22% no Sul da Ásia (Índia, Paquistão, Sri Lanka, Nepal, Bangladesh, Butão e Maldivas) e de 24% na África Subsaariana (todos os países ao sul do Deserto do Saara)44.

Os próprios dados oficiais de organismos internacionais como a ONU que defendem o conceito de Desenvolvimento Sustentável e mais recentemente de Economia Verde, reconhecem que as ações ditas “sustentáveis” não evitarão as catástrofes ambientais previstas para os próximos 36 anos, caso sejam mantidos os atuais índices de degradação ambiental por gases de efeito-estufa, dentre outras questões. Falamos de miséria por escassez de água potável, alimentos, desastres ambientais (terremotos, enchentes, furacões, aumento do volume das águas pelo derretimento das geleiras, etc).

Cabe notar que, essas desastres ambientais, já têm acontecido. Basta rememorar as grandes catástrofes que presenciamos nos últimos anos, como os terremotos que provocaram Tsunamis e deslizamentos de terras, enchentes, furacões, que não só provocaram massacres

43FONTE: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/06/emissoes-de-co2-no-mundo-batem-novo recorde-em- 2012-aponta-aie.html. Acesso em: 24/07/2014.

44 FONTE: http://www.pbmc.coppe.ufrj.br/pt/noticias/326-relatorio-da-onu-preve-catastrofe-ambiental-no- mundo-em-2050. Acesso em 24/07/2014.

humanos, como também desalojaram pessoas, provocaram escassez de alimentos e grandes danos ambientais. Onde a parcela que mais sofre as consequências desses desastres ocupam as regiões periféricas urbanas, nelas residindo, regiões irregulares, insalubres, inseguras, sem nenhum planejamento e projeto, com uso predatório dos recursos da natureza, dada ausência de informações e formação pedagógica que elucide o contrário, graças ao fenômeno “afavelamento” da classe trabalhadora provocado pelo capitalismo, o sistema das desigualdades sociais.

A ameaça ao desenvolvimento humano no capital não se limita as relações de produção. As disputas históricas pelo poder, de caráter territorial, que se desdobraram em grandes guerras, também o fizeram, pelas lutas sangrentas, bombas atômicas, armas químicas, fome e miséria, catástrofes ambientais etc – O que tem acontecido em pleno século XXI, com os conflitos que estão ocorrendo no Oriente Médio, entre palestinos e israelenses.

A partir dessas reflexões vemos o peso ideológico que o discurso hegemônico de Economia Verde tem para construção da falsa consciência da impossibilidade de romper com o paradigma econômico vigente e seu modelo de urbanização. Quando nesse momento, assistimos a negociação desses supostos “excedentes” ambientais, no futuro veremos a sua acumulação, porque a mercantilização dos mesmos já está em curso.

Mas a ideologia no Modo de Produção Capitalista cumpre esse papel, de construir uma forma de consciência social específica, na perspectiva de naturalizar, banalizar, tornar irremediável, os interesses de uma classe também específica. Conclusivamente, também o é o novo discurso hegemônico de Economia Verde. Na discussão de Mészáros,

Na verdade, a ideologia não é ilusão nem superstição religiosa de indivíduos mal-orientados, mas uma forma específica de consciência social,