dans la problématique de l’appropriation publique des technologies de l’information et de la communication
Chapitre 2 : Le paradigme informationnel de développement
4.2. Une logique d’homogénéisation de la pensée et de l’action humaines
Dadas as oportunidades requer-se planeamento sobre o desenvolvimento de ambos os turismos, interno e externo. Se no passado as necessidades norteavam as decisões, hoje somam-se-lhes os desejos para justificar as motivações refletidas nos padrões de consumo turístico. Dos estímulos ao consumo importa sobretudo refletir sobre o estado da oferta. Certo é, tal como já foi verificado, sem mercado interno é sempre tendencialmente mais complicado estruturar e captar clientes externos. Às ações para o mercado, faltam por exemplo, mais eventos sobretudo de base endógena (Gustavo, E13), mas também exógena, capazes de projetar o destino náutico Portugal. Falta marketing operacional e estratégico, especializado e direcionado especificamente à náutica de recreio. Este nicho tem muito potencial para crescer, e da melhor forma possível, porque permite ascender a um certo e controlável patamar de massas de alto rendimento, sustentado e equilibrado com a capacidade de carga dos destinos turísticos ou polos estruturados pelas atividades náuticas.
Contudo, para a realização de uma boa campanha de marketing são necessárias ações eficazes que implicam, logo à partida, a existência de um mercado sólido e estruturado a nível interno. Para captar o externo é preciso identificá-lo de forma clara e precisa porque qualquer uma dessas ações tem sempre por detrás decisões importantes de alto risco, que cruzam investimento
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com o respetivo retorno. Subsistem muitas dúvidas, não sobre a real existência ou consistência do mercado náutico de recreio em Portugal, mas sim sobre a sua dinâmica e dimensão suficientes para incentivar o investimento. Mas o marketing por si não é verdadeiramente suficiente para que a sua mensagem incentive o consumo. A resposta dos consumidores dependerá ainda da sua necessária fluidez e disponibilidade financeira. Visto isto é importante saber o que realmente querem e precisam os públicos-alvo, preferencialmente ambos, os internos e os externos. Depois é necessário empreender o marketing estratégico, e o operacional em função dessa prospeção de mercado. A essência do marketing assenta em criar ou solucionar um ou mais problemas identificados, sendo que para isso “o próximo passo [implicará ao agente\ operador] certificar-se das necessidades de cada grupo e elaborar um plano para atendê- las” (Watt, 2004).
O caminho a seguir é o da fidelização dos turistas ao território e suas gentes pelo acompanhamento permanente de ambos. Afinal, uma das melhores características do nosso povo é a hospitalidade. Essa vantagem competitiva permitirá fazer mais e melhor aquando do acolhimento e permanência dos nautas estrangeiros em Portugal. Mas, para que os portugueses assim possam corresponder é então, necessário também conferir-lhes condições equivalentes de fruição das mesmas atividades, produtos e serviços náuticos, considerando-os como parte integrante da procura. Para se constituírem, igualmente, como agentes da oferta é necessário dotá-los de capacidades participativas através do incremento da formação para a estruturação e sustentação futura do mercado náutico. Consequentemente, os governos permitirão introduzir a náutica na rotina de lazer dos portugueses, ao mesmo tempo que se criam referenciais de qualidade suportados pela qualificação dos quadros profissionais. Progressivamente o resultado final fará com que Portugal seja incluído, tanto como um novo destino de lazer náutico de referência nas rotas marítimas mundiais, como uma voz ativa nas instâncias internacionais dinamizadoras do setor. Desta forma há que reiniciar todo o processo de marketing náutico de acordo com as potencialidades territoriais, ambientais e paisagísticas, histórico-culturais e comunitárias, para desenvolver ações concretas que permitam, desde logo, posicionar o país no mercado náutico internacional em geral, e na mente dos consumidores nautas, em particular. Será necessário, para além de todo um investimento em infraestruturas, qualificação de quadros, reeducação dos consumidores nacionais,… uma forte campanha que permita projetar o país através de uma ou mais vias “marítimas”.
Está ainda por fazer todo o branding territorial de Portugal, sendo que argumentos, maioritariamente históricos e culturais não faltam para ligar novamente o país ao mundo através da recreação náutica. Poder-se-ão chamar os vultos da história portuguesa no mundo e os seus feitos (acomplishments) nos séculos XV, XVI, XVII e XVIII. Deverão criar-se e propagandear-
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se conteúdos documentais e cinematográficos que permitam fazer circular nos mass-media, sejam jornais, cinemas, televisão, entre outros, a mensagem da importância atual e de outrora de Portugal no Mundo. Só assim se permitirá ao país um posicionamento estruturalmente forte e sempre presente na mente do consumidor. Foi Portugal quem levou o mundo ao mundo. Agora é preciso trazer o mundo a Portugal. Para isso urge puxar pela criatividade dos portugueses, em geral, e pelos organizadores de eventos e agentes pró-desenvolvimento territorial, em particular. Estamos deste modo, obrigados a criar e dinamizar novos conteúdos, originais e únicos, a partir dos nossos próprios recursos. Precisamos de trabalhar não só para o modelo das estações náuticas, convergente com os nossos concorrentes, mas também inovar para além dessa fronteira de pensamento estruturante atual. Necessitaremos por exemplo de criar as nossas próprias rotas, ligar os nossos portos, vilas e cidades de forma simples e funcional. Poderemos tirar partido de uma rede nacional de atrativos culturais, balneares e paisagísticos para o fazer. A grande vantagem é que a dimensão reduzida do território continental que permite iniciar rápida e eficazmente o processo, e inclusive, aliar a náutica à procura por short\ médium breaks. Depois, a transposição deste modelo para a plataforma atlântica permitirá aumentar o seu impacto sobre os arquipélagos, sendo assim possível ao TNR tirar partido da plataforma marítima futuramente aumentada sob soberania portuguesa.