3 GESTION DE CONTENU WEB
3.3 Logiciels de gestion de contenu
De acordo com Lee (2010) existe uma visão amplamente aceite de que o IDE promove o crescimento, não só diretamente através do aumento da formação de capital numa economia, mas também indiretamente induzindo o desenvolvimento do capital humano, ajudando a transferência de tecnologia e reforçando a concorrência. Também para Moosa (2002) o IDE envolve a transferência de capital estrangeiro, tecnologia e outras capacidades (gestão, marketing, contabilidade, etc). Um dos aspetos mais importantes do IDE é o efeito positivo na economia do país de acolhimento. Este efeito, naturalmente, é mais importante para os países em desenvolvimento, onde o IDE é visto como um meio de impulsionar o desenvolvimento económico. O IDE também é capaz de incrementar o emprego diretamente, através da criação de novas facilidades e indiretamente, através da estimulação de empregos na distribuição.
Muitos estudos têm lidado com as questões do IDE e os seus potenciais benefícios para os países em desenvolvimento em termos de oportunidades de emprego, transferência de tecnologia, crescimento e desenvolvimento (Wahid, Sawkut, & Seetanah, 2009).
Tendo em conta as vantagens do IDE para uma economia, tanto os países em desenvolvimento como os países desenvolvidos tornaram-se mais recetivos à entrada desse tipo de investimento. As vantagens do IDE numa determinada economia, bem como a importância de desenvolver ações para atrair este tipo de investimento, são amplamente debatidas e apresentadas por vários autores. Os impactos do IDE constituem fatores bastantes aliciantes para qualquer país, a nível económico, governamental e social. A tabela II.6. apresenta um resumo dos impactos do IDE nos países de acolhimento, sendo de salientar que grande parte dos autores é unânime em afirmar
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que o IDE é um importante veículo de transferência de tecnologia e know-how, criação de emprego, representa um papel importante na promoção do crescimento económico e tem diversos efeitos multiplicadores.
De referir que, também os países de origem podem sofrer impactos com o IDE, conseguindo tirar proveito das economias dos países recetores de investimento e fazendo a exploração de tecnologias e mão de obra baratas, entre outros (McCulloch & Yellen, 1982).
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Tabela II. 6. Resumo dos impactos positivos do IDE para o país de acolhimento
Autor (Ano) Impactos Positivos do IDE
Caves (1974); Samli (1985); Reddy e Zhao (1990)
Criação de emprego e dinamização de atividades produtivas; Criação de capital; Adoção de tecnologias sofisticadas e de capacidades tecnológicas e de gestão por parte das empresas dos países recetores; Redução do défice comercial nacional; Redução do desfasamento tecnológico.
Porter (1993) Grandes aperfeiçoamentos na produtividade nacional.
Amirahmadi e Wu (1994) Representa uma oportunidade para o crescimento económico; Transferência de tecnologia e experiência de gestão; Estimulação do empreendedorismo local; Criação de capital e lucros; Criação de emprego e mão de obra qualificada.
Singh e Jun (1995) Partilha de risco; Disciplina o mercado; Orientação para a exportação; Transferência de tecnologia e experiência de gestão. Mello (1997) Promove o conhecimento; Transferência de tecnologia.
Berthelemy e Demurger (2000); Borensztein et al. (1998)
Transferência de tecnologia. Aitken e Harrison (1999) Aumento da produtividade.
Glass e Saggi (1999) Aumenta os salários e os lucros. Elahee e Pagan (1999) Promoção do crescimento económico. Wilamoski e Tinkler (1999) Aumento das exportações e importações.
Zukowska-Gagelmann (2000) Impacto positivo sobre o desempenho das empresas; Promove a concorrência.
Driffield e Taylor (2000) Contribui para o desenvolvimento regional; Transferência de tecnologias; Redução do desemprego estrutural; Tem efeitos multiplicadores.
Adames (2000) Transferência de tecnologias; Transferência de capitais e ferramentas de marketing; Promove a concorrência e melhora a distribuição de rendimentos; Promove a eficiência.
Fan e Dickie (2000) Contribuição para o crescimento do PIB; Fator de estabilização durante a crise financeira asiática. Figlio e Blonigen (2000) Aumenta os salários reais locais; Induz alterações nas dotações orçamentais do governo.
Djankov e Hoekman (2000) Transferência de conhecimento e know-how de gestão; Impacto positivo na produtividade total dos fatores das empresas. Kearns e Ruane (2001) Desenvolvimento económico; Criação de mais emprego e com mais qualidade.
Urata e Kawai (2000) Fomenta o investimento económico; Transferência de tecnologia; Transferência de know-how de gestão.
Hawkins e Lockwood (2001) Fomenta o crescimento dos países; É um meio para financiar a aquisição de novas estruturas e equipamentos; Transferência de tecnologia.
Zhang (2001) Fomenta o crescimento; Fomenta o investimento; Transferência de tecnologia. Blomström (2001)
Contribui para a eficiência; Introduz novo know-how através de novas tecnologias e formação de trabalhadores; Anula monopólios e estimula a competição; Transferência de técnicas de controlo de qualidade; Força as empresas locais a desenvolver a sua gestão ou a adotar algumas técnicas de marketing.
Asiedu (2002) Promove capital para investimentos; Proporciona emprego, capacidades de gestão; Transferência de tecnologias.
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Autor (Ano) Impactos Positivos do IDE
Rita (2002)
Fomenta o crescimento dos países; Financia a aquisição de novas estruturas e equipamentos; Permite a transferência de tecnologia e formas de organização de economias mais avançadas tecnologicamente; Resulta em transferências positivas para a economia local através das ligações que se estabelecem com os fornecedores locais, competidores, benchmark e formação; Transferência de know-how com reflexos na inovação e na gestão de competências; Estimulação da competição na economia doméstica, melhorando a produtividade e reduzindo a pressão inflacionista; Integração da economia doméstica com cadeias internacionais de fornecimentos que podem oferecer redução de custos dos inputs, promover economias de escala e incrementar as exportações.
Doanh (2002)
Atração de mais capital estrangeiro; Transferência de tecnologia; Melhoramento da balança de pagamentos; Aumento de exportações; Acesso a mercados internacionais; Ajuda a modernizar a gestão e o governo; Qualifica um novo grupo de gestores dinâmicos; Ajuda a acelerar o processo de integração internacional.
Moosa (2002) Transferência de capital estrangeiro; Transferência de tecnologia e outras capacidades (gestão, marketing, contabilidade); Incrementa o emprego; Criação de novas facilidades.
Medeiros (2003)
Aumenta o emprego, cria novos tipos de trabalho e melhora as condições remuneratórias; Melhora as qualificações dos trabalhadores bem como o seu know-how; Transferência de melhores práticas e técnicas de gestão; Transferência de tecnologia moderna; Possibilita a parceria entre as empresas estrangeiras e nacionais, permitindo a estas últimas expandirem os seus negócios; Aumenta as receitas do Estado através das contribuições fiscais; Melhora a balança de pagamentos, tanto por via de aumento das exportações como pela via da substituição de importações.
Hunya (2004) Crescimento económico; Reestruturação e competitividade (através da transferência de capital e conhecimento).
Raguragavan (2004) Melhoria da balança de pagamentos através do aumento das exportações; Crescimento económico; Produtividade do trabalho. Hara e Razafimahefa (2005) Aumenta o emprego; Promove o desenvolvimento económico regional; Reforça a competitividade e eficiência.
Flôres Junior, Fontoura e Santos (2006)
Entrada de capitais; Empregos adicionais; Incremento da produtividade nas empresas domésticas; Transmissão de bens intangíveis de know-how, ferramentas de marketing e de gestão, experiência internacional e reputação.
Amaro e Miles (2006) Produz benefícios líquidos; Transferência de tecnologia que aumenta o capital e os fatores de produtividade. UNCTAD (2006)
Gera emprego; Aumenta a produtividade; Transfere conhecimentos e tecnologias; Transferência de know-how de gestão e de competências de desenvolvimento do capital humano; Estimula a competição na economia doméstica, melhorando a produtividade e reduzindo a pressão inflacionista; Integração da economia doméstica em cadeias internacionais; Promoção de economias de escala; Aumenta as exportações; Contribui para o desenvolvimento económico a longo prazo.
Subbarao (2008)
Gera emprego; Aumenta a produtividade; Reforça a competitividade da economia doméstica através da transferência de competências e tecnologia; Reforça as infraestruturas; Reforça as exportações e contribui a longo prazo para o desenvolvimento económico dos países em desenvolvimento.
Cleeve (2008)
Transferência de tecnologia; Desenvolvimento do capital humano através da transferência de gestão de competências e conhecimentos; Proporciona acesso aos mercados; Aumenta a produtividade; Reduz custos e melhora as economias de escala através da integração das economias domésticas com as atividades económicas internacionais.
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Autor (Ano) Impactos Positivos do IDE
Wahid et al. (2009) Oportunidades de emprego; Transferência de tecnologia; Crescimento e desenvolvimento económico.
Lee (2010) Promove o crescimento; Aumento a formação de capital; Induz o desenvolvimento do capital humano; Ajuda a transferência de tecnologia; Reforça a concorrência.
Mohamed e Sidiropoulos (2010)
Aumenta a eficiência e a produtividade; Proporciona novas oportunidades de crescimento; Transferência de tecnologia; Desenvolvimento das exportações; Criação de emprego; Qualificação e modernização de gestão do conhecimento e competências.
Falade-Obalade (2010) Transferência de tecnologia; Transferência de know how de gestão e de recursos humanos qualificados; Criação de postos de trabalho; Aumento de receitas através do pagamento de impostos.
Peric e Radic (2010) Transferência de tecnologia, novas ideias, técnicas avançadas e conhecimentos; Contribui para o crescimento e desenvolvimento económico com importantes efeitos spillover.
Fonte: elaboração própria
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