Networked governance/
CHAPTER 4: LAYING OUT ACTORS AND DYNAMICS IN CLIMATE CHANGE AND SUSTAINABLE ENERGY TRANSITIONS CHANGE AND SUSTAINABLE ENERGY TRANSITIONS
4.2 The role of traditionally hierarchical, single-level actors in climate and sustainable energy governance governance
4.2.1 Local governments and cities: climate action on the ground
A motivação é um conceito importante para se compreender do comportamento humano. É um elemento que faz as pessoas tenham gosto, vontade de realizar algo. A motivação não é observável diretamente, somente é possível percebe-la a partir dos comportamentos das pessoas e do resultado de tais comportamentos.
Para Vernon (1973, p. 53) “a motivação é encarada como uma espécie de força interna que emerge, regula e sustenta todas as nossas ações mais importantes”. Neste sentido, uma pessoa pode ser motivada, em qualquer momento, por uma série de fatores internos ou externos.
Assim, a força de cada motivo e padrão de motivos influenciam no modo como as pessoas veem o mundo, no modo de pensar e agir. Portanto, a motivação é um dos principais elementos que determina o comportamento humano: na aprendizagem, no desempenho, na percepção, na atenção, na memória, no pensamento, na criatividade e nas emoções (MURRAY, 1973).
A motivação pode ser definida como uma orientação ativa e persistente seletiva que leva um indivíduo a realizar ações que normalmente satisfazem uma
necessidade ou implicam um benefício, consequentemente, pode-se dizer que um indivíduo só aprende o que ele quer aprender.
No olhar de Libâneo (1994, p. 84), “aprendizagem é uma relação cognitiva entre o sujeito e os objetos de conhecimento”. Para o autor, a aprendizagem pode ser casual ou organizada. Assim, a aprendizagem casual “é quase sempre espontânea, surge naturalmente da interação entre pessoas e com o ambiente em que vivem”. Por sua vez, a aprendizagem organizada “tem por finalidade especifica aprender determinados conhecimentos, habilidades, normas de convivência social”.
Para Vygotsky, a aprendizagem sempre inclui relações entre as pessoas. A relação do indivíduo com o mundo é mediada pelo outro, pelo social, pelas relações por ele estabelecida. Assim, não há como aprender e entender o mundo se não houver contato com o outro, aquele que nos fornece os significados que consente pensar o mundo à sua volta. Neste sentido, Vygotsky afirma que não há um desenvolvimento pronto dentro do indivíduo, ao contrário, o pensamento vai sendo construindo e se atualizando conforme o tempo passa ou recebe influência externa (BOCK, 1999).
Percebe-se, então, que o desenvolvimento do indivíduo é um processo que se dá de fora para dentro, sendo que o meio influencia o processo de ensino- aprendizagem, assim como a motivação.
Um dos grandes benefícios da motivação é melhorar a atenção e a concentração do indivíduo, já que o desejo parte do próprio indivíduo, de suas necessidades e anseios. Nessa perspectiva, pode-se afirmar que ao sentir-se motivado o sujeito tem vontade de fazer algo e para isso esforça-se o necessário durante o tempo que for para atingir aquela meta, objetivo proposto.
De acordo com Souza (2002), a motivação para o aprendizado da Língua Inglesa pode ser:
a) Motivação instrumental: é uma razão que impulsiona o indivíduo para
obter sucesso (passar em exames, conseguir um bom emprego, garantir uma vaga na universidade), enfim, buscar a ascensão educacional e melhores oportunidades econômicas.
b) Motivação integrada: busca domínio sobre a cultura, e problemas da
realidade e da vida dos falantes da língua alvo.
do aluno o impulsiona a querer ainda mais. A motivação nasce do sucesso de sua experiência anterior.
d) Motivação intrínseca: é o interesse positivo pela matéria em si como
campo de estudo e de trabalho.
Bock (1999) expõe que a preocupação do ensino deve ser a de criar condições tais, que o aluno se sinta motivado a de aprender. Neste sentido, o professor possui uma função única dentro do ambiente escolar. Ele é o profissional que fará a conexão entre o contexto interno (espaço de aprendizagem), o contexto externo (o meio - a sociedade, o conhecimento dinâmico e o aluno). Assim sendo, o aluno não pode ser visto como mero receptor e o professor como um simples transmissor de conhecimentos, senão este elo não se efetiva.
O papel do professor de língua estrangeira não é tanto criar novos motivos, que são consequências de muitos fatores culturais, e sim, possibilitar a incorporação de novos significados e objetos, palavras e ideias. Quando isto é feito, o estudante começa a se interessar por coisas novas e trabalhar por diferentes razões, que constituem todo o processo da aprendizagem da Língua Inglesa.
Neste olhar, Kobal (1996) afirma que se deve procurar motivar o aluno sempre, caso contrário, a falta de motivação para o aprendizado pode comprometer negativamente seu desempenho, inclusive levando-os a evasão.
A ausência de significados daquilo que é ensinado é uma das causas da desatenção por parte dos alunos, da desmotivação, da falta de interesse, e falta de memorização (BOCK, 1999).
Ressalta-se que a motivação não é demonstrada na mesma intensidade em todas as pessoas, já que cada um possui interesses múltiplos. De tal modo, o professor deve buscar conteúdos diversificados e motivadores, para que se possa atender aos interesses apresentados por sua turma (CHICATI, 2000).
Portanto, é de fundamental importância motivar o aluno, mantê-lo interessado, já que ninguém transfere conhecimento, transferem-se, apenas dados e informações e, o outro, vai gerindo e construindo seu próprio conhecimento, já que o conhecimento é uma apropriação individual. Logo, o educador deve descobrir estratégias, soluções para fazer com que o seu aluno queira aprender, assim, deve fornecer estímulos para que ele se sinta motivado a assimilar um novo conteúdo.
Isso porque no momento em que o professor de Língua Inglesa motiva o aluno, ele desafia-o sempre, porque para ele, o processo de aprendizagem se converte em motivação, onde os motivos provocam o interesse para aquilo que vai ser aprendido.
De acordo com Bzuneck (2003, p. 59) independente do nível de ensino é possível ao professor manter alto o nível de motivação nas aulas de Língua Inglesa utilizando as seguintes estratégias:
- Mostrar-se entusiasmado com os conteúdos que está ensinando; - Despertar a curiosidade destacando a relação do conteúdo com fatos cotidianos;
- Orientar a aprendizagem para compreensão e não para a memorização;
- Elaborar atividades que mostrem como o aluno evolui;
- Usar um ritmo que permita que todos acompanhem o encadeamento de ideias;
- Mudar a estratégia ao perceber que os alunos não aprenderam;
- Estabelecer metas realistas e explique detalhadamente os objetivos, combinando regras;
- Dar pistas de como superar as dificuldades sem revelar de imediato a solução;
- Evitar avaliações negativas, comparativas e ameaçadoras da autoestima dos alunos.
É possível inferir que cabe ao professor despertar no aluno o interesse disciplina, mostrar a importância e necessidade desta em seu futuro. Assim, trabalhar com aulas mais atrativas, atividades dinâmicas, transportar a matéria para o meio em que o aluno convive, pode criar nele o desejo de aprender. A função do professor é esta, despertar no aluno a curiosidade e a vontade de conhecer uma segunda língua, mostrando a ele que pode ser divertido e interessante adquirir um novo aprendizado, e lembrá-lo sempre dá importância e utilidade de aprender inglês. A satisfação que vem com a realização é a própria motivação, portanto o educador deve equipar sempre ao aluno em busca do conhecimento, prendendo sua atenção para aquilo que ele está sendo ensinando. Fazendo assim, criar-se-ão alunos motivados a aprender e, a especialmente fazer isso com autoestima, criatividade e resiliência.