• Aucun résultat trouvé

La llegada del cine a El Prat de Llobregat y sus inicios (1907-1936)

IV. I. Llegada del cine a la Península Ibérica, Cataluña y Barcelona

IV.II. La llegada del cine a El Prat de Llobregat y sus inicios (1907-1936)

Como fase final da pesquisa Design by Experience, foi realizada uma confraternização com os participantes para discutir os processos de pesquisa e aprendizagem ocorridos durante o ciclo de prática do projeto na disciplina de Tendências (EGR7173). Para tanto, foram preparados uma série de cartões com atividades e processos realizados durante a pesquisa e que apareceram durante a elaboração das representações gráficas do processo. A discussão procurou ressaltar os pontos positivos e negativos do processo, bem como ordenar as

atividades realizadas na visão do grande grupo. Ainda foram realizadas algumas sugestões para a melhoria do processo e para possíveis futuras aplicações.

Um dos primeiros pontos positivos ressaltados pelo grande grupo foram as diversas formas de registro propostas durante a pesquisa. Este aspecto permitiu que cada participante encontrasse a melhor forma de registro em relação às suas habilidades, além de explorar outras formas que não haviam sido propostas, como o caso da elaboração de poemas sobre os cenários de pesquisa (Figura 29) ou o registro de imagens acompanhadas de verbalizações (Figura 30).

A disponibilização de um caderno de campo para o registro da pesquisa fez com que os participantes lembrassem de tomar notas durante o trabalho de campo. Muito embora, ao retornar do campo, as notas e imagens sempre parecessem estar em menor quantidade do que no decorrer do trabalho de campo. Os mapas, de acordo com os participantes, se mostraram interessantes à medida que proporcionaram o registro de diferentes tipos de pessoas em diferentes tipos de lugares. Contudo, na visão dos participantes, teriam sido melhor aproveitados se houvesse um tema específico de pesquisa.

De acordo com os participantes, a atividade mais difícil da pesquisa foi a realização de entrevistas. Abordar as pessoas e procurar questionamentos relacionados a uma observação ainda em curso demonstrou-se um exercício difícil, embora alguns o tenham desempenhado com maior facilidade.

No momento da análise, a maior constatação enfrentada pelos participantes foi a falta de material. No decorrer do trabalho de campo, os participantes tiveram a impressão de ter coletado mais material do que de fato ocorreu. Entretanto, a insuficiência do material individual foi sendo sanada à medida que os participantes compartilharam seus materiais de pesquisa.

Este fato leva à conclusão do que foi pontuado por Pink (2013) de que os métodos etnográficos que envolvem o uso de mídias digitais (que podem ser realizados com o uso de uma câmera digital, uma câmera de celular ou outro dispositivo móvel) não apenas possibilitam a criação de vídeos e imagens em diversos lugares, mas também o carregamento, compartilhamento, cocriação, entre outros, delineando a

possibilidade de compartilhar com os outros participantes ambientes digito-materiais67 e realidades.

Da mesma forma, a parede de visualizações funcionou como um recurso similar, permitindo o compartilhamento e a visualização do material da pesquisa de campo sob os olhares de outros participantes. As discussões empreendidas sobre a experiência de cada um com essa prática de campo levou a uma forma de reviver e revisitar essa experiência, como também destaca Pink (2008).

Os desenhos e colagens realizados nos postais permitiram aos participantes expressarem suas percepções intervindo no ambiente observado e desenvolvendo poéticas e modos de (re)criar a experiência de pesquisa. Nesta etapa, de acordo com os participantes, foi possível representar a pesquisa de forma mais iconográfica, destacando os principais elementos que constituíram a conceituação das tendências posteriormente.

Segundo as discussões empreendidas nesta etapa, a principal sugestão para trabalhos futuros encontra-se justamente após o delineamento desses principais movimentos da contemporaneidade. Ao encontrarem alguns dos valores e verdades compartilhadas sob o regimento de um zeitgeist à partir da observação in situ, os participantes sentiram a necessidade de retornar a campo com o olhar orientado a buscar mais nuances e evidências dessas manifestações.

Acredita-se que em uma pesquisa posterior seja interessante cogitar essa possibilidade, pois a mesma auxiliaria na elaboração de discursos mais densos a respeito dessas manifestações da contemporaneidade e de um storytelling mais elaborado das tendências identificadas.

A elaboração do storytelling e a montagem do vídeo de tendências foi vista como uma maneira de ―explicar‖ ou ―demonstrar‖ a um interlocutor aquilo que foi identificado durante a pesquisa. Além disso, esse processo foi visto como uma maneira de performar, ensaiar ou intervir no futuro, sugerindo pensamentos, ideias e verdades que podem se estabelecer em um futuro próximo.

Expressões como ―ai, que lindo!‖, ―arrepiou‖ e ―isso é verdade‖ foram ouvidas durante a exibição dos vídeos ao grande grupo. Essas expressões evidenciam o aspecto prescritivo e utópico dos discursos envolvidos na comunicação de tendências, os quais são descritos por

67

A autora usa o termo digito-material environments para designar um ambiente material (real) que é, de certa forma, ―reconstituído‖ no ambiente digital por meio de imagens da pesquisa de campo.

Margonlin (2007). Da mesma forma, demonstram o aspecto crítico do design como um agente ativo de mudança (PETERMANN, 2014; CLARKE, 2011).

Os participantes viram, também nesse processo, uma forma de intervir no futuro por meio de uma reinterpretação das tendências identificadas. Em uma suposta fase seguinte, haveria a possibilidade de realizar uma espécie de tradução dessas informações para expressões estéticas, comportamentais, culturais, comunicacionais, funcionais e estratégicas. Essas expressões designam as dimensões experienciais nas quais os designers podem trabalhar na proposição de experiências futuras.

Uma possível fase subsequente a este processo, de acordo com os participantes, seria a possibilidade de reinterpretar as tendências identificadas por meio de criações e projetos de design alinhados ao zeitgeist, ou seja, informado das tendências identificadas, conceituadas e comunicadas por meio de pesquisas, poéticas e modos de criar e comunicadas por diversas mídias, linguagens e plataformas. Esta atividade, na percepção do grupo, poderia ser desenvolvida por eles mesmos ou por outros que, à partir dos delineamentos apresentados pelos vídeos, poderiam trabalhar na reinterpretação dos conceitos, discursos e materialidades na constituição de uma racionalidade que sustente projetos de design.