Étude bibliographique
1.4 Lixiviats et biogaz : Sous - produits de dégradation
Brougère (2003) compreende o jogo no seu enraizamento social. Diz ele que o ludus26 latino tem diferentes significados a depender da cultura de que se fala. Criticando a psicologização em torno do conceito (a não compreensão da dimensão social que se encarna nas atividades humanas, dentre as quais, o jogo), explica que
26 LUDO: Do latim LUDU – “tipo de jogo em que as pedras se movimentam segundo o número de
a brincadeira e o jogo são construções culturais. Sendo assim, só podem ser compreendidos dentro de um sistema de interpretação das atividades humanas. Brougère destaca que
Uma das características do jogo consiste efetivamente separar claramente a atividade lúdica de qualquer comportamento. O que caracteriza o jogo é menos o que se busca do que o modo como se brinca, o estado de espírito com que se brinca. (2003, p. 20).
Apesar das críticas que foram tecidas contra a utilização dos jogos nas escolas, eles expandiram-se de todas as formas: jogos para aprendizagem da matemática, das ciências, da geografia e da história, enfim, uma seqüência infindável de jogos didáticos. Ademais os jogos educativos podem facilitar o processo de ensino- aprendizagem e ainda serem prazerosos, motivadores, interessantes e desafiantes. O jogo pode ser um ótimo recurso didático ou uma estratégia de ensino para os educadores e também ser um rico instrumento para a construção do conhecimento.
Vygotsky (1994), por exemplo, afirma que os processos de criação são observáveis principalmente nos jogos da criança, porque no jogo ela representa e produz muito mais do que aquilo que viu.
Todos conhecemos o grande papel que nos jogos da criança desempenha a imitação, com muita freqüência estes jogos são apenas um eco do que as crianças viram e escutaram dos adultos, não obstante estes elementos da sua experiência anterior nunca se reproduzem no jogo de forma absolutamente igual e como acontecem na realidade. O jogo da criança não é uma recordação simples do vivido, mas sim a transformação criadora das impressões para a formação de uma nova realidade que responda às exigências e inclinações da própria criança (VYGOTSKY , 1984, p.12).
Quando se fala em jogo educativo, estamos nos referindo àquele elaborado na intenção de distrair e instruir ao mesmo tempo. Desta forma, o jogo educativo tem sempre duas funções: uma função lúdica, na qual a criança encontra prazer ao jogar, e uma função educativa, através da qual o jogo ensina algo, além de ajudar a desenvolver o conhecimento da criança e a sua apreensão do mundo.
Existem diferentes tipos de jogos e aplicabilidades. Lara (2004) diferencia-os em quatro tipos. Jogos de construção, de treinamento, de aprofundamento e estratégicos. Com o advento do computador, eles podem ser perfeitamente aplicados também na classificação dos jogos computacionais.
Jogos de construção, conforme Lara (2004) são aqueles que trazem aos jogadores um assunto desconhecido fazendo com que, através da sua prática eles sintam a necessidade de buscar novos conhecimentos para resolver as questões propostas pelo jogo. Jogos desse tipo permitem a construção do conhecimento, despertando a curiosidade e levando o indivíduo à procura de novos conhecimentos. Os jogos de construção são muito importantes porque estimulam a criatividade.
Jogos de treinamento também são muito úteis, pois se sabe que mesmo que o participante tenha construído o conhecimento através do seu pensamento, ele precisa exercitar para praticá-lo, estendê-lo, aumentar a sua autoconfiança e familiarização com o mesmo.
O treinamento pode auxiliar no desenvolvimento de um pensamento dedutivo ou lógico mais rápido. Muitas vezes, é através de exercícios repetitivos que o/a aluno/a percebe a existência de outro caminho de resolução que poderia ser seguido, aumentando, assim, suas possibilidades de ação e intervenção. [...] pode ser utilizado para verificar se o/a aluno/a construiu ou não determinado conhecimento, servindo como um “termômetro” que medirá o real entendimento que o/a aluno/a obteve. (LARA, 2004, p.25).
Os jogos de aprofundamento, segundo Lara (2004), podem ser explorados, depois de se ter construído ou trabalhado determinados assuntos, para que os jogadores apliquem-nos em situações através de jogos.
Outro jogo educativo é o jogo de regras. O primeiro esboço do jogo de regras segundo Piaget (1975) aparece no início da infância. Nos jogos de regras, todos os participantes têm, aproximadamente, o mesmo nível intelectual e suas ações estão orientadas para um fim, tendo em conta o contexto dado. Como este contexto varia sempre, os jogadores precisam ser flexíveis, considerando suas ações e a dos outros jogadores, constituindo-se numa situação que gira em torno do "se ... então".
Desta forma, os participantes de um jogo estão sempre coordenando seus pontos de vista e isto os leva a uma constante interação.
O jogo simbólico é a representação corporal do imaginário. Na imaginação o jogador pode modificar sua vontade, usando o "faz de conta", mas quando expressa corporalmente as atividades, ele precisa respeitar a realidade concreta e as relações do mundo real. Por essa via, quando a criança estiver mais velha, é possível estimular a diminuição da atividade centrada em si própria, para que ela adquira uma socialização crescente. As características dos jogos simbólicos são:
• Liberdade de regras
• Desenvolvimento da imaginação e da fantasia; • Ausência de objetivo explícito ou consciente • Lógica própria articulada com a realidade; • Assimilação da realidade ao "Eu".
Poderíamos citar — o que não é o caso neste trabalho —, uma infinidade de jogos elaborados e utilizados para a formação infantil, mas destacamos aqueles que consideramos de maior importância para a compreensão do jogo na formação do indivíduo. Na seqüência adentraremos mais especificamente nos jogos dramáticos e os jogos teatrais que são utilizados na infância e na adolescência e que têm como elemento essencial a representação dramatizada.