Liquor Procurement Processes 1.0 M AIN P OINTS
3.2 Liquor Purchasing Process
Como dito anteriormente, foram 89escolas da rede estadual de Pernambuco que receberam o material distribuído pelo MEC para o trabalho com Educação Financeira no Ensino Médio. Essas escolas fazem parte do Programa Ensino Médio Inovador (ProEMI), que amplia a carga horária semanal das escolas, incluindo novas disciplinas, algumas obrigatórias para adesão ao ProEMI e outras a critério da escola.
Vale ressaltar, que o trabalho com o material de Educação Financeira não é obrigatório, portanto, a fim de identificar como a proposta de desenvolvimento do Programa de Educação Financeira – Ensino Médio chegou às escolas de Pernambuco,
bem como, identificar escolas que trabalharam com o programa, aplicamos questionários com uma representante do MEC (ST), a assessora da Diretoria de Currículos e Educação Integral (Dicei) da Secretaria de Educação Básica (SEB), uma representante da Secretaria de Educação (RQ), a Gerente de Políticas Educacionais para o Ensino Médio em Pernambuco e realizamos uma entrevista com a coordenadora do programa na Secretaria de Educação de Pernambuco (ZS), tendo em vista que foi a responsável pela articulação entre a Secretaria de Educação e as Gerências Regionais de Educação (GREs). Outras fontes de informação foram quatro técnicos educacionais que atuavam como multiplicadores do programa nas GREs, denominados M1, M2, M3e M4. O contato com eles foi a partir da Secretaria de Educação, em 2015, quando enviamos um questionário para 22 técnicos educacionais e,destes quatro responderam. As perguntas que nortearam a entrevista com a coordenadora do programa na Secretaria de Educação, bem como os questionários enviados à representante do MEC, da Secretaria de Educação e aos técnicos educacionais estão apresentados em anexo.
As respostas obtidas a partir dos questionários realizados com representantes do MEC, da Secretaria de Educação e multiplicadores do programa nas GREs, como também as respostas obtidas na entrevista realizada com a responsável pelo programa na Secretaria de Educação, serviram de base para conhecer o processo de implementação do programa no estado de Pernambuco, que será apresentado, mais adiante, neste capítulo.
Em 2016, com auxílio da coordenadora da secretaria de educação, conseguimos conversar com professores e alunos de duas escolas que desenvolveram o programa, ambas na GRE Vale do Capibaribe, mas de municípios diferentes, uma de Frei Miguelinho e outra em Bom Jardim. Tentativas em outras duas escolas foram realizadas, mas não obtivemos respostas.
Nas escolas visitadas sempre solicitamos ao professor que tivemos contato que convidasse alunos também, pois nos interessava conhecer a experiência deles. Na escola de Bom Jardim, três alunos aceitaram conversar sobre o programa. No dia marcado para a visita à escola, mais dois alunos e outra professora, que também atuava no programa, quiseram participar da conversa. Nessa escola, quatro professores trabalharam com Educação Financeira, sendo que dois professores não participaram da conversa, um por motivo de licença médica e outro em função da impossibilidade de estar na escola naquele horário, pois lecionava também em outra escola. Assim, conversamos, com
cinco alunos e com asduas professoras da escola, sendo as conversas com alunos e professores realizadas de forma separada.
Na escola localizada em Frei Miguelinho (escola B), apenas uma professora trabalha com o programa, que, por sua vez, a nosso pedido convidou uma aluna de uma turma que ela trabalha para conversarmos. Foi solicitado maior número de alunos, mas os demais alunos já haviam saído da escola em função do término do horário de aula. Nessa escola, em função do pouco tempo disponível pela professora e estudante, optamos por fazer uma roda de conversa conjunta.
A orientação oferecida pela GRE Vale do Capibaribe para as sete escolas que receberam o material do programa, foi que inscrevessem para participar do programa quatro professores, sendo um deles responsável por coordenar o programa na escola e os demais para ministrarem as aulas. Ao todo foram 28professores, das áreas de Matemática, História, Empreendedorismo e Língua Portuguesa, envolvidos no programa. Das três professoras que conversamos, duas lecionam a disciplina de Empreendedorismo (uma da escola A e uma da escola B) e uma é responsável por coordenar a biblioteca (escola A). Das três professoras que participaram das rodas de conversa, uma tem formação em Letras, uma em Geografia e uma em Ciências Sociais.
Este trabalho não tem a intenção de comparar os dados obtidos na escola A com os dados obtidos na escola B, mas sim, analisar a implantação do programa em duas escolas da rede estadual verificando os desdobramentos e as dificuldades, de forma que os dados das diferentes escolas foram tratados conjuntamente. Considerando que na escola B professora e aluna conversaram juntas sobre o programa, também não separamos o grupo de professores do grupo de alunos, mas nomeamos as falas de alunos e professores. Denominaremos A1...A6 os alunos participantes das rodas de conversa e P1, P2 e P3, os professores. Os roteiros de perguntas utilizados como base para as rodas de conversa encontram-se em anexo.
A seguir apresentaremos o processo de implementação do programa em Pernambuco que pôde ser observado a partir dos questionários respondidos por ST, RQ, M1, M2, M3 e M4 e da entrevista com ZS. Logo após, apresentaremos a análise das rodas de conversa feita com professores e alunos. A análise das rodas de conversa foi feita baseada em Bardin (1997), neste trabalho, para a análise dos dados, seguimos os seguintes procedimentos:
Exploração do Material – Escolha da categorização para o tratamento dos dados;
Tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação – Elaboração de categorias e subcategorias, realizadas a partir das falas dos participantes das rodas de conversa.
As categorias, subcategorias, bem como as inferências que se pôde fazer a partir delas, são mostradas na análise das rodas de conversa.