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Limiter le temps passé quotidiennement sur Internet

Dans le document Internet Security 2015 (Page 53-0)

Chapitre 8: Utilisation sûre d'Internet

8.7 Comment définir une durée de navigation ?

8.7.2 Limiter le temps passé quotidiennement sur Internet

O sector pecuário denota alguma importância regional se atendermos ao número de explorações e de efectivos que são revelados pelo Recenseamento Agrícola de 1999. Para os quatro principais tipos de gado (bovino, ovino, caprino e suíno), as 39083 explorações agrícolas da região que criavam este tipo de gado contabilizavam mais de meio milhão de cabeças. Estes números significam que a criação de gado ocorre em 53% das explorações agrícolas de TMAD, embora com valores bem discrepantes ao nível concelhio (Fig.29). Enquanto para alguns concelhos, a criação de gado nem em 10% do número total de explorações ocorre (Vila Nova de Foz Côa, Santa Marta de Penaguião e Mesão Frio), noutros verifica-se a criação simultânea de diversos tipos de gado na maior parte das explorações agrícolas (Cinfães, Montalegre, Ribeira de Pena e Boticas), embora isso não signifique que esses concelhos tenham um peso regional importante no número de efectivos (pequenas explorações). É o caso de Cinfães que embora seja o segundo concelho com maior proporção de explorações na criação daqueles animais, apenas representa 2,5% do total de cabeças regional. Para além de Cinfães, Chaves, Montalegre e Bragança destacam-se como os concelhos onde a criação de gado ocupa mais explorações no total de explorações com pecuária. Mas, destes, apenas Bragança e Montalegre surgem nas primeiras posições relativamente ao maior número médio de efectivos (10,8% e 6,9% respectivamente), concluindo-se que é nestes concelhos que estarão as maiores explorações. Neste grupo insere-se ainda Mogadouro que, embora represente 3,2% das explorações com gado, engloba 7,7% dos efectivos da região. Uma característica extensiva a toda a região tem a ver com a quebra sentida no número de explorações e de efectivos para o período em análise (1989/1999). Se a diminuição do número de explorações foi brusca (42%), já o número de cabeças sofreu uma descida mais suave (7%), facto que poderá estar ligado à manutenção de explorações de maiores dimensões, eventualmente de cunho mais empresarial, e ao encerramento das de menor dimensão. Sem excepção, todos os concelhos da região perderam explorações pecuárias, com as regressões mais acentuadas a verificarem-se em Mesão Frio (73%), Resende (63%) e Freixo de Espada-à-Cinta (58%). No que concerne ao número de efectivos, houve já diferenças sub-regionais, pois se nalguns locais as perdas superaram os 60% (Armamar, Mesão Frio e Tabuaço), noutros houve mesmo incrementos superiores a 20% (Tarouca, Mirandela e S. João da Pesqueira). Relativamente aos concelhos que se apresentavam em 1999 com maior potencial efectivo, o caso de Montalegre afigura-se como o mais grave, tendo em conta que perdeu 14% das cabeças face a 1989; em Bragança e Mogadouro a quebra cifrou-se por 1%. No Quadro 20 sintetiza-se a informação essencial relativa à criação de animais nas explorações da região.

S N E W 0 10 20 Km Bovinos Ovinos Caprinos Suínos Nº efectivos pecuários 61580 1029

Fonte: RGA, INE, 2000.

Figura 29: Efectivos pecuários por tipo de gado nas explorações agrícolas O gado suíno é aquele que aparece com maior frequência nas explorações de TMAD, ocorrendo em 22% do número total de explorações. Porém, dos quatro tipos de gado principais, o suíno é o que representa menor efectivo (cerca de 66500 cabeças), pelo que há um número médio de cabeças por exploração mais reduzido. De facto, as estatísticas revelam significativas disparidades na criação de suínos ao nível regional, havendo concelhos bastante mais influentes que outros. Tarouca e Chaves são responsáveis por ¼ do total dos efectivos porcinos, pelo que é de esperar que seja aqui que se encontrem as explorações mais modernas e empresariais. Noutras localidades, os valores insignificantes parecem sugerir o predomínio de explorações de natureza familiar, cuja produção se destina ao auto-consumo, ou quando muito, à venda dos efectivos excedentários. É o caso de Vila Nova de Foz Côa, onde as 31 explorações recenseadas apenas contabilizavam 85 cabeças.

A criação de bovinos surge também com alguma assiduidade nas explorações da região. Corresponde ao segundo tipo de gado mais criado, contabilizando mais de 87000 efectivos. Apesar da valorização regional, o número de explorações e de efectivos sofreu uma queda, que se cifrou em 16% para o número de animais face a 1989. A tendência

de descida foi generalizada a toda a região, com apenas duas excepções, Mogadouro e Montalegre, que viram o número de cabeças crescer 32% e 14% respectivamente (não obstante o número de explorações ter decaído em ambos os casos). Montalegre destaca- se claramente como o concelho com maior peso na criação de bovinos, concorrendo para 11% da produção regional. A criação da raça barrosã, com denominação de origem (cuja área geográfica de produção em TMAD inclui também Boticas), assume-se como uma importante produção de Montalegre. Seguem-se Vila Real e Cinfães com 9% cada. É na sub-região duriense e no alto Douro que a criação deste tipo de gado tem menor significado. Em termos globais, a produção de leite detém alguma importância se atendermos ao facto de 34% das explorações com bovinos possuir vacas leiteiras ou novilhas reprodutoras para a produção de leite. Também neste capítulo se destrinçam assimetrias, havendo áreas mais vocacionadas para a produção de leite e outras para a produção de carne. Assim, relativamente aos dois concelhos com maior número de efectivos bovinos, verifica-se que em Montalegre predomina a criação de gado com vista à produção de carne (a criação de leiteiras corresponde a 7%), ao passo que em Mogadouro se passa o inverso, com 59% das cabeças destinadas à produção de leite. Em diversos locais nota-se uma presença quase nula de animais destinados à produção de leite, como em Armamar, Peso da Régua, Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa.

Quadro 20: Evolução do número de efectivos e de explorações com pecuária

1989 1999 Variação relativa

Tipos de

gado Nº Expl. Nº Efectivos Nº Expl. Nº Efectivos Nº Expl. Nº Efectivos Bovino 23892 104296 12465 87324 -47,8% -16,3% Caprino 6848 127877 3570 83235 -47,7% -34,8% Ovino 8069 300108 6567 335000 -18,6% 11,6%

Suíno 28166 83785 16481 66579 -41,5% -20,4%

Fonte: INE, 2000.

No que respeita ao gado miúdo ruminante, o ovino assume uma maior relevância que o caprino em termos de numerário de cabeças e de explorações. Aliás, o maior contingente de todos os tipos de gado na região corresponde ao ovino (335000 efectivos). A criação deste gado ocorre em 9% do número total de explorações, embora este valor médio desvirtue as diferenças latentes na região. Apesar de existir a criação de ovinos em todas as explorações com pecuária de TMAD, nota-se uma maior concentração de ovinos nos concelhos do Nordeste, afirmando-se Bragança como o mais representativo (13%), sucedendo-lhe Mogadouro, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Miranda do Douro e Vinhais. Só estes seis concelhos representam 51% do total de ovinos da região. Mais uma vez, é na região onde domina a monocultura da vinha, que a criação de ovinos tem

foi o único a sofrer um incremento no número de cabeças (+12% face a 1989), apesar do número de explorações também ter diminuído. Dos referidos concelhos com maior presença deste gado, apenas o de Vinhais perdeu cabeças, todos os outros ganharam, especialmente Mirandela (+46%).

A criação de caprinos é menos relevante na região. Basta ver que o efectivo de ovinos corresponde a mais do quádruplo do de caprinos. Ainda assim, em todas as explorações com pecuária recenseadas em 1999 existiam caprinos, cifrando-se o seu valor médio em 4,8%. A criação de Caprinos parece estar em queda, pois todos os concelhos viram reduzir o número de explorações e de cabeças, com as excepções de S. João da Pesqueira e de Miranda do Douro para o primeiro caso e de Penedono para o segundo. Por isso, em termos gerais, a região perdeu 48% das explorações e 35% dos efectivos face a 1989. Não existe uma grande concentração regional na produção de caprinos, pois os principais focos de criação tanto surgem na zona Oeste (Montalegre e Ribeira de Pena), como na zona Leste (Mogadouro e Bragança). Apenas na sub-região duriense se verifica alguma homogeneidade, mas no caso, face à insignificância do número de cabeças.

Uma outra produção muito tradicional na região, a do mel, vive uma fase de acentuado declínio. Em 1999, as colmeias marcavam presença em cerca de 3% das explorações inquiridas mas, comparativamente a 1989, os dados são elucidativos: o número de explorações caiu 68% e o de colmeias/cortiços desceu 36%.

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