A.2 Module de la capacité
C.1.1 Fichier .pcf
2.5 Limite de la déviation d’un paramètre i
O tema/ campo temático do museu singulariza-o, relativamente a outros museus e instituições afins, conectando-o com as envolventes natural e humana de implantação do museu e/ ou de proveniência das suas colecções (constituídas ou em vias de constituição ou
criação) e servindo de fio condutor à concretização dos objectivos gerais e sectoriais do museu, através das actividades desenvolvidas no âmbito das diferentes áreas funcionais e
disciplinares (Lameiras - Campagnolo, 1998, p. 107)
Como foi referido no diagnóstico, a exposição permanente está dividida por polos que abordam diferentes temas ao longo de todo o percurso expositivo. No entanto, durante o processo de criação do Museu a definição do tema da exposição, ou da própria entidade museal, nunca ficou estabelecida formalmente (ver 2.4.). A esta lacuna veio juntar-se a incorporação de novos objetos sem estudo prévio e análise da relação com a temática e com o que realmente se queria exibir ou comunicar.
Assim, a par da definição de missão, visão, vocação e objetivos do MIBdT, a definição do campo temático também deve ter lugar por parte da instituição.
Nesse sentido, o MIBdT, pelo seu acervo, quer em exposição, quer no centro de documentação, no seu edifício, conta a história das várias indústrias que outrora fizeram parte dos grupos empresariais da C.U.F./ Quimigal no Barreiro e no país.
O campo temático pode-se então definir como sendo “a indústria da C.U.F./ Quimigal no Barreiro e no país, a nível histórico e tecnológico e o seu impacto no desenvolvimento.”, indo de encontro à vocação proposta para o MIBdT.
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4.4.2. Categorias tipológicas do acervo
O acervo existente na exposição permanente conta com cerca de 730 objetos (ver 3.3.) sendo que, até ao momento, nunca fora feito qualquer estudo mais aprofundado à coleção do museu.
Com base na leitura de Artifact Study, A Proposed Model de E. McClung Fleming e das Normas de Inventário Ciência e Técnica – Normas Gerais do Instituto dos Museus e da Conservação, ambos referências para a categorização de coleções, apresentarei uma primeira proposta geral para a coleção do MIBdT relativamente às suas categorias tipológicas.
Fleming propõe um modelo de estudo virado para os objetos das artes decorativas, embora como o próprio diz “este modelo pode ser aplicado a outras áreas de estudo” (1974, p. 154), pois existem pontos comuns quando se quer analisar um objeto, nomeadamente os cinco princípios básicos que ele propõe (história, material, construção, design e função) (Fleming, 1974, p. 154).
Nas normas de inventário, os desafios encontrada para criar uma ficha de inventário que abranja todas as áreas relacionadas com a “Ciência e Técnica” demonstra bem o universo amplo deste tipo de coleções e de museus:
Em ambos os casos – grande diversidade das colecções e correspondentes perspectivas classificatórias usadas pelos respectivos detentores – os desafios colocados ao inventário na Supercategoria de “Ciência e Técnica” cedo resultaram na evidência de que as dificuldades não residiam propriamente na estrutura da respectiva ficha, isto é, na definição e estruturação pelos seus campos, mas sim na lógica da classificação dessa mesma diversidade tecnológica, e, como tal, na necessidade de compatibilização de infindáveis modos de olhar sobre uma mesma tipologia de objectos, ora de acordo com a especialidade de museus em questão, ora da sua área disciplinar de enquadramento (Costa e Costa, 2010, p. 40).
Assim, de acordo com a temática e com os objetos que o MIBdT detém, oriundos de diferentes locais e de diferentes atividades dentro das empresas C.U.F. e Quimigal, demonstrando assim a sua complexidade na hora de categorizar este tipo de objetos, enunciei as categorias que achei serem as mais adequadas ao espólio existente:
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1. Arquivo empresarial – Engloba o arquivo produzido pela empresa, desde relatórios, fichas de trabalhadores, entre outros.
2. Centrais de energia – Objetos relacionados com as Centrais a Vapor e a Central a Diesel.
3. Bairro Operário – Objetos oriundos do Bairro Operário de Stª. Bárbara.
4. Equipamentos de serviços – Objetos relacionados com os diferentes serviços relacionados com as fábricas.
5. Fardas e outro equipamento pessoal – Objetos de uso pessoal.
6. Grupo desportivo – Objetos relacionados com o desporto e a cultura desenvolvidos no complexo industrial.
7. Produção – Todos os objetos que estão relacionados com as áreas produtivas da C.U.F./ Quimigal.
8. Publicações – Publicações das diferentes empresas ao longo das décadas.
Esta proposta base de categorização teve também como ponto de partida o livro 50 Anos da CUF no Barreiro, lançado por altura das comemorações dos cinquenta anos da C.U.F. no Barreiro. Representando de uma forma sistemática a estrutura e o funcionamento da empresa àquela época, adapta-se no entanto às duas empresas, C.U.F. e Quimigal.
A dificuldade é grande quando se tem que classificar este tipo de acervos. Por isso as categorias aqui apresentadas devem ser ulteriormente analisadas e discutida pela instituição sendo necessário uma reflexão mais profunda sobre o tema.
Um exemplo concreto que se conhece neste tipo de trabalhos é o caso das categorias atribuídas por Maria da Luz Sampaio ao Museu da Indústria no Porto, onde após uma exaustiva pesquisa e estudo sobre o objeto cariz industrial ao longo da história, a autora propõe oito categorias “tendo por base a categoria funcional e produtiva” (Sampaio, 2015, pp. 212-213).
Um longo percurso ainda é necessário fazer-se em Portugal no que diz respeito a estas matérias. A sistematização deste tipo de acervos, não tem sido um tema muito tratado. Falamos de acervos complexos no que diz respeito à sua diversificação
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tecnológica e amplitude cronológica, tratando-se de uma necessidade emergente no âmbito do património industrial e técnico.