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Exemple 2.2. Ligne de commande du démarrage du noyau avec acpi=off ajouté

Muito tem se questionado exaustivamente sobre a solução encontrada pelos dois lados para resolver seus respectivos problemas. Mas como também já explicado no presente trabalho, a solução encontrada só ajuda um dos lados: o povo somali quer ter uma vida digna, em paz com seus direitos humanos respeitados, produzindo e se sustentando com seu trabalho, sem recorrer do uso da violência. Já os governos de outros países, sobretudo os países exportadores de petróleo do Oriente médio e a China, que exporta fortunas em mercadorias para o ocidente, além de diversos outros governos e empresas que levam produtos e devem passar pela região querem trafegar por ali com segurança, sem serem roubados, ou ter seus tripulantes sequestrados.

O que era um problema apenas de um país miserável do continente Africano virou um dor de cabeça internacional, a região do Golfo de Áden se tornou intransitável sem segurança naval, como já relatado no capítulo 1. Milhões de dólares americanos são gastos todos os anos em segurança naval, um valor relativamente alto pago pelas nações, que possivelmente serviria como investimento para uma nação que, talvez daqui a 50 anos ou mais funcionará como fator primordial para a paz e desenvolvimento mundiais, no entanto, apenas como mais um país africano consumido pela violência e fome e um empecilho para a navegação mundial.

Já temos exemplos de países que foram destruídos por guerras e suas populações dizimadas por doenças, fome, violência, mas com a intervenção de países mais desenvolvidos podemos observar uma melhora significativa através da defesa dos direitos humanos, do investimento em educação e inclusão no mercado mundial, podemos sim, visualizar uma Somália próspera, desenvolvida e sobretudo, independente da pirataria para sobreviver. Não basta apenas condenar os piratas capturados, a solução encontra-se da defesa de um país forte em educação e saúde, um país em que as crianças Somalis de hoje cresçam com dignidade fortes para liderar sua nação no futuro.

A ONU (Organização das Nações Unidas) já trabalha nesse sentido, em uma tentativa de organizar e reestruturar o País. Porém o Estado Somali deve ser organizado e se desenvolver de acordo com a cultura dos clãs, e não como um Estado Federativo, com poder centralizado, nos moldes ocidentais. Há tempos as Nações Unidas vem trabalhando nesse sentido, porém sem

sucesso, justamente porque não foi respeitada a cultura dos clãs. Após 1991, quando Barré foi derrubado do poder estes clãs passaram a disputar pelo poder, trata-se de questão fundamental pacificar os clãs, e assim construir uma Somália desejada por todos.

CONCLUSÃO

A natureza humana pode ser comparada com a dos demais seres vivos, a pirataria moderna é um fato demonstrante disso. Ela se iniciou desde os primeiros tempos como uma forma de sobrevivência, os piratas mais antigos roubavam em alto-mar para ter o que comer, o mesmo ocorre com a pirataria no “Chifre da África”, mais especificamente com a Somália. Agrega-se a um país devastado por uma guerra sangrenta, que deixa centenas de milhares de pessoas na mais pura miséria, morrendo de desnutrição, de doenças e da violência a constantes afrontas aos direitos humanos e internacionais naquele país, já que suas águas internacionais eram constantemente invadidas e exploradas por empresas internacionais sem qualquer repasse dos lucros à Somália, já que este país tem, em tese, soberania sobre suas águas territoriais.

A consequência inevitável disso é uma reação, inicialmente no sentido de proteger suas águas territoriais, como bem afirmava o pirata veterano “Boyah”, a tarefa dos piratas era inicialmente proteger suas fontes de subsistência, como os locais onde capturavam lagostas, as águas territoriais onde pescavam os peixes para consumo próprio e vendas. Mas ao longo do tempo, hoje em dia, as equipes que saem em alto-mar não são cem por cento compostas por pescadores. Como a pirataria se tornou uma prática enriquecedora, muitos adolescentes se “alistam” para esta área de atuação.

Assim como séculos atrás, o propósito destes piratas era defender suas nações, e inclusive recebiam apoio de seus respectivos governos, os chamados “corsários”. No caso da Somália é uma situação parecida, porém os piratas não recebem o apoio do governo de Mogadishu, mas sim indiretamente dos governos, que se autoproclamaram independentes, da Somalilândia e de Puntland, ainda que não oficialmente, mas evidente é que as práticas da pirataria servem como um grande investimento nos dois territórios, pois uma boa parte dos lucros oriundos destas práticas são distribuídos para a população dos dois respectivos governos autoproclamados.

É importante ressaltar que não existe o lado bom e o lado mal nestas circunstâncias. Sem a menor sombra de dúvidas a pirataria é um mal que deve ser combatido, porém como um longo processo foi se formando até seu surgimento, o mesmo tempo deverá ser aplicado em esforço e estratégias para erradicar o problema. A pirataria na Somália começou após 1991, em torno

de 25 anos, e já está nesta gravidade, porém pode ser erradicado com a cooperação das três Somálias (Somalilandia, Puntland e Mogadishu) e uma forte intervenção humanitária da região.

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