Actualmente, e de acordo com o quadro legal e institucional, tanto do lado de Espanha como do lado de Portugal, existem diversas entidades com competências de governação no estuário do Minho, a diferentes níveis. Torna-se, assim, importante conhecer quais as entidades e as respectivas competências/atribuições em matéria de governação no estuário do Minho.
Desta forma, optou-se por apresentar as entidades e respectivas competências sectorialmente, para ambos os países, tendo também em conta o seu âmbito territorial (se são entidades internacionais, nacionais, regionais ou locais).
Começando pelas entidades portuguesas, torna-se, desde logo, importante referir o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território (MAOT), como organismo da tutela responsável pela área do Ambiente, Planeamento e Ordenamento do Território no panorama nacional de Portugal. A principal competência deste organismo é criar as políticas nacionais de ambiente e ordenamento do território, através de diversos instrumentos (estratégias, planos, programas e legislação), no sentido de mobilizar e coordenar a integração das dimensões ambiental e territorial na concepção, concretização e avaliação das diferentes políticas públicas, orientadas no médio e longo prazo para a melhoria da qualidade de vida
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dos cidadãos e o pleno desenvolvimento da sociedade. Desta forma, a acção que este Ministério exerce no estuário do Minho é de uma forma indirecta, através das opções políticas, dos instrumentos de governação da sua responsabilidade e, fundamentalmente, através dos organismos directamente intervenientes e que estão sob a sua tutela. (MAOT, 2011)
No âmbito da Protecção e Conservação da Natureza, aparece o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), tutelado pelo MAOT. Este organismo, enquanto Autoridade Nacional para a conservação da natureza e da biodiversidade, tem como missão propor, acompanhar e assegurar a execução das políticas de conservação da natureza e da biodiversidade e a gestão das áreas protegidas, visando a valorização e o reconhecimento público do património natural. Constitui também responsabilidade desta entidade promover a aplicação da Estratégia Nacional da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ENCNB) e a concepção e gestão do Programa Nacional de Conservação da Natureza. Estando uma grande parte do estuário classificada como Rede Natura 2000, o ICNB tem a responsabilidade de assegurar a gestão destas áreas, nomeadamente através da elaboração, avaliação e revisão de planos de ordenamento e de gestão das áreas protegidas e da orla costeira. (ICNB, 2011)
Como figuras de destaque na governação do estuário do Minho apresentam-se as entidades ligadas aos recursos hídricos, em particular o Instituto da Água (INAG) e a Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARH-N). O INAG, como Autoridade Nacional da Água em Portugal, sob a tutela do MAOT, tem por missão propor, acompanhar e assegurar a execução da política nacional no domínio dos recursos hídricos, de forma a assegurar a sua gestão sustentável, bem como garantir a efectiva aplicação da Lei da Água. É neste contexto que o INAG é responsável pela elaboração do Plano Nacional da Água, uma ferramenta estratégica importante no domínio da gestão dos recursos hídricos. Relativamente ao estuário do Minho em particular, o INAG tem como acção fundamental a supervisão da protecção, planeamento e ordenamento dos recursos hídricos. Ao INAG compete ainda a gestão marítima e das zonas costeiras, nomeadamente através da elaboração dos Planos de Ordenamento de Orla Costeira (POOC), em particular do POOC Caminha – Espinho, que abrange a foz do rio Minho, na desembocadura do seu estuário. (INAG, 2011)
No seguimento do INAG, aparece a ARH do Norte (ARH-N), também sob a tutela do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. Esta entidade insere a sua acção num quadro estratégico de regulação ambiental e está focada na protecção das componentes ambientais das águas e na valorização dos recursos hídricos, tal como consagrado na Lei da Água. No cumprimento da sua missão, a ARH do Norte reconhece que a água representa uma significativa valia económica e social pelo que, face à vulnerabilidade dos ecossistemas aquáticos e terrestres associados, segue um conjunto de princípios de planeamento (de globalidade, de integração, de racionalidade, da participação, do nível de decisão), de princípio económicos (da escassez do recurso, do uso eficiente, do utilizador-pagador e do
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poluidor-pagador, da responsabilização) e de princípios ambientais (da precaução, da melhor tecnologia disponível), todos eles sobejamente conhecidos. A ARH-N é a entidade responsável pela elaboração e execução do Plano de Região Hidrográfica do Norte (PGRH-N), onde também se inclui a bacia hidrográfica do rio Minho e, consequentemente, o seu estuário. É também da competência da ARH-N elaborar e executar os Planos Específicos de Gestão das Águas, por exemplo Planos de Gestão de Estuários, bem como os Planos de Ordenamento de Orla Costeira e os Planos de Ordenamento de Estuários, definir e aplicar os respectivos programas de medidas. Cabe também nas competências da ARH-N estabelecer na região hidrográfica uma rede de monitorização, a emissão de títulos e licenças de utilização dos recursos hídricos e fiscalizar o cumprimento da sua aplicação, bem como identificar as zonas de captação destinadas a água para consumo humano. (ARH-N, 2011)
Numa perspectiva de promover a articulação das políticas públicas sectoriais com uma visão territorial do desenvolvimento existe a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), um serviço periférico do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. Esta entidade é responsável pela coordenação dos serviços desconcentrados de âmbito regional da Administração Central do Estado, com competências ao nível do desenvolvimento regional e planeamento estratégico, ordenamento do território e cidades, gestão de fundos comunitários, apoio às autarquias locais e suas associações, cooperação inter-regional e transfronteiriça, gestão das intervenções operacionais regionais. (MAOT, 2011) De acordo com a Lei da Água, Lei nº 58/2005, de 29 de Dezembro, a articulação dos instrumentos de ordenamento do território com as regras e princípios decorrentes dessa Lei e dos planos de águas nelas previstos e a integração política da água nas políticas tranversais de ambiente são asseguradas em especial pelas CCDR, neste caso pela CCDR-N. A CCDR-N também tem competências coordenadoras que lhe são atribuídas por lei no domínio da prevenção e controlo integrado da poluição, contando para isso com a necessária colaboração técnica da ARH-N.
A gestão da pesca nos rios portugueses é da responsabilidade de duas autoridades – Autoridade Florestal Nacional e Direcção Geral da Agricultura e Pescas, que na sequência do trabalho efectuado, delegam as suas competências nos seus órgãos regionais. Assim, ao nível regional, e em particular na Região Norte de Portugal, existe a Direcção Regional da Agricultura e Pescas do Norte, entidade sob a tutela do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas. Esta entidade é a autoridade de pesca em águas oceânicas e de transição, exclusivamente portuguesas, e é também a entidade responsável pela agricultura, tendo por missão participar na formulação e na execução das políticas nas áreas da agricultura, de produção agro-alimentar, do desenvolvimento rural e das pescas, contribuindo para o respectivo acompanhamento e avaliação, em articulação com os serviços centrais competentes e de acordo com as normas e orientações por estes definidas. Este organismo coordena, programa e executa, em articulação com os demais serviços, organismos
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e entidades, a fiscalização e controlo da pesca marítima, da aquicultura e das actividades conexas, no âmbito da política de gestão e conservação de recursos, bem como a certificação profissional do sector das pescas. No caso particular do estuário do Minho, esta entidade, em especial através da sua Delegação Regional do Minho, tem competências ao nível da elaboração e execução das políticas agrícolas e de instrumentos de planeamento agrícola, gestão de áreas agrícolas por excelência, em particular as áreas de Reserva Agrícola Nacional. Ao nível das pescas, esta autoridade apenas tem competências ao nível da elaboração de políticas e instrumentos estratégicos (planos e estratégias), não tendo competências de autoridade de pesca nas águas do estuário, uma vez que são águas internacionais. (DRAPN, 2011)
Ainda ao nível regional, existe a Direcção Regional de Florestas do Norte, órgão regional da Autoridade Florestal Nacional, que tem como atribuições, na região Norte, a promoção do desenvolvimento sustentável dos recursos florestais e dos espaços associados, dos recursos cinegéticos, apícolas e aquícolas das águas interiores e outros directamente associados à floresta e às actividades silvícolas, garantindo a sua protecção, conservação e gestão. Têm, assim, a responsabilidade da gestão e ordenamento dos recursos florestais. Têm também competências ao nível da regulação das actividades de pesca desportiva, dos quais a atribuição de licenças e concessões de pesca desportiva e gestão das Zonas de Pesca Reservada e dos recursos piscícolas, mas apenas nas águas interiores, em oposição à Direcção Regional da Agricultura e Pescas que tem esta competência para as águas de transição e oceânicas. No caso concreto do estuário do Minho, destacam-se as atribuições ao nível da gestão e ordenamento dos recursos florestais existentes e ao nível das pescas, conforme já indicado, mas apenas nos cursos de água interiores mais pequenos (afluentes ao estuário do Minho). Em particular para a área do Minho, esta entidade conta com a sua Unidade de Gestão Florestal do Minho. (AFN, 2011)
O Governo Civil é a entidade representante do Governo na área do distrito, nos termos da Constituição da República Portuguesa e de acordo com o Decreto-Lei nº 252/92, de 19 de Novembro, com a redacção do Decreto-Lei nº 316/95, de 28 de Novembro, Decreto-Lei nº 213/2001, de 2 de Agosto e Decreto-Lei nº 264/2002, de 25 de Novembro. É um órgão descentralizado do Ministério da Administração Interna. O Governo Civil, que no caso do estuário do Minho é o de Viana do Castelo, tem competências nos domínios da representação do Governo, da aproximação entre cidadão e a Administração, segurança pública e Protecção Civil e Socorro. O papel do Governo Civil e do seu responsável máximo, o Governador Civil, é um papel de colaboração e acompanhamento das políticas sectoriais do Governo e na identificação e tratamento de questões suscitadas no distrito ou com interesse para o mesmo. Ainda ao nível regional, a Delegação Norte e Douro do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) tem por missão regular, fiscalizar e exercer funções de coordenação e planeamento do sector marítimo-portuário e supervisionar e regulamentar as
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actividades desenvolvidas neste sector, nomeadamente ao nível dos portos e áreas do domínio público marítimo e fluvial na sua área de jurisdição directa. Esta entidade é responsável, nas águas do território nacional, pela emissão de licenças de navegação a pessoas individuais, quer para navegação de recreio, quer para navegação comercial, bem como do licenciamento e registo das respectivas embarcações. No caso concreto do estuário do Minho, o IPTM tem jurisdição directa sobre o porto de Caminha, em particular na regulação e administração da actividade comerciais marítimo-portuárias, gestão do próprio porto de Caminha e respectiva dinâmica portuária, nomeadamente na construção e gestão das infra-estruturas de suporte e segurança à actividade portuária. (IPTM, 2011)
A Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal é a entidade regional de turismo gestora da área regional de turismo do Norte, de acordo com a Portaria nº 1039/2008, de 15 de Setembro. A esta entidade incumbe a valorização turística da área territorial do Norte de Portugal, onde se inclui o estuário do Minho, visando o aproveitamento sustentado dos recursos turísticos, no quadro das orientações e directrizes da política de turismo definida pelo Governo e nos planos das administrações central e local. Embora esta entidade não esteja ainda directamente envolvida na governação do estuário do Minho, a sua acção será importante num futuro próximo no sentido de valorizar de forma sustentada o património natural, cultural e histórico que o estuário do Minho representa.
A Capitania do Porto de Caminha, enquanto parte da estrutura da Autoridade Marítima Nacional e enquanto Autoridade Marítima para a sua respectiva área de jurisdição, é a quem compete exercer a autoridade do Estado, designadamente em matéria de fiscalização, monitorização, policiamento e segurança da navegação, de pessoas e bens, consoante estabelecido no Decreto-Lei nº 44/2002, de 2 de Março. Compete ainda a esta autoridade fiscalizar o cumprimento das normas legais relativas às pescas. No caso particular da Capitania do Porto de Caminha, a sua área de jurisdição compreende uma área costeira, desde a foz do rio Minho (fronteira) até ao Forte do Cão, incluindo a Ínsua, e nos portos e águas interiores do rio Minho, desde a foz até ao rio Trancoso e do rio Coura, desde a sua confluência com o rio Minho até à ponte de Vilar de Mouros, englobando assim todo o plano de água do estuário do Minho. Esta autoridade é também responsável, no âmbito da Comissão Permanente Internacional do Rio Minho, por regular o exercício da pesca profissional no Troço Internacional do Rio Minho, bem como regular a navegação e permanência de navios e embarcações no seu espaço de jurisdição. Para tal, conta com o apoio da Polícia Marítima, uma força de segurança, monitorização e fiscalização que integra a estrutura operacional da Autoridade Marítima Nacional e, neste caso particular, da Capitania do Porto de Caminha. As suas competências são complementares ao IPTM/DND, uma vez que este é responsável pela emissão das licenças de navegação a embarcações e pessoas e a Capitania tem as competências ao nível da fiscalização e regulação da navegação. Ao nível do porto de Caminha, o IPTM/DND gere e administra o porto, enquanto a Capitania é responsável pela
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fiscalização, regulação e segurança da navegação. A acção destas entidades complementa-se. O Comandante da Capitania do Porto de Caminha assume ainda, por inerência do cargo, a função de presidente da Delegação portuguesa à Comissão Permanente Internacional do Rio Minho.
As Câmaras Municipais são os órgãos de Administração Local, em Portugal. De acordo com a Lei nº 169/99, de 18 de Setembro, compete às Câmaras Municipais administrar o domínio público municipal, nos termos da lei. Para tal, estas entidades têm competências no âmbito do planeamento, ordenamento do território e desenvolvimento ao nível local, através da elaboração de Planos e Programas específicos (com destaque para os Planos Municipais de Ordenamento do Território), mas também através de poderes de regulamentação e licenciamento. São também estas, em conjunto com as Juntas de Freguesia, as entidades que melhor conhecem as realidades locais. Estas entidades têm um papel importante para a governação do estuário, uma vez que se apresentam como o primeiro nível de governação, o mais próximo dos cidadãos. As Juntas de Freguesia, como não apresentam grandes competências ao nível do planeamento e ordenamento e por a sua acção ser mais executiva e com poderes quase sempre delegados pelas Câmaras Municipais, não foram aqui considerados como órgão com competências governativas de destaque no estuário do Minho. Contudo, num processo de governação do mesmo, é sempre importante contar com as Juntas de Freguesia dos três Municípios portugueses do estuário: Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença.
Há ainda a considerar a Guarda Nacional Republicana, através do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) que tem como missão zelar pelo cumprimento das disposições legais e regularmente referentes à conservação e protecção da natureza e do meio ambiente, dos recursos hídricos, dos solos e da riqueza cinegética, piscícola, florestal ou outra, previstas na legislação ambiental, florestal, de caça e pesca, bem como investigar e reprimir os respectivos ilícitos. Mesmo não sendo propriamente uma entidade governativa, é aqui apresentada por se considerar um parceiro com um papel muito importante, por ter um papel preventivo e de monitorização muito importante, além de ser uma entidade com uma grande capacidade de conhecer o terreno.
Tabela 13 – Quando resumo das entidades de Portugal com competências directas na Governação do estuário do Minho
Âmbito Entidade Principais competências no estuário do Minho
Nacional
Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território
Órgão do poder central que tutela as questões e é responsável pelas políticas de ambiente e e do ordenamento do território.
Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade
Autoridade Nacional da conservação da natureza e da biodiversidade.
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Gestão das áreas protegidas, incluindo as áreas classificadas como Rede Natura 2000 e elaboração do Plano Sectorial da Rede Natura 2000, à escala nacional.
Instituto da Água (INAG)
Autoridade Nacional da Água.
Elaboração do Plano Nacional da Água. Supervisão da acção das ARH.
Regional
Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARH-N)
Administração, protecção e valorização dos recursos hídricos.
Elaboração do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Norte.
Elaboração de Planos Específicos de Gestão das Águas, Planos de Ordenamento de Orla Costeiro e Planos de Ordenamento de Estuários Estabelecer rede de monitorização, emitir licenças de utilização dos recursos hídricos e fiscalizar o cumprimento da sua aplicação.
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N)
Coordenação dos serviços desconcentrados de âmbito regional da Administração Central. Promover a articulação das políticas públicas sectoriais com o desenvolvimento regional e planeamento estratégico, ordenamento do território e cidades, ambiente e conservação da natureza e cooperação inter-regional e transfronteiriça.
Direcção Regional de
Agricultura e Pescas do Norte
Autoridade da pesca em águas oceânicas e de transição. Formular e executar as políticas e instrumentos estratégicos agrícolas, de produção agro-alimentar, do desenvolvimento rural e das pescas.
Direcção Regional de Florestas do Norte – Autoridade Florestal Nacional
Promover a gestão, o ordenamento e o desenvolvimento sustentável dos recursos florestais e espaços associados.
Regulação das actividades de pesca desportiva e gestão dos recursos piscícolas em águas interiores.
130 Governo Civil de Viana do
Castelo
Colaboração e acompanhamento das políticas sectoriais do Governo.
Identificação e tratamento de questões que surjam no Distrito ou com interesse para este.
Delegação Norte e Douro – Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos
Regular, fiscalizar e exercer funções de coordenação e planeamento do sector marítimo-portuário e jurisdição sobre o Porto de Caminha.
Emissão de licenças de navegação a pessoas e embarcações.
Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal – Turismo de Portugal
Aproveitamento sustentado dos recursos turísticos e valorização turística do património natural, cultural e histórico do estuário do Minho.
Local
Capitania do Porto de Caminha – Autoridade Marítima Nacional
Autoridade Marítima para o estuário do Minho. Fiscalização, policiamento e segurança da navegação, pessoas e bens no estuário.
Regulação da pesca profissional e de todas as formas de navegação e permanência de navios e embarcações em todo o estuário do Minho. Câmara Municipal de Caminha Órgãos de Administração Local.
Administrar o domínio público municipal no âmbito do planeamento, ordenamento do território e desenvolvimento a nível local. Câmara Municipal de Vila Nova
de Cerveira
Câmara Municipal de Valença
Outros
Guarda Nacional Republicana – Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente
Monitorizar e Fiscalizar o cumprimento das disposições legais e regulamentares referentes a conservação e protecção da natureza e do meio ambiente.
Sendo o estuário do Minho transfronteiriço, é importante analisar também as principais entidades espanholas intervenientes na governação do mesmo. Tendo em conta uma divisão por âmbito territorial, e de acordo com a Constituição Espanhola, há entidades de âmbito nacional, de âmbito regional e de âmbito local, tal como no caso português. Contudo, no caso espanhol, o âmbito regional é a Comunidade Autónoma da Galiza, comum a todas as entidades, uma vez que as Comunidades Autónomas funcionam, de forma autónoma no Reino de Espanha em certa medida e para determinadas matérias específicas, tendo uma
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Assembleia Legislativa, um Governo e organismos dependentes próprios. Em Portugal, algo semelhante apenas se verifica nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
Começando pelas entidades da Administração Central do Estado com competências na governação do estuário do Minho, no caso de Espanha, destaca-se o Ministerio de Medio
Ambiente, Rural y Mariño (MARM), o órgão do Governo nacional espanhol responsável pela
área do ambiente e dos recursos naturais, dos recursos hídricos e marinhos, em particular através de algumas das Direcções-Gerais sob a sua alçada. Desde logo se destaca a Dirección
General del Agua, ou traduzindo livremente, a Direcção-Geral da Água. A esta entidade