L'examen des performances révèle un score moyen de 93,69 (r.c 15.40), pour le test de vocabulaire standardisé, score qui se situe légèrement en-dessous du score
2. Les travaux de Mélançon & Ziarko (1999)
A capelania é um serviço de apoio e assistência espiritual comprometida com uma visão da integralidade do ser humano (corpo, emoções, intelecto, espírito). A capelania pode ser exercida em regimentos militares, hospitais, presídios, asilos, escolas etc. Ela tem a função de orientar e encorajar nos momentos de crise, buscando reavivar a fé e a esperança. Faz-se presente nos momentos em que as crises da vida são compartilhadas no aconselhamento pastoral, nas visitas aos doentes nos hospitais, consolando e trazendo alento nos velórios (Informação verbal).
2.1.2 A origem do termo “capelania”
Para entender o significado do termo há uma história que se conta que fundamenta a origem do nome capelania.
A palavra “capelania”, portanto, tem sua origem na expressão “capa pequena”. A idéia é de alguém que empresta, compartilha ou cede sua capa ou parte dela para proteger e abrigar o utro alguém das intempéries da vida.
Segundo Cordeiro (2008):
Conta-se que um certo Martinho de Tours, soldado romano que viveu na época de Constantino, no século IV d.C., estava pensando em se tornar cristão, mas estava em conflito consigo mesmo. Em uma noite muito fria, frio de “rachar”, no inverno de 338, ele cavalgava de volta para sua casa quando avistou um mendigo. Movido de compaixão, rasgou sua capa em duas partes e deu a metade para aquele homem que parecia não suportar
mais a baixa temperatura. Naquela mesma noite, teve um sonho. No sonho, Jesus Cristo aparecia com a metade da capa que dera ao mendigo. Aquela experiência fez com que entregasse sua vida a Jesus Cristo com o objetivo de ajudar a todos os que sofriam. Quando contou o sonho para outras pessoas, ele chamou à metade daquela capa de capa pequena ou “capela”. Essa capa foi preservada, e no sétimo século foi guardada em um oratório que, por isso, passou a chamar-se cappella. Com o passar do tempo esse termo passou a designar qualquer oratório e, com isso, o sacerdote que era encarregado desses oratórios passou a ser chamado de cappellanus - capelão. Em torno do século XIV, a palavra cappella passou a designar generalizadamente qualquer pequeno templo destinado a acolher o Cristo no acolhimento dos irmãos mais necessitados (MATEUS 25:31-40)60
Não se sabe ao certo se a história é verdadeira ou totalmente verdadeira. No entanto, ela passou à História e justificou o termo. A história de uma maneira significativa ilustra e sintetiza p trabalho da capelana. Um trabalho de acolhimento, apoio e incentivo em nome e por representação divinas. E esta ilustração se aplica em qualquer realçidade onde a necessidade de uma assistência espiritual e material se fizer necessária. Segundo Cordeiro (2008)
no seio da escola ou de um hospital ou de um regimento do exército, o serviço de capelania pretende promover acolhimento, suporte emocional e espiritual, solidariedade e companheirismo. Assim como “a capela” de Martinho de Tours trouxe um pouco de calor ao Cristo que se escondia na pele daquele sofrido mendigo do século IV d.C., do mesmo modo, o capelão abriga ao que sofre, traz um pouco de alento ao solitário, compartilha com o outro um pouco mais de fé, um pouco mais de esperança, um pouco mais de amor. É essa a ação que primordialmente caracteriza o exercício da capelania (Informação verbal)61.
Na França, era costume transportar uma relíquia religiosa, como o oratório de São Martin de Tours (Anexo O), para os acampamentos militares em tempo de guerra. Montava-se uma tenda especial e a relíquia era posta ali, onde era mantido um sacerdote para ofícios religiosos e aconselhamento. A tenda foi chamada de “capela”.62A capelania tem sua origem no terreno militar, pelo menos com esse nome. Naturalmente, sempre houve, em todos os tempos pessoas que ministravam a outras em momentos de necessidades.
60 Cordeiro em. palestra escrita “O trabalho da Capelania no Sistema Batista Mineiro de Educação”, proferida por Rubens Eduardo Cordeiro em: 11.12.2008, no Auditório da Direção-geral do SBME, p. 6. Ilustração no Anexo O.
61 CORDEIRO, idem, 2008 p.6 62 FERREIRA, 2008, p. 36.
No Brasil, a capelania evangélica se fez presente na figura emblemática entre os batistas do Pastor João Filson Soren, considerado oficialmente o primeiro capelão militar evangélico, com atuação expressiva durante a Segunda Guerra Mundial, na Europa.
Ainda segundo Cordeiro63,
a menção à capelania militar como “a mãe de todas as capelanias” no Brasil é muito importante. No Brasil, a capelania se iniciou no exército brasileiro, tendo prestado relevantes serviços especialmente no tempo da 2a Guerra Mundial. Era chamada de capelania castrense, por se referir ao que é próprio da vida na caserna (alojamento dos soldados no quartel), à vida militar. A palavra castrense vem do latim castra, castrorum, significando acampamento militar, vida regrada, disciplinada, leal, honesta e rígida dentro das normas militares. Cabia ao capelão militar prestar assistência religiosa nas diversas situações da vida, contribuindo para a formação moral, ética e social dos integrantes das Unidades Militares em todo o Brasil. É considerado o primeiro capelão evangélico do Brasil o Pastor João Filson Soren64,65 conhecido como o Combatente de Cristo. Serviu na Força Expedicionária Brasileira (FEB) entre 1944 e 1954. Viveu quase um ano na Itália e recebeu mais de dez condecorações militares, inclusive a Cruz de Combate de 1º classe, a mais alta honraria do Exército Brasileiro. Na Itália, servindo no glorioso Regimento Sampaio, que era o 1o Regimento de Infantaria e atendendo também o 11o Regimento de Infantaria, o capelão Sorem ouvia os dramas, as angústias e os sonhos dos soldados brasileiros que lutavam bravamente na 2a Guerra Mundial. O trabalho de capelania foi de tal maneira reconhecido que foi instituído no dia 21 de junho, pela Lei Municipal número 3983/2005, o Dia do Capelão Evangélico, em memória ao nascimento do ilustre Combatente de Cristo, o Pastor João Filson Sorem. Na verdade, a capelania militar, desde os tempos de Martinho de Tours até ao Pastor Soren, estabeleceu o padrão para o funcionamento de todas as capelanias. O modo como deve atuar um capelão, suas ações, seu modo de ser e agir parte, sem dúvida nenhuma, desse inesquecível modelo de referência.66
Capelania é, então, uma espécie de espaço do sagrado, de apoio espiritual, de consolo dentro das instituições que a adotam. Atualmente sabe-se da existência de capelães e capelania militar, hospitalar, governamental, prisional e escolar ou universitária. Em algumas denominações como a Metodista e Católica capelanias
63 Anexo N; Rubens Eduardo ordeiro, Atual Capelão-geral do SBME 64 Anexo M - Pastor João Filson Soren
65 Segundo Lima, em sua monografia “A relevância da Capelania escolar”, “o primeiro registro de capelania militar evangélica no Brasil data de 1828, no Rio Grande do Sul, através do pastor luterano Fredrich Christiab Klingelhoffer. Pastor Friedrich dirigia uma pequena comunidade alemã na cidade de Campo Bom e morreu em 1838 em pleno campo de batalha da revolução farropilha.” (LIMA, (2008, p.69)
são chamadas de “pastorais”, um termo mais contemporâneo e mais abrangente. 2.1.3 Capelania Escolar
A capelania escolar é um dos ramos da capelania, voltada para a ação pastoral dentro das escolas (infantil, fundamental, média e universitária). É a fé se concretizando no dia-a-dia da escola através dos atos solidários, na presença amiga quando se enfrenta as dores da alma e no levar a mensagem de Cristo.
Por diversas razões, o oferecimento de serviço de capelania parece encolher ou ser menos presente a cada década, não obstante aumentarem a necessidade dele e crescerem os desafios que as escolas enfrentam, os quais a capelania muito ajudaria a enfrentar. Os desafios aumentam, mas, ao mesmo tempo, os fatores intimidadores ou limitadores para uma ação pastoral mais efetiva também crescem.
A crítica parece generalizada no mundo evangélico: as escolas cristãs não estão cumprindo o aspecto de sua missão evangelizadora e pastoral, que estava na gênese de sua criação e no sonho dos pioneiros que as fundaram, e que as diferenciavam das outras escolas seculares.67
Segundo a Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas (ABIEE), que congrega as associações de escolas adve ntistas, presbiterianas, metodistas, batistas e luteranas, cerca de 60% dos alunos matriculados nas escolas confessionais evangélicas não são evangélicos68. Qual a razão dessa preferência?
As famílias estariam buscando nas escolas confessionais, consciente ou inconscientemente, uma ajuda para solucionar problemas que estão acima de suas possibilidades de resolver no processo de criação e formação de seus filhos num tempo de tantas complexidades e crises como este.
Há crises de toda sorte atingindo as vidas das pessoas neste tempo. Crises espirituais, emocionais, éticas, sociais e existenciais que afetam famílias, alunos e
67 Tem sido as afirmações de alguns líderes batistas nas Assembléias convencionais estaduais, de que as escolas batistas não têm evangelizado como em outros tempos. Em outros termos, elas não têm evidenciado tanto sua confessionalidade como desejado por eles. A preocupação não se restringe ao ambiente batista. Outras denominações como Presbiteriana e Metodista, suas lideranças têm mostrado semelhante preocupação. Há um movimento de maior identificação denominacional e confessional crescente nessas escolas, a começar por assumir o nome denominacional, como os presbiterianos na razão social ou nome fantasia de suas instituições educacionais.
68 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE INSTITUIÇÕES EVANGÉLICAS EDUCACIONAIS. Relatório para os Associados, dezembro de 2007, p. 4.
escola. Sobre a capelania tem sido colocada uma grande expectativa de buscar caminhos para lidar adequadamente com elas, pois influenciam o ambiente escolar e o desempenho dos estudantes. Evidentemente, a expectativa é maior que as condições e as possibilidades do serviço ou dos profissionais capelães podem atender. O enfoque deste estudo é a capelania escolar, especialmente na Educação Básica. O serviço de capelania (pastoral) escolar geralmente é oferecido pelos colégios confessionais e por alguns colégios de direção evangélica.
O público-alvo do serviço de capelania escolar é variado. São assistidos colaboradores do corpo docente e administrativo, alunos e seus familiares e responsáveis diretos, enfim, todos os que se envolvem ou são envolvidos no processo educativo e que estejam passando por conflitos nas esferas pessoal e familiar. Ainda que não sejam capacitados para lidar profissionalmente com todos os tipos de problemas, os capelães escolares, inevitavelmente, se depararão com todos eles e terão que dar conta.
O Projeto Político Pedagógico do SBME afirma que os alunos que enfrentam problemas familiares e crises pessoais normalmente apresentam baixo rendimento, desinteresse pelos estudos, baixa auto-estima, indisciplina, revolta, comportamentos violentos, atos beligerantes de tendência criminosa69. A capelania precisa estar apta
a lidar com esses comportamentos e essas reações, que acontecem no ambiente escolar, e saber trabalhar com uma equipe multidisciplinar (psicólogos, pedagogos e médicos) na busca de soluções para eles.
Portanto, a capelania escolar atua no ambiente escolar:
a) por meio das aulas de Ensino Religioso (ou Educação Cristã); b) por meio das assembléias e horas de louvor;
c) por meio do aconselhamento pastoral;
d) por meio da presença solidária nos velórios e sepultamentos; e) por meio dos cultos especiais, setoriais, nas formaturas; f) por meio das visitas aos enfermos nos lares e hospitais;
g) por meio da avaliação de material didático à luz dos princípios ético-morais que constam de nossa Confissão de Fé.
2.1.4 A importância do serviço de capelania escolar
O serviço de capelania contribui de forma decisiva na definição da identidade de uma escola confessional. A sua existência revela que o discurso da confessionalidade não se restringe a um arrazoado de idéias, mas que a fé se concretiza nos atos solidários e na atenção especializada ao que sofre; na tentativa de diminuir as dores da alma. Segundo Cordeiro:
Em uma sociedade tão problemática, que luta tão desesperadamente na busca de algum sentido, que presencia o caos do excessivo individualismo, da solidão e da perda de referências, o compromisso das escolas confessionais na evangelização de todos os que circulam pelo universo da escola é imprescindível. Evangelizar aqui significa levar a todos a mensagem de salvação em Cristo de uma maneira não proselitista. Em outras palavras, ensinar a Palavra de Deus através das histórias bíblicas, através de cânticos de louvor, teatro, programações especiais como o Dia dos Pais, o Dia das Mães, a Páscoa, aniversário do Colégio, o Dia da Pátria, enfim, pregar a Palavra Divina a tempo e fora de tempo. Esse é, sobretudo, o espaço de atuação da capelania escolar.70