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Les  transitions  professionnelles  volontaires

3   CADRE  THEORIQUE

3.4   L A  RECONVERSION  PROFESSIONNELLE  VOLONTAIRE

3.4.3   Les  transitions  professionnelles  volontaires

A partir de uma perspectiva dinâmica, o desempenho no mercado e a eficiência produtiva decorrem da capacitação acumulada pelas empresas. Esta, por sua vez, reflete as estratégias competitivas adotadas em função de suas percepções quanto ao processo concorrencial e ao meio ambiente econômico onde estão inseridas. Deste modo, ao invés de ser entendida como uma característica intrínseca de um produto ou de uma empresa, a competitividade surge como uma característica extrínseca, relacionada ao padrão de concorrência vigente em cada mercado.

As regularidades nas formas dominantes de competição constituem o padrão de concorrência setorial. Um padrão de concorrência, segundo Ferraz, Kupfer e Haguenauer (1995), corresponde ao conjunto de fatores críticos de sucesso em um mercado específico.

Assim, as empresas, em um dado mercado, atuando autônoma e interdepedentemente, formulam e reformulam suas estratégias competitivas apoiadas em avaliações sobre quais são os fatores críticos para o sucesso competitivo no presente, e em percepções sobre a sua trajetória futura. Os padrões de concorrência fornecem as balizas estruturais que condicionam o processo decisório das estratégias competitivas das empresas.

Em outras palavras, as empresas buscariam adotar, em cada instante, estratégias (gastos em aumento da eficiência produtiva, qualidade, inovação, marketing, dentre outros) voltadas para capacitá-las a concorrer em preço, esforço de venda ou diferenciação de produtos, em consonância com o padrão de concorrência vigente no seu mercado.

De acordo com Coutinho (1994, p.14), “os padrões de concorrência são influenciados pelas características estruturais e comportamentais do ambiente competitivo da empresa, sejam as referentes ao seu setor/mercado de atuação, sejam as relacionadas ao próprio sistema econômico.”

No primeiro caso, estão as complementariedades tecnológicas, as restrições ou estímulos associados ao fluxo de mercadorias e de serviços, dentre outros fatores que decorrem da interdependência entre empresas ou setores em concorrência.

No segundo caso, estão as disponibilidades de infra-estrutura e de recursos financeiros e humanos, as leis, o sistema de planejamento e a política industrial, os instrumentos de fomento e demais características associadas ao ambiente macroeconômico e ao arcabouço institucional onde as empresas estão imersas.

As estratégias competitivas de cada empresa são continuamente revistas à luz dos seus próprios resultados presentes e dos impactos no tempo.

2.1.2.1 Avaliação da competitividade

A competitividade é, conforme Porter (1999, p.37), função da adequação das estratégias das empresas individuais ao padrão de concorrência vigente no mercado específico:

Em cada mercado vigoraria um dado padrão de concorrência definido a partir da interação entre estrutura e condutas dominantes no setor. Seriam competitivas as empresas que a cada instante

adotassem estratégias competitivas mais adequadas ao padrão de concorrência setorial.

Ferraz, Kupfer e Haguenauer (1995) descrevem que os padrões de concorrência apresentam duas características decisivas para a avaliação da competitividade.

Na primeira característica, esses padrões são idiossincráticos de cada setor da estrutura produtiva. A natureza específica dos padrões de concorrência faz com que cada tipo de vantagem competitiva apresente importância variável e diferentes graus de oportunidade – entendidos como possibilidades de utilização – em cada mercado. Essas especificidades constituem os elementos básicos que norteiam as empresas na seleção de suas estratégias competitivas.

A segunda característica é mutável no tempo. Ajustam-se às transformações que ocorrem nas tecnologias e na organização industrial, e também no ambiente econômico de forma geral. Por essa razão, além das vantagens competitivas de que as empresas dispõem no presente, importa também o modo e o ritmo pelo qual se dá sua evolução.

Segundo Ferraz, Kupfer e Haguenauer (1995), o estudo da competitividade deve estar envolvido com um número de variáveis ligadas às formas de concorrência, levando em consideração a natureza dos processos de esforço de venda (marketing, prazo de entrega, habilidade de servir o mercado, dentre outros). Faz parte também desse envolvimento a capacitação produtiva, como o acesso às fontes de matérias-primas e fornecedores de partes e peças, recrutamento e treinamento de mão-de-obra, gestão da produção e da qualidade, dentre outros. 2.1.2.2 Origens das vantagens competitivas

Para Porter (1999), avaliar competitividade requer o aprofundamento do estudo das origens das vantagens competitivas. As vantagens competitivas podem ser construídas a partir de diversas fontes que, de modo geral, estão vinculadas às especificações do produto, ao processo de produção, às vendas, à gestão, às escalas produtivas, ao tamanho dos mercados, às relações com fornecedores e usuários, aos condicionantes da política econômica, ao financiamento da empresa

ou de sua clientela, às disponibilidades de infra-estrutura, a aspectos de natureza legal, entre outras.

Cada empresa é parte integrante de um sistema econômico, que favorece ou restringe a realização do seu potencial competitivo, de modo que o desempenho alcançado, as estratégias praticadas e a capacitação acumulada não dependem exclusivamente das condutas adotadas pelas empresas.

Em suma, as considerações até aqui mencionadas implicam que análises de competitividade devem levar em conta os processos internos à empresa e à indústria, bem como as condições econômicas gerais do ambiente produtivo. Para avaliar a capacidade de formular e implementar estratégias, é fundamental identificar os fatores relevantes para o sucesso competitivo, que variam de setor para setor, de acordo com o padrão de concorrência vigente.

Neste contexto, discutir o marketing é um desafio que se faz necessário, principalmente quando se está diante de um cenário cuja demanda já não é maior do que a oferta e os níveis de competitividade apresentam-se cada vez mais elevados.