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Les stratégies d’optimisation

REVUE DE LA LITTÉRATURE

2.4 Stratégies de gestion d’énergie

2.4.3 Les stratégies d’optimisation

Em dois momentos durante a investigação, foram realizados grupos de discussão (Foucus group) sobre assuntos que eram pertinentes à vida dos adolescentes, por fazerem parte do seu cotidiano. No primeiro momento, foi trabalhada a atividade “Quem decide isso? ” (Diário de Campo nº 15), inicialmente lançamos ao grupo uma pergunta disparadora, sobre o que era participar.

Beatriz: Nossa que pergunta difícil. (Diário de Campo nº 15) Ludimila: É o que a gente tá fazendo aqui.

Fran: É quando a gente vai a algum curso.

Estávamos com um dicionário em mãos e propusemos ao grupo descobrirmos juntos, sendo assim perguntamos se alguém gostaria de manusear o livro em busca desta resposta, uma adolescente se prontificou:

139 Fran: Achei, participar é comunicar, fazer saber, informar. (Diário de Campo nº 15)

Doutor: É tudo o que a gente faz aqui.

Neste momento refletimos sobre a importância da participação, visto que, para além de um direito ela é uma das maneiras de exercemos a nossa cidadania.

Posteriormente demos início ao grupo de discussão (Diário de Campo nº 15), para isso entregamos a cada adolescente uma tabela contendo quatro colunas, cada uma contendo um título: 1-) Cuidadora, 2-) Professora, 3-) Família e 4-) Você. A atividade consistia na leitura feita por nós, de frases relacionadas ao dia a dia dos adolescentes, que após refletirem, deveriam preencher a tabela. Feitos todos os esclarecimentos iniciais e após constatar que não havia dúvidas, teve início a atividade, a partir da leitura das frases: Quem decide sobre a hora de ir dormir?, Quem decide que roupa eu vou usar?, Quem decide o que eu vou comer?, Quem decide a hora de sair e voltar para casa?, Quem decide onde devo ir? (Quais lugares devo frequentar?), Quem decide quem serão os meus amigos?, Quem decide que eu tenho que frequentar a escola? (Estar matriculado e ir diariamente?), Quem decide a religião que eu vou seguir?, Quem decide o time de futebol que eu vou torcer?, Quem decide com quem e quando eu vou namorar?, Quem decide quais cursos eu vou fazer?, Quem decide quais esportes eu vou praticar?, Quem decide a que horas eu devo estudar? (Quando estou em casa), Quem decide quando posso faltar da escola?, Quem decide as atividades domésticas que eu devo fazer?, Quem decide a hora que posso opinar e me expressar livremente?, Quem decide quando eu devo ir ao médico e/ou ao dentista?, Quem decide em que candidato eu devo votar?, Quem decide sobre as minhas crenças? (O que devo acreditar e quais os meus valores?), durante uma briga na escola quem decide se eu posso explicar o que aconteceu? Quem decide sobre o acesso as informações que eu devo ter? Qual programa devo assistir? Quem decide quais músicas eu devo ouvir?

Após a leitura das frases, os adolescentes refletiam sobre a questão e preenchiam a tabela. Ao término do preenchimento foi a vez de abrirmos a discussão grupal, então perguntamos aos adolescentes o que eles haviam achado da atividade e segundo eles: Doutor: Foi legal. Diário de Campo nº 16

140 Jeff: Fiquei meio perdido, as vezes eu não sabia o que responder.

Neste momento refletimos sobre a importância de participarmos das decisões referentes a nossa vida, ressaltamos que geralmente isso não é um hábito, que muitas das coisas que nos dizem respeito, as decisões sobre elas ficam a cargo dos adultos. Os adolescentes concordaram com esta afirmação, salientaram sobre a importância de serem ouvidos e do ponto de vista deles ser levado em consideração.

Embora a maioria dos adolescentes nunca ter feito um exercício de reflexão sobre tais questões, as respostas foram condizentes.

Em outro momento realizamos novamente um grupo de discussão, esta atividade foi denominada: “O que temos e o que queremos” (Diário de Campo nº 17), a pergunta disparadora para o início desta atividade foi sobre como era a escola na qual eles estudavam, segundo eles:

Ludimila: Muito chata (Diário de Campo nº 17)

Não houve um consenso no grupo referente a esta questão, visto que, eles não estudavam na mesma escola, sendo assim:

Fran: Não, a minha escola é diferente. (Diário de Campo nº 17) Então propusemos ao grupo discutirmos a respeito da escola. Jeff: Falar sobre a escola? Nossa que diferente.

Frente a aceitação do grupo para o desenvolvimento da atividade, solicitamos um redator e o adolescente Doutor prontamente se ofereceu, então entregamos a ele seis folhas de papel, cada uma contendo um título: A escola que temos, A escola que queremos, A instituição de acolhimento que temos, A instituição de acolhimento que queremos e a Cidade que temos e A cidade que queremos.

Iniciamos a discussão falando sobre a escola que temos e segundo alguns adolescentes:

Ludimila: Uma prisão; (Diário de Campo nº 17)

MC Menor: Alguns professor não tem paciência para explicar; Fran: Oportunidade boa.

Já em relação à pergunta: A escola que queremos, os adolescentes disseram: Doutor: Mais aula de informática, mais de inglês e ed. Física;

141 Fran: Pintar parede da escola pq é pixada;

Jeff: Escola precisa ter passeios e atividades.

Quando questionados sobre a instituição e acolhimento que eles têm, referiram: Ludimila: Ruim não podem sair;

MC Menor: Falta dos antigo funcionários; Jeff: Não pode fica\família.

No que tange à instituição de acolhimento que eles gostariam de ter: Ludimila: Mais confiança;

Doutor: Conviver em armonia com os colegas; Fran: Ter momentos assoi (a sós);

E para finalizar a atividade discutimos sobre a situação da cidade, inicialmente falamos sobre a cidade que eles têm:

Ludimila: Trafico de drogas; MC Menor: Mãe abandona filho; Doutor: Prefeito não cuida da cidade.

Na sequência refletimos sobre a cidade que eles gostariam de ter e segundo alguns adolescentes:

Ludimila: Linpar a cidade; Jeff: Educação de qualidade;

Fran: Precisamos te enprego, joven aprendiz.

Durante o desenvolvimento desta atividade, os adolescentes tiveram a oportunidade de se expressarem livremente, emitirem a sua opinião e serem ouvidos, esta prática configura-se como algo novo em suas vidas.

Alves & Siqueira (2014, p.589), realizaram uma investigação com adolescentes, e quando “(...) questionados com relação ao desejo de mudanças, sejam na cidade ou na escola, os participantes ressaltaram a necessidade de melhorias estruturais na cidade, tais como nas ruas e praças, como também sugeriram a construção de quadras poliesportivas gratuitas.

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