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Les procédés de l’assistance constitutionnelle

PARAGRAPHE I : La notion d’assistance constitutionnelle

B- Les procédés de l’assistance constitutionnelle

Thompson (2013) afirma em sua obra “A mídia e a modernidade” que os homens se apropriam localmente de um conjunto de produtos mediáticos que recebem do exterior e, ao incorporá-los na vivência do seu quotidiano, alteram o seu significado integrando-os na sua cultura. Apresenta ainda nas suas reflexões que não acredita que as tradições deixem de ter um papel importante no desenrolar da vida quotidiana, apesar do desenvolvimento das sociedades. As mídias entram, evidentemente, como elemento importante nas mudanças pois é através delas que os indivíduos se deparam com a possibilidade de conhecer outros mundos além do seu próprio, transformando a visre limitada que se tem do cotidiano.

Para Thompson (2013, p.249) as mídias se caracterizam por uma mobilidade multiplicadora, ou seja, colocam à disposição do indivíduo um vasto catálogo de experiências que de outra maneira não seriam possíveis, além de serem experirue de que delegam possíveis ações e cultivam o lado criativo também. As novas mídias não implicam, entretanto, a destruição da cultura tradicional. Resultam antes na sua transformação, na medida em que a tradição é reincorporada em novos contextos que se encontram mais além dos limites da interação face a face.

Thompson procurou também compreender o impacto social da apropriação localizada dos produtos culturais globalizados. A resposta é que na evidência da distância simbólica dos contextos espaço-temporais da vida cotidiana, os sujeitos, no momento da apropriação dos produtos midiáticos, têm a noção que estes diferem significativamente dos seus produtos culturais, da sua vida cotidiana.

Com as tecnologias informáticas, principalmente a internet e as redes sociais online, estes conceitos já não são absolutos, já que esta nova tecnologia digital difere na sua estrutura das mídias de massa e proporcionou conexões locais e planetárias, em simultâneo, ainda desconhecidas da humanidade. Vamos então começar pela Internet que vem se firmando como uma tecnologia de informação que ampliou as perspectivas à sociedades do presente e do futuro, propiciando o surgimento de conceitos e estruturas comunicacionais que, constantemente, reorganizam à sociedade na medida em que surgem novos recursos adaptados à rede (Dizard Jr, 2000; Lemos 2004).

Esta comunicação mediada por computador é um fenômeno real que desempenha uma função cada vez mais definitiva na formação da futura cultura, alcançando toda a esfera de atividades sociais (Castells, 1999), proporcionando interação em um processo dinâmico, bem característico da Internet. Mas como elemento vibrante e dinâmico, a partir da internet

surgiram vários outros produtos, meios de comunicação inovadores relacionados às apropriações dos usuários.

Segundo Recuero (2009, p.80), “os processos dinâmicos das redes online são consequência direta dos processos de interação entre os seus atores” e a possibilidade de personalização no meio virtual propicia o surgimento de segmentos denominados redes sociais, que Castells (1999, p. 385) define como “uma rede eletrônica de comunicação interativa autodefinida, organizada em torno de um interesse ou finalidade compartilhados”. Compondo diversos ambientes em que o ponto forte é a troca de informações, as redes sociais na internet, um dos elementos mais recentes neste novo sistema, permitem uma variada gama de possibilidades de trocas comunicacionais, seja de individuo para indivíduo, ou em conversação coletiva. E graças aos recursos de interatividade variados que se interligam às funcionalidades do computador pessoal e dos dispositivos móveis, tornam possível a elaboração dos mais variados tipos de ambientes interacionais.

Boyd e Ellison (2007) argumentam que o termo redes sociais na internet reflete os padrões de uso, em que os indivíduos são tipicamente pessoas utilizando os locais online para articular e refletir relações sociais offline, e, em geral não estão procurando incorporar estranhos ao “local”, como faz parecer a ideia de rede aberta das mídias sociais. A literatura existente sobre este tópico sugere que o Facebook é mais utilizado para comunicação entre conhecidos e contatos offline do que é para a conexão com estranhos (Ellison et al, 2007;. Lampe et al., 2006).

Esse conceito de mídia social, portanto, representa diferentes usos para os sites de redes socais, e a ideia de comunidades online que utilizavam a internet como uma forma de reunir as pessoas com base em interesses comuns, em oposição a geografia compartilhada (Rheingold, 1993). Além de apoiar as relações sociais existentes, o Facebook contém muitos recursos que podem ser utilizados para criar novas ligações, embora isto pareça ser de uso menos comum.

Em suma, o Facebook, e mídias sociais em geral, oferecem suporte a uma ampla gama de conexões possíveis, que vão desde aqueles que compartilham de uma ligação offline, até a ligação entre estranhos que se encontram uns aos outros através de uma variedade de recursos, como grupos, redes, páginas de fãs, jogos sociais e aplicativos, fotografias, campos de perfil com base em interesses, atualizações de status e redes próprias de amigos.

É nessa variedade de possibilidades de conexões comunicativas que se encontra a geração Y. Aptos a entrarem numa realidade online (e entram), mas com raízes ainda fincadas nas velhas e tradicionais formas de se relacionar valorizadas na comunidade offline: família,

escola, encontros face a face. Mas nem tudo é tão óbvio e a pesquisadora e autora do livro “Alone Together”, Sherry Turkle (2011) mostra um outro lado para a tecnologia informática. O momento de descoberta, segundo a autora, agora é para os robôs. Pesquisadores se empenham em trazê-los à convivência humana, torná-los sociáveis. Precisam conhecer as expressões de emoções humanas, falar, aprender a reconhecer as pessoas. Os mais comentados projetos robóticos segundo Turkle (2011) estão na área dos cuidados e companheirismo. Para a pesquisadora a pergunta principal agora para as atitudes das pessoas é questionar o porquê dessa necessidade de criar réplicas mecânicas dos humanos.

Turkle acredita que muitas pessoas irão dizer que acham os robôs úteis para fazer as tarefas domésticas, por exemplo. Mas destaca que atualmente as pessoas estão se tornando inseparáveis de seus smartphones. Todos, e sobretudo as novas gerações, parecem viver numa bolha de mídia, diz Turkle (2011). (...) nós falamos nos microfones invisíveis em nossos telefones móveis e parece que falamos com nós mesmos. Compartilhamos intimidades com o “ar” sem a preocupação com quem pode estar a ouvir”16

(p.26, online).

Óbvio que tudo isto é resultado de novos dispositivos e a conexão em redes que proporcionam espaço para o surgimento de um novo estado de vivenciar experiências, dividido entre a tela de seu dispositivo e o espaço físico, interconectado através da tecnologia. Os mais jovens crescem com a ideia de conexão contínua (Turkle, 2011), portanto já não há mais tempo de voltar ao passado e acreditar que este retorne. A proposta é que o futuro chegue e que todas as gerações estejam preparadas para se integrar e interagir de acordo com o que vêm se colocando.

Enfim, como sociedade (Boyd, 2007), é preciso descobrir como nos educar, e sobretudo educar os mais jovens a navegar em estruturas sociais que ainda são desconhecidas para a maioria, porque estamos sendo confrontados com novas estruturas comunicacionais, que geram novas interações e portanto novas respostas sociais. Os sites de redes sociais surgiram para ampliar os fatores de atenção, porque fizeram uma rápida mudança na vida pública. “Talvez em vez de tentar detê-los ou regular o uso, deve-se aprender com o que as pessoas das gerações mais jovens estão experimentando”, diz Boyd (2007, p.23). Estamos todos aprendendo a vivenciar a vida pública em rede, portanto é do interesse coletivo descobrir como tirar o melhor proveito disso.

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Capítulo 4 Redes Sociais na Internet

4.1 Pressupostos Conceituais de redes sociais

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