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Observations concernant toutes les épreuves

IV. Recommandations

4.3. Observations concernant toutes les épreuves

Os aspectos considerados para AI ambiental para o segmento “agropecuária” do agronegócio, ou sejam para aqueles impactos de tecnologias que podem ser expressos por unidade de área, foram alcance e eficiência tecnológicos; e conservação e recuperação ambientais (Fig. 1). Esses aspectos são expressos por oito indicadores e avaliados por alterações em 37 componentes.

O aspecto alcance expressa a escala geográfica na qual a tecnologia influencia a atividade ou produto, e é definido pela abrangência (a área total cultivada com o produto ou dedicada à atividade) e a influência (porcentagem desta área à qual a tecnologia se aplica). Este é um aspecto geral da tecnologia, independente do seu uso local, portanto não está incluído nas matrizes eletrônicas de avaliação, e deve ser obtido a partir das informações do projeto de desenvolvimento

Todos os outros aspectos considerados neste segmento (eficiência, conservação e recuperação) são representativos do efeito do uso da tecnologia, e as informa- ções devem ser obtidas com o adotante (proprietário ou responsável), conside- rando a atividade e as condições específicas de manejo nas quais a tecnologia esteja sendo efetivamente aplicada.

O aspecto eficiência tecnológica refere-se à contribuição da tecnologia para a sustentabilidade da atividade agropecuária a montante do processo produtivo, representado pela redução da dependência do uso de insumos, sejam esses insumos tecnológicos ou naturais. Os indicadores de eficiência tecnológica são: a) uso de agroquímicos (“pesticidas” e fertilizantes); b) uso de energia (combus- tíveis fósseis, biomassa e eletricidade); e c) uso de recursos naturais.

Entre os agroquímicos (escala de ocorrência pontual ou sem efeito (não se aplica), os “pesticidas” representam, pelo grande uso, todos os agrotóxicos e são avaliados, conforme a tecnologia em questão, em termos de compo- nentes, freqüência de aplicações, variedade de seus ingredientes ativos (diferentes produtos) e toxidade (danos ambientais inclusive à saúde huma- na). O uso de fertilizantes é avaliado em relação às alterações nas quantida- des de NPK hidrossolúvel (lixiviação), na aplicação de calcário ou de calagem (melhoria das características físico-químicas do solo) e na reposição de micronutrientes do solo.

O uso de energia, também de escala de ocorrência pontual ou sem efeito (não se aplica), é avaliado pelo consumo de combustíveis fósseis, via alterações nos componentes: óleo combustível, gasolina, diesel e carvão mineral; pelo consu- mo de biomassa via alterações de uso nos componentes: álcool, lenha, bagaço de cana e restos vegetais; e pelas alterações na demanda do componente eletricidade.

O uso dos recursos naturais, também de escala de ocorrência pontual ou sem efeito (não se aplica), é avaliado tanto pela necessidade imposta pela tecnologia quanto pelas alterações no consumo dos componentes água para irrigação e para processamento e da incorporação de áreas (solos) para plantio.

O aspecto conservação é avaliado pelos impactos da tecnologia sobre a qualida- de ambiental em face das possibilidades de contaminação pelos resíduos gerados

pela atividade produtiva agropecuária e pela depauperação dos habitats naturais e da diversidade biológica. Esses impactos são avaliados por alterações nos componentes dos indicadores de emissão de poluentes relacionados com o comprometimento potencial da qualidade ambiental, como atmosfera, capacida- de produtiva do solo, água e pela perda de biodiversidade.

A qualidade atmosférica é avaliada por alterações provocadas pela tecnologia nos componentes: emissão de gases, os quais causam o efeito estufa (dióxido de carbono e metano); material particulado (poeira e fumaça); odores e ruídos. A capacidade produtiva dos solos é um dos principais indicadores de sustentabilidade das atividades agropecuárias. No aspecto conservação, a capacidade produtiva do solo é o único indicador cuja escala de ocorrência tem fator de ponderação pontual (1) ou sem efeito (não se aplica). A avaliação desse indicador é feita pelas alterações causadas pela tecnologia nos componentes: erosão, perda de matéria orgânica, perda de nutrientes e, compactação dos solos.

A qualidade da água é possivelmente o indicador mais sensível dos impactos causados pelas atividades agropecuárias, pois quase toda inadequação do manejo resultará em conseqüências negativas sobre as águas, tanto nos ambien- tes mais próximos no qual se desenvolve a atividade produtiva como nos do seu entorno. Os componentes considerados para avaliação do indicador água são: demanda bioquímica de oxigênio (conteúdo de matéria ogânica); turbidez ou material em suspensão (particulado ou coloidal, orgânico ou inorgânico); materi- ais flotantes (óleos e espumas); sedimentação e assoreamento.

A conservação da biodiversidade é um objetivo fundamental para o desenvolvi- mento sustentável especialmente para o papel multifuncional da agricultuara, uma vez que grande parte do estoque biológico e da diversidade cultural encon- tra-se em áreas sujeitas a algum nível de manejo agropecuário e florestal (PIMENTEL et al., 1992). Três componentes foram incluídos no indicador biodiversidade: perda da vegetação natural (vegetação ciliar, do topo de monta- nhas, de encostas íngremes, etc.); perda de corredores de fauna; e perda de espécies e de variedades caboclas de plantas e animais.

O aspecto recuperação ambiental se justifica nesse sistema de avaliação devido ao estado de degradação das áreas de produção agrícola em geral, impondo a necessidade de restaurar ecossistemas como objetivo comum das inovações tecnológicas no contexto da agricultura sustentável. Especificamente refere-se à efetiva contribuição da inovação tecnológica para promover a recuperação da qualidade ambiental e dos ecossistemas (princípio da resiliência), através da melhoria das condições ou propriedades de compartimentos ambientais ou estoque de recursos. Os componentes avaliados do indicador “variáveis de recuperação ambiental” são: recuperação de solos degradados (física, química e biologicamente); de ecossistemas degradados (áreas marginais expostas à queimadas, sobrepastoreio e outras formas de pressão); de áreas de preservação permanente (definadas em legislação pertinente); e de áreas de reserva legal (quando ainda não consideradas).

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