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Partie 1 : les bases du langage Java

4. La programmation orientée objet

4.3. Les modificateurs d'accès

configuram uma peça-chave na organização da Estrutura Verde Urbana de um núcleo urbano, promovendo nuns casos a consolidação da Estrutura Ecológica Urbana e noutros potenciando o planeamento da mesma. Os benefícios da vegetação em espaço urbano podem ser abordados sob duas perspetivas: estética e ecológica.

Sob o ponto de vista estético, a vegetação pontua o espaço com elementos de cor, textura, movimento e perfume, contrastantes com os materiais inertes. Proporciona momentos de relaxamento e de lazer ao observador, desempenha funções de referência de percursos e locais, ameniza escalas de edifícios e elementos construídos e torna evidente a alternância das estações do ano (Magalhães, 2001). O efeito cénico e contrastante que produz é um elemento fundamental à construção dos centros urbanos. Sob o ponto de vista ecológico, a vegetação num centro urbano funciona como um termorregulador da temperatura do ar, aumenta o teor de humidade do ar, acelera as brisas de convecção, filtrando ou absorvendo as poeiras em suspensão na atmosfera, dá sombra no verão e permite usufruir do sol no inverno (Magalhães, 2001). Além dos benefícios no âmbito da regulação do clima dos centros urbanos, a vegetação promove a fauna (servindo-lhe de habitat) e contribui para a preservação da saúde humana. O material vegetal tem características específicas variáveis ao longo do ano e da sua vida vegetativa, admitindo especificidades no âmbito da sua evolução e exigências de conservação.

Em centros urbanos do litoral, a vegetação apura as suas especificidades e revela elevada capacidade de adaptação às adversidades do meio. Nestas zonas elas encontram-se expostas a condições mais agrestes do meio ambiente, nomeadamente, a intensidade do vento, o teor de salsugem, salinidade do solo, disponibilidade de água, carência de nutrientes, mobilidade e transporte de areias e fenómenos de erosão provocados pelo vento e ondulação.

FIGURA 42 Tipologia de Espaços Verdes e de Vegetação.

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Tendo em conta as condicionantes da instalação e sobrevivência da vegetação no litoral importa aferir os espaços verdes existentes bem como as zonas verdes naturais e naturalizadas, no sentido de estudar as condições ambientais presentes, identificar o material vegetal existente e respetiva distribuição espacial para numa fase posterior, proceder à escolha adequada da vegetação a implantar.

As classes foram agrupadas em tipologias diferentes de acordo com o sistema natural, naturalizado ou urbano onde se inserem: matas, dunas e espaço edificado (urbano) (ver anexo [FAP01A03]). As mesmas são apresentadas na seguinte tabela:

TABELA 9Classes da carta de Tipologia de Espaços Verdes e de Vegetação.

URBANO

Espaço verde urbano de uso público: espaços verdes de enquadramento, relvados ou espaços com revestimento herbáceo com manutenção.

Rua arborizada e árvores de pontuação: vegetação arbórea com função de enquadramento, ornamentação e de proporção de conforto bioclimático em conjuntos de alinhamento ou em situações de pontuação do espaço.

MATAS

Predominância de Pinus pinaster: mata localizada em duna terciária, num sistema naturalizado, com a predominância do pinheiro-bravo. Pinus pinaster, Artemisia maritima com predominância de Acacia longifolia: vegetação arbóreo-arbustiva com predominância de uma espécie invasora, a Acácia, num sistema naturalizado, na duna secundária.

Predominância de Pinus pinaster e Acacia longifolia: regeneração natural com predominância de Pinheiro-bravo e Acácia, na duna terciária.

DUNAS (DUNA SECUNDÁRIA E DUNA FRONTAL)

Revestimento predominante de Ammophila arenaria, Artemisia maritima, Calystegia soldanella, Carpobrotus edulis, Crucianella maritima, Othantus maritimus e Pancratium maritimum.

Revestimento predominante de Ammophila arenaria.

Revestimento predominante de Carpobrotus edulis, espécie exótica de cariz invasor.

Revestimento predominante de Carpobrotus edulis e Elymus farctus. Mata com predominância de Acacia longifolia.

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No espaço urbano edificado regista-se escassez de espaços verdes urbanos públicos e de vegetação arbórea. A sua localização aparece nas áreas mais protegidas dos ventos dominantes e da salsugem provenientes do mar, tanto que na zona frontal apenas se verifica a presença de alguns exemplares de Phoenix dactylifera. A sua presença pontual é um indicador forte da agressividade do ambiente à beira-mar com manifesta revelação das elevadas condições agrestes a que a vegetação está sujeita nesta linha.

Na Avenida Central regista-se a presença de Yucca spp. que à medida que aumenta a distância do mar, aumenta o número de indivíduos. Nas ruas transversais à Avenida Central e paralelas à Avenida Marginal, verifica-se a presença de várias árvores caducifólias, em alinhamento, em virtude do resguardo e proteção que os edifícios lhes proporcionam contra os elevados níveis e forças provenientes do mar. Em alguns espaços contabilizam-se alguns vigorosos exemplares de Metrosiderus excelsea.

No estudo do troço da estrada de ligação a Ovar as árvores de alinhamento do separador central são constituídas por exemplares de Phoenix dactylifera e, ocasionalmente, por

Yucca spp. que sugere aparecer no lugar de árvores que não vingaram frente às adversas

condições climáticas.

Os espaços verdes de enquadramento, dentro da escassez da existência de espaços verdes urbanos públicos, são os que surgem em maior número nas tipologias de rotunda, canteiro e área de enquadramento. Localizam-se na zona mais afastada do mar e a sua sobrevivência é, igualmente, coadjuvada pelo abrigo proporcionado pelo edificado. A vegetação predominante destes espaços é a Phoenix canariensis, Phoenix dactylifera, Yucca spp. e Pinus

pinea.

A mata de Pinus pinaster nas dunas terciárias representa uma mancha homogénea significativa na estrutura verde do espaço dado o equilíbrio que promove entre o espaço urbano e o espaço naturalizado, bem como as funções ecológicas que desempenha.

A mata mista com predominância da Acácia (Acacia longifolia) aparece numa mancha significativa em comparação com a sua envolvente dunar, uma vez que ameaça as comunidades de vegetação adjacentes e desencadeia a sua proliferação, como já verificado na mata em regeneração. A perigosidade que a espécie invasora constitui revela-se uma ameaça para a conservação das comunidades de vegetação autóctone.

No campo dunar norte verificam-se vários exemplares de vegetação autóctone característica da duna secundária, porém regista a invasão de outra espécie invasora, o Chorão (Carpobrotus edulis) e a sua propagação compromete, assim como a Acácia, a continuação das

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espécies autóctones. Na ocupação do solo, estas duas espécies invasoras revelam grande proximidade pelo que a problemática inerente à sua propagação fica agravada. Esta situação promoveu a degradação de algumas dunas agravadas pelo pisoteio dos utilizadores do espaço público. A referida constatação manifesta-se no campo dunar a sul que, com exceção da obra de recuperação dunar com vegetação autóctone pioneira, apresenta uma extensa área dunar degradada ocupada predominantemente pelo Chorão (Carpobrotus edulis).

Em suma, na zona frontal, a sobrevivência da vegetação é difícil, incluindo a sua instalação, pelo que a escolha das espécies de vegetação deve ter elevada capacidade de resistência e resiliência às condições do meio.

A dificuldade da sobrevivência da vegetação no espaço urbano edificado diminui à medida que a sua localização cria maior distância com o mar e usufrui da proteção conferida pelos edifícios.

As espécies de vegetação existentes nas dunas são características destas áreas em Portugal e revelam boa capacidade de instalação e proliferação, porém depara-se com a grande problemática constituída pela vegetação invasiva. Em contrapartida, nas dunas terciárias as matas com predominância de Pinheiro-bravo (Pinus pinaster) estabilizam as areias e consolidam o sistema.

6.1.6ESTADO DE CONSERVAÇÃO DO SISTEMA DUNAR [FAP01A04]

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