1. Le bien manger
1.3. Les justifications et les stratégies face au grignotage
O processo de avaliação do projeto Corcunda de Notre Dame assenta em metodologias mistas (dados quantitativos e dados qualitativos). De seguida, apresentamos os instrumentos de avaliação dos objetivos do projeto.
Tabela 6 - Relação entre os objetivos e os instrumentos de avaliação
Objetivos Instrumentos de avaliação
Objetivo 1
- Registo de presenças de educadores de infância em cada uma das ações de formação
- Número de educadoras que seguem da atividade 1 para a atividade 2
- Aplicação:da:“Escala:de:Avaliação:do:Ambiente:em:Educação:de: infância – ECERS-R”:de:Harms:Clifford:&:Cryer:200835
- Aplicação:da:“Escala:de:Envolvimento:da:Criança”:de F. Laevers (1994) apresentada em Oliveira-Formosinho (coord., 2009)36 - Aplicação:da:“Escala:de:Empenhamento:do:adulto”:de F. Laevers (1993) apresentada em Oliveira-Formosinho (coord., 2009)37 - Registos dos projetos pedagógicos efetuados
Objetivo 2
- Registos dos projetos pedagógicos efetuados
- Aplicação:da:“Escala:de:Avaliação:do:Ambiente:em:Educação:de: infância – ECERS-R”:de:Harms:Clifford:&:Cryer:200838
- Aplicação:da:“Escala:de:Envolvimento:da:Criança”:de:F:Laevers (1994) apresentada em Oliveira-Formosinho (coord., 2009)39 - Aplicação:da:“Escala:de:Empenhamento:do:adulto”:de:F:Laevers: (1993) apresentada em Oliveira-Formosinho (coord., 2009)40 - Número de visitas à exposição
Objetivo 3 - Atas das reuniões trimestrais entre os diretores pedagógicos
35, 38 A aplicar nas salas de educação pré-escolar que estejam a desenvolver projetos no âmbito da atividade 2. 36, 39 A aplicar nas salas de educação pré-escolar que estejam a desenvolver projetos no âmbito da atividade 2. O
educador responsável por cada grupo deve observar 50% do grupo, até ao número máximo de 12 crianças. Deve certificar- se que o grupo-alvo tem número igual de crianças no que respeita ao sexo e à idade (Oliveira-Formosinho, coord., 2009).
- Atas das reuniões trimestrais entre os educadores de infância - Questionário de avaliação do encontro anual de educadores de infância, realizado aos participantes após o mesmo.
Embora: os: instrumentos: “Registos: dos: projetos: pedagógicos: efetuados”: “Escala: de Avaliação do Ambiente em Educação de infância – ECERS-R”: (Harms: Clifford: &: Cryer:2008):“Escala:de:Envolvimento:da:Criança”:de:F:Laevers:(1994):apresentada: em Oliveira-Formosinho:(coord:2009):e:“Escala:de:Empenhamento:do:adulto”:de:F: Laevers (1993) apresentada em Oliveira-Formosinho (coord., 2009) se repitam nos objetivos 1 e 2, tal não indica que os vamos utilizar durante ou imediatamente após as atividades correspondentes a cada objetivo. São antes instrumentos que podem avaliar os dois objetivos.
Com: exceção: da: “Escala: de: envolvimento: da: criança”: todos: os: instrumentos: de: avaliação serão aplicados por um dos elementos do consórcio gestor e promotor do projeto. Esta escala será aplicada pelo educador participante no projeto em conjunto com um elemento do consórcio, uma vez que é o educador da criança que conhece melhor a criança. As três escalas de observação a utilizar serão aplicadas ao longo do desenvolvimento dos projetos, na atividade 2.
No âmbito dos objetivos 1 e 2 afigura-se importante avaliar a qualidade do ambiente:educativo:pelo:que:será:utilizada:a: “Escala:de:Avaliação:do:Ambiente:em: Educação de infância – ECERS-R”:(Harms:Clifford:&:Cryer:2008):Conforme:os:seus: autores, esta escala tem sido utilizada enquanto instrumento de melhoria de programas:educativos:em:diferentes:contextos:“incluindo os que atendem populações
culturalmente diversificadas e em programas inclusivos”:(Harms, Clifford & Cryer, op.
cit: 5) e é resultado de uma revisão cuidadosa da Early Childhood Environment Rating Scale (ECERS).
Esta escala internacional traduzida em várias línguas, incluindo o português, que pode ser usada em salas de crianças em idade pré-escolar, permite estabelecer correlações entre a qualidade do ambiente educativo e, por exemplo, o desenvolvimento da linguagem, as competências sociais, a capacidade de autorregulação, e o número de problemas no início da escolaridade obrigatória apresentados pelas crianças. Neste enquadramento, a qualidade engloba o ambiente físico, os materiais, o rácio e as pessoas e a interação entre as pessoas e os materiais.
A ECERS-R:assume:três:princípios:base:“uma organização adequada do espaço e
dos materiais permite às crianças a promoção da sua autonomia e independência; as crianças aprendem activamente através das actividades que realizam, do que fazem, ouvem, experienciam e pensam; [e] aprendem através das interacções com educadores e outros adultos, bem como das interacções com outras crianças. As interacções verbais e não verbais influenciam fortemente os processos de aprendizagem das crianças”:(Lima:
Esta escala é composta por 43 itens, que se organizam em 7 subescalas (espaço e mobiliário; rotinas e cuidados pessoais; linguagem – raciocínio; atividades; interação; estrutura do programa; pais e pessoal). Cada item é avaliado numa escala de 7 pontos, em que 1 corresponde a uma situação inadequada e 7 corresponde à existência de condições excelentes.
Definimos também como instrumento de avaliação a “Escala:de:envolvimento:da: criança”, criada por F. Laevers, em 1994, para o projeto EXE, na Bélgica, e denominada: originalmente: por: “The Leuven Involvement Scale fou Young Children (LIS-YC)”: porque: queremos: avaliar: o: envolvimento: das: crianças: na:ação: educativa. “O envolvimento é uma medida da qualidade aplicável a uma lista inesgotável de
situações: e: idades: ():Uma: criança: envolvida: fa: incidir: a: sua: atenção: num: aspecto: específico: e: raramente: se: distraí”: (Oliveira-Formosinho, coord., 2009: 128). Vários
autores referem que uma criança quando está envolvida está mais motivada e a aprendizagem é mais profunda e duradoura. Vygotsky (1978, citado por Oliveira- Formosinho, coord., 2009: 128) refere que “O envolvimento não ocorre quando as
actividades são demasiado fáceis ou demasiado difíceis. Para haver envolvimento a criança tem de funcionar no limite das suas capacidades, ou seja, na zona de desenvolvimento:próximo”:
Esta escala é constituída por duas componentes: a) uma lista de indicadores característicos de um comportamento de envolvimento (concentração, energia, complexidade e criatividade, expressão facial e postura, persistência, precisão, tempo de reação, comentários verbais e satisfação); b) os níveis de envolvimento numa escala de 5 pontos (nível 1: ausência de atividade, nível 2: atividade frequentemente interrompida, nível 3: atividade mais ou menos contínua, nível 4: atividade com momentos intensos, nível 5: atividade intensa mantida), em que o nível 1 corresponde ao estado em que as crianças estão completamente:‘inativas’:e:o:nível:5: corresponde a atividades acompanhadas pelo maior envolvimento possível. (Oliveira- Formosinho & Araújo, 2004; Portugal & Laevers, 2010).
A:“Escala:de:Observação:do:Estilo:de:Interacção do:Adulto:na:Educação:Infantil”: criada por F. Laevers em 1993, denominada em Portugal & Laevers (2010) e no Manual DQP – Desenvolvendo a Qualidade em Parcerias (Oliveira-Formosinho, coord:2009):por:“Escala:de:Empenhamento:do:Adulto”:visa:“permitir a avaliação da
eficácia do processo de ensino-aprendizagem em jardim de infância através da observação dos estilos de interacção adulto-criança, [uma vez que] a qualidade da intervenção: do: adulto: é: um: factor: crítico: na: qualidade: da: aprendiagem: da: criança”:
(op. cit.: 135). Esta escala teve origem num trabalho de Carl Rogers (1983) que referia que “os:alunos:aprendem:mais:e:comportam-se melhor - em presença de níveis elevados
de compreensão, de interesse e de autenticidade - do que quando estes atributos se manifestam em baixos níveis”:(Oliveira-Formosinho, op. cit.: 136). Ou seja, este autor
apercebeu-se que quanto mais atitudes facilitadores tiverem os educadores, mais envolvidas estão as crianças. Baseando-se neste autor, Laevers identificou três categorias no comportamento do educador/professor que utilizou nesta escala: 1.
Sensibilidade, 2. Estimulação, 3. Autonomia. “Laevers: desenvolveu: uma: grelha:
pormenorizada de observação, na qual se identificam vários tipos de comportamento, em cada uma destas três categorias”: (Oliveira-Formosinho, op. cit.: 137). Depois da
observação destas 3 categorias, cada uma delas é assinalada numa escala de 1 a 5, em que 1 corresponde a atitudes de total falta de empenhamento e 5 a atitudes de total empenhamento.
Os restantes instrumentos de avaliação serão aplicados no final das atividades correspondentes aos objetivos propostos.