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LES EXTRAVERTIS

O tema defendido neste trabalho, surgiu da importância que tem o trabalho prático no ensino das Ciências. Consideramos que o Trabalho Prático é fundamental no Ensino das Ciências, uma vez que, nos permite chegar a conclusões verídicas através de experiências realizadas.

O Trabalho Prático ajuda os alunos a perceberem, a especularem, a investigarem e a experimentarem através de procedimentos, que eles mesmos realizam e, a não ficarem agarrados aos manuais escolares a tentarem perceber certos fenómenos. Vasconcelos (2001, p. 317), citado em Pro (1998) diz que é importante “promover actividades que envolvam os alunos em investigações com um grau de “liberdade” na sua atuação cada vez maior”, ou seja, o professor ao colocar ao alcance do aluno estas oportunidades, pretende que o aluno sinta confiança em si mesmo e, que experiencie e ponha em prática os seus conhecimentos. Sempre que se realiza um Trabalho Prático é de extrema importância registar os factos observados, uma vez que, se torna mais fácil tirar conclusões.

Durante o estágio em 2º Ciclo do Ensino Básico, o Trabalho Prático foi aplicado na disciplina de Ciências da Natureza, numa turma de 6ºano. Durante as aulas observadas tivemos a oportunidade de ver que os alunos não realizavam Trabalhos Práticos. Para nos certificarmos desta situação, decidimos elaborar um questionário (Anexo 11) para ser aplicado à turma onde estávamos a estagiar e a outra turma de 6ºano onde não nos encontrávamos a estagiar, uma vez que, o questionário é um instrumento para recolha de dados e assim facilita a obtenção de informações. O questionário dividia-se em duas partes. A primeira parte do questionário era constituída por questões fechadas com dez alíneas, às quais os alunos tinham como categorias de resposta: sim, não, ou às vezes. Na segunda parte teriam de responder a três questões abertas de conhecimento científico relativo à temática em estudo. Este questionário foi

56 validado por dois professores da Didática das Ciências, uma professora da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e um professor da Escola Superior de Educação de Lisboa. Depois de validado, o questionário foi aplicado pela autora do estudo, pela primeira vez à turma em que nos encontrávamos a estagiar, que designaremos por turma A, no dia 4 de fevereiro de 2014. Aplicámos também o questionário, a outra turma de 6ºano onde não estávamos a estagiar, que denominaremos por turma B, no dia 6 de fevereiro de 2014. Este questionário foi um pré-teste, uma vez que, foi aplicado antes de os alunos abordarem os conteúdos sobre os quais recaíam as perguntas de conhecimento implícitas no questionário. Após a leccionação dos conteúdos em questão, e depois de os alunos terem feito uma ficha de avaliação foi aplicado o mesmo questionário, desta vez, o pós-teste para verificar a evolução dos alunos. Na turma A, foi aplicado a 1 de abril de 2014 e na turma B a 6 de maio de 2014. Respondidos os questionários foi feita a análise e comparados os resultados do pré-teste relativamente ao pós-teste, das turmas envolvidas, os quais apresentámos neste capítulo.

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5.2. Metodologia (Investigação-Ação)

Durante o nosso estágio utilizámos a metodologia investigação-ação. Começámos por definir metodologia, como o estudo de métodos ou etapas que devemos cumprir num determinado processo. O grande objetivo da metodologia prende-se com a análise das características dos vários métodos disponíveis.

A investigação-ação teve a sua origem nos Estados Unidos, perante o contributo de vários pensadores pertencentes ao ramo da educação e a outros campos das ciências sociais (Esteves, 2008). Durante alguns anos, foi alvo de controvérsia e, por isso, a sua prática foi interrompida por algum tempo. Contudo, esta prática reapareceu e estendeu- se a diferentes partes do globo com outra perspetiva e com mais intensidade, sendo debatida por políticos com o objetivo de melhorar a educação.

Na constituição da própria palavra, verificámos que apresenta um duplo objetivo, de ação e investigação, com a finalidade de atingir resultados em ambas as vertentes: ação, para obter mudança numa comunidade ou organização ou programa e investigação, no sentido de aumentar a compreensão por parte do investigador, do cliente e da comunidade (Dick, 2000).

Não podemos restringir a metodologia da investigação-ação apenas a uma definição, por isso alguns autores defendem as suas ideias e apresentam várias definições.

“Investigação-ação educcional é um termo usado para descrever uma família de actividades no desenvolvimento curricular, desenvolvimento profissional, programas de aperfeiçoamento da escola, de sistemas de planificação e desenvolvimento de políticas. Estas actividades têm em comum a identificação de estratégias de acção planeada, as quais são implementadas e depois sistematicamente submetidas à observação, à reflexão e à mudança. Os participantes na acção a ser considerada são integralmente envolvidos em todas estas actividades” (Grundy e Kemmis, citado por Esteves, 2008, p. 21).

Desta forma, encarámos o processo de investigação-ação como uma metodologia de pesquisa que se depara na ação com a mudança e na investigação com a compreensão, a ponto de caracteriza-la como “uma investigação sistemática do que acontece na sala de aula” (Esteves, 2008, p.41).

58 De acordo com Bogdan e Biklen (1994) “investigação-ação consiste na recolha de informações sistemáticas com o objectivo de promover mudanças” (Bogdan e Biklen 1994, citado por Esteves, 2008, p.19).

Na maior parte dos casos deparamo-nos com uma investigação-ação em que se participa, ou seja, com esta metodologia enquanto de investiga, observa-se e participa-se nos fenómenos que estamos a estudar. Segundo Mckernan (1998) citado por Esteves (2008, p.20):

“Investigação-acção é um processo reflexivo que caracteriza uma investigação numa determinada área problemática cuja prática se deseja aperfeiçoar ou aumentar a sua compreensão pessoal. Esta investigação é conduzida pelo prático – primeiro, para definir claramente o problema; segundo, para especificar um plano de acção -, incluindo a testagem de hipóteses pela aplicação da acção ao problema. A avaliação é efectuada para verificar e demonstrar a eficácia da acção realizada. Finalmente, os participantes reflectem, esclarecem novos acontecimentos e comunicam esses resultados à comunidade de investigação-acção. investigação- acção é uma investigação cientifica sistemática e auto-reflexiva levada a cabo por práticos para melhorar a prática” (Mckernan, 1998, citado por Esteves, 2008:20).

A definição apresentada é criticada por vários autores, uma vez que, apresenta uma dimensão demasiado instrumental, pois centra-se muito no método e pouco nas finalidades (McNiff e Whitehead, 2003, citado por Esteves, 2008, p.20).

Segundo Zubert-Skerritt (1996) a investigação-acção gere-se por um processo cíclico que se divide em quatro etapas: a planificação, acção, observação e reflexão. Tendo em atenção a perspetiva do autor, podemos dizer que a investigação por nós realizada seguiu estas etapas. Inicialmente, tivemos de planificar o projeto de investigação, onde apresentávamos os objetivos, os métodos a utilizar, as estratégias ou atividades utilizadas e o tipo de avaliação. Depois colocávamos em prática tudo o que foi planificado através da ação. Durante a observação foi feito o feedback que os alunos através da discussão e dos trabalhos realizados na sala de aula nos transmitiam. Por último, a reflexão, em que fomos críticos e reflexivos em relação ao trabalho por nós realizado na sala de aula. Sempre que necessário, adequávamos estratégias, quando as aplicadas não se revelavam rentáveis.

A investigação-acção ajudou-nos na resolução de problemas e na compreensão das práticas educativas. Como diz Arends, a investigação-acção é considerada como

59 uma “investigação conduzida pelos professores com o objectivo de melhorar o seu próprio ensino” (Arends, 1995, p.556).

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5.3. Caracterização da amostra

Relativamente à amostra, como já foi referido anteriormente, estendeu-se a duas turmas do 6ºano, do Agrupamento de Escolas Diogo Cão, das quais passamos a fazer uma breve caracterização.

A turma A era constituída por 19 alunos, sendo 12 do sexo masculino e 7 do sexo feminino. A faixa etária destes alunos estava compreendida entre os 10 e 13 anos de idade. Apenas 2 alunos tinham 10 anos, a maioria da turma, ou seja, 15 alunos tinham 11 anos, e somente 1 aluno tinha 12 anos e outro 13. Esta turma era proveniente essencialmente dos arredores de Vila Real, nomeadamente, das aldeias, sendo poucos os alunos que viviam na cidade. A nível de rendimento escolar, esta turma apresentava uma média positiva, os alunos eram empenhados nas tarefas que lhes eram solicitadas, sendo por vezes, um pouco barulhentos. É de destacar um aluno, que apresentava muitas dificuldades na aprendizagem e que estava a ser avaliado como um possível caso que carecia de Necessidades Educativas Especiais (NEE).

A turma B era constituída por 20 alunos, sendo 9 do sexo masculino e 11 do sexo feminino. A faixa etária desta turma estava compreendida entre os 10 e 12 anos de idade, tendo 3 alunos com 10 anos, 14 alunos com 11 anos e 3 alunos com 12 anos. Tal como a turma anterior, os alunos eram provenientes das aldeias. Estes alunos apresentavam um baixo grau de rendimento escolar, o que se veio a modificar, verificando-se uma subida gradual. A nível de comportamento era uma turma muito sossegada, onde era possível o trabalho em grupo e onde se verificava um grande companheirismo entre os alunos. Nesta turma, dois alunos estavam sinalizados com NEE.

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5.4. Questionário

Utilizámos para a recolha de dados um questionário que “ é um instrumento para recolha de dados constituído por um conjunto mais ou menos amplo de perguntas e questões que se consideram relevantes de acordo com as características e dimensão do que se deseja observar ” (Hoz, 1985, p.58). Com a construção do questionário é possível traduzir os objetivos da pesquisa em perguntas claras e objetivas (Huot, 2002). A nível de investigação, o questionário é o instrumento mais utilizado e pode ser substituído por uma observação direta que, por vezes, é impossível de ser realizada. Este facto também confirma Anderson (1998, p.170) quando diz que “o questionário tornou-se num dos mais usados e abusados instrumentos de recolha de informação. Se bem construído, permite a recolha de dados fiáveis e razoavelmente válidos de forma simples, barata e atempadamente.” Outros autores, também defendem que o questionário representa um instrumento de estudo acessível em termos económicos, aplicável a amostras de diferentes tamanhos e possibilita o anonimato, condição essencial para a veracidade das respostas (Ghiglione & Matalon, 1997).

O questionário aplicado seguiu as perspetivas defendidas por diversos autores e por isso dividimo-lo em duas partes. Uma parte de perguntas fechadas e outra de perguntas abertas. As perguntas fechadas são dez e contemplam questões sobre o trabalho prático e sua importância na disciplina de Ciências da Natureza, enquanto que, as perguntas abertas são três e estão relacionadas com o conhecimento científico dos alunos sobre a temática em estudo.

Pardal e Correia (1995) referem, que um questionário pode apresentar diferentes tipos de perguntas, cada uma com a sua especificidade, bem como várias modalidades de questões. As perguntas fechadas limitam a opção de uma de entre as respostas indicadas e as perguntas abertas permitem a liberdade total na resposta do aluno.

Segundo Hayman (1991), as perguntas num questionário, podem ser abertas ou fechadas, de acordo com a função que são feitas. Nas perguntas fechadas só é permitido dar certas respostas já determinadas. As possíveis respostas são incluídas numa lista e o inquirido escolhe uma delas. Por outro lado, nas perguntas abertas, o inquirido constrói a resposta, pelo que é permitida qualquer resposta.

62 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Pré-teste Turma A Pós-teste Turma A Pré-teste Turma B Pós-teste Turma B "Achas importante a realização de atividades práticas na

disciplina de CN?"

Sim Não Às vezes 5.5. Resultados e discussão

Depois de aplicados os questionários foi feito o tratamento de dados e confrontados os resultados do pré-teste e pós-teste em ambas as turmas.

Na turma A, apenas 18 alunos responderam ao pré-teste e ao pós-teste, enquanto que, na turma B responderam 20 alunos.

No que se refere à questão “Achas importante a realização de atividades práticas na disciplina de CN?”, os resultados encontram-se expostos no gráfico 1.

Pela análise do gráfico, verificámos que tanto no pré-teste como no pós-teste, uma percentagem muito idêntica de alunos em ambas as turmas acharam importante o trabalho prático na disciplina de CN, sendo diminuta a percentagem de alunos que não acham importante. Contudo, esta percentagem diminuta de alunos que não consideravam importante a realização de atividades práticas, alteraram a sua ideia do pré-teste para o pós-teste.

O gráfico 2 apresenta as respostas de ambas as turmas tanto no pré-teste como no pós-teste, relativamente à questão “Costumas realizar atividades práticas nas aulas de CN?”

Gráfico 2 - Achas importante a realização de atividades práticas na disciplina de CN? Gráfico 1 – Perceção dos alunos sobre a importância da realização de atividades práticas na disciplina de CN tendo em conta o pré-teste e o pós-teste da turma A e B.

63 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Pré-teste Turma A Pós-teste Turma A Pré-teste Turma B Pós-teste Turma B "Costumas realizar atividades práticas nas aulas de CN?"

Sim Não Às vezes

Pela análise do gráfico, visualizámos uma maior disparidade entre o pré-teste e o pós-teste.

Quanto à turma A, verificámos um grande aumento entre o pré-teste e pós-teste, sendo que no pré-teste apenas 5,6% assinalaram que costumavam realizar atividades práticas nas aulas de CN e no pós-teste responderam 66,7%. Desta forma, percebe-se o decréscimo existente entre o pré-teste (44,4%) e pós-teste (0%) relativamente aos alunos que apontaram que não realizavam atividades práticas. Esta diferença entre o pré-teste e pós-teste, deve-se ao facto de termos aplicado durante o estágio atividades práticas na sala de aula, o mesmo não tínhamos observado nas aulas lecionadas pelo docente da disciplina.

Na turma B, verificámos que no pré-teste nenhum aluno respondeu que realizava atividades práticas nas aulas de CN, enquanto que, no pós-teste já responderam que sim 40% alunos.

Gráfico 2 - Perceção dos alunos sobre o hábito da realização de atividades práticas nas aulas de CN tendo em conta o pré-teste e o pós-teste da turma A e B.

64 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% Pré-teste Turma A Pós-teste Turma A Pré-teste Turma B Pós-teste Turma B

"Nas atividades práticas utilizas materiais e equipamentos que não usas em outras aulas?"

Sim Não Às vezes 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Pré-teste Turma A Pós-teste Turma A Pré-teste Turma B Pós-teste Turma B

"Gostas de fazer atividades práticas porque aprendes mais?"

Sim Não Às vezes

O gráfico 3 mostra as respostas em relação à questão “Gostas de fazer atividades práticas porque aprendes mais?”.

Na turma A, a maior parte dos alunos responderam sim em ambos os testes (94,4%). A única alteração que se verifica é a resposta de um aluno (5,6%) que passou da categoria de resposta não no pré-teste, para às vezes, no pós-teste. Pensámos que, no caso deste aluno, com a realização das atividades na sala de aula, esclareceu alguma dúvida que persistia e até então não tinha conseguido perceber.

Na turma B, houve um ligeiro decréscimo entre o pré-teste (90%) e o pós-teste (80%) na categoria de resposta sim. Aumentando a percentagem de resposta, às vezes, do pré-teste (10%) para o pós-teste (20%).

O gráfico 4 expõe as respostas quanto à questão “Nas atividades práticas utilizas materiais e equipamentos que não usas em outras aulas?”.

Gráfico 3 - Perceção dos alunos sobre a realização das atividades práticas, uma vez que os leva a uma melhor aprendizagem tendo em conta o pré-teste e o pós-teste da turma A e B.

Gráfico 4 – Perceção dos alunos quanto à utilização de materiais e equipamentos nas atividades práticas comparativamente a outras aulas tendo em conta o pré-teste e o pós-teste da turma A e B.

65 Da análise do gráfico 4 podemos verificar que, tendo em conta o número de atividades práticas que os alunos realizaram na disciplina de CN, tiveram oportunidade de manusear materiais diversificados.

Na turma A, apurámos que do pré-teste para o pós-teste houve uma evolução em relação aos diversos materiais que utilizavam, uma vez que, durante o estágio tentámos introduzir o maior número de material possível, no pré-teste, 55,6% responderam à opção sim e o mesmo número de alunos assinalaram as categorias de resposta não e às vezes (22,2%). Já no pós-teste, 88,9% apontaram a opção sim e 11,1% assinalaram a opção às vezes. Durante as nossas aulas introduzimos material diversificado e por isso esta evolução verificada nos resultados.

Na turma B, também existiu uma pequena evolução em relação aos alunos que responderam à opção sim no pré-teste (60%) e no pós-teste (75%). Desta forma, decresceu a percentagem da categoria de resposta, às vezes, do pré-teste (40%) para o pós-teste (20%).

O gráfico 5 aponta as respostas de ambas as turmas relativamente à questão “As atividades práticas permitem compreender melhor como ocorrem alguns fenómenos?”.

Gráfico 5 – Perceção dos alunos relativamente à realização de atividades práticas para ajudar a compreender como ocorrem alguns fenómenos tendo em conta o pré-teste e o pós-teste da turma A e B.

Do que podemos retirar da observação do gráfico, a maioria dos alunos tanto no pré-teste como no pós-teste responderam que as atividades práticas os ajudam a perceber melhor alguns fenómenos.

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% Pré-teste Turma A Pós-teste Turma A Pré-teste Turma B Pós-teste Turma B

"As atividades práticas permitem compreender melhor como ocorrem alguns fenómenos?"

Sim Não Às vezes

66 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% Pré-teste Turma A Pós-teste Turma A Pré-teste Turma B Pós-teste Turma B

"Consideras que ao realizares atividades práticas há mais barulho e por isso são prejudiciais?"

Sim Não Às vezes

Na turma A, no pré-teste, 77,8% assinalaram a opção sim e 11,1% apontaram as categorias de resposta não e às vezes. Quanto ao pós-teste, 88,9% indicaram a opção sim e 11,1% assinalaram a opção às vezes.

Na turma B, houve um ligeiro decréscimo entre o pré-teste (85%) e o pós-teste (80%) relativamente a percentagem de resposta sim.

Do que pudemos apurar durante as aulas, alguns alunos tinham dificuldade em perceber a matéria e quando realizaram as atividades práticas facilmente identificaram e explicaram os resultados obtidos e o porquê deles acontecer, conseguindo assim chegar à compreensão de alguns fenómenos.

O gráfico 6 alude às respostas de ambas as turmas em relação à questão “Consideras que ao realizares atividades práticas há mais barulho e por isso são prejudiciais?”.

Do que podemos averiguar com a observação dos resultados, as opiniões dividem-se tanto no pré-teste como no pós-teste.

Na turma A, os resultados andavam muito próximos no pré-teste, enquanto que, no pós-teste já verificámos um ligeiro aumento de percentagem na opção não e um decréscimo nas categorias de resposta sim e às vezes. Pensámos que estes resultados se devem ao facto de termos aplicado nas nossas aulas os papéis, com a função que cada aluno deveria de desempenhar no grupo e um deles era o capitão de silêncio, que estava responsável por manter o silêncio no grupo.

Gráfico 6 – Perceção dos alunos, quanto ao facto de, com a realização das atividades práticas existir mais barulho e por isso serem prejudiciais tendo em conta o pré-teste e o pós-teste da turma A e B.

67 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% Pré-teste Turma A Pós-teste Turma A Pré-teste Turma B Pós-teste Turma B

"Achas que as atividades práticas permitem a partilha de conhecimentos com os colegas?"

Sim Não Às vezes

Na turma B, as respostas tanto no pré-teste como no pós-teste foram muito idênticas, havendo alterações mínimas, sendo que estes valores podem dever-se ao facto de não serem realizadas frequentemente atividades práticas.

O gráfico 7 ilustra as respostas de ambas as turmas quanto à questão “Achas que as atividades práticas permitem a partilha de conhecimentos com os colegas?”.

Da observação do gráfico, podemos retirar que, a maioria dos alunos acham que as atividades práticas permitem a partilha de conhecimento com os colegas.

Na turma A, a maior parte dos alunos responderam à opção sim em ambos os testes. As alterações que se verificaram mais expressivas foram no pré-teste de 11,1% da categoria de resposta não, para 0% no pós-teste e, a passagem no pré-teste de 5,6% da opção às vezes, para 11,1% no pós-teste. Estes resultados advêm do facto de os alunos poderem dialogar uns com os outros e terem a possibilidade de partilhar conhecimentos e esclarecer algumas dúvidas com os colegas.

Na turma B, houve um decréscimo do pré-teste (85%) para o pós-teste (65%) da opção de resposta sim. Enquanto que, na categoria de resposta às vezes, existiu um ligeiro aumento do pré-teste (5%) para o pós-teste (30%).

O gráfico 8 indica as respostas de ambas as turmas tanto no pré-teste como no pós-teste, relativamente à questão “Gostas de realizar atividades práticas porque são sempre feitas em grupo?”.

Gráfico 7 – Perceção dos alunos sobre a partilha de conhecimentos com os colegas na realização de

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