Nos primeiros anos estudados, o Lar Católico enfatizava o desenvolvimento da espiritualidade. Procurava enaltecer valores espirituais em detrimento dos materiais, sempre visando à salvação das almas. Azzi classificou essa fase da Igreja no Brasil através do conceito de “Restauração Católica” (AZZI, 1974). No caso, o termo restauração advinha do próprio vocabulário dos bispos da época, significando restaurar todas as esferas da vida pública e privada em Cristo. Vivenciando essa fase, o catolicismo no Brasil tinha por finalidade fazer do país uma nação construída e orientada a partir de valores cristãos. A ideia era estabelecer com o Estado uma relação harmônica, garantindo para Igreja a ingerência dos valores espirituais do povo. Também havia a iniciativa de envolver o laicato nesse projeto, através dos movimentos leigos e da participação dos mesmos na imprensa, fazendo-os obedecer à hierarquia eclesiástica.
Em depoimento colido na seção carta aos leitores no ano de 1968, um leitor expressa a sua impressão a respeito dessa postura que o Lar Católico adotava, que neste momento, parecia não mais agradar ao grande público. O leitor em questão, Pe. José Meireles, afirma que a redação do semanário não tem preocupação essencialmente comercial, sendo que enquanto outros meios de comunicação se ocupam de questões demasiadamente sociais, o Lar
Católico ainda está focalizado no evangelho, ou seja, na palavra de Deus26. É possível
também, que provavelmente para demonstrar estar acima dessas querelas puramente terrestres e humanas, estando unicamente preocupado com ocupações de ordem espiritual, o Lar
Católico talvez tenha feito questão de divulgar declarações como estas, para legitimar sua
condição de órgão voltado para a difusão da espiritualidade.
Assim, o objetivo do jornal, até meados da década de 70 era cultivar a espiritualidade de cada indivíduo, seus deveres enquanto católicos na construção de um mundo cristão. A mulher foi considerada a maior aliada da Igreja nesse quesito, pois era sobre ela que recaía a educação dos filhos e, portanto, ela se constituía na principal mentora da educação religiosa das crianças. Assim, ela precisava ser moralizada e imbuída de espiritualidade, para que o restante da sua família também o fosse.
É por isso, que muitas das temáticas apresentadas pelo Lar Católico, nessa fase do jornal, enfocavam a situação na mulher no âmbito da sociedade e da família. Houve uma
ênfase na atuação da mulher como esposa e mãe e em contrapartida, algumas matérias desqualificavam os movimentos feministas. A partir dos anos 70, e sob a influência da discussão sobre o papel feminino no trabalho da Igreja, a temática da mulher voltou-se para a sua promoção e defesa da sua dignidade, contra o uso do seu corpo nos meios de comunicação social. A partir da década de 80, o termo “dignidade” foi suplantado, sendo substituído pela expressão “igualdade”, pois se defendeu a paridade entre homens e mulheres no âmbito da família e revelou-se a presença da mulher no mercado de trabalho. A questão da maternidade, por todos os anos estudados, foi valorizada no discurso do jornal.
A temática do divórcio começou a ganhar seus contornos na década de 60, quando no plano internacional essa prática já se encontrava em vigor. Verificou-se nesse momento uma condenação profunda, denunciando os problemas gerados pela desestruturação familiar, como o suicídio, a instabilidade emocional e a segregação social. De certo modo, havia um incitamento do preconceito contra a mulher separada. As proposições sobre o divórcio crescem ao longo da década de 70, com a possibilidade de a lei ser sancionada naqueles anos. A partir da década de 80, com a prática já consolidada, o Lar Católico ainda mantém a posição contrária, mas demonstrou aceitar e tentar agregar os separados à comunidade católica.
Entre os anos 50 e 60, o jornal dedicou um espaço privilegiado para a discussão a respeito do comunismo. Nesse período, a Igreja identificou como já foi mencionado, no comunismo um perigo para o Brasil. Em geral, as matérias procuraram evidenciar o aspecto ateísta e, portanto, contrário por natureza ao catolicismo. Havia um ressentimento em relação ao que os católicos definiram como repressão as suas ações, com o fechamento de suas igrejas e a perseguição de seus membros. A Igreja se sentia aviltada em relação ao tratamento que lhe era oferecido nos países onde vigoravam o regime comunista.
A análise dos meios de comunicação também era de interesse do jornal. É possível verificar que algumas matérias se dedicavam a fazer a defesa de um jornalismo impresso de cunho religioso, no qual o próprio semanário fazia parte. O Lar Católico se dedicou a fazer apreciações sobre o conteúdo moral dos meios de comunicação audiovisuais. A partir dos anos 80, a preocupação se voltou para discutir a importância desses meios para a educação e formação do indivíduo, além, é claro, de debater sobre o modo como a Igreja estava usando esses meios para realizar seus trabalhos de pastoral.
A questão da fecundidade foi largamente enfocada nas páginas da “boa imprensa”. Porém a abordagem conferida ao tema variou ao longo do tempo, tentando acompanhar as mudanças sociais que indicavam a necessidade de restringir o número da prole, dentro dos
limites impostos pela doutrina católica. Nos anos 50 e início dos anos 60, era possível encontrar textos que valorizavam a prole extensa, indicando que a família numerosa recebia o apoio de Deus. Com a publicação da Humanae Vitae (PAULO VI, 1968), encíclica que versa sobre a utilização dos métodos para coibir a concepção, o discurso do jornal se articulou de modo conferir autoridade à palavra papal. Na década de 80, o apoio às determinações papais se manteve e as reportagens buscavam debater em profundidade o conceito de “paternidade responsável”.
Os textos que enfatizavam a juventude foram também encontrados em grande número ao longo das décadas estudadas. Nos anos 60, o jornal abordava esse tema, verificando a necessidade de evitar o confronto de gerações. Padre Zezinho, colaborador do jornal entre os anos 60 e 70, foi o maior responsável pela elaboração de discursos sobre a juventude, sugerindo que aos pais que não se deixassem levar pelos excessos dos jovens. O sacerdote também dissertava sobre a fé na adolescência e o modo como estes se relacionavam com a Igreja.
A partir dos anos 80, principalmente após o domínio da CNBB sobre o editorial do semanário, a questão do uso de drogas e entorpecentes conquistou espaço nas suas páginas. Para debater sobre o tema, o Lar Católico entrevistou continuamente o médico especialista Dr. Murad. Este fornecia recomendações para as famílias dos usuários, no sentido de identificar e tratar essa modalidade de dependência.
Em muitas matérias, a questão da sexualidade apareceu imiscuída em textos, cujas temáticas eram a família e o casamento. A partir da década de 70, com a proliferação da propaganda e do uso dos anticoncepcionais, o Lar Católico buscou reforçar o discurso sobre a castidade e a necessidade de se exercitar a sexualidade somente no âmbito do casamento. Havia também uma condenação ao adultério. O jornal desenvolveu a percepção de que a moral sexual cristã deveria ser empregada tanto por homens quanto por mulheres.
Logicamente, o jornal dispunha de uma temática religiosa, descrevendo aspectos da doutrina católica, trazendo notícias sobre os acontecimentos do Vaticano e da Igreja do Brasil. Em algumas oportunidades, os pronunciamentos do papa eram transcritos. É possível constatar um interesse por parte do jornal em tratar de definir em que modalidades ocorriam as relações da Igreja com o laicato.
Por algum tempo, perdurou no discurso do jornal um teor espiritualista, o que impossibilitava que fossem abordadas, em profundidade, questões sobre a política nacional e aspectos socioeconômicos do Brasil. As desigualdades sociais eram retratadas baseadas na doutrina social de Leão XIII, acreditando que a evangelização seria o único caminho para se
promover a paz social27 (GRINGS, 1975). A inflexão nesse quesito ocorreu a partir do ano de 1984, quando a CNBB passou a cuidar do editorial do jornal. Assim, verificou-se um comprometimento do jornal em relação ao processo de redemocratização, que estava em andamento no país. A primazia versava sobre a necessidade de conscientização política no país, para que de fato se realizasse a mudança desejada, amenizando as desigualdades do país.
Em 1986, o Lar Católico inaugurou uma coluna que recebe o nome de Falando de
Constituinte, assinada pelo jornalista político Tilden Santiago. A coluna priorizava o debate
político, entendendo a necessidade de aprimorar a consciência cidadã do brasileiro, no sentido de modificar a realidade social. Partia-se do pressuposto de que era preciso conferir ao povo os instrumentos necessários para manejar a democracia de modo a garantir a sua permanência. O leitor, portanto, deveria estar preparado para as práticas democráticas e isso somente se daria se ele fosse orientado a respeito da importância de sua participação nos pleitos eleitorais.
O Lar Católico se caracterizou pela longevidade de suas colunas. Como exemplo, pode ser citada a coluna Intercâmbio, localizada na terceira página que será enfocada com mais detalhes no capítulo 4. O mesmo ocorreu com as colunas Do Cotidiano (terceira página, na seção Orientação Familiar) e Gotas Esparsas (quarta, quinta ou sétima páginas), respectivamente assinadas por Maria da Conceição e Beatriz Horta. Enquanto Do Cotidiano oferecia ao leitor crônicas com alguma moral religiosa e análises da posição da Igreja frente a questões próprias da esfera humana, Gotas Esparsas trazia mensagens de fé e religiosidade. O
Lar Católico sempre contou com algum tipo de coluna que descrevesse receitas para a dona
de casa. Nos anos 70, era a coluna Meu Lar, Meu Tudo (Orientação Familiar) que desempenhava essa função, além de dar dicas práticas a respeito dos móveis e da arrumação da casa. A partir da década de 80, foi a coluna assinada por D. Juracy, Dicas Caseiras (sétima página) que passou a ensinar receitas para as leitoras. Entre os anos 50 e 60, o jornal cultivou espaços para analisar as produções cinematográficas e algumas obras literárias.
Nos anos 80, surgiu a Tribuna do Leitor, espaço onde este poderia veicular suas opiniões sobre as matérias e os assuntos abordados no jornal. Além dessas colunas citadas, outras também fizeram parte da história do jornal, na quarta ou quinta página do jornal, até o ano de 1984. São elas: Efemérides, Minha Pátria e Pelo Brasil. Entre as décadas de 60 e 70, o
Lar Católico reservou uma página para jogos (palavras cruzadas), desenhos e quadrinhos.
As características do jornal assim como o seu discurso se relacionam com o trabalho do redator e de seus colaboradores. O jornal, ao longo de sua trajetória, contou com o trabalho
de alguns padres verbitas a frente da redação. Podem-se citar os nomes de João Batista Lehmann, verbita dedicado à música sacra; Artur Schawd, Álvaro Regazzi e Newton Pimenta. No período enfocado (1954-1986), percebe-se os seguintes verbitas como os responsáveis pela direção e redação do jornal foram, na década de 50, Pe. Arthur Schawb e na década de 60, Pe. Edmundo Leschnhak, que permaneceu nessas funções até meados da década de 80, quando a CNBB assumiu a editoração do jornal28.
O jornal costumava ser composto por textos tanto de colaboradores ocasionais quanto de colabores fixos. Nos anos 60 não há um esclarecimento por parte do jornal acerca do seu conselho de redação. A partir da década de 70, há uma definição melhor dessa questão, com a divulgação dos nomes de D. Maria Madalena Ribeiro de Oliveira e Maria da Conceição Ribeiro de Oliveira como componentes desse conselho. Percebe-se que se constituíram em colaboradores fixos do jornal os seguintes nomes: D. Maria Madalena Ribeiro de Oliveira, D. Maria da Conceição Ribeiro de Oliveira, Raya Júnior, Pe. Zezinho, scj Peregrino, Antonio Carlos de Assis Moreira, Pe. Tadeu Grings, Pe. Sisnando Barnabita e Beatriz Horta Barbosa.
No ano de 1984, ocorreu uma associação que proporcionou uma alteração significativa na estrutura na linguagem e na editoração do Lar Católico. A partir desse ano, a parte editorial do jornal foi colocada sob a responsabilidade do Regional Leste II da CNBB, devido a um acordo firmado entre os bispos de Minas Gerais e do Espírito Santo com a Congregação do Verbo Divino, que como se sabe era a proprietária do jornal. Mesmo seguindo uma nova linha estrutural, os leitores sempre foram advertidos de que a essencial do
Lar Católico continuaria inalterada, a saber, funcionar como um veículo a favor da Igreja na
evangelização das comunidades, sempre abordando temas que se relacionam ao interesse social, como a família e a juventude.
Assumindo a linha editorial, os bispos da CNBB inauguram uma nova fase do periódico. O jornalista Pedro Ernani Goulart assume o cargo de editor-chefe, à frente do qual por muitos anos esteve o padre verbita Edmundo Leschnhack. Maria Madalena Ribeiro de Oliveira e sua irmã Maria da Conceição não aparecem mais relacionadas no conselho editorial, que passou a ser composto por Dom Serafim Fernandes Araújo, Eutímio Falquetto, Maria Alba Veja, Hélio Jardim Faria e Nereu de Castro Teixeira.
Notícias e temáticas diretamente relacionadas à Congregação do Verbo Divino perdem espaço, pois esta já não tem os mesmo domínio e poder sobre os textos publicados. Assim, o semanário passa a divulgar uma série de reportagens, entrevistas e matérias que
dizem respeito a atuação mais efetiva da Igreja junto a sociedade, o que de uma forma geral, é uma preocupação da CNBB. O público começa a tomar contato com as ações das pastorais ligadas à Igreja Católica e com os documentos e práticas que os bispos do Brasil desenvolveram no momento. Nascia assim, um periódico mais atento à realidade social e política do país, que pretendia discutir com a sociedade uma série de fatores que contribuíam para o seu desequilíbrio: falta de consciência cidadã, necessidade de maior participação política, famílias desestruturadas, pobreza, exploração, mundo do trabalho, violência e drogas. Ocorre um processo de modernização na parte estrutural, que acompanha as modernas tendências do jornalismo e o dinamismo e a conjuntura sócio-cultural dos anos 80. A intenção era conseguir ampliar o público leitor, sem, contudo, desagradar àqueles leitores que mantinham uma fidelidade há anos com o jornal. Para tal, o corpo editorial conjugou as mudanças introduzidas, com permanências. Um exemplo foi a manutenção da coluna de D. Madalena, cujo nome foi abreviado para Intercâmbio. Assim, os editores demarcaram que pretendiam manter o mesmo objetivo que movia o jornal no momento de sua criação. Assim, continua se definindo como “ser um veículo a serviço da Igreja, para evangelizar os povos, comunicando-lhes a Boa Nova. Para isso, o jornal aborda principalmente temas relacionados com missões, família, vocações, catequeses, juventude, etc.”29.
A partir de então, verificou a criação de novos espaços e colunas no jornal. Na segunda página, encontrava-se a seção Opinião, na qual eminentes clérigos expunham suas percepções e ideias sobre temas de interesse social e da Igreja. Também havia um editorial, no qual Pedro Ernani fazia um balanço sobre os assuntos a seres tratados na edição. Destaca-se a já mencionada coluna assinada por Tilden Santiago, que debatia temas como política, economia e conscientização do povo. Destinou-se um espaço para tratar dos assuntos referentes à Igreja, contando com notícias da CNBB e com matérias de interesse da instituição. Na coluna Idéias e debates, eram abordados assuntos diversos, que estavam sendo debatidos pela sociedade (alcoolismo e AIDS, por exemplo). Também se pode verificar a existência de uma seção onde eram publicadas entrevistas com autoridades eclesiásticas e lideranças políticas. Na coluna Atualidade, foram abordados temas diversos do cotidiano pelas jornalistas Desirèe Cipriano, Vânia Queiróz. É interessante notar que após a CNBB ter assumido o controle do editorial do Lar Católico, este passou a contar com mais profissionais leigos da área do jornalismo.
29 LAR Católico realiza campanha junto com paróquias do Leste II. Lar Católico, Juiz de Fora, p.3, 24 mar.
No ato de análise de um objeto como, por exemplo, um periódico, deve-se levar em consideração dois aspectos que são fundamentais: o conteúdo e a materialidade do objeto. Este estudo está centrado na discussão a respeito do conteúdo, ou seja, dos discursos presentes no periódico, que foram elaborados com a finalidade de normatizar as práticas, construindo determinadas representações sociais sobre as diferenças de gênero, a família e a sexualidade. Porém não se pode descuidar das questões que envolvem a materialidade do jornal.
Todo o conjunto que compõe o que se chama de materialidade (a folha de papel, os desenhos gráficos, a forma do jornal, a posição das notícias, os títulos, as manchetes, as letras e o próprio tamanho do jornal, campanhas publicitárias) diz muito a respeito do tipo de leitura que o periódico deseja construir, da sua situação econômica, do desejo e necessidade de angariar novos leitores. Como afirma Chartier, o suporte do impresso jamais é neutro, podendo revelar vários aspectos acerca da leitura a ser realizada (CHARTIER, 1996).
O tamanho do jornal variou com o tempo. Nos primeiros anos de estudo, o jornal contava com 12 páginas, com uma dimensão menor que nos anos anteriores. Os textos eram mais espaçados e menores. No final da década de 50, o número de páginas é reduzido, oscilando entre 6 e 7 páginas, mas cada página ainda não congrega uma variedade de temas, como começaria a acontecer na década posterior, quando o número de páginas se manteve. Essa mudança alterou a forma de leitura, que provavelmente pode ter se tornado mais dinâmica, com a contração de informações em um mesmo espaço.
No ano de 1968, o jornal Lar Católico vivencia dificuldades para dar conta dos processos de impressão30. Em nota divulgada pela redação no último número produzido desse ano, percebe-se a impossibilidade de oferecer ao leitor um produto mais elaborado para homenagear as festas de fim de ano, pois a redação tinha por costume confeccionar uma edição especial comemorativa nessa época do ano. Nesta oportunidade, nem mesmo as oito páginas habituais foram mantidas, restringindo a apenas quatro. A redação justifica esse fato alegando que as suas oficinas estavam passando por uma reforma completa, principalmente nas instalações elétricas, impossibilitando a redação de trabalhar por dois dias na semana.
Comemorando 70 anos, o jornal passa por mais uma reformulação, nas palavras do próprio editor. O jornal continua em formato tablóide, mas agora oscilará entre 12 e 16 páginas. Adverte que a proposta jornalística não mudou, pois continuam os mesmos colaboradores, o mesmo tipo de artigos, as mesmas secções. Publicado nas primeiras décadas
pela Editora Lar Católico, no final da década de 60, essa função passou a ser desempenhada pela Gráfica Esdeva.
Enquanto que nos anos 50, a primeira página do jornal contava com poucos textos, adquirindo um aspecto mais leve, essa questão se reverte nos anos 60, quando um maior número de pequenos textos completava a primeira página. A partir de 1985, a primeira página já não conta mais com textos extensos, sendo marcada pela fotografia; nesse momento, o jornal possuía de 12 a 16 páginas. A organização se torna mais precisa, contando com dois assuntos em uma mesma página.
No início da década de 80, adotou-se como norma publicar um índice na primeira página indicando os assuntos abordados naquela edição e em quais páginas poderiam ser encontrados. Essa prática interferia na leitura, pois poderia direcioná-la, fazendo com que o leitor conheça, sem ter que folhear o jornal, quais são os conteúdos por ele trabalhados. Isso poderia facilitar o acesso do leitor ao assunto pretendido por ele, porém, em contrapartida, tornaria a leitura mais objetiva. Essa prática foi abandonada pouco tempo depois, sendo retomada a partir do momento em que a CNBB esteve à frente da editoração.
O logotipo do jornal também se alterou (Figura 3) com o tempo, sendo que a grande transformação ocorrida aconteceu a partir da década de 60. O título do jornal deixou de ser grafado com a forma clássica do escrito em itálico, ou acompanhado de um símbolo cristão,