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5. Tourisme alpin et durabilité

5.3. Le tourisme alpin : effets socio-économiques

5.3.10 Le tourisme peut engendrer des tensions sociales

Neste aspeto verificamos que com a nova Portaria n.º 212/2009 de 23 de fevereiro que delimita um conjunto de qualificações que “(...) conferem aptidão para o exercício docente nos grupos de recrutamento destinados aos recursos humanos da educação especial”, os professores que trabalham com estas crianças são, na sua quase totalidade, especializados (96%), onde apenas 3% não possuem a especialização e 1% não deu qualquer resposta a esta questão, como se pode verificar pela análise ao gráfico 4.

Maria de Lurdes Ribeiro Dias Martins 114 5.3.5. Recebeu formação para a utilização do computador Magalhães?

Perante as respostas fornecidas nenhum professor dos que respondeu ao questionário apresentado recebeu formação no computador Magalhães (100%), apesar de essa mesma formação estar presente nas iniciativas do Ministério da Educação. É de salientar que o computador Magalhães é uma ferramenta interativa muito importante em que os alunos podem começar um trabalho na escola e continuá-lo em casa, na biblioteca, no recreio, mas para isso é necessário apostar na formação aos professores e até aos pais para que possam retirar desta ferramenta o máximo das suas potencialidades. A formação aos docentes permitiria que eles aproveitassem todas as potencialidades que o computador Magalhães apresentava e contribuiria para a melhoria da sua prática letiva.

5.3.6. Todos os seus alunos receberam o computador Magalhães?

Não temos dados suficientes para saber qual o motivo pelo qual existem alunos que não receberam o computador Magalhães, já que o processo de aquisição do computador previa a sua disponibilização para todos os alunos, mediante o escalão da ASE.

Relativamente a esta questão e após a análise dos dados resultantes do questionário apenas 39 % dos alunos têm o computador Magalhães, o que permite aferir que o trabalho a desenvolver em contexto de sala de aula torna-se pouco exequível.

5.3.7. O facto de o aluno com NEE ter o computador Magalhães permite dispensar a prescrição de um computador standard como Ajuda Técnica?

O I Plano de Ação para a Integração das Pessoas com Deficiências ou Incapacidade foi publicado em Diário da República em 21 de setembro de 2006, através da Resolução do Conselho de Ministros n° 120/2006, onde no eixo 2 do Plano de Ação dedicado à «Educação, qualificação e promoção da inclusão laboral», constava uma

Maria de Lurdes Ribeiro Dias Martins 115 medida com vista à criação de Centros de Recursos onde se asseguravam condições de acesso e frequência de todos os alunos com NEE.

Apesar do esforço realizado pelo Ministério de Educação em criar os referidos Centros de Recursos que permitiam o aconselhamento na aquisição e adaptação no uso de tecnologias de apoio adequadas às necessidades específicas dos alunos, criando para o efeito 25 Centros de Recursos para as TIC em agrupamentos de escola de referência a nível nacional, verificou-se que a maior parte dos professores (88 %) é de opinião de que o computador Magalhães não substitui a prescrição de um computador standard.

Neste sentido a presença do computador Magalhães não veio facilitar a resolução do problema da prescrição de ajudas técnicas para os alunos com NEE, pois como o computador Magalhães já traz software e hardware adaptado às NEE poderia não ser necessário efetuar a prescrição de outro computador para o mesmo aluno e assim não existir a duplicação de material.

Gráfico 5 – Computador Magalhães permite dispensar o computador standard

5.3.8. Considera que o computador Magalhães veio alterar a sua prática pedagógica com os referidos alunos?

O facto de o computador Magalhães ser portátil é considerado como uma pequena revolução nas aprendizagens das crianças, pois permite que exista uma diversificação de metodologias de ensino-aprendizagem e ele é como uma ferramenta integrante da sala

Maria de Lurdes Ribeiro Dias Martins 116 de aula. Quando eles se encontravam em laboratórios era muito difícil serem usados pois dependiam de se poder requisitar e de a sala de informática estar livre à hora da aula do professor, mas com os portáteis já não se verifica essa situação: eles são, tal como é referido anteriormente, uma ferramenta integrante da sala de aula pois estão disponíveis e podem transformar o ambiente de aprendizagem (Grignano, Poftak & Rockman, 2004).

Não se pretende que o computador substitua os livros ou os cadernos, mas que sirva de complemento e de ajuda nas atividades propostas para os alunos. No entanto, e de acordo com o perfil de funcionalidade dos alunos com NEE, poderá em casos mais complexos substituir mesmo essas ferramentas manuais e ser o meio que elas apresentam para poder comunicar com os restantes colegas. O computador e a Internet são considerados como utensílios que promovem novas experiências e conexões pedagógicas diversificadas. Desta forma “(…) a contribuição real dos meios de comunicação digitais para a educação é a flexibilidade que pode permitir a cada indivíduo encontrar trajetos pessoais para aprender. Este facto tornará possível a realização do sonho de qualquer educador progressista: no ambiente de aprendizagem do futuro, todos os aprendizes serão <<especiais>>.” (Papert, 1997, p. 39). É que muitas vezes no nosso dia a dia é-nos dado observar que os nossos alunos superam determinados obstáculos se os deixarmos aprender de modo natural para eles.

Perante este aspeto e como se observa no gráfico 6, 10% dos professores considera que ele veio alterar a prática pedagógica que tem com as crianças com NEE, enquanto a grande maioria, ou seja, 87% continua a ser renitente relativamente aos benefícios que essa ferramenta poderá trazer para todas as crianças, principalmente para as que apresentam NEE.

Maria de Lurdes Ribeiro Dias Martins 117 5.3.9. Tem à sua disposição o computador Magalhães de modo a preparar as aulas para os alunos com NEE?

Nenhum professor possui o computador Magalhães.

É de salientar que se os professores possuíssem um computador Magalhães próprio poderiam explorá-lo e realizar a preparação das aulas para aos alunos com NEE. A sua disponibilização permitir-lhe-ia que, por exemplo, nas suas horas de trabalho individual, pudessem experimentar as ferramentas de que dispõe e adaptar os trabalhos para o aluno, tendo em conta o seu perfil de funcionalidade.

Da análise verificou-se então que os professores, como não possuíam o computador Magalhães para realizar essa preparação, esse facto não permitiu alteração significativa na prática pedagógica dos docentes, quer ao nível da preparação quer ao nível da lecionação.

5.3.10. Considera que a presença do computador Magalhães na sala de aula veio contribuir parar a melhoria do ensino/aprendizagem dos alunos com NEE?

A forma como o computador Magalhães foi concebido e o conjunto de software possibilitam imensas potencialidades de trabalho na sala de aula, mas que necessitam de ser exploradas pelos professores antecipadamente para quando o computador vier para a sala de aula ser totalmente rentabilizado. No entanto, na opinião da maioria dos inquiridos, a presença do computador Magalhães na sala de aula não contribuiu para a melhoria do ensino-aprendizagem dos alunos com NEE, sendo que 69% responderam negativamente a essa questão, o que demonstra que não houve alterações na dinâmica da sala de aula desde que o computador apareceu (veja-se o gráfico 7).

Maria de Lurdes Ribeiro Dias Martins 118 Esta questão poderá ter conexão com a anterior, pois se os professores tivessem o computador Magalhães e realizassem a sua exploração já poderia contribuir para que a sua presença ajudasse na melhoria do ensino-aprendizagem. Também relacionado com esta questão prende-se a que se refere à existência de Formação, pois, se existisse, os professores estariam mais despertos para todas as suas contribuições.

5.3.11. Se não usa o computador Magalhães com os seus alunos com NEE, aponte a razão mais evidente

O computador Magalhães possui um conjunto de programas que permitem o desenvolvimento integral das crianças por via lúdica. Esse software não abrange todo o tipo de NEE e como tal, alguns professores, cerca de 61%, referiram a inadequação do equipamento para se poder usar com os alunos com NEE, tal como se comprova nos resultados ilustrados no gráfico 8.

Gráfico 8 - Se não usa o computador Magalhães com os seus alunos com NEE, aponte a razão

mais evidente

Nas respostas apresentadas para a condição Outra verificou-se que foram apresentados motivos que variaram entre referências ao facto de os computadores estarem estragados, pois o equipamento era fraco, à falta de interesse das crianças pelo

Maria de Lurdes Ribeiro Dias Martins 119 computador Magalhães, passada a fase de encantamento inicial e referirem que usavam o PC da sala de aula em detrimento do computador Magalhães.

Gráfico 9 – Outras respostas ao facto de não usar o computador Magalhães com os seus alunos com NEE

As respostas às questões seguintes apenas foram dadas pelos professores que referiram que usavam o computador Magalhães.

Maria de Lurdes Ribeiro Dias Martins 120 5.3.12. A que grupo pertencem os alunos com NEE que usam o computador Magalhães?

Dos professores que referiram a sua utilização, os seus alunos possuiam na sua maioria deficiência intelectual, seguido da deficiência motora, da auditiva e visual (gráfico 11).

Esta diversidade de alunos com NEE demonstra toda a capacidade que o computador Magalhães apresenta, capacidade reforçada pelos estudos que têm sido realizados.

Gráfico 11 – Alunos com NEE que usam o computador Magalhães

5.3.13. Em média, quantas sessões por semana têm com os seus alunos com NEE?

A questão foi colocada no sentido de saber quantas vezes é que o professor dava apoio semanal aos seus alunos para depois vermos, perante o número de sessões semanais, quantas vezes era usado o computador Magalhães. As respostas são apresentadas no gráfico 12.

Maria de Lurdes Ribeiro Dias Martins 121 5.3.14. Em média, em quantas dessas sessões utiliza o computador Magalhães com alunos com NEE?

A correspondência relativamente ao uso do computador Magalhães perante o número de sessões com o Professor de Educação Especial é relativamente satisfatória pois todos eles o usam, pelo menos uma vez por semana, tal como se pode verificar no gráfico 13.

Gráfico 13 – Sessões com o computador Magalhães

5.3.15. Qual o ambiente de trabalho/sistema operativo do computador Magalhães considera mais útil para os seus alunos com NEE?

Maria de Lurdes Ribeiro Dias Martins 122 Perante a questão apresentada as respostas recaíram sobre os três sistemas apresentados, embora a maioria dos professores use o sistema Windows seguido de muito perto do Linux – Caixa Mágica (gráfico 14).

5.3.16. Qual dos programas do computador Magalhães usa mais vezes com os seus alunos com NEE?

Do conjunto de programas apresentados a escolha recaiu mais nos programas de escrita Easy Write, dos Jogos (Detetive Bob, Puzzle King, Easy Learning, Find a Match, Talking Parrot e Gamepad), logo seguidos pelo programa de desenho, Eeasy Paint. Apenas um inquirido disse que usava o Easy Mail, de acesso à Internet e ao correio eletrónico e o My first piano (onde as crianças podem treinar ritmos e andamentos). A utilização da Fun Web (webcam) não foi indicada por nenhum elemento da amostra. Veja-se o gráfico 15.

As novas versões do computador Magalhães já vêm equipadas com packs (“Eu quero ver”, “Eu quero ler” e “Eu quero comunicar”) que foram desenvolvidos pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores e pelo Instituto de Novas Tecnologias. Estes programas possibilitam a sua utilização por parte dos alunos com necessidades diversificadas, o que permite verificar as potencialidades e capacidades deste computador em contexto de sala de aula.

Maria de Lurdes Ribeiro Dias Martins 123 5.3.17. Utiliza software específico no computador Magalhães para os seus alunos com NEE?

Nota: se respondeu SIM, selecione também a opção Outro e diga qual o software específico

A maior parte dos inquiridos respondeu que não utilizava software específico para os alunos com NEE, como se pode ver no gráfico 16. Apenas um respondente referiu que utilizava software educativo específico e mencionou o nome de alguns Jogos que utilizava (Passo a passo, jogo do ursinho, lexicon, diz-me tu, entre outros).

A ANDITEC - Tecnologias de Reabilitação Lda (empresa unicamente dedicada às Tecnologias de Apoio) testou diversos programas para crianças com NEE no computador Magalhães. Desses salientam-se programas para a Comunicação Aumentativa (Grid 2, BoardMaker e Speaking Dynamically), com vários dispositivos de acesso (Inproman e manípulo), Teclado de Conceitos IntelliKeys e algum software educativo (Laramera).

Gráfico 16 – Software específico para o computador Magalhães

5.3.18. Utiliza hardware específico no computador Magalhães para os seus alunos com NEE? Nota: se respondeu SIM, selecione também a opção Outro e diga qual o hardware específico

A maioria dos professores referiu que não utiliza e de entre os que utilizam, o hardware mais utilizado é o “Teclado de Conceitos”, tal como se apresenta no gráfico

Maria de Lurdes Ribeiro Dias Martins 124 17. A ANDITEC - Tecnologias de Reabilitação Lda testou vários dispositivos de acesso, como o teclado de conceitos e a interface para manípulos Inproman.

Gráfico 17 - Hardware específico para o computador Magalhães

5.3.19. Que tipos de utilização fazem os seus alunos com NEE do computador Magalhães?

Os alunos com NEE ao usarem o computador Magalhães usaram-no mais para realizar trabalhos que utilizaram a escrita de texto (textos pequenos, frases ou palavras) e para realizar jogos. Seguidamente realizaram pesquisas na Internet e usaram algum do software presente no computador Magalhães, tal como se pode ver no gráfico 18.

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6. Conclusões e trabalhos futuros

6.1. Conclusões

Quando realizamos a revisão bibliográfica e após uma reflexão cuidada podemos concluir que a nossa sociedade necessitava de alterar a sua prática pedagógica sendo muito difícil separar tecnologia de aprendizagem e, se até há alguns anos atrás elas poderiam andar separadamente, nos dias de hoje têm de caminhar lado a lado. Ao longo deste estudo fomos obtendo dados relacionados com o tema através de investigações que já tinham sido realizadas (embora nenhuma delas se tivesse debruçado na temática das crianças com NEE) e consultando bases teóricas para fundamentar e avaliar o impacto do computador Magalhães nas crianças com NEE. A revisão bibliográfica permitiu-se chegar à conclusão de que muitos países têm começado a combater a info exclusão desde os níveis mais básicos de escolaridade na tentativa de abranger todos. As crianças desde muito cedo ficam fascinadas por tudo o que se relacione com cor, movimento, som e imagem que o computador nos dá. Mesmo antes de o computador Magalhães ter chegado às escolas, as crianças já se fascinavam com os jogos que se instalavam através de CD’s; com a chegada deste portátil, começaram a usar o seu computador pessoal e a explorar os jogos que este trazia instalado, optando pelo que mais as motivava. Os pais ficavam um pouco apreensivos pois para eles aprendizagem e jogos são conceitos distintos. No entanto Ponte (1997, p. 79) refere que se pode “(…) aprender muito através de um bom jogo. Para se ter êxito é necessário estar atento, identificar e compreender o contexto, assumir um certo grau de responsabilidade pelas consequências, conceber e testar estratégias e modificá-las de acordo com as necessidades”.

Cabe então à escola aproveitar os recursos de que dispõe este pequeno portátil. Com ele podemos adaptar as atividades aos diferentes colegas, promovendo a ajuda e a partilha e acima de tudo podemos respeitar o ritmo e o tempo de cada aluno, não esquecendo que brincar é um direito indispensável de cada criança e que as ajuda “(…) no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, pois, através das atividades lúdicas, a criança forma conceitos, relaciona ideias, estabelece relações lógicas, desenvolve a expressão oral e corporal, reforça habilidades sociais, reduz a

Maria de Lurdes Ribeiro Dias Martins 126 agressividade, integra-se na sociedade e constrói o seu próprio conhecimento” (Bezerra, 2007, p.5).

No entanto não nos podemos esquecer que a escola deverá também estar preparada para responder corretamente à utilização das ferramentas informáticas tendo as condições que serão necessárias para isso: acesso à Internet, pessoal habilitado para responder às avarias e às dúvidas e realizar sensibilização de toda a comunidade escolar e não escolar para a preservação dos computadores e com o seu uso poder demonstrar o quão benéfico elas serão. O Decreto-Lei 3/2008 no seu artigo 22º refere isso mesmo quando nos diz que as tecnologias são “(…) os dispositivos facilitadores que se destinam a melhorar a funcionalidade e a reduzir a incapacidade do aluno, tendo como impacto permitir o desempenho de atividades e a participação nos domínios da aprendizagem e da vida profissional e social.”

Há um enorme caminho a percorrer para chegarmos à escola que queremos, ou seja à escola inclusiva, já o dizia Ainscow (1995). À escola são solicitadas novas tarefas e a escola tem de ser um lugar de aprendizagem, um lugar onde são facilitadas todas as ferramentas para construir o conhecimento, valores, atitudes, competências, para todos trabalharem com a diferença e para que cada uma das nossas crianças possa viver com a sua diferença. Teremos todos de olhar para a escola com uns novos olhos porque a educação pode representar um novo papel na qualidade de vida das nossas crianças.

Umas dessas ferramentas serão as TIC e as aprendizagens que serão construídas através dessa ferramenta, com a ajuda do professor, dos colegas e no grupo de pares onde cada criança pertence, dando valor aos seus saberes e às experiências de todos.

O programa e.escolinha teve como objetivo fundamental conceder a cada criança do 1º Ciclo do Ensino Básico um computador portátil, o computador Magalhães. Este computador trazia um conjunto de aplicações educativas específicas para que a escola as pudesse rentabilizar, ou seja continha um pacote base de software que possibilitava aos professores rentabilizá-los e promover a mudança pedagógica tão apregoada. Quando se implementou esse Projeto nas escolas foi com a pretensão de que seria necessário inovar nos processos de aprendizagem e para isso seria necessário que esse computador fizesse parte integrante das práticas pedagógicas dos professores. Era através da orientação dada pelo professor que os computadores Magalhães poderiam ser uma ferramenta pedagógica e que os professores seriam os responsáveis principais pela sua utilização. Perante esta realidade quisemos saber se o computador Magalhães era usado pelos professores de educação especial na sala de aula com os seus alunos, identificar as

Maria de Lurdes Ribeiro Dias Martins 127 potencialidades e limitações que ele possuía e quais os recursos adicionais que seriam úteis ao computador Magalhães.

Após a análise dos questionários podemos concluir que nem todas as crianças, cujos professores foram inquiridos, receberam o computador Magalhães. Tendo em conta que a tecnologia “(…) para a pessoa com deficiência, (…) torna as coisas possíveis(…)” (Sanches, 1991, p. 121), este facto torna-se limitativo da aprendizagem das crianças que a ele não tiveram acesso.

De referir que esses computadores distribuídos aos alunos com NEE dos professores inquiridos não há relatos que nos digam se possuíam software e hardware específico que permitisse um desenvolvimento mais efetivo; nenhum professor fez menção de ter usado/experimentado o software que o computador Magalhães trazia já instalado (À Descoberta do Ambiente, Eu sei, A Cidade do Faz de Caso, Tuxpaint, ClicMat, English is Fun, Mingoville e Childsplay) pois esse software adicional poderia ser considerado como uma mais valia para os seus utilizadores; o mesmo se refere ao software específico, com a compra do pacote de aplicações "Eu quero ver", "Eu quero ler" e "Eu quero comunicar" para as necessidades especiais, em que, com a conjugação de software e hardware permitiam o reconhecimento de voz e a concretização do discurso em texto, a impressão em Braille e a passagem de texto escrito para o computador através de OCR. Este pacote teria de ser adquirido conforme as necessidades. Apesar de terem sido anunciadas aquando da distribuição dos computadores Magalhães essas adaptações, os computadores dos alunos dos professores que foram inquiridos não as apresentavam, sendo esta mais uma limitação para a sua utilização por parte deles. Esta limitação apresentou consequências negativas para as