3.1 Matériel et méthodes
3.1.1 Le simulateur de pluie
Os alunos possuem diferentes preferências quanto ao modo de aprender. Uns gostam mais de estudar sozinhos e outros acompanhados, com ou sem ajuda (Pocinho & Canavarro, 2009). As categorias a seguir enunciadas resultaram das respostas dos alunos à questão “Estudas sozinho ou há alguém que te ajuda a estudar?” Esta questão aprofunda-se com as seguintes questões “Se sim, quem te ensinou a estudar?”; “Se sim, como te ensinaram a estudar?” Foram encontradas três categorias que se reportam à ideia de que os alunos estudam sozinhos, às vezes sozinhos e às vezes com ajuda, como podemos observar na tabela nº 14.
Tabela nº 14: Atividade do estudo. Categorias, frequências e percentagens
Categorias Nº %
1.Sozinho 5 29.4
2.Às vezes sozinho 3 17.6 3.Às vezes com ajuda 9 52.9
Total 17 100%
Relativamente à atividade do estudo, verificamos que os resultados com maior evidência expressam a ideia de que os alunos estudam, às vezes, com ajuda. (N=9; 52.9%). Estes resultados mostram a necessidade de ajuda social no estudo, salientando o papel determinante que os agentes mediadores têm no estudo dos alunos.
“(…) Às vezes ajudam-me a estudar” (suj. 3) “(…) Às vezes estudo com a minha mãe” (suj. 6)
“(…) Conforme. Se a matéria for difícil (…) pode-me ajudar, se for fácil, já não é preciso” (suj. 7) “(…) Às vezes sozinho às vezes com alguém” (suj. 9)
“(…) Em casa estudo sozinho mas lá na explicação ela ajuda-me a estudar…” (suj. 12)
Os alunos estudam também individualmente (N=5; 29.4%).
“(…) Estudo sozinha” (suj. 1) “(…) Às vezes sozinho (…)” (suj. 9) “(…) Estudo sozinho” (suj. 11)
Em último lugar surgem as verbalizações que traduzem a ideia de que às vezes, estudam sozinhos (N=3; 17.6%).
“(…) Umas vezes sozinho outras vezes com a minha mãe ou o meu irmão ou o meu pai” (suj. 2) “(…) Às vezes estudo sozinho às vezes estudo com a minha mãe” (suj. 6)
Relativamente à questão “Quem te ajuda a estudar?” foram encontradas duas grandes categorias que traduzem a ideia de que os alunos são ajudados a estudar por familiares (pais, irmãos e avós) e por explicadores. No que se refere aos familiares verificamos a existência de cinco subcategorias, nomeadamente, mãe, pai, pais,
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irmãos e avós. Apresentamos, em seguida, uma tabela com as categorias e subcategorias encontradas.
Tabela nº 15: Agentes mediadores do estudo. Categorias, subcategorias, frequências e percentagens Categorias e subcategorias Nº % 1.Familiares (12) (85.7) 1.1Mãe 5 35.7 1.2.Pai 3 21.4 1.3.Pais 1 7.1 1.4.Irmãos 1 7.1 1.5.Avós 2 14.2 2.Explicadores 2 14.2 Total 14 100%
Relativamente aos agentes mediadores do estudo, verificamos que os resultados com maior destaque remetem para os familiares (N=12; 85.7%) e, seguidamente, para os explicadores (N=2; 14.2%).
Em primeiro lugar, é referida a mãe como a pessoa que ajuda os alunos a estudar (N=5; 35.7%).
“(…) Com a minha mãe (…)” (suj. 2) “(…) A minha mãe”(suj. 3)
“(…) Às vezes estudo com a minha mãe” (suj. 6)
Em segundo lugar, é referido o pai como a pessoa que ajuda os alunos a estudar (N=3; 21.4%).
“(…) Com a minha mãe ou o meu irmão ou o meu pai” (suj. 2)
“(…) Se estiver na casa dos meus avós é ao meu avô que peço… à minha avó se tiver na casa do meu pai é ao meu pai” (suj. 10)
Em terceiro lugar, surgem os avós como os agentes mediadores do estudo (N=2; 14.2%).
“(…) A minha avó vai-me fazendo as perguntas sobre os resumos…” (suj. 8)
Por último, com menor frequência, as verbalizações dos sujeitos traduzem a ideia de que são os pais (N=1; 7.1%) e os irmãos (N=1; 7.1%) os agentes mediadores do estudo.
“(…) Às vezes tenho explicação e às vezes com os meus pais” (suj. 4) “(…) Com a minha mãe ou o meu irmão ou o meu pai” (suj. 2)
Os resultados levam-nos a pensar que os principais agentes mediadores do estudo são, principalmente, elementos da família. Na literatura existem evidências que o envolvimento positivo dos pais na vida escolar dos filhos tem sido associado a resultados positivos (Matos, Dadds & Barret, 2006).
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5.2.5.1. Procedimentos e estratégias de ajuda ao estudo
Quanto à questão “Como te ajudam a estudar?” foram encontradas dez categorias que traduzem a ideia de que os alunos são ajudados a estudar através da repetição/memorização, explicação, feedback avaliativo, monitorização, realização de exercícios, resumos, leitura, escrita, questionamento (tabela nº 16).
Tabela nº 16: Procedimentos e estratégias de ajuda no estudo. Categorias, frequências e percentagens Categorias Nº % 1.Repetição/memorização 3 14.2 2.Explicação 5 23.8 3.Feedback avaliativo 2 4.7 4.Monitorização 1 4.7 5.Exercícios 3 14.2 6.Resumos 1 4.7 7.Leitura 2 14.2 8.Escrita 1 4.7 9.Questionamento 2 9.5 10.Não sabe 1 4.7 Total 21 100%
Em primeiro lugar, verifica-se que os alunos são ajudados a estudar através da explicação da matéria (N=5; 23.8%). Assim, os resultados expressam a importância de clarificar as matérias aos alunos e ao mesmo tempo de os esclarecer sobre eventuais dúvidas, no sentido de alcançarem aprendizagens significativas.
“(…) Às vezes dizem o que é aquilo (…)” (suj. 2)
“(…) Explica as coisas que eu não percebo… e depois manda-me fazer no caderno para ver se eu aprendi mesmo sozinho… ” (suj. 6)
“(…) Explicam-me a matéria de forma a que eu perceba (…) explicam, tentam explicar-me de outra forma mais fácil…” (suj. 10)
Em segundo lugar, verificamos que os alunos referem ser ajudados a estudar através da repetição/memorização (N=3; 14.2%) e da realização de exercícios (N=3; 14.2%).
“(…) Dizem para eu repetir, repetir, repetir, eu repito (…)” (suj. 2)
“(…) Diz que é para decorar as coisas e ler muitas vezes algumas coisas que é para ficar na cabeça (…) Ela manda-me ler o texto três ou quatro vezes para ficar com ele decorado (…)” (suj. 12)
“(…) Às vezes dita-me um ditado para eu escrever outras vezes, faz-me os exercícios do meu livro para o caderno, para eu depois fazê-los” (suj. 9)
“(…) Alguns exercícios também, com a ajuda deles” (suj. 10)
Em terceiro lugar, é referido a ajuda ao estudar estudar através do feedback avaliativo (N=2; 4.7%), da leitura (N=2; 4.7%) e do questionamento (N=2; 4.7%).
“(…) Se tivesse certo, eles diziam está certo, se tivesse errado, diziam está errado…” (suj. 2) “(…) Ela manda-me ler o texto três ou quatro vezes para ficar com ele decorado…”(suj. 12) “(…) Faz-me perguntas…” (suj. 3)
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Por último, com carácter residual, os resultados mostram que os alunos são ajudados a estudar através da monitorização (N=1; 4.7%), de resumos (N=1; 4.7%) e da escrita (N=1; 4.7%).
“(…) Dizem para estudar melhor, para rever melhor a matéria” (suj. 7) “(…) Faz-me perguntas e às vezes faz resumos” (suj. 3)
“(…)Às vezes dita-me um ditado para eu escrever…” (suj. 9)
Em resumo, neste tema (hábitos de estudo) verificamos que os alunos do 5º ano de escolaridade estudam principalmente por relação com os testes. Com menos evidência os participantes referem que estudam quando têm mais tempo livre e nas férias. O principal motivo da periocidade do estudo refere-se ao cumprimento de tarefas solicitadas e ao desejo de sucesso.
Relativamente à periocidade do estudo de matérias consideradas fáceis, os resultados de maior destaque remetem para o estudo sem periocidade fixa e na véspera dos testes. Com menos evidência, os resultados expressam a ideia de que os alunos estudam estas matérias depois de estudar as matérias que não percebem bem. Apuramos que os alunos iniciam o estudo antes da avaliação de uma matéria fácil, principalmente, por relação com a data do teste. Verificamos que, com menos evidência, os participantes iniciam o estudo antes da avaliação diariamente e quando o professor informa da data do teste.
Por outro lado, contrariamente aos resultados encontrados na periocidade do estudo de matérias consideradas fáceis, verificamos que os participantes costumam estudar as matérias consideradas difíceis diariamente e com maior antecedência e estudo. Quanto ao início do estudo antes da avaliação de uma matéria considerada difícil, os resultados, com mais destaque, expressam a ideia de que os sujeitos costumam estudar por relação com a data do teste.
No que diz respeito ao local do estudo, os resultados mostram que os sujeitos costumam estudar com maior frequência em casa no seu quarto. Com menos frequência, os resultados remetem para a explicação e raramente na escola.
Quanto à atividade do estudo, os resultados, com maior destaque expressam a ideia de que os sujeitos estudam às vezes com ajuda. Por outro lado, com menos frequência, verificamos que os sujeitos estudam às vezes sozinhos.
Os sujeitos referem, em primeiro lugar, que são os familiares os principais agentes mediadores do estudo (pais, irmãos e avós).
Relativamente à ajuda no estudo, os resultados realçam que, em primeiro lugar, os alunos são ajudados a estudar através da explicação da matéria e em segundo lugar através da repetição/memorização e realização de exercícios.
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