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Le sch´ema de synchronisation use/destroy

5.2 Synchronisation dans les services

5.2.4 Le sch´ema de synchronisation use/destroy

A análise das produções desenvolvidas no período considerado apontou que a IES que apresentou o maior número de PPG envolvidos em pesquisas sobre a dislexia foi a USP com 07 programas, seguida pela UNICAMP com a participação de 04 PPG. A UFMG e a PUCRS apresentaram 03 programas, seguidas por UFRJ, UTP e UFPB com 02 programas cada. Todas as demais apresentaram apenas um PPG envolvido em pesquisas sobre a dislexia. A tabela 14 a seguir apontará esta distribuição.

Tabela 14. Distribuição por PPG. IES PPG USP Ciências da reabilitação Ciências Médicas Psicologia Fonoaudiologia Educação Psicobiologia

Ciências odontológicas aplicadas

UNICAMP

Ciências Médicas Linguística

Saúde da criança e do adolescente Genética e biologia molecular

UFMG Psicologia Letras

Neurociências

PUCRS Educação Letras

Psicologia

UFRJ Linguística

Engenharia de sistemas de computação

UTP Educação

Distúrbios da comunicação

UFPB Educação

Linguística

UNIVAP Ciências Biológicas

UFSC Linguística

UFPA Teoria e pesquisa do comportamento

UNB Ciências do comportamento

UNOESTE Educação

UFPR Letras

UCB Educação

FIOCRUZ Saúde da criança e do adolescente

UMESP Psicologia da saúde

UFSM Distúrbios da comunicação humana

MACKENZIE Distúrbios do desenvolvimento

UCPEL Saúde e comportamento

PUCSP Fonoaudiologia

UEL Estudos da linguagem

PUCGOIÁS Psicologia

Quanto a produção de pesquisas por PPG, o programa de pós-graduação em Ciências Médicas da UNICAMP apresentou a maior produção (09 pesquisas), seguido pelo programa de Linguística da mesma IES (06 pesquisas). Apresentando 04 pesquisas encontramos o PPG

de Linguística da UFRJ, o PPG em Ciências da USP e o PPG em distúrbios do desenvolvimento da Mackenzie.

O PPG em Educação da UNESP- Marília apresentou 03 pesquisas, seguido pelo seguinte conjunto de PPG com 02 pesquisas: Saúde da criança e do adolescente (UNICAMP), Letras (UFPR), Neurociências (UFMG), Educação (PUCRS, UCB), Ciências da reabilitação (USP), Psicologia (USP) e Educação especial (UFSCAR).

Os demais PPG apresentaram apenas uma pesquisa: Genética e biologia molecular (UNICAMP), Engenharia e sistemas de computação (UFRJ), Psicologia (UFMG, UFRGS, PUCGOIÁS), Ciências biológicas (UNIVAP), Linguística (UFSC, UFPB), Educação (UTP, UFPB, UNOESTE, USP), Distúrbios da comunicação (UTP), Teoria e pesquisa do comportamento (UFPA), Ciências do comportamento (UNB), Fonoaudiologia (PUCSP, USP), Letras (PUCRS), Psicobiologia (USP), Ciências odontológicas aplicadas (USP), Saúde da criança e da mulher (FIOCRUZ), Psicologia da saúde (UMESP), Distúrbio da comunicação humana (UFSM), Saúde e comportamento (UCPEL), Estudos da linguagem (UEL). O gráfico 5 a seguir ilustra esta distribuição:

Se observarmos estes dados sob a perspectiva das áreas de conhecimento, poderemos constatar que 39 pesquisas (54,16%) foram desenvolvidas na área das ciências da saúde, 17 pesquisas (23,61%) foram produzidas na área da linguística, letras e artes, 13 pesquisas (18,05%) pertencem à área das ciências humanas, 02 (2,77%) pesquisas foram desenvolvidas no campo das ciências biológicas, e 1 (1,38%) foi desenvolvida no campo das ciências exatas e da terra. O gráfico 6 abaixo ilustra esta distribuição:

A análise permitiu constatar uma concentração significativa de pesquisas em PPG ligados ao campo de estudos da saúde. Esta concentração pode estar refletindo dois aspectos, a saber: a manutenção dos estudos em seu campo de origem, e uma extensiva busca por um déficit que justifique as dificuldades apresentadas pelas crianças durante a escolarização.

Conforme apresentei no Capítulo II deste trabalho, as pesquisas sobre a dislexia nasceram no campo de estudos da neurologia e seguiram se expandindo para o campo da oftalmologia e da fonoaudiologia, assim como para os demais campos de estudos médicos. Isto pode significar que em razão de sua origem, os estudos das dificuldades de aprendizagem das crianças foram apropriados e assumidos pelas ciências biológicas, tornando a dislexia um objeto de estudo específico deste campo.

E, devido à complexidade do tema e a dificuldade em se encontrar uma compreensão unívoca, os estudos sobre a dislexia seguiram sendo explorados nas diversas áreas que compõem o campo de estudos das ciências da saúde, no intuito de encontrar as causas das dificuldades de aprendizagem a partir da crença na presença de um déficit nos processamentos cognitivos.

Em relação à finalidade e ao campo de estudos dos PPG envolvidos nas pesquisas sobre a dislexia, 08 são PPG em Educação (UTP, UFPB, UNOESTE, PUCRS, USP, UCB,

UNESP, UFSCAR38), 04 são em Linguística (UNICAMP, UFRJ, UFSC, UFPB) e 04 em

Psicologia (UFMG, UFRGS, PUCGOIÁS, USP), 03 são em Letras (UFPR, UFMG, PUCRS) e 02 são em Fonoaudiologia (PUCSP,USP).

Os demais PPG representados apenas uma vez são: Ciências médicas (UNICAMP), Saúde da criança e do adolescente (UNICAMP), Genética e biologia molecular (UNICAMP), Engenharia e sistemas de computação (UFRJ), Neurociências (UFMG), Ciências biológicas (UNIVAP), Distúrbios da comunicação (UTP), Teoria e pesquisa do comportamento (UFPA), Ciências do comportamento (UNB), Ciências da reabilitação (USP), Ciências (USP), Psicobiologia (USP), Ciências odontológicas aplicadas (USP), Saúde da criança e da mulher (FIOCRUZ), Psicologia da saúde (UMESP), Distúrbio da comunicação humana (UFSM), Distúrbio do desenvolvimento (Mackenzie), Saúde e comportamento (UCPEL) e Estudos da linguagem (UEL). A tabela 15 a seguir apresentará esta distribuição:

Tabela 15. Finalidade e campo de estudos dos PPG

FINALIDADE IES Educação UTP UFPB UNOESTE PUCRS USP UCB UNESP UFSCAR

Linguística UNICAMP UFRJ

UFSC UFPB

Psicologia UFRGS UFMG

PUCGOIÁS USP

Letras UFMG UFPR

PUCRS

Fonoaudiologia PUCSP

USP

Ciências Médicas UNICAMP

Saúde da criança e do adolescente UNICAMP

Genética e biologia molecular UNICAMP

Tabela 15. Finalidade e campo de estudos dos PPG (continuação)

FINALIDADE IES

Engenharia e sistemas de computação UFRJ

Neurociências UFMG

Ciências biológicas UNIVAP

Distúrbios da comunicação UTP

Teoria e pesquisa do comportamento UFPA

Ciências do comportamento UNB

Ciências da reabilitação USP

Ciências USP

Psicobiologia USP

Ciências odontológicas aplicadas USP

Saúde da criança e da mulher FIOCRUZ

Psicologia da saúde UMESP

Distúrbio da comunicação humana UFSM

Distúrbio do desenvolvimento MACKENZIE

Saúde e comportamento UCPEL

Estudos da linguagem UEL

A participação de 08 PPG em educação (sendo 01 deles em educação especial) pode indicar o interesse pela compreensão do fenômeno a partir dos processos educativos e/ou indicar a busca pela remediação do suposto distúrbio por meio de práticas denominadas médico-pedagógicas.

Estas práticas já haviam sido propostas por Hinshelwood no final do século XIX e por Orton em meados da década de 1930 (FONSECA, 1995; SHAYWITZ, 2008). Conforme já apontado no Capítulo II deste trabalho, Hinshelwood afirmou a necessidade de se oferecer educação especializada às crianças disléxicas. Orton corroborou as afirmativas do primeiro e sugeriu o desenvolvimento de métodos pedagógicos específicos baseados na relação entre os sons da linguagem oral e a escrita.

A análise das produções acadêmicas dos PPG em Educação especificamente será apresentada no Estudo 2 deste trabalho.