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le Président Alain ANZIANI : Merci. Dominique ALCALA

Dans le document PROCES VERBAL ANALYTIQUE (Page 59-62)

A filmagem do experimento é a etapa mais simples da elaboração da videoaula embora alguns cuidados devam ser considerados; para que uma boa análise possa ser feita. Segundo (SILVA, M.S.P., 2016), a boa qualidade do vídeo é extremamente importante para atingir os objetivos pretendidos. Daí, o equipamento e o ambiente da filmagem já podem ser devidamente preparados.

Dependendo do que se deseja obter com o vídeo, a câmera é selecionada. Essa escolha pode variar desde câmeras profissionais e sofisticadas, até às câmeras comuns, como câmeras de celulares. Os equipamentos utilizados na tomada de vídeo irão depender do objeto de estudo. Se a intenção é estudar um fenômeno que acontece muito rapidamente, como por exemplo, o movimento de uma bala1,

sujeita a grandes colisões ou deformações, será necessário usar uma câmera profissional, com alta resolução e alta taxa de quadros por segundo.

Se o objetivo for estudar a velocidade do centro de massa de um carrinho de brinquedo em um trilho ou de um bloco deslizando sobre uma rampa, uma câmera simples, com poucos quadros (frames)2 por segundo e de baixa

resolução será suficiente. A figura 1, abaixo, descreve fotogramas projetados em filme a uma cadência de 24 imagens por segundo.

Figura 1- Fotogramas (frames ou quadros) – projetados em filme a uma cadência de 24 imagens por segundo.

Fonte: Posts Tagged frames por segundo by Prof. Paulo Reis em Apontamentos (2010) Nota: Adaptação de texto, vídeo e frames: https://vid8o.wordpress.com/tag/frames-por-segundo/

(2010).

Portanto, para uma boa tomada de vídeo de fenômenos simples, deve-se utilizar uma câmera com taxa mínima de 30 (trinta) quadros por segundo e

1. No caso de uma bala, a velocidade depende da sua massa bem como da potência da arma

utilizada, podendo ir de 100m/s a 800 m/s.

2Em geral usa-se o termo fotograma para as imagens individuais de um filme, reservando a

palavra frame apenas para as imagens de vídeo e utilizando quadro ou imagem para produtos audiovisuais genéricos, produzidos em qualquer tecnologia

resolução de 5 MP (Megapixéis). A maioria das câmeras disponíveis no mercado, incluindo câmeras de celulares e câmeras não profissionais já possuem esses parâmetros.

Em geral, o número de quadros por segundo pode ser informado e até selecionado nas configurações de vídeo da própria câmera do celular (nosso caso). O número de pixéis descreve a cadência (frame rate) em que o dispositivo de processamento de imagens as produz consecutivamente.

As taxas de aquisição de frames (fps) ou quadros (qps) devem ser condizentes com a velocidade do experimento ( para os mais lentos 30 fps e para os mais rápidos 120 fps). Ou seja, a velocidade do evento e a taxa de aquisição dependem do tipo de experimento relativo ao fenômeno estudado.

Afora a capacidade de resolução e o número de quadros por segundo, outras características da câmera devem ser destacadas como captura de vídeo da câmera. Para situações comuns, as configurações automáticas da câmera cobrem as exigências mínimas para uma boa qualidade da filmagem. Porém se o equipamento for, por exemplo, a webcam de notebook, essas configurações precisarão ser ajustadas.

O segundo aspecto, muito importante, é dar atenção ao ambiente a ser escolhido, que deverá favorecer à tomada do vídeo. Desse modo, elementos como luminosidade adequada, plano de fundo e contornos do vídeo devem ser observados. O ambiente deve ser bem iluminado e fazer contraste com os elementos do experimento. Em geral os equipamentos para tomada de vídeo possuem ajuste automático ao ambiente e mesmo os equipamentos mais simples já dispõem desse recurso. Este aspecto nos dá informações extremamente importantes, de merecido destaque!

Se o experimento a ser realizado for, por exemplo, um experimento para a determinação do coeficiente de atrito estático a partir do ângulo crítico de uma rampa, deve haver um contraste entre o plano de fundo, a rampa e objeto que desliza sobre ela. O contraste proporciona segurança na hora de definir na análise do vídeo, o rastreamento da posição do objeto. Devemos ter atenção às sombras que podem ser projetadas no plano de fundo e evitar mudanças sobre este, em uma mesma filmagem. Os planos de fundo claros, como o branco, geralmente apresentam resultados melhores no produto da filmagem quando o experimento não possui elementos brancos. Essas condições favorecem a

nitidez do vídeo. O contorno do experimento também precisa ser verificado O terceiro aspecto passa por delimitar os extremos do experimento. Eles precisam estar dentro do campo visual de filmagem. Para um experimento com movimento amplo, a câmera precisa ser posicionada de modo que a tomada de vídeo compreenda toda a extensão do movimento do começo ao fim, estando o eixo da lente da câmera em uma direção perpendicular ao plano que contém a trajetória do elemento móvel, evitando assim erros de paralaxe.

Embora não o tenhamos utilizado nas nossas filmagens, o zoom da câmera também é importante. Se for necessário utilizar o zoom na filmagem, é preferível o uso de zoons ópticos, que apresentam algumas vantagens sobre o digital, já que aproximam a imagem sem a perda na qualidade. Durante a filmagem, a câmera deve estar sempre fixa. É recomendável usar um tripé estabilizador ou um suporte qualquer desde que a câmera não sofra vibrações e esteja sempre bem fixada à frente dos parâmetros a serem estudados, pois um equipamento instável na filmagem inviabiliza as análises do vídeo.

O quarto aspecto que se constitui num elemento essencial para filmagem, sem o qual impossibilitaria a análise do vídeo, é a medida de referência, que pode ser uma régua, uma fita métrica, uma trena ou ainda qualquer elemento conhecido. A medida de referência permite que dados sejam extraídos na videoanálise a partir de uma conversão de uma escala real para uma escala virtual. Esses elementos garantem a qualidade da filmagem com um bom número de informações necessárias, que valorizam o objeto de estudo e reduzem possíveis flutuações.

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