Les relations
9.1 Le monisme et le monadisme
Tabela 19 – Fr (%) cirurgias observadas na área de patologia cirúrgica, e sua distribuição por espécie.
Patologia cirúrgica Fr (%) Canídeos (%) Felídeos (%) Exóticos (%) Cirurgia odontológica 3,18% 80,00% 20,00% 0,00%
Cirurgia ortopédica 21,66% 79,41% 20,59% 0,00%
Cirurgia tecidos moles 64,33% 63,37% 35,64% 0,99%
Cirurgia oftalmológica 7,64% 91,67% 8,33% 0,00%
Outros procedimentos
cirúrgicos 3,18% 40,00% 60,00% 0,00%
2.2.3.1 - Cirurgia odontológica
A área de cirurgia odontológica representou 3,18% de todos os procedimentos cirúrgicos na área de patologia cirúrgica (tabela 19).
Ao analisar a tabela 20, podemos constatar que a destartarização foi o procedimento cirúrgico que apresentou maior frequência relativa (60%), seguida da extração dentária (40%). De referir ainda que os canídeos foram a espécie com maior representatividade nos procedimentos de cirurgia odontológica (80%) (tabela 19).
Tabela 20 – Fr (%) dos procedimentos cirúrgicos observados na área de cirurgia odontológica
Cirurgia odontológica Fr (%) Canídeos (%) Felídeos (%) Exóticos (%) Destartarização 60,00% 66,67% 33,33% 0,00%
Extração dentária 40,00% 100,00% 0,00% 0,00% 2.2.3.2 - Cirurgia oftalmológica
Os procedimentos realizados na área de cirurgia oftalmológica representaram uma frequência relativa de 7,64% dentro da área de patologia cirúrgica, sendo que os canídeos foram a espécie mais vezes representada, com uma percentagem de 91,67% (tabela 19).
Dentro da área de cirurgia oftalmológica, o procedimento mais vezes observado foi a correção de entrópion, com uma frequência relativa de 41,67%, seguido da enucleação com 33,33% (tabela 21).
Tabela 21 – Fr (%) dos procedimentos cirúrgicos observados na área de cirurgia oftalmológica
Cirurgia oftalmológica Fr (%) Canídeos (%) Felídeos (%) Exóticos (%) Correção de entrópion (figura 8) 41,67% 100,00% 0,00% 0,00%
Correção de prolapso da glândula da 3ª pálpebra 8,33% 100,00% 0,00% 0,00% Enucleação 33,33% 100,00% 0,00% 0,00% Queratotomia lamelar superficial 8,33% 0,00% 100,00% 0,00% Tarsorrafia temporária 8,33% 100,00% 0,00% 0,00%
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Figura 8 – Cirurgia para correção de entrópion em canídeo da raça Shar-pei. Propriedade intelectual do CVC.
2.2.3.3 - Cirurgia ortopédica
Os procedimentos de cirurgia ortopédica representaram 21,66% do total de procedimentos da área de patologia cirúrgica, e os canídeos foram a espécie com maior representatividade, com uma Fr (%) de 79,41% (tabela 19).
Dentro dos procedimentos desta área, a osteossíntese de fraturas femorais foi o procedimento mais vezes observado (18,92%), seguido pela osteossíntese de radio e pela osteotomia e excisão da cabeça e colo femoral, ambas com uma Fr (%) de 13,51% (tabela 22).
Tabela 22 – Fr (%) dos procedimentos cirúrgicos observados na área de cirurgia ortopédica. 1
Ruptura de ligamento cruzado cranial; 2 Osteotomia para nivelamento da mesa/plateau tibial.
Cirurgia ortopédica Fr (%) Canídeos (%) Felídeos (%) Exóticos (%) Amputação de cauda 5,41% 0,00% 100,00% 0,00%
Biópsia de osso 5,41% 100,00% 0,00% 0,00%
Fixador externo transarticular (tratamento de instabilidade tarso- crural) (figura 9,C) 2,70% 100,00% 0,00% 0,00% Luxação de patela Transposição da tuberosidade tibial 5,41% 100,00% 0,00% 0,00% Sutura de imbricação 8,11% 100,00% 0,00% 0,00% Osteossíntese de fémur 18,92% 42,86% 57,14% 0,00% Osteossíntese de mandíbula 5,41% 50,00% 50,00% 0,00% Osteossíntese de metacarpo/ metatarso 5,41% 100,00% 0,00% 0,00% Osteossíntese de rádio 13,51% 100,00% 0,00% 0,00%
Osteotomia e excisão da cabeça e
colo femoral 13,51% 100,00% 0,00% 0,00% Osteotomia corretiva de
deformidade angular (figura 9,B) 2,70% 100,00% 0,00% 0,00% RLCCr1 Técnica extracapsular 5,41% 100,00% 0,00% 0,00%
TPLO2 (figura 9,A) 8,11% 100,00% 0,00% 0,00%
Tendo em conta o tema da monografia apresentada mais à frente neste relatório, torna- se pertinente referir ainda que todos os procedimentos de osteossíntese observados, excetuando os de metacarpo e metatarso, foram realizados com recurso à fixação externa.
A osteotomia para nivelamento da mesa/plateau tibial (TPLO) (Figura 10,A) foi descrita inicialmente por Slocum e é uma das técnicas cirúrgicas utilizadas em canídeos para o tratamento da instabilidade criada pela rutura do ligamento cruzado cranial (RLCCr) (Milovancev & Schaefer, 2010). A TPLO limita o deslocamento cranial da tíbia, que ocorre
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durante o suporte do peso corporal, através da redução da orientação caudo-distal da mesa tibial (Milovancev & Schaefer, 2010). Para tal, é realizada uma osteotomia radial da tíbia proximal, fazendo depois a rotação do segmento proximal de forma a diminuir o ângulo da mesa tibial (TPA) (Piermattei et al., 2006; Milovancev & Schaefer, 2010).
A quantidade de rotação necessária é determinada pelo TPA pré-operatório (Piermattei et al., 2006; Milovancev & Schaefer, 2010). A osteotomia é depois estabilizada através da colocação de uma placa e parafusos apropriados (Piermattei et al., 2006; Milovancev & Schaefer, 2010). O TPA pós-operatório desejado encontra-se dentro de valores de 6,5º±0,9º, sendo que a rotação além deste valor aumenta a tensão aplicada no ligamento cruzado caudal (Milovancev & Schaefer, 2010).
É importante ter em conta que a TPLO apenas resolve a instabilidade da articulação femuro-tibio-rotuliana, e a inspeção das estruturas intra-articulares com o tratamento apropriado de lesões do menisco, ou de outras anomalias, deve acompanhar este procedimento (Milovancev & Schaefer, 2010).
Figura 9 – Exemplos de cirurgias ortopédicas observadas durante o período de estágio.A: Osteotomia para
nivelamento do plateau tibial (TPLO); B: Aplicação de um fixador circular externo para fixação de osteotomia corretiva de deformidade angular no membro anterior de canídeo; C: Fixador externo transarticular para tratamento de
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2.2.3.4 - Cirurgia de tecidos moles
A cirurgia de tecidos moles representou 66,01% do total de cirurgias observadas no Centro Veterinário Conimbricense, durante o período de estágio (tabela 19).
Dentro desta área, a ovário-histerectomia foi a cirurgia mais vezes observada, com uma frequência relativa de 49,50%, seguida da orquiectomia (11,88%) e nodulectomia (8,91%) (tabela 23).
Tabela 23 – Fr (%) dos procedimentos cirúrgicos observadas na área da cirurgia de tecidos moles.
Cirurgia de tecidos moles Fr (%) Canídeos (%) Felídeos (%) Exóticos (%) Biópsia Órgãos abdominais 0,99% 100,00% 0,00% 0,00%
Pele 1,98% 100,00% 0,00% 0,00% Cesariana 0,99% 100,00% 0,00% 0,00% Cistotomia 0,99% 0,00% 100,00% 0,00% Enterotomia 1,98% 100,00% 0,00% 0,00% Esplenectomia 0,99% 100,00% 0,00% 0,00% Gastropexia 0,99% 100,00% 0,00% 0,00% Herniorrafia Inguinal 1,48% 66,67% 33,33% 0,00% Umbilical 1,48% 66,67% 33,33% 0,00% Diafragma 2,97% 100,00% 0,00% 0,00% Laparotomia Exploratória 4,95% 40,00% 60,00% 0,00% Mastectomia 3,96% 100,00% 0,00% 0,00% Nefrectomia 0,99% 100,00% 0,00% 0,00% Nodulectomia (figura 10, B) 8,91% 88,89% 0,00% 11,11% Orquiectomia 11,88% 50,00% 50,00% 0,00% Ovário-histerectomia (figura 10,A) 49,50% 56,00% 44,00% 0,00%
Remoção de adesões pleurais 0,99% 0,00% 100,00% 0,00%
Sutura de laceração cutânea 2,97% 66,67% 33,33% 0,00%
Uretrostomia perineal (figura
10,C) 0,99% 0,00% 100,00% 0,00%
Figura 10 – Exemplos de cirurgias de tecidos moles observadas. A: Ovário-histerectomia para tratamento de piómetra em gata; B: Nodulectomia de nódulo na região periorbital, e realização de flap a partir da comissura labial para cobrir o defeito. C: Uretrostomia perineal realizada em gato, devido a obstruções uretrais recorrentes Propriedade intelectual do CVC.
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2.2.3.5 - Outros procedimentos cirúrgicos
Como “outros procedimentos cirúrgicos” foram considerados os procedimentos que não podem ser incluídos nas outras áreas da patologia cirúrgica, sendo na maioria procedimentos com interesse de suporte terapêutico nas várias áreas clínicas.
A colocação de tubo de esofagostomia foi o procedimento com maior prevalência nesta área, com uma representatividade de 40% (tabela 24).
Tabela 24 – Fr (%) de outros procedimentos cirúrgicos observados durante o período de estágio
Outros procedimentos
cirúrgicos Fr (%) Canídeos (%) Felídeos (%) Exóticos (%) Colocação de dreno
subcutâneo 20,00% 0,00% 100,00% 0,00% Colocação de dreno torácico 20,00% 0,00% 100,00% 0,00%
Colocação de tubo de
esofagostomia 40,00% 50,00% 50,00% 0,00% Traqueostomia 20,00% 100,00% 0,00% 0,00%