• Aucun résultat trouvé

Q UAND ÉCRIRE C ’ EST FAIRE

3. LE LANGAGE DES ÉCRITURES DU CALCUL SYMBOLIQUE

Leitura de Palavras

De forma a perceber se houve diferenças na forma como os dois grupos evoluíram do 1º para o 2º ano de escolaridade utilizamos uma Anova com Medidas Repetidas, tendo verificado que houve efeitos de interação, F(1,28)= 23.674, p<.001, η2 =.46, com maior evolução dos maus leitores (1º ano: M=.80, DP=1.01; 2º ano: M=22.87, DP=9.31) do que dos bons leitores (1º ano: M=22.9, DP=9.31; 2º ano: M=30.1, DP=3.57). Como se pode verificar pela Figura 5, no 2º ano os maus leitores atingiram a mesma média de palavras corretamente lidas que os bons leitores tinham no final do 1º ano, o que sugere que o grupo dos maus leitores tem um atraso de um ano em relação aos bons leitores.

Figura 5. Média de palavras corretamente lidas no 1º e 2º ano de escolaridade em função do tipo de leitor (bons e maus leitores).

Processamento Ortográfico

Em relação ao processamento ortográfico medido pela prova de seleção ortográfica, apresenta-se na Tabela 48 as médias e desvios-padrão dos resultados obtidos nesta prova pelos bons e maus leitores no 1º e 2º anos de escolaridade.

Tabela 48.

Médias e desvios padrão obtidos na prova de seleção ortográfica no 1º e no 2º ano de escolaridade de acordo com o tipo de leitor

Realizámos uma Anova com medidas repetidas que revelou a inexistência de interação entre a variável desempenho em leitura (bons e maus leitores) e a variável tempo (1º e 2º anos de escolaridade), isto é, ambos os grupos evoluíram de forma semelhante.

Apresentam-se a evolução dos erros fonológicos e visuais dos dois grupos do 1º para o 2º ano (Figura 6 e 7).

Figura 6. Média do número de erros fonológicos do 1º para o 2º ano de escolaridade em função do tipo de leitor.

Momento de avaliação

1º ano 2º ano

Tipo de leitor M DP M DP

Mau leitor 9.36 5.20 20.50 6.19

Figura 7. Média do número de erros visuais do 1º para o 2º ano de escolaridade em função do tipo de leitor.

Ao analisar os erros fonológicos, ou seja, erros em que as crianças selecionaram as palavras pseudohomófonas, verificámos que existem efeitos de interação (F(1,26)= 7.509, p<.05, η2 = .22). Podemos verificar através da Figura 6, que este tipo de erro diminui muito no grupo dos bons leitores em relação aos maus leitores.

No que toca aos erros visuais, isto é, erros em que os leitores selecionavam as palavras visualmente semelhantes, não verificamos efeitos de interação entre os bons e maus leitores entre os dois anos de escolaridade.

Podemos verificar que no 1º ano de escolaridade os bons leitores apresentam maior número de erros fonológicos e os maus leitores apresentam maior número de erros visuais (Figura 7).

Compreensão leitora

Em relação à evolução na compreensão leitora, podemos verificar, através de uma Anova com medidas repetidas, a existência de efeitos de interação (F(1,25)= 4.650, p<.05, η2 = .16), sendo que os maus leitores (1º ano: M=10.77 DP=4.13; 2º ano: M= 24, DP=4.76), evoluem mais que os bons leitores do 1º para o 2º ano (1º ano: M=18.79, DP=4.93; 2º ano: M=28, DP=3.06), ultrapassando a média de pontuação que os bons leitores apresentavam inicialmente 1º ano, como se pode verificar na Figura 8.

Após esta caracterização da evolução do desempenho dos bons e maus leitores, iremos comparar apenas no 2º ano, o tipo de leitor em relação à diferença na leitura de palavras e de pseudopalavras, bem como em relação aos tempos de reação e de duração de leitura.

De forma a comparar os bons e maus leitores em relação ao seu desempenho na leitura de palavras e pseudopalavras, realizámos uma Anova com medidas repetidas, em que a variável independente é o tipo de leitor e a variável dependente o desempenho em leitura (palavras ou pseudopalavras). Verificamos que existem diferenças entre a leitura de palavras e pseudopalavras (F(1,28)= 27.99, p<.001, η2 = .5), no entanto, não houve efeitos de interação entre o desempenho em palavras e pseudopalavras e o tipo de leitor. Podemos observar na Figura 9, que tanto os maus leitores como os bons leitores têm piores desempenhos na leitura de pseudopalavras por comparação à leitura de palavras.

Figura 8. Evolução da compreensão leitora do 1º para o 2º ano de escolaridade em função do tipo de leitor.

Figura 9. Comparação dos desempenhos na leitura de palavras e de pseudopalavras em função do tipo de leitor no 2º ano de escolaridade.

Fomos comparar os bons e maus leitores em relação aos tempos de reação de leitura das palavras e pseudopalavras (milissegundos por palavra corretamente lida). Para isto, realizámos uma Anova com medidas repetidas, em que a variável independente é o tipo de leitor e a variável dependente o tempo de reação em leitura (palavras ou pseudopalavras). Verificamos que existem diferenças entre os tempos de reação de palavras e pseudopalavras (F(1,27)= 8.44, p<.01, η2 = .24), no entanto, não houve efeitos de interação entre o tempo de reação de leitura das palavras e pseudopalavras e o tipo de leitor. Podemos observar na Figura 10, que tanto os maus leitores como os bons leitores têm piores tempos de reação na leitura de pseudopalavras (maus leitores: M=2781.19; DP=1595,56; bons leitores: M=1441.8200; DP=518.22) por comparação à leitura de palavras (maus leitores: M=2231.26; DP=1410.84; bons leitores: M=1116.92; DP=412.01).

Figura 10. Comparação dos tempos de reação na leitura de palavras e de pseudopalavras em função do tipo de leitor no 2º ano de escolaridade.

Fomos comparar os bons e maus leitores em relação ao tempos de duração de leitura das palavras e pseudopalavras (milissegundos por palavra corretamente lida). Para isto, realizámos uma Anova com medidas repetidas, em que a variável independente é o tipo de leitor e a variável dependente o tempo de duração da leitura (palavras ou pseudopalavras). Verificamos que existem diferenças entre os tempos de duração da leitura de palavras e pseudopalavras (F(1,27)= 25.95, p<.001, η2 = .49), no entanto, não houve efeitos de interação entre o tempo de duração e o tipo de leitor.

Podemos observar na Figura 11 que tanto os maus leitores como os bons leitores demoram mais tempo na leitura de pseudopalavras (maus leitores: M=2096,39; DP=629,18; bons leitores: M=1448,87; DP=343,71) do que na leitura de palavras (maus leitores: M=1590,21; DP=530,53; bons leitores: M=1101,44; DP=278,23).

Figura 11. Comparação dos tempos de duração na leitura de palavras e de pseudopalavras em função do tipo de leitor no 2º ano de escolaridade.

De seguida, iremos caracterizar a evolução dos desempenhos dos bons e maus leitores do 3º para o 4º ano de escolaridade nas seguintes áreas de leitura: leitura de palavras e compreensão leitora.