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341. Le calcul de la taille de l’échantillon

Dans le document I - L’entreprise sur le marché (Page 64-74)

Em seguida, em grupos de dois ou três alunos, iniciou-se uma fase de experimentação laboratorial (em torno de diversas técnicas de impressão e recorrendo a materiais não convencionais) numa procura de possíveis respostas plásticas que conseguissem transmitir a ideia/conceito de cada grupo.

Nesta fase, realcei a importância do processo, da experimentação, do acidente, do acaso e da falha, características inerentes à exploração de matérias e técnicas que à partida lhes seriam desconhecidas. Foram feitas apresentações, com recurso a powerpoint, assim como demonstrações de técnicas de impressão, como a monotopia, a linogravura (substituindo o linóleo por outro material mais acessível, como a plasticina), o stencil, a frottage, o acetato, e ainda a impressão sobre tecidos por meio de transferes. No início desta etapa de experimentação, foi necessário reforçar a ideia de que o objetivo desta fase não era chegar a conclusões concretas, sendo o principal motivo do trabalho promover a desinibição na experimentação de técnicas e materiais que não dominam, assim como a “validação” destas técnicas, que me pareceu, na perspetiva dos alunos, não serem as mais “válidas”, ou seja, privilegiar técnicas que saem do padrão confortável de grafite, aguarela, pastéis de óleo e secos, enfim, o reportório que melhor conhecem.

A assimilação de cânones estritos gera representações tendencialmente realistas da realidade. Sendo esta representação rigorosa, a “missão” do aluno pouco ou nada se reflete no que se produz nem valoriza o porquê das escolhas feitas. Estando a “missão” da representação realista concluída (a forma) pouco espaço ou disponibilidade mental parecem restar para refletir sobre o conteúdo ou possíveis leituras do mesmo.

O medo de errar, ou chegar a resultados menos bons (de acordo com a clássica visão académica do que são os materiais “nobres”) também se apresentou como

obstáculo numa fase inicial. Inseridos num contexto que raramente aprova ou incentiva uma saída experimental dos padrões clássicos de trabalho, ou zona de conforto, que caracterizam a instituição escolar, percebe-se a resistência de embarcar num desafio em que não se consegue prever o resultado final. Muitas vezes, pelo que consegui avaliar nesta fase do trabalho (e ao longo do ano), o risco de tentar algo novo e “falhar” não compensa este desvio duma rotina de trabalho previsível, visto que a possibilidade do resultado ficar abaixo das expectativas dos alunos se torna mais real. O meu principal objetivo nesta fase foi tentar desconstruir esta mentalidade que tanto limita os discentes quer no seu trabalho quer no seu percurso escolar.

Se, no início deste processo de pesquisa, observei as dificuldades acima descritas, no decurso da concretização da proposta a turma, gradualmente, começou a encarar esta exploração do desconhecido como um desafio algo gratificante. O medo de falhar foi sendo substituído por uma postura de descoberta de novas possibilidades, e o receio do desvio de procedimentos que tão bem conhecem, em relação aos materiais, foi sendo cada vez mais encarado como uma exploração criativa de possibilidades, sobrepondo-se à mentalidade dos “trabalhos finais”.

Durante a experimentação de técnicas de impressão procurei transmitir o conceito de que todo um conjunto de tentativas (e naturalmente de erros), aliado ao uso de materiais “não-convencionais”, é tão ou mais válido do que as rotinas previsíveis que habitualmente empregam na resolução de propostas de trabalho, quer em termos de aprendizagem e desenvolvimento pessoal quer em termos de processo de trabalho.

Foi favorecida a utilização de materiais pobres, ou seja, materiais que à partida não seriam previsíveis de ser utilizados numa proposta de trabalho, quer utensílios e materiais triviais domésticos quer recursos naturais, etc. No que

diz respeito a técnicas de impressão, estas tiveram de ser mais intuitivas e com recurso aos materiais que se encontravam disponíveis, visto que as técnicas de impressão clássicas são técnicas que necessitam de materiais, químicos e máquinas que não se encontravam disponíveis na escola. Esta foi uma atividade que também ajudou a desconstruir alguns preconceitos que os alunos tinham em relação a materiais considerados não “nobres” ou adequados a um trabalho académico, visto que, no início do ano, a natureza dos materiais era utilizada como um dos barómetros de qualidade dum trabalho, por exemplo, uma pintura numa tela era considerada superior ao uso de cartão como base dum trabalho deste tipo. O conceito de que não existe uma hierarquia qualitativa rígida entre técnicas ou materiais teve de ser uma ideia discutida ao longo do ano, visto que não é o material em si que torna um trabalho “bom”, mas sim o que se cria com um dado material.

Depois de feita alguma experimentação, num momento de reflexão coletiva, partilha e debate, cada grupo compartilhou com o resto da turma os resultados que obteve na primeira fase com técnicas de impressão “não clássicas”.

No primeiro período letivo, apercebi-me que esta turma é particularmente económica no uso dos seus materiais e recursos, tanto físicos como mentais, sendo muitas vezes produzido apenas o essencial no âmbito duma proposta de trabalho. Com uma componente processual muito reduzida, não davam muito azo à experimentação e à produção de diversas resoluções plásticas quando confrontados com um problema a resolver, mesmo que constantemente incentivados, tanto pela professora Cooperante como por mim e pela colega estagiária. Ficámos surpreendidas, tanto eu como a professora Cooperante, com o nível de adesão e a quantidade de trabalho produzido nesta fase. Penso que o constante incentivo ao desprendimento relativamente aos resultados obtidos, assim como a valorização do processo em oposição ao resultado “final”, pode ter influenciado esta adesão, que na minha opinião foi bastante positiva.

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