3. Résultats de l’analyses physicochimique et biochimique du lait cru
3.8. Discussion paramètres biochimiques
3.8.3. Lactose
A aviação constitui hoje o meio de transporte que mais cresce na Europa, numa média de 6% ano, mantida mesmo depois do impacto de 11 de setembro, que gerou inicialmente uma grave inflexão. É esperada uma duplicação do tráfego aéreo daquele continente até 2015. Mas, atender esta forte demanda exige um aumento da capacidade dos aeroportos, com todas as conseqüências dos impactos urbanísticos e ambientais.
A grande contradição neste processo é que os aeroportos não são mais simples terminais aéreos. Porém, a maioria dos aeroportos continua a ser projetada segundo uma lógica pragmática voltada apenas à criação de uma infraestrutura aérea eficiente. Os novos compromissos levaram estes equipamentos a se tornarem centros multifuncionais, plenos de empregos e de zonas de atividade empresarial, com centros de logística e distribuição. Há uma progressiva mudança de enfoque onde a antiga gestão pública dos aeroportos está sendo substituída pelo enfoque mais empresarial.
Estudos como o realizado por Güller M. e M.4 para a ARC – “Airports Regions Coference” (Conferência Regional de Aeroportos) são importantes, pois analisam as experiências de 10 regiões aeroportuárias européias, a saber: Frankfurt, Randstaad/ Amsterdã, Londres, Zürich, Milão, Barcelona, Copenhagen, Estocolmo, Viena e Helsinki. 4. GÜLLER, Mathis e GÜLLER, Michael. Del Aeropuerto a la
Ciudad-Aeropuerto. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, S.A. 2002.
A nova configuração dos aeroportos, resultante do crescimento e das suas alterações estruturais, levou ao desenvolvimento das “cidades-aeroportos”, verdadeiros núcleos intermodais de transportes, de influência metropolitana e regional. Os aeroportos estão hoje intensificando a transformação econômica das periferias das áreas metropolitanas em que estão instalados. A acessibilidade excepcional dos aeroportos atrai outras atividades. Além disso, eles tendem a atrair atividades que antes eram monopólio dos centros das cidades tradicionais.
O resultado deste processo, em que o aeroporto representa um dos principais motores para a descentralização, é que o aumento do ritmo de crescimento destas periferias vizinhas a este equipamento é muito mais rápido que nos centros. Isto faz com que o aeroporto adquira uma nova e enorme importância na escala regional, gerando uma nova centralidade. Este papel supera o tradicional, antes limitado à função de abrigo das atividades de transporte aéreo, administradas por organizações civis, porém de origem militar, comprometidas com uma visão eminentemente funcional.
Hoje a administração dos aeroportos dos países desenvolvidos, especialmente da Europa, sobre a qual se dirige o trabalho de Güller, muda sua atitude direcionando-se a um leque mais amplo de atividades voltadas à formação e consolidação de centros comerciais e a alavancagem de promoções imobiliárias. Nesta nova realidade o planejamento dos aeroportos coordena as redes viárias e a inter-relação entre os sistemas ferroviário e aéreo, articulando o urbanismo e os transportes.
Infelizmente, mesmo nos países avançados, este complexo processo não está sendo acompanhado por um planejamento adequado, integrado e amplo. Em geral faltam articulações claras com os planos de transporte regional e local, bem como nos planos de uso e ocupação do solo. Além disso, não é clara a responsabilidade de cada agente, especialmente entre a entidade gestora do aeroporto e os poderes locais e regionais.
Assim, Güller conclui que a integração atual dos aeroportos no contexto urbano e regional envolve uma complexidade de questões que superam o planejamento urbanístico tradicional exigindo uma nova abordagem que atenda principalmente a diversidade de atores institucionais e privados envolvidos, levando à focalização de objetivos.
A primeira questão deve considerar a planificação regional dos usos do solo e os transportes, que integre o aeroporto e o desenvolvimento. A segunda considera que para o aeroporto trazer benefícios econômicos a uma região é importante acionar medidas mitigadoras de forma a minorar as pressões provocadas sobre as infra-estruturas existentes locais e especialmente o meio ambiente. Finalmente ele conclui que o aumento progressivo das superfícies dos aeroportos leva à necessidade de desenvolver novos conceitos para o projeto aeroportuário.
Nos anos setenta já se delineou nos Estados Unidos uma mudança relacionada com a instalação dos parques tecnológicos e empresariais situados nas proximidades 45
dos aeroportos. Porém a mudança atual é diferente envolvendo o desenvolvimento imobiliário rápido e atrativo. Os números de geração de empregos impressionam sempre envolvendo nos principais aeroportos europeus algumas dezenas de milhares de empregos.
A verdade é que a crescente importância dos transportes e comunicações impõe o desenvolvimento de terminais cada vez mais sofisticados, especialmente na Europa e nos países asiáticos emergentes. Prova disto são os aeroportos de Osaka / Kansai, numa ilha artificial em Tóquio, e o novo aeroporto de Hong Kong / Chek Lap Kok, ambos com terminais parcialmente descentralizados5 e que são exemplos paradigmáticos desta nova tendência.
Entretanto, as áreas terminais de passageiros são de uma complexidade tamanha que exigem um estudo profundo de planejamento, projeto e implantação. Tal estudo tem o intuito de proporcionar que os conjuntos de edifícios, obras e elementos, que compõem sua infra-estrutura, sejam capazes de apresentar ao longo do tempo possibilidades de crescimento equilibrado a fim de atender às novas demandas de tráfego e as constantes inovações tecnológicas. Isto tanto com relação às aeronaves quanto aos equipamentos de controle do tráfego aéreo, de controle de passageiros e segurança aeroportuária.
Para que isto seja possível é preciso entender um pouco o conjunto de conceitos operacionais existentes, sua evolução e adaptação neste período, incluindo novos tipos, 5. Conceitos que são descritos no Capítulo 2.
quando detectados, a fim de identificar e estudar os fatores que interferem nas áreas terminais, bem como em suas instalações, correlacionando-os com tais conceitos. Aí sim é possível projetar, a partir desse entendimento, aeroportos modernos, que serão capazes de atender à nova proposta de “aeroportos-cidade”, agentes que, merecidamente, receberiam tal rótulo por apresentarem o verdadeiro suporte necessário para corresponderem, à altura, a essas novas tendências.
A seguir então são apresentados os condicionantes para planejamento e projeto de aeroportos, mundialmente, e que refletem nos projetos de aeroportos brasileiros por estarem estes subordinados a regras semelhantes.