• Aucun résultat trouvé

LA SITUATION DU RESEAU VIS-A-VIS DE L’ACCESSIBILITE

Dans le document SDA – A D AP (Page 25-29)

A presente pesquisa foi aplicada a 148 representantes da comunidade do Ribeirão da Ilha, entre os dias 29 de maio e 13 de junho de 2008. A aplicação foi realizada em 7 (sete) regiões do Distrito do Ribeirão da Ilha (Ver figura 37), num percurso de aproximadamente 5 km (cinco quilômetros), o qual percorreu a Rodovia Baldicero Filomeno, desde a intersecção com a Rodovia Açoriana, até a proximidade

da Pousada e Restaurante do Museu. Para a aplicação das entrevistas contou-se com a participação de 7 (sete) grupos de pesquisadores formados pelos acadêmicos do curso de turismo matutino e noturno da ASSESC.

Figura 37. Identificação das áreas de aplicação das entrevistas no Ribeirão da Ilha

Fonte: Elaborado pelo autor.

De acordo com os dados levantados pela pesquisa foi possível identificar que os respondentes, em sua maioria, possuem idade entre 18 e 29 anos (45,32%) ou mais de 50 anos (43,31%) (Ver Gráfico 01).

Faixa-etária 43; 31% 25; 18% 26; 19% 45; 32% m ais de 50 anos de 41 a 50 de 30 a 40 anos até 29 anos Gráfico 1. Faixa-etária.

A maior parte dos entrevistados (60%) reside no bairro há mais de 10 anos, o que faz com que a percepção quanto à atividade turística não seja um mero achismo, mas sim um posicionamento relacionado a análise do processo de desenvolvimento local no decorrer dos anos (Ver Grafico 02).

Tempo de residência na localidade

6% 12% 11% 11% 60% menos de 1 ano de 1 a 3 anos de 3 a 5 anos de 5 a 10 anos mais de 10 anos

Gráfico 2. Tempo de residência na localidade.

Fonte: dados da pesquisa (2008).

Dentre os respondentes, 60% possui o ensino médio completo, 24% possuem apenas o ensino fundamental e outros 16% possuem nível superior completo (Ver gráfico 03). Além disso nota-se que a grande maioria dos entrevistados (84%) não fala outro idioma além do português, o que é previsível já que a maior parte deles possui apenas o ensino médio completo.

Nível de escolaridade 24% 60% 16% Fundamental Médio Superior

Gráfico 3. Nível de escolaridade.

As principais ocupações dos respondentes estão ligadas a maricultura e pesca (10%); serviços de alimentação e bebidas (6%), tais como cozinheira, assistente de cozinheira, garçom e barman; funcionalismo público (7%); além de um percentual considerável de aposentados (11%), donas de casa (9%) e estudantes (13%) (Ver gráfico 04).

Profissão dos entrevistados

11% 4% 4% 4% 2% 9% 6% 4% 13% 7% 6% 10% 20% Aposentado Artesão Autônomo Comerciante

Cozinheira ou auxiliar de cozinha Do lar Doméstica e servente Empresário Estudante Funcionário público Garçom e barman Maricultor e pescador Outros

Gráfico 4. Profissão dos entrevistados.

Fonte: dados da pesquisa (2008).

Dentre os pesquisados 96% acreditam que o turismo é uma atividade importante para o Ribeirão da Ilha e, 63% dos respondentes disseram já terem algum tipo de contato com os turistas (Ver Gráfico 05).

Contato da comunidade com os turistas que visitam o Ribeirão

63% 37%

sim não

Gráfico 5. Contato da comunidade com os turistas que visitam o Ribeirão.

Além disso verifica-se que grande parte dos entrevistados atua ou teria interesse em atuar com atividades ligadas ao turismo, principalmente na área de alimentação (31%), hospedagem (13%), informações turísticas (11%), guia de turismo (9%), transporte (8%), além de outras atividades relacionadas ao turismo (28%), entre elas: turismo vinculado à visitação de fazendas de ostras, passeio de barco e atividades esportivas (Ver gráfico 06).

Interesse dos moradores em atuar no Turismo no Ribeirão da Ilha 13% 9% 31% 8% 11% 28% hospedagem guia de turismo alimentação transporte informações outros

Gráfico 6. Interesse dos moradores em atuar no turismo no Ribeirão da Ilha.

Fonte: dados da pesquisa (2008).

Outro dado importante é referente a geração de renda pelo turismo. De acordo com a pesquisa verificou-se que 99% dos entrevistados crêem que o desenvolvimento do turismo no Ribeirão da Ilha pode gerar nova renda para a comunidade.

No entanto a comunidade sabe que o turismo não gera apenas benefícios, tais como a valorização da cultura, oportunidade de emprego e renda para a região. Inúmeros são os aspectos negativos do turismo e entre os mais citados estão o trânsito (34%), seguido pelo lixo produzido pelos turistas (26%); o barulho (18%) e por fim a falta de segurança aliada ao aumento de pessoas na comunidade (16%) (Ver gráfico 07).

"Contras" da movimentação turística 34% 16% 26% 6% 18% Trânsito Segurança Lixo Outros Barulho

Gráfico 7. Contras da movimentação turística.

Fonte: dados da pesquisa (2008).

Além disso os entrevistados sabem que o Ribeirão da Ilha não está preparado para atender de modo adequado a demanda turística, haja vista que a infra-estrutura básica da região ainda é precária. Neste sentido, 38% dos entrevistados indicaram o esgoto como o principal problema do Ribeirão da Ilha, seguido pelo sistema de transporte público (27%), sistema de comunicação (15%), sistema de abastecimento de água (11%) e sistema de fornecimento de energia (9%).

Mas, é sabido que o Ribeirão da Ilha possui um grande potencial turístico e por esta razão, quando questionados sobre os atrativos da região, 28% indicaram a gastronomia como principal atrativo, seguida pela maricultura (21%), o casario colonial (19%), as praias (18%), as trilhas (12%) e outros (2%) (Ver gráfico 8). Parte destes atrativos também são utilizados pela própria comunidade, como é o caso das praias e trilhas que, de acordo com 70% dos respondentes, são utilizados como espaços de lazer da comunidade.

Atrativos de maior importância no Ribeirão da Ilha 19% 21% 18% 12% 28% 2% cas ario m aricultura praias trilhas gas tronom ia Outro

Gráfico 8. Atrativos de maior importância no Ribeirão da Ilha.

Fonte: dados da pesquisa (2008).

Outro aspecto importante evidenciado na pesquisa é que grande parte dos entrevistados (84%) concorda que os turistas participem das festividades do bairro. Este é um ponto muito interessante para o estabelecimento da atividade turística na região, tendo em vista que o turista não vem somente para descansar e ir à praia, ele também vem conhecer a cultura e participar das manifestações culturais do local visitado (Ver gráfico 9).

Participação dos turistas nas festividades locais

84% 16%

sim não

Gráfico 9. Participação dos turistas nas festividades locais.

Por fim verifica-se que poucas pessoas (26%) participam de projetos ou associações do Ribeirão da Ilha, ou seja, estão pouco ou mesmo não estão integrados ao processo de discussão, planejamento e desenvolvimento local, mas ao mesmo percebeu-se que a iniciativa da ASSESC de desenvolver o atual projeto foi muito bem aceita pela comunidade local, haja vista que 62% dos entrevistados disseram achar muito boa a iniciativa da instituição, enquanto apenas 2% acharam a iniciativa regular ou ruim (Ver gráfico 10).

Iniciativa da Assesc no desenvolvimento do Projeto de Turismo para o Ribeirão

62% 36% 1% 1% Muito bom Bom Regular Ruim

Gráfico 10. Iniciativa da Assesc no desenvolvimento do Projeto de turismo para o Ribeirão.

Fonte: dados da pesquisa (2008).

13.5 Considerações Preliminares

A partir da análise da caracterização da demanda turística do município de Florianópolis percebe-se que o grande potencial do Ribeirão está em atrair o turista nacional, que já esteja em Florianópolis e que tenha vindo para o município motivado a conhecer os atrativos naturais e culturais da região, incluindo a gastronomia que é um dos grandes atrativos do Ribeirão da Ilha. Estes turistas representam aproximadamente 525 mil visitantes com potencial de compra no valor de R$126 milhões.

Finalmente, em relação à pesquisa de opinião da população local, percebe-se que a maior parte dos moradores percebe a importância do turismo para o desenvolvimento da localidade, sendo que uma grande parcela dos entrevistados diz já ter algum tipo de contato com o turista que visita a região e além disso,

demonstraram grande interesse em atuar em alguma atividade ligada ao turismo. Ao mesmo tempo estes indivíduos se mostram preocupados em relação aos impactos negativos do turismo e talvez por isto mesmo, apóiam quase que unanimamente o trabalho que está sendo desenvolvido pelo curso de turismo da ASSESC.

Dans le document SDA – A D AP (Page 25-29)

Documents relatifs