b. Des documents locaux de planification entre obligations de moyens et expérimentation autonome
B. L’adaptation aux changements climatiques depuis les territoires
3. La participation aux activités des organisations internationales
2.1.3.1 DEPENDÊNCIA DA PRODUÇÃO NOS SERVIÇOS
Os serviços estão no centro da atividade económica de qualquer sociedade (Fitzsimmons e Fitzsimmons, 2000). A figura 2, inicialmente sugerida por Dorothy I. Riddle (1986) demonstra o fluxo da atividade entre os três principais setores da economia: extração (mineração e agricultura), manufatura e de serviços, que se apresentam divididos em cinco grupos. Onde todas as atividades conduzem ao cliente (Fitzsimmons e Fitzsimons, 2000).
2.1.3.2 FASES DA ATIVIDADE ECONÓMICA
As opiniões entre os vários autores da área são vastas e bastante diversificadas relativamente ao número de fases a considerar, Clark (1957) apenas se foca em três fases da atividade nas suas análises, onde insere os serviços na fase terciária. Por outro lado, Foote e Hatt (segundo Fittzsimmons & Fittzsimmons, 2000) optaram por subdividir essa fase dos serviços em três fases distintas como retrata a figura 3, formulada pelos mesmos.
Infelizmente, hoje em dia, um esmagador número de países ainda se encontra na fase primária do desenvolvimento, estando as suas economias ainda baseadas na agricultura e extração de recursos naturais.
PRIMÁRIO QUATERNÁRIO
SERVIÇOS SOCIAIS/PESSOAIS
Cuidados de Saúde, Restaurantes, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Governo, Educação SERVIÇOS EMPRESARIAIS
Consultoria, Finanças, Bancos
CLIENTE
SERVIÇOS DE INFRA ESTRUTURAS
Comunicação, Transportes
SERVIÇOS COMERCIAIS
Retalho, Manutenção, Consertos SETOR DA EXTRAÇÃO
SETOR DA MANUFATURA
(EXTRATIVO) (COMÉRCIO E SERVIÇOS DE COMÉRCIO) Agricultura Exploração Mineira Pesca Silvicultura Transporte Varejo Comunicação Finanças e Seguros Imobiliária Administração Pública SECUNDÁRIO QUINQUENÁRIO
(APERFEIÇOAMENTO E AMPLIAÇÃO DAS CAPACIDADES
HUMANAS) Fabrico Processamento Saúde Educação Pesquisa Lazer Arte TERCIÁRIO (SERVIÇOS DOMÉSTICOS) Restaurantes e Hotéis Barbeiro e Salões de Beleza Lavandaria e Limpeza a Seco
Manutenção e Reparação
Figura 9 – Fases da atividade económica propostas por Foote e Hatt (adaptado de Fittzsimmons & Fittzsimmons, 2000)
2.1.3.3 DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
Segundo Bell (citado por Fittzsimmons & Fittzsimmons, 2000), para ser possível perspetivar o conceito de uma sociedade Pós-Industrial, onde os serviços são a atividade predominante, é fundamental comparar as suas características com as das sociedades Pré-industrial, sustentada pela agricultura e extração de recursos naturais, e Industrial, cuja subsistência depende da produção de bens.
Resultante do trabalho de Bell (Fittzsimmons & Fittzsimmons, 2000), é possível descrever o desenvolvimento económico da sociedade através da tabela 2, onde as sociedades são retratadas de acordo com os sete elementos que melhor as definem: o jogo envolvido, a atividade predominante, o trabalho humano, a unidade que define a vida social, a medida do padrão de vida, a estrutura definida e a tecnologia utlizada.
Tabela 4 – O Desenvolvimento Económico de acordo com Bell (adaptado de Fitzsimmons & Fitzsimmons, 2000) SOCIEDADE PRÉ-INDUSTRIAL INDUSTRIAL PÓS-INDUSTRIAL
JOGO Contra a natureza Contra a natureza da
fabricação Entre pessoas
ATIVIDADE PREDOMINANTE Agricultura;
Exploração Mineira Produção de bens Serviços
TRABALHO HUMANO Não preparado;
Poder muscular. Tratar de máquinas
Artístico; Criativo; Intelectual.
VIDA SOCIAL (UNIDADE) Extenso agregado familiar Individual Comunidade
MEDIDA DO PADRÃO DE VIDA Subsistência Quantidade de bens
Qualidade de vida em termos de saúde, educação e lazer ESTRUTURA Rotina; Tradição; Autoridade
Burocracia hierárquica Interdependente; Global.
TECNOLOGIA Simples ferramentas
manuais Máquinas Informação
A transformação da sociedade Industrial, que define o padrão de vida pela quantidade de bens, ergueu a qualidade de vida como medida do padrão de vida, originando a sociedade Pós- industrial. Aqui, o foco é o profissional, porque mais do que energia ou força física, a informação é o recurso-chave (Fitzsimmons e Fitzsimmons, 2000).
Bell (1973) salientou as várias formas de como essa transformação pode ocorrer. Primeiramente há um desenvolvimento natural dos serviços, como transportes e empresas de utilidades públicas, para sustentar o desenvolvimento industrial. Sendo a automação introduzida nos processos produtivos, surge uma maior concentração em atividades não industriais como o manutenção e os consertos. Em segundo lugar, o crescimento populacional e o consumo em massa de mercadorias levam à aparição do comércio de retalho, bem como do setor bancário, de imóveis e seguros. Por fim, quando a renda aumenta, a proporção gasta com alimentos e habitação decresce, criando uma procura por bens duráveis e, em seguida, por serviços (Fitzsimmons e Fitzsimmons, 2000).
Ernest Engel, um estatístico prussiano do século XX, relatou que à medida que a renda de uma família aumenta, a percentagem gasta em alimentação e bens duráveis diminui, contrariamente ao consumo de serviços que aumenta. Sendo possível, assim, observar a necessidade e desejo de uma vida mais confortável (Fitzsimmons e Fitzsimmons, 2000).
Hoje em dia, as indústrias dos serviços são a fonte da liderança económica, os serviços não são atividades periféricas, mas sim, uma componente da sociedade e da economia. São várias as definições de serviço, mas todas apontam para duas características, intangibilidade e simultaneidade da produção e consumo. Segundo Fitzsimmons (2000), um serviço é uma experiência perecível, intangível, desenvolvida para um consumidor que desempenha o papel de coprodutor.
A relação de dependência entre a produção e os serviços é de extrema importância, os serviços possibilitam o funcionamento das empresas de transformação e assim, a sobrevivência de um, potencia a sobrevivência do outro.
2.1.3.4 NATUREZA DO SETOR DOS SERVIÇOS
Hoje em dia, as indústrias dos serviços são a fonte da liderança económica. O crescimento do setor criou uma economia menos cíclica, durante as últimas quatro recessões nos Estados Unidos, os empregos nas indústrias de serviços realmente aumentaram, enquanto os empregos na área de manufatura diminuíram. Isto sugere que os consumidores estão inclinadas a adiar a compra de produtos, mas não a sacrificar serviços essenciais como educação, telefone, bancos, saúde e serviços públicos. (Fitzsimmons e Fitzsimmons, 2000).
Segundo o casal Fitzsimmons (2000), a resistência à recessão pode ser justificada por várias razões. Em primeiro lugar, os serviços não podem ser armazenados contrariamente aos bens de consumo. Como o seu consumo e produção ocorrem simultaneamente, a sua demanda é mais estável. Quando a economia vacila, muitos serviços sobrevivem visto serem necessidades essenciais, não havendo necessidade de demitir funcionários. Em segundo lugar, em situações de recessão, tanto os consumidores como as empresas contêm gastos e optando por consertos, criando e mantendo empregos nas áreas de serviços de manutenção e consertos.
2.1.3.5 NOVA EXPERIÊNCIA ECONÓMICA
Numa sociedade Pós-Industrial é possível verificar uma mudança do setor dos serviços que tende a passar de uma transação de serviços para uma transação de experiências que implica o envolvimento do consumidor numa relação pessoal e memorável (Fitzsimmons e Fitzsimmons, 2000). Dessas transações de experiências resultam quatro grupos que se distinguem por duas variáveis: a participação do consumidor e a interação com o meio ambiente. Esses quatro tipos de experiências são denominados por Entretenimento, Educação, Estética e Escapismo (Fitzsimmons e Fitzsimmons, 2000), e distinguem-se de acordo com o esquema apresentado na figura 4:
Os princípios do projeto de serviços envolvem experiências temáticas, de harmonização das impressões com pistas positivas, de eliminação de pistas negativas, de mistura de factos memoráveis e dos cinco sentidos.
PARTICIPAÇÃO DO CLIENTE