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4. Metodologia

4.1 Recerca experimental

4.1.5 Comparativa de les notes de batxillerat

4.1.5.2 Segon de batxillerat

10 Cabe destacar que está é uma nomenclatura utilizada na época, entretanto a partir de avanços

Muitos são os métodos utilizados na alfabetização. Entretanto, em nossa pesquisa abordamos um recorte do método fônico para alfabetização, corroborando com autores como Capovilla e Seabra (2010), Vigotsky (2001), Jardini (2010) e outros que evidenciam a importância do desenvolvimento da consciência fonológica para a apropriação da linguagem escrita dos aprendizes. Cabe explicitar que autores como Capovilla e Seabra (2010) realizaram diversas pesquisas internacionais e nacionais e, com propriedade, apontam a eficácia de tal método para crianças com deficiência e dificuldades de aprendizagem. Este método também está apresentando resultados positivos para alfabetização de crianças sem deficiência devido a sua praticidade, simplicidade, eficácia e ludicidade, como destaca (CAPOVILLA; SEABRA, 2010, p.79).

[...] concluiu-se com os resultados dos estudos experimentais nos Estados Unidos, que o ensino de consciência fonológica é causa da melhora dos estudantes em consciência fonêmica, leitura e escrita subseqüente ao ensino. O ensino das correspondências entre os grafemas e fonemas tem grande impacto sobre o desenvolvimento da leitura, da escrita e da compreensão de texto por parte de crianças com dificuldades de aprendizagem e de crianças com baixo nível sócio econômico (CAPOVILLA; SEABRA, 2010, p.79).

Com isso, o método fônico tem sua base no ensino do código alfabético de forma lúdica, ou seja, propõe o trabalho explícito e sistemático das relações entre fonemas (sons) e grafemas (letras) que devem ser implementados por meio de um planejamento de atividades lúdicas para levar as crianças a aprenderem a codificar a fala em escrita e a decodificar a escrita no fluxo da fala e do pensamento (PEREIRA et al., 2013). Assim, a metodologia de alfabetização baseada no método fônico já é utilizada em vários países que realizaram pesquisas e um levantamento sistemático acerca do método mais eficaz de alfabetizar as crianças adotando o referido com o objetivo de reverter o fracasso escolar. O Reino Unido, França e os Estados Unidos adotaram oficialmente em seus currículos o método fônico para alfabetização (CAPOVILLA; CAPOVILLA, 2004).

No Brasil, destacamos os autores que discutem as abordagens fundamentadas no método fônico e neurociência aplicada na educação, tais como Meirelles e Meirelles (Casinha Feliz e Tempo de Despertar, meados de 1960); Silva, Pinheiro e Cardoso (A abelhinha, 1973); Capovilla e Capovilla (Alfabetização Fônica, 2002), e

outros que aliam fonemas, Nico e Gonçalves (Facilitando a Alfabetização, 2007); e abordagens fônicas contextualizadas, Oliveira (ABC do alfabetizador, 2003), e o método das boquinhas utilizado por Jardini (2010). Com isso, podemos afirmar que tal método é sólido, pois já foi testado, aplicado e se constitui fruto de pesquisas realizadas a mais de uma década no mundo todo, inclusive no Brasil (CAPOVILLA; CAPOVILLA, 2004).

A aquisição da linguagem escrita é uma atividade mental altamente complexa e organizada, que de acordo com Jardini, Guimarães e Baquete (2014), acontece no cérebro por meio do córtex pré-frontal, área cerebral responsável pela memória de longa duração, requisito para aprendizagem efetiva. Além destes, Ciasca (2016) destaca que, neste processo mental, é necessária uma cadeia de células nervosas intactas que irão se conectar com as redes no cérebro, como a visão, a fala, a memória, o que requer uma instrução sistemática para que de fato o indivíduo entre no mundo da linguagem escrita.

De acordo com Jardini (2010), para a criança adquirir esta linguagem, é necessário como pré-requisitos o desenvolvimento de algumas habilidades para alfabetizar-se como percepção e memória auditiva, consciência fonológica, percepção e memória visual, orientação espacial, coordenação visiomotora, esquema corporal, noções de gramática e compreensão de textos. Corroborando com a autora, a criança precisa compreender que cada grafema (letra) corresponde a um fonema (som), com isso, ela propõe o uso dos articulemas (apelidado por “boquinhas”) para, de forma sinestésica, a criança relacionar o som das letras, bem como, converter a fala em escrita. Esta caracterização que a autora denominou como “Método das Boquinhas”, inicialmente foi criado para atender as crianças com dificuldades de leitura e, devido a tantos resultados positivos, hoje é implementado em várias salas de aula com as multiplicadoras do método, sites, jogos, aplicativos de Smartphones criados por Jardini (2010) com intuito de alfabetizar as crianças.

Partindo do pressuposto de que a escrita é um código alfabético derivado da língua falada, o método fônico realiza o mapeamento alfabético dos sons da fala. Assim, o ponto chave de tal método é estimular a criança a pensar na língua escrita a partir do desenvolvimento metafonológico que seria o desenvolvimento da consciência fonológica na criança, visto que a partir desta tomada de consciência o aprendiz adquire conhecimento acerca da estrutura da linguagem oral (semântico, fonético/fonológico, sintático/lexical, pragmático, morfológico) e converte em escrita.

Cabe destacar que o processo de alfabetização é complexo e aprendido, todavia não é inato (JARDINI, 2010). Por conseguinte, a criança não nasce pronta para aprender a ler e escrever, pois a leitura e a escrita é algo inventado pelo homem com um sistema organizado e várias regras. Assim, o aprendiz necessita entender, além de tudo, o funcionamento da linguagem escrita o que, por sua vez, demanda demasiadamente um ensino sistemático e organizado.

Quem inventou a escrita inventou ao mesmo tempo as regras da alfabetização, ou seja, as regras que permitem ao leitor decifrar o que está escrito, entender como o sistema da escrita funciona e saber como usá-lo apropriadamente. A alfabetização é, pois, tão antiga quanto os sistemas de escrita. De certo modo, é a atividade escolar mais antiga da humanidade (CAGLIARI, 1999, p.12).

Com isso, Capovilla e Capovilla (2004) apontam que o método fônico é capaz de sanar atrasos na linguagem escrita e funciona como prevenção de dificuldades nesta área. Ainda, indicam que as estratégias desse método podem melhorar tanto a leitura e a escrita de crianças que apresentam dificuldades, distúrbios, atrasos na linguagem escrita ou com dificuldades motoras, crianças com baixo rendimento, baixo nível econômico. Destarte, ao conduzir este trabalho, optamos por tal método devido a sua eficácia comprovada cientificamente por autores como Capovilla (2004) e Jardini (2010) no que tange à apropriação da linguagem escrita. Com isso, na seção a seguir, discorreremos sobre os procedimentos didáticos para aplicação de tal método.