Introduction générale de la partie II
Chapitre 4. Le dispositif d’interconnexion optique
3. La description du dispositif d’interconnexion optique développé
Apesar de haver um número considerável de estudantes coreanos a iniciarem a licenciatura em Estudos Portugueses ou Estudos Brasileiros todos os anos na Coreia do Sul, é compreensível que a nossa língua não seja uma das mais procuradas e estudadas no país. Os idiomas considerados mais relevantes são o mandarim, o japonês e o inglês, línguas consideradas mais próximas da Coreia, tanto por questões geográficas e histórico-culturais, como também por uma questão económica.
Não obstante a pouca popularidade, o ensino oferecido pela Universidade Hankuk mostra-se de qualidade e vai de encontro às expectativas e necessidades dos seus estudantes em alguns pontos da aprendizagem, como, por exemplo: a utilização do português como língua de ensino durante as aulas; a atenção dada à expressão oral, considerada pela maioria como uma área importante da aprendizagem e que deve ser o foco das aulas; e a qualidade dos professores coreanos e estrangeiros que, segundo os participantes do estudo, são uma das grandes razões pelas quais os mesmos conseguem ter um bom desempenho e atingir o nível de proficiência desejado.
As metodologias de ensino de língua estrangeira mais utilizadas nas aulas de português são o método de gramática-tradução, utilizado pelos professores coreanos, que lecionam na língua materna e cujas aulas incidem, principalmente, sobre a aprendizagem da gramática e do vocabulário; metodologia áudio-lingual, de aprendizagem através da repetição, que, como podemos observar no primeiro ponto do anexo 2, é utilizada em algumas aulas; uma forma mais suave da metodologia de imersão, utilizada pelos professores brasileiros e portugueses, cujas aulas são voltadas para a prática da expressão e compreensão oral e onde a língua portuguesa é a língua de ensino. Nestas aulas a língua coreana não é utilizada, porém pode haver situações em que se recorre ao inglês para esclarecimento de dúvidas.
No entanto, é seguro dizer que apenas quando fazem intercâmbio para países lusófonos, os estudantes coreanos aprendem a língua portuguesa através de uma metodologia de imersão. Devido à prática constante no quotidiano e ao maior número de horas de aprendizagem dentro das instituições de ensino portuguesas e brasileiras,
75 esta metodologia, segundo a professora entrevistada, permite uma melhoria notável no desempenho dos estudantes, que destacam-se nas aulas quando regressam à Coreia para concluir os estudos.
Os principais pontos negativos referidos pelos alunos relativamente à aprendizagem da língua portuguesa enquanto aprendentes coreanos são a falta de materiais didáticos disponíveis, as dificuldades com a gramática e as escassas oportunidades que têm para por em prática o que aprendem nas aulas, sendo esta última, inclusive, uma das justificações dadas pelos alunos que fizeram autoavaliações mais baixas sobre os seus desempenhos enquanto falantes de português. Todas essas questões são, em parte, extrínsecas à Universidade Hankuk.
Apesar de a universidade não ter como intervir em relação aos dois últimos pontos negativos, é importante que seja dada uma maior atenção ao material didático fornecido e, se possível, que haja um investimento na área de forma a aumentar a qualidade do processo de ensino e aprendizagem da língua portuguesa. Sendo os manuais didáticos um dos materiais mais utilizados pelos estudantes coreanos para aprender a língua portuguesa, é essencial que os materiais utilizados pelos professores sejam estimulantes e, tendo em conta a pouca oferta, é importante que sejam redigidos a pensar em um público para além do ocidental. Além disso, é interessante que a adaptabilidade dos materiais seja valorizada, de modo a abranger os vários níveis de aprendizagem que por vezes existem em uma única turma.
Tendo em conta que o ensino da cultura é considerado como muito importante pelos estudantes coreanos para a compreensão da língua, a intervenção da universidade também pode ser feita relativamente à pouca oferta de cadeiras sobre a cultura portuguesa e dos restantes países lusófonos.
Por fim, os estudantes coreanos também referiram a falta de informação sobre a língua portuguesa como uma dificuldade durante o processo de aprendizagem. A falta de informação pode também ser uma das razões pelas quais a língua portuguesa não é tão popular quanto outras línguas latinas, mesmo sendo tão falada mundialmente. Assim, é preciso que haja também uma maior divulgação sobre a língua e cultura portuguesa para que esta passe a ser vista como uma opção a se considerar na hora de escolher o curso académico.
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Anexos
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Anexo 6 - Tabela explicativa da transição do discurso direto para o indireito,
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Anexo 7 - Exemplo de exercício sobre o discurso direto e indireto realizado
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Anexo 8 - Exemplo de exercício sobre o discurso direto e indireto realizado