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L’INSTINCT ET L'INTELLIGENCE

Dans le document LA VIE DES TERMITES (Page 165-197)

Luginaah et al., (2005) em Ontario – Canadá, durante o período de 1995 a 2000 investigaram a associação entre poluição do ar e internações hospitalares por doenças respiratórias em grupo de risco constituído de pessoas do sexo masculino e feminino com faixas de idade entre 0 a 14 anos, 15 a 64 anos e acima de 65 anos em quatro hospitais de acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID) 9ª Revisão (CID-9: 460 - 519). Os dados de MP10 e SO2 foram obtidos em quatro estações

automáticas de monitoramento. As análises foram realizadas com o MAG com distribuição de Poisson, controlados por fatores de confusão (temperatura, umidade, dias transcorridos e dias da semana) e case-crossover. Os resultados mostraram que para um incremento de 10 µg/m³ de SO2 há

um aumento de 11% em doenças respiratórias com idade entre 0 a 14 anos no Lag 0. Para os homens para um aumento de 10 µg/m³ de MP10 um dia após a exposição (Lag 1) houve um aumento de 18%

nas internações de DR na na faixa entre 15 a 64 anos de idade.

Segala et al., (2008) investigaram na região em Paris entre 1997 a 2001 a relação de atendimentos de emergência nos hospitais por bronquiolite em crianças menores de 3 anos com SO2,

MP10, fumaça negra (BS) e NO2, com aplicação do MAG com distribuição de Poisson. Os resultados

mostram que para o SO2 um aumento de 10 µg/m³ estava associado com 6% (IC 95%; 3% - 9%) nos

atendimentos de emergência por bronquiolite em crianças menores de três anos; que um incremento de 10 µg/m³ de MP10 estava associado com 4% de aumento (IC 95%; 2% - 07%) no número de

atendimentos e que para um incremento de 10 µg/m³ de fumaça negra foi associado a um aumento de 3% nos atendimentos, quatro dias após a exposição (Lag 4).

Chen et al,. (2010) de janeiro de 2005 a dezembro de 2007 realizaram um estudo ecológico para investigar a associação entre SO2, MP10 e NO2 e o número de internações por causas específicas e

respiratórias, em Xangai, China. Dados de internação foram codificados de acordo com a Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão (CID 10) para causas não acidental (A00-R99), doenças cardiovasculares (I00-I99) e doenças respiratórias (J00-J98). Dados diários dos poluentes MP10 e SO2 foram obtidos da base de dados do Centro de Monitoramento Ambiental de Xangai. Dados

de condições meteorológicas com média diária de temperatura e umidade relativa do ar foram obtidos do banco de dados de meteorologia de Xangai. A metodologia estatística no estudo utilizou técnicas de séries temporais utilizando o MAG com distribuição de Poisson, incorporando no modelo funções não paramétricas naturais spline para controlar a tendência de longo prazo (dias transcorridos) e as variáveis climáticas. Também foi utilizada a função de auto correlação parcial (PACF) para guiar na seleção dos parâmetros do modelo. Para os dias da semana foram utilizados variáveis dummy. Os

resíduos do modelo básico foram examinados para checar se houve autocorrelação por meio do gráfico PACF. Após estabelecer o modelo básico, foram introduzidos os poluentes individualmente e analisado seus efeitos sobre as internações. Para uma defasagem de cinco dias, Para um aumento de 10 µg/m³ na concentração de SO2 e MP10 houve respectivamente um risco relativo de 0,63% (95% CI:

0,03%, 1,23%) e de 0,18% (95% CI: -0,15%, 0,52%) para aumento de internação hospitalar por doenças respiratórias com defasagem de cinco dias (Lag 5). O estudo, entretanto, concluiu que a poluição do ar estava associada com maior risco a internação cardiovascular.

Samoli et al., (2011) investigaram os efeitos em curto prazo dos níveis diários de SO2, MP10,

NO2 e O3 na morbidade causada por sintoma de asma em dois grupos de crianças com idades entre 0 e

4 anos e entre 5 e 14 anos em Athenas, Grécia. No período de 2001 a 2004. Dados diários de atendimentos de emergência por asma foram obtidos de acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID) 9ª Revisão (CID-9: 493; 493.9; 466.1). A associação entre asma e poluentes foi feita utilizando o MAG com distribuição de Poisson controlados por dias da semana, número de dias transcorridos, temperatura, e umidade relativa do ar. Os resultados mostraram associações estatisticamente significativas entre os aumentos nos níveis de poluição com os aumentos nos atendimentos por asma. Para um aumento de 10 µg/m³para os poluentes SO2 e MP10 ocasionaram um

acréscimo respectivamente no RR de 5,98% (IC 95%; 0,88 - 11,33) e RR de 2,54% (IC 95% ;0,06 - 5,08) no número de atendimento por asma em crianças no grupo entre 0 e 4 anos de idade. Não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre os atendimentos por asma e os poluentes NO2 e O3.

Namdeo et al., (2011) realizaram na região metropolitana de Leeds, no norte do Reino Unido, um estudo entre 2001 a 2005 abrangendo uma área de 504 M2 para avaliar a concentração de SO2,

MP10, NO2, O3 e CO com aproximadamente 15,3 % de uma população com idade acima de 65 anos do

total residente de um total de 715.392 pessoas; tendo com desfecho os atendimentos por doenças respiratórias de acordo com o CID – 10ª Revisão (JJ00 - JJ99) para cinco grupos de pessoas com idades de: 0 a 59, 60 a 69, 70 a 74, 75 a 79 e acima de 80 anos de idade. Os dados de concentração dos poluentes atmosféricos foram obtidos em uma estação automática de monitoramento localizada no Centro de Leeds. Foram calculadas as médias diárias de 24 horas dos poluentes SO2 e MP10. Análise

estatística utilizou a distribuição de Poisson com o MAG, controlada pelos fatores de confusão: sazonalidade e tendência: como dias transcorridos, dias da semana, feriados e três fatores meteorológicos - umidade relativa do ar, temperatura e velocidade do vento. Os resultados mostraram efeitos significativos para a exposição com defasagem de 2 dias (Lag 2) de um aumento no risco relativo de 4,64% devido ao incremento de 10 µg/m³ para o MP10 no grupo de pessoas entre 75 a 79

anos de idade.

Conceição et al,. (2001) em estudo epidemiológico fizeram a comparação da aplicação dos modelos estatísticos: MLG com a do MAG, para avaliar a associação entre poluição atmosférica e

marcadores de morbidade e mortalidade, tendo como exemplo de aplicação, a associação entre mortalidade em idosos e poluição atmosférica na cidade de São Paulo no período de 1994 a 1997. Dados de desfechos de morbidade e mortalidade foram obtidos do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade (PRO-AIM). As concentrações e diárias de poluentes (MP10, SO2, CO e

O3) foram obtidas da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) de São Paulo.

Dados meteorológicos de temperatura e umidade relativa do ar foram obtidos do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo (IAG/USP). As duas classes de modelos produziram resultados coerentes. Sob a ótica do MLG, nenhum poluente explicou a mortalidade de forma significativa. Sob a ótica dos MAG, houve efeitos significativos para o SO2, MP10 e CO.

Quando todos os poluentes foram incluídos simultaneamente no modelo, apenas o SO2 permaneCEu

significante. O ozônio não se mostrou associado à mortalidade em nenhum dos modelos ajustados. Concluindo, o MAG como modelo estatisticamente mais sofisticado possibilita a detecção de efeitos mais significantes.

Martins et al., (2002) avaliaram os efeitos causados pelos poluentes MP10, SO2, NO2, CO e O3

nos atendimentos de morbidade por gripe e por pneumonia em idosos em um pronto socorro médico de um hospital escola de referência no Município de São Paulo de acordo com o Código Internacional de Doenças (CID) – 10ª Revisão (JJ10 a JJ18) no período de 1996 e 1998. Dados dos poluentes atmosféricos (MP10, SO2, NO2, CO e O3) e os dados meteorológicos (temperatura mínima e umidade

relativa do ar) foram obtidos na CETESB e no IAG/USP. Foi utilizado o MAG com distribuição de Poisson para verificar a relação entre a gripe e pneumonia com os respectivos poluentes. Os resultados mostraram os poluentes atmosféricos SO2 e O3 estão diretamente associados à gripe e à pneumonia,

independentemente de covariáveis de controle (número de dias transcorridos, dias da semana, temperatura mínima e umidade relativa do ar). Entretanto, na análise conjunta, eles perdem sua significância estatística. Para um aumento interquartil de 15 µg/m³ de SO2 houve um acréscimo de

14,51%, no número de atendimento por gripe e pneumonia e gripe em idosos.

Nascimento et al., (2006) analisaram os efeitos dos poluente SO2, MP10 e O3 na saúde das

crianças com até 10 anos de idade na cidade de São José dos Campos – SP durante os anos 2000 e 2001. Foi utilizado no estudo ecológico de séries temporais o MAG com distribuição de Poisson para associar dados diários sobre o número de internações por pneumonia (CID - 10: JJ12-JJ18) com dados diários de poluentes (SO2, MP10 e O3,) e de temperatura e umidade relativa do ar. Os resultados

mostraram que os três poluentes apresentaram efeitos nos desfechos de doenças nas internações por pneumonia, defasados de três a quatro dias após a exposição, após descaírem rapidamente. O estudo mostra a elevada susceptibilidade de crianças aos efeitos de problemas respiratórios decorrentes da exposição aos contaminantes atmosféricos.

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