Partie III : Suivi des performances publics via la contractualisation
3- L’expérience de l’Algérie en matière de contractualisation :
Como dissemos anteriormente, dividimos a apresentação dos modelos segundo duas perspectivas. Concluímos a primeira delas: demonstrar, por meio de modelos, a presença de indicadores e índices com valor agápico. Cabe ressaltar um aspecto peculiar da classificação, já referido anteriormente, quando falamos das categorias, ou seja, também os temas-inferidos foram decompostos em subtemas que, por sua vez, possuem áreas de intercessão semântica possíveis de serem aplicadas a um ou mais temas- inferidos, a uma ou mais características e a um ou mais temas-eixos. Ao selecionarmos o tema inferido e o subtema colocado em relação com a categoria e tema-eixo, o fizemos baseando-nos na unidade de contexto, ou seja, na expressão isolada em relação com o parágrafo, com o trecho ou com o discurso mais amplo do falante. Como também consideramos o aspecto que mais se mostrava saliente em cada fala. Da experiência de classificação que fizemos, concluímos que não se pode codificar o ágape-amor em categorias e temas fechados, pois o ágape é em si uma categoria aberta, que possui infinitas declinações e possibilidades, com inúmeras áreas de intercessão semântica. No entanto é um fato: existe. E da pesquisa empreendida, podemos concluir que o amor- ágape é capaz de orientar e, portanto, motivar, as seleções/escolhas/ações dos agentes sociais e que pode colaborar na constituição de um dado sistema atuando como MCSG e como tema das comunicações. A nossa classificação resulta como um processo de redução de complexidade do valor semântico do ágape, localizando-o, sem excluir todas as demais possibilidades de sua presença, em casos concretos.
No conjunto dos modelos constatamos a presença de todos os temas inferidos, embora de forma variada, maior ou menor presença de acordo com cada um dos temas-
eixo. O mesmo podemos afirmar em relação às categorias secundárias (derivadas) de ágape que, porém, não foram verificadas sempre em todos os tema-eixo.
A seguir apresentamos uma tabela que traz a relação dos temas-inferidos, temas- eixo e categorias secundárias de ágape localizados nas nossas unidades de registro:
Tabela 8 – Temas inferidos-temas-eixo e categorias secundárias de ágape
Temas eixo – Temas inferidos144 Categorias secundárias de ágape Grupo 1 – adesão à EdC
1. espiritualidade 2. alternativa econômica 3. extensivo
4. amor que excede
5. padrão de comportamento 6. realização pessoal
Grupo 1 – adesão à EdC
1. motivação valorativa 2. gratuidade
3. concretude
Grupo 2 – características da empresa EdC
1. espiritualidade 2. centralidade da pessoa 3. cooperação 4. proximidade 5. padrão de comportamento 6. extensivo 7. amor 8. atuação universal 9. alternativa econômica
Grupo 2 – características empresa EdC
1. motivação valorativa 2. universalidade 3. gratuidade 4. concretude 5. alteridade 6. reciprocidade Grupo 3 – benefícios 1. padrão de comportamento 2. amor que excede
3. espiritualidade 4. relacionamentos 5. centralidade da pessoa 6. proximidade 7. cooperação Grupo 3 – benefícios 1. motivação valorativa 2. universalidade 3. gratuidade 4. concretude 5. alteridade 6. reciprocidade
Grupo 4 – situações adversas
1. espiritualidade
2. padrão de comportamento 3. amor que excede
4. centralidade da pessoa 5. relacionamentos
Grupo 4 – situações adversas
1. motivação valorativa 2. universalidade 3. gratuidade 4. concretude 5. alteridade 6. reciprocidade
Grupo 5 – influência externa
1. extensivo
Grupo 5 – influência externa
1. motivação valorativa 2. concretude
3. reciprocidade
Grupo 6 – Prioridade em situação de crise
1. performance administrativa 2. relacionamentos
3. amor que excede 4. centralidade da pessoa
Grupo 6 – prioridade em situação de crise
1. gratuidade 2. concretude 3. alteridade
Em relação à adesão à EdC, notamos a presença das seguintes categorias secundárias: motivação valorativa, concretude e gratuidade. Entendemos esta relação
entre tema-eixo e categorias por considerarmos que aderir à EdC é, primeiramente, uma decisão, uma escolha, uma seleção, portanto mais causal. Aderir à EdC pressupõe, portanto, um amor que ama o outro de modo real, no presente, pessoas concretas (concretude). É unilateral, parte do amante em direção ao amado de forma livre e gratuita (gratuidade). Ademais, tal adesão pode ser considerada uma resposta a um input recebido do MF a fim de se resolver um problema gerado no sistema econômico (pobreza e desigualdade social), portanto tem como estrutura (tema das comunicações na perspectiva sistêmica) delimitada pela espiritualidade da unidade, entendida por nós como motivação valorativa.
Nos temas-eixo características de uma empresa EdC e benefícios, inferimos a presença de todas as categorias secundárias de ágape. Tal presença pode ser compreendida pelo amplo espectro que esses dois temas-eixo englobam. De fato, tanto as características de uma empresa EdC quanto os benefícios decorrentes de se atuar dentro dos princípios EdC (que também podem ser considerados como características de uma empresa EdC) referem-se à concretização da EdC, à sua realização histórica, à constituição do sistema EdC como sistema parcial da economia. Assim sendo, podemos concluir que ágape, em suas declinações, pode atuar como MCSG na concretização da EdC, bem como pode ser considerado o centro de sua estrutura, a espiritualidade da unidade.
Também faz parte da concretização da EdC os temas-eixo situações adversas e prioridades em situações de crise. Ora, no que diz respeito a situações adversas e às prioridades em situação de crise, o caminho percorrido pelos agentes EdC, percebido e atuado não somente pelos empresários, mas também pelos funcionários, é igualmente pautado pelo ágape como MCSG. Todas as seis categorias secundárias foram passíveis de inferência de acordo com alguns dos temas inferidos que colocam em relevo a centralidade da pessoa, no que diz respeito ao tema-eixo situações adversas. Já no tema- eixo prioridades em situação de crise, não foram inferidas as categorias motivação valorativa, universalidade e reciprocidade. Talvez porque nesses casos, os inptus recebidos, solicitam respostas mais de tipo concreto, localizado, administrativo, econômico. O amor leva a salvaguardar a empresa como serviço à pessoa e o funcionário. O lucro é importante, mas a prioridade é salvar o bem estar da pessoa, seja ela funcionário ou cliente.
Ao verificar as falas, emergiu uma questão: o lucro. Se a base da EdC é a tríplice repartição do lucro, por que razão este tema aparece quase que de forma transversal nas falas, considerado importante, mas não central? Concluímos que seja porque a adesão à EdC comporta em si a adesão à tríplice repartição do lucro e a ajuda aos mais necessitados, como inferimos a partir dos modelos relacionados ao tema-eixo adesão à EdC.
Redescobrir a forma de estar ajudando os pobres Pra ser uma resposta a esta disparidade do Brasil Através do trabalho incidir no social
Fazia com que eu tivesse a solidariedade
É uma prática que envolve a partilha, né. A divisão! O lucro é uma conseqüência desse relacionar-se
Eu fui entendendo isso um pouco melhor, a divisão dos lucros, o realmente ver quem é esse necessitado, como ajudar e até ver o que eu mesma posso fazer mesmo não estando tão ligada o que eu posso fazer nesse propósito também, né!
Outra questão que nos chamou a atenção foi a ausência do tema da cruz, do amor a Jesus abandonado, ponto central da espiritualidade da unidade, como referimos no segundo capítulo. Também neste caso, inferimos que este seja um tema que permeia todas as seleções/escolhas/decisões, sobretudo dos empresários ou dos agentes EdC que aderem à espiritualidade da unidade, incluído no valor semântico de ágape. Para aqueles que não conhecem ou não aderem à espiritualidade da unidade, permanece, justamente, a ideia do amor como MCSG. Afinal, Jesus abandonado é entendido na espiritualidade da unidade, dentro do contexto do cristianismo, como a expressão máxima do amor, portanto, como ágape na sua máxima realização, uma vez que o amor agápico pressupõe dom total de si, amor incondicional e incondicionado, universal, concreto, gratuito, como podemos inferir nos trechos dos seguintes modelos anteriormente apresentados:
Que seriam os valores do MF. Que a gente poderia sintetizar na arte de amar. Aquilo que vem lá do fundo, que realmente custa! Não é fácil!
Que não é uma coisa assim tão simples, existe um procedimento e um recomeçar diário sabe, dessa escolha pessoal de cada um de nós.
Se não fosse o amor, a gente no primeiro ponto negativo você ia desistir.
Olha os conflitos existem, sim e aparecem a todos os momentos, né. Eu não sinto, nunca senti essa coisa da competição entre um e outro, porque o nosso trabalho é muito coletivo, realmente, a gente forma as equipes, trabalha em conjunto, sempre numa relação de ajuda, de troca com o outro. Tem o conflito, mas é sempre resolvido na base do diálogo!
Em relação ao tema-eixo influência externa, um único tema-inferido foi identificado: extensivo. Como também apenas três categorias foram inferidas:
concretude, motivação valorativa e reciprocidade. O fato de termos apenas um tema inferido é perfeitamente compreensível, pois se trata da difusão da ideia e da prática, ou seja da cultura EdC, por meio do ágape como medium comunicativo. Concreto, porque a concretude de ágape contém o fato de que ele leva a amar. O mesmo se aplica à categoria reciprocidade, que contém a declinação semântica de gerar comunhão. A motivação valorativa se justifica pelo fato de levar o agente social a tomar posição diante de situações concretas, que, por si só, insere nas comunicações o ágape como MCSG, gerando inputs/outputs, e possíveis outras respostas comunicativas que seguem na mesma direção:
A gente contou como procuramos fazer na nossa empresa, o trabalho, os relacionamentos e tudo, chegando na... De volta na empresa dele ele começou a perceber que os funcionários estavam transformados.
A questão do amor ao próximo, a gente leva pra nossa vida pessoal, pra nossa família, pra nossos filhos.
Não sei como dizer, mas como um trabalho mais voluntário mesmo, se colocar a favor do outro, ajudar nas suas necessidades, então, foi uma visão que eu fui mudando com o que eu fui aprendendo em relação à Economia de Comunhão.
4.7 Segunda perspectiva de análise: processos comunicativos em unidades de