Chapitre 2 : Les makerspaces au prisme de l’étude des usages
2.2. Les makerspaces comme infrastructures sociotechniques
2.2.1. L’appropriation des makerspaces : du script à la dé-scription
Dada tal característica deste último texto mencionado, optou-se por enfatizar sua análise. Além dos dias já mencionados, consideraram-se ainda os dias 14, 15 e 24 de junho, para efeito quantitativo, datas em que foram publicados comunicados oficiais pelo MPL-SP, no último dia, com uma Carta Aberta à Presidente da República.
Na tabela a seguir, dados quantitativos da amostra constituída de 13 posts. Eles referem-se às interações dos usuários da rede social e somaram 11650 “curtidas”, 3392 comentários e 4827 compartilhamentos. Com base nestes números, observa-se o tipo de interação chamado de “curtir” é o predominante, seguido pelos compartilhamentos e, por fim, os comentários. Os dois primeiros tipos possuem uma interação mais fácil que o comentário. É possível compartilhar ou curtir uma postagem com apenas um click enquanto o comentário pressupõe a expressão da opinião, motivo que talvez justifique o fato das “curtidas” terem sido quase quatro vezes maiores que os comentários.
Tabela 2 - Análise quantitativa das interações nas notas postadas pelo MPL-SP em junho de 2013.
POST DATA TÍTULO CURTIDOS COMENTÁRIOS COMPARTILHAMENTOS
1. 10/jun Nota 1: sobre a manifestação do dia 06.6 84 27 39
2 10/jun
Haddad defende ação da PM contra protestos e diz que vai negociar, apenas se o movimento "renunciar à violência":
468 33 296
3. 10/jun Nota n° 2: sobre manifestantes presos dia 06 06 37 12 3
4. 10/jun Nota n°03: Nota pública do Movimento Passe Livre sobre a
luta contra o aumento 186 26 79
5. 13 de junho
Nota n° 4: Nota pública do MPL sobre a situação dos detidos nos atos contra o aumento da tarifa de 11/06
6. 14 de junho Nota n° 5: Nota pública do MPL-SP sobre a violência e repressão
do dia 13 06 898 157 563
7. 15 de junho Nota n° 6: Nota pública sobre a situação dos detidos nos atos
contra o aumento da tarifa 517 151 164
8. 17 de junho Nota n° 7: Nota do MPL sobre reunião da Prefeitura 1509 317 493
9. 18 de junho Nota n° 8: Nota pública sobre os atos do dia 17 2089 533 692
10. 19 de junho Nota n° 9: Nota pública sobre as declarações do Prefeito 3537 1217 1434
11. 20 de junho Nota n° 10: sobre a revogação do aumento 1649 864 475
12. 24 de junho Carta aberta 281 406
13. 24 de junho Carta aberta 234 108
TOTAIS 13 posts 11650 3392 4827
Fonte: Elaborada pelo autor.
Observa-se, com base na tabela anterior, que a publicação de maior interação foi o dia 19 de junho e que trata das declarações do prefeito Haddad (3537 “curtidas”, 1217 comentários e 1434 compartilhamentos). De certa forma, pode-se inferir que o MPL se posiciona com relação à manifestação oficial do prefeito e os internautas reagem a este posicionamento debatendo o mesmo e criticando-o, numa espécie de reação emocional coletiva. O gráfico a seguir elaborado da mesma fonte mostra a movimentação das três principais formas de interação entre os usuários com as postagens feitas na rede social, ilustra os picos de interação.
Gráfico 1 - Picos de interação das notas do MPL-SP por tipo em junho de 2013. Fonte: Elaborado pelo autor.
Feitas tais considerações, passar-se-á a uma análise pormenorizada das postagens. Parte-se da descrição e serão mencionados aspectos quanti e qualitativos com relação às suas interações e temáticas. Por uma questão de síntese, as interações entre os usuários da página, serão pormenorizadas, principalmente, utilizando os dados da postagem em que as mesmas foram mais relevantes, como já mencionadas.
Na análise exploratória de todos os comentários mencionados, observa-se que tal amostra permite inferências que refletem o conjunto das interações. Quando se atém apenas às notas que o próprio MPL enumera, tem-se os dados quantitativos ilustrados na tabela a seguir.
Tabela 3 - Quantitativo das interações de usuários em notas publicadas pelo MPL-SP entre 10 e 19 de junho de 2013.
POST DATA CURTIDAS COMENTÁRIOS COMPARTILHAMENTOS
1 10/jun 84 27 39 2 10/jun 37 12 3 3 10/mar 186 26 79 4 13/jun 161 55 75 5 14/jun 898 157 563 6 15/jun 517 151 164 7 17/jun 1509 317 493 8 18/jun 2089 533 692 9 19/jun 3537 1217 1434 10 20/jun 1649 864 475 TOTAL 10667 3359 4017
Fonte: Elaborada pelo autor com dados extraídos da página do MPL-SP no Facebook. 39 296 3 79 75 563 164 493 692 1434 475 406 108 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000
10/jun 10/jun 10/jun 10/jun 13/jun 14/jun 15/jun 17/jun 18 de junho
19 de junho
20/jun 24/jun 24/jun
Com base nesses dados, infere-se que curtidas e compartilhamentos aparecem em maior número em relação aos comentários. As primeiras chegam a ser quase três vezes mais que esses últimos como se observa no gráfico a seguir. Uma hipótese que justifica tal diferença é o fato de que tanto curtidas quanto compartilhamentos, pelas características dos mecanismos dos Facebook são formas de interação que, em tese, podem ser feitas de maneiras mais simples, em geral, em apenas um click, ao contrário dos comentários que exigem a reflexão e a sistematização do pensamento, a digitação e a publicação, num processo mais elaborado e que exige mais tempo e disponibilidade do usuário.
Gráfico 2- Quantitativo de interações. Fonte: Elaborado pelo autor.
Feitas tais considerações, parte-se para uma análise do conteúdo dessas notas e comentários, primeiro descrevendo o teor da informação de tais postagens e, em seguida, relacionando aspectos inerentes às interações de seus usuários, suas impressões e opiniões.
84 37 186 161 898 517 1509 2089 3537 1649 10667 27 12 26 55 157 151 317 533 1217 864 3359 39 3 79 75 563 164 493 692 1434 475 4017
10/jun 10/jun 10/mar 13/jun 14/jun 15/jun 17/jun 18/jun 19/jun 20/jun total
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Figura 8 - Reprodução de postagem com dados quantitativos da Nota 1. Disponível em <https://www.facebook.com/passelivresp/notes>
Intitulado “Nota nº 01: sobre a manifestação do dia 06.06”, o texto que foi reproduzido na rede social até o dia 10 de junho é o mesmo que foi publicado no dia 07 de junho no site oficial do movimento. Trata-se de uma nota de esclarecimento que rebate as acusações de vandalismo, reitera o direito à manifestação, ataca a repressão da PM e diz que não incentiva a violência. A nota também apresenta dados sobre o número de participantes, ressalta a quantidade de pessoas “excluídas” do transporte público e destaca que reflete o “sentimento” da periferia, principal afetada pelo problema.
Nota nº 01: sobre a manifestação do dia 06.06 10 de junho de 2013 às 11:05
Nota de Esclarecimento Passe Livre SP
O Movimento Passe Livre de São Paulo vem com esta nota esclarecer as acusações de vandalismo e depredação do patrimônio público feita pela Policia Militar de São Paulo e por parte da imprensa. Ontem (06.06), quinta- feira, foi realizado o 1º Grande ato contra o aumento da tarifa no transporte público da capital paulista. Com concentração inicial em frente ao Teatro Municipal, o ato reuniu 5 mil pessoas e seguiu em caminhada pacífica pelas ruas do centro da cidade.
Exercendo seu legítimo direito de se manifestar, as pessoas ocuparam importantes vias da capital e em seguida sofreram diversos momentos de repressão violenta por parte da Polícia Militar.
A população que já revoltada com o abusivo aumento das tarifas reagiu e revidou a agressão dos policiais - que, vale a pena lembrar, são os que possuem armas e bombas. Ontem, a PM feriu dezenas de pessoas.
As imagens dessa repressão brutal podem ser vistas em toda a mídia imprensa e de vídeo nas redes sociais. A truculência da PM é um fato conhecido até mesmo pela imprensa, que diversas vezes tem seus cinegrafistas e repórteres vítimas dessa violência. As depredações só se iniciaram depois de um segundo momento de repressão brutal e prisões, realizadas na região da Avenida Paulista. O Movimento Passe Livre não incentiva a violência em momento algum de suas manifestações, mas é impossível controlar a frustração e a revolta de milhares de pessoas com o poder público e com a violência da Polícia Militar.
Atualmente 37 milhões de pessoas são excluídas do transporte público por não terem dinheiro para pagarem a tarifa. Com o aumento desse valor aumenta também a exclusão social, o número de pessoas que não podem viver a cidade. Essa exclusão é a maior violência, e é a que estamos combatendo, e apesar dos ataques da polícia militar, não vamos desistir de lutar por um mundo diferente - um mundo em que a cidade seja de todos. O transporte público de São Paulo é um dos mais caóticos, precários e caros do Brasil como se vê noticiado todos os dias pela imprensa da cidade, e se vive todos os dias dentro dos ônibus e trens. Todos os dias as periferias sofrem com a falta de transporte público, com trânsito e violência policial. Ontem (06.06) o outro lado da cidade ficou sabendo como essa periferia se sente. (MOVIMENTO PASSE LIVRE SP95.)
Desta primeira nota, far-se-á uma análise descritiva do conteúdo e também dos comentários dos internautas seguidores da página, destacando aspectos quantitativos e qualitativos, principalmente com relação às temáticas que eles suscitam bem como aspectos relevantes percebidos durante a coleta de dados.
Como mencionado anteriormente observou-se que 27 pessoas comentaram tal postagem do MPL-SP. Desse total de interagentes, a maioria (85,18%) era do sexo masculino, enquanto 14,4% eram do sexo feminino. Somados, todos os comentários chegam a 2.476 palavras. Do total, as 50 mais mencionadas ilustram a figura a seguir e dão um parâmetro sobre a temática abordada e permitem categorizar as diferentes opiniões dos usuários com relação à mensagem mencionada na rede social: Impostos (9); Movimento (8); Tarifas (7); Manifestações (7) / Manifestação (5); Governo (6); Vandalismo (5); Corrupção (4); Direitos (4); Transporte (4) / Transportes (4), por exemplo.
95 Disponível em <https://www.facebook.com/notes/passe-livre-s%C3%A3o-paulo/nota-n%C2%BA-01-sobre-a-
Figura 9 - Frequência de termos nos comentários da Nota 1. Fonte: Elaborado pelo autor com utilização de recurso on-line TagCrowd.
Em alguns comentários observa-se otimismo com relação ao movimento, como por exemplo, no depoimento do usuário identificado como Valdemir dos Santos, que no dia 17 de junho de2013, às 18h25, postou: “Parabéns, vamos mudar este pais, vcs estão no caminha certo, tenta dividir por zonas, na leste, na sul, na oeste, norte e no centro,a policia naum vai ter contingente para todas as manifestações” (sic). Outro depoimento que ilustra o otimismo é do usuário identificado como Renato Kattys, que, em 11 de junho de 2013, às 07h59, publicou: “este país só vai melhorar qdo o brasileiro abrir mão do comodismo e reivindicar os seus direitos que já foram pagos com o sangue de homens que lutaram pelo nosso povo no passado. Alguns centavos fazem muita diferença qdo se falam de milhões de pessoas” (sic).
Observa-se também nas postagens críticas a políticos e partidos e a ênfase para o fato do comentário enquanto forma de expressão da opinião. Um exemplo é observado no discurso do usuário identificado como Igor Issao, em 10 de junho de 2013, às 12h09: “Essa é a minha opinião e espero que seja respeitada, se é que isso se trata de direitos iguais. Se não for o caso, vocês vão fazer igual a PM que vocês tanto discriminam, vão me reprimir”. Note que há no comentário seguinte, postado por Anselmo Silva, às 12h32, há uma discussão entre os usuários da rede social muito próxima da discussão que se observa em situações de oralidade. Anselmo comenta o post de Igor: “é todo seu esse direito, mas se informe um pouquinho mais sobre a posição política do movimento”. Este por sua vez reafirma sua opinião em comentário seguinte, como observado na tabela a seguir.
Tabela 4- Exemplos de comentários de usuários - Nota 1 - 10/06/13.
Usuário Data Comentário (sem edição) Aspectos a destacar
Valdemir Dos Santos 17 de junho de 2013 às 18:25
Parabéns, vamos mudar este pais, vcs estão no caminha certo, tenta dividir por zonas, na leste, na sul, na oeste, norte e no centro,a policia naum vai ter contingente para todas as manifestações O depoimento destaca otimismo em relação às manifestações. Renato Kattys 11 de junho de 2013 às 07:59
este país só vai melhorar qdo o brasileiro abrir mão do comodismo e reivindicar os seus direitos que já foram pagos com o sangue de homens que lutaram pelo nosso povo no passado. Alguns centavos fazem muita diferença qdo se falam de milhões de pessoas,...
Reforça, em uma opinião política, o direito à manifestação e a perspectiva de mudança Igor Issao 10 de junho de 2013 às 12:09
vocês parecem os politicos que estão no poder... usam uma desculpa para dar razão ao vandalismo... é uma pena ver que vocês vão ser os futuros corruptos no poder daqui alguns anos, assim como foi o Lula, o Genuino, entre outros. Se vê que a briga é sempre por causas pequenas. Quero ver brigar para tirar a Dilma, e aquele monte de deputados que não trabalham, do poder. Quero ver brigar para tirar o Alckimin e o PSDB do poder também. Vocês não querem melhorar nada, só querem achar uma forma de aparecer e se filiar a um partido para ter uma comissão na roubalheira que é o nosso Brasil.
Essa é a minha opinião e espero que seja respeitada, se é que isso se trata de direitos iguais. Se não for o caso, vocês vão fazer igual a PM que vocês tanto discriminam, vão me reprimir.
Além das críticas políticas e a políticos mencionados no texto, observa-se a questão do direito à manifestação de opinião. Anselmo Silva 10 de junho de 2013 às 12:32
é todo seu esse direito , mas se informe um pouquinho mais
sobre a posição política do movimento,,,,,,,,,,, Interação com comentário anterior, discussão próxima da oralidade Igor Issao 10 de junho de 2013 às 12:58
A opinião esta um pouco sem fundamentos, por conta da falta de informações, e isso eu admito. Porém existe muitos problemas nas periferias que são de longe mais importantes do que 20 centavos na passagem de ônibus. E se é para parar o Brasil com grandes movimentos, deveria ser por lá, pela periferia, porque assim começaria uma grande mobilização. E começaria por quem realmente precisa de algo, sem contar que o vandalismo seria bem menor, porque lá estaria pessoas que realmente querem resolver os problemas.
O que vejo, é que muitos "sem noção" entram em movimentos como o de vocês para causar vandalismo mesmo e sem nenhum respeito. Sem organizar, sem tirar esses individuos de seus movimentos, vocês não vão ter nenhum respeito da grande massa.
Interação com postagens anteriores, além de uma crítica aos manifestantes e ao vandalismo.
Fonte: Elaborada pelo autor.
Da nota 2 à nota 8, observam-se aspectos semelhantes aos da primeira nota oficial do movimento. Nelas, opta-se por uma breve descrição da temática presente no texto e um apontamento quantitativo dos três níveis de interações que a rede social, deixando a análise de conteúdo para a nota 9, com o maior número de interações, como já mencionado. A segunda nota também se refere ao primeiro dia das manifestações contra o aumento da tarifa e trata
dos manifestantes presos e da dificuldade em libertá-los. A figura a seguir destaca os três níveis de interação dos internautas (“curtidas”, comentários e compartilhamento).
Figura 10 - Reprodução de postagem com dados quantitativos da Nota 2. Disponível em <https://www.facebook.com/passelivresp/notes>
Nota nº 02: sobre manifestantes presos no dia 06.06 10 de junho de 2013 às 07:06
No ato contra o aumento da passagem realizado no dia 06/06, houve divulgação de que 15 pessoas foram detidas, dessas, 6 manifestantes foram presos e mantidos na 78ª Delegacia de Polícia. Quatro deles se encontram em liberdade desde sexta-feira pela manhã, mediante o pagamento de fiança, duas no valor de um salário mínimo e duas no valor de 3 mil reais. Parte deste valor foi pago pelas famílias e, em parte, por fundos do Movimento Passe Livre. Outros dois continuam detidos apesar do MPL e da Conlutas terem levantado o dinheiro necessário para a fiança.
Isso se deve a um conjunto de fatos. Primeiramente, ao chegarmos na 78ª DP para pagar as fianças, os mesmos já haviam sido transferidos, para a 2ª DP. Desta forma, tivemos que nos dirigir ao Fórum da Barra Funda, porém não pudemos pagar a fiança, pois a documentação da delegacia ainda não havia chegado ao Fórum. Às 18 horas de sexta-feira os papéis finalmente chegaram, mas não havia mais tempo para que as fianças fossem pagas. Na segunda-feira(10/06)faremos o pagamento da fiança para libertar os presos e os advogados de confiança do MPL irão acompanhar os respectivos processos.
Acreditamos, no entanto, que nenhum destes problemas foi casual: nem a transferência, nem a demora dos documentos, nem os valores das fianças. Todo esse conjunto de empecilhos tem como objetivo atrasar o processo, mantendo os companheiros por mais tempo na cadeia - algo que não pode ser deixado de lado em hipótese alguma. Além disso, contribui para a
criminalização de quem luta por uma cidade de e para todas as pessoas. (MOVIMENTO PASSE LIVRE-SP96).
Figura 11 - Reprodução de postagem com dados quantitativos da Nota 3. Disponível em <https://www.facebook.com/passelivresp/notes>
O texto da terceira nota publicada no mesmo dia pelo MPL-SP destaca que outras organizações também estão envolvidas na luta pela redução da tarifa; explica o que é o movimento, questiona com números orçamentários as declarações do prefeito Haddad a um jornal afirmando não ter recursos para a implantação da Tarifa Zero, principal bandeira do MPL, ataca também o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin que responde pelos transportes por trilho (trem e metrô), defende a revogação do aumento e convoca para uma nova manifestação.
Nota nº 03: Nota pública do Movimento Passe Livre sobre a luta contra o aumento
10 de junho de 2013 às 07:58
No fim da última semana, São Paulo viveu duas grandes manifestações contra o aumento das tarifas de ônibus, trem e metrô para R$3,20. O Movimento Passe Livre (MPL) não é a única organização envolvida nessas mobilizações e não se considera o dono da luta contra o aumento. Esta luta tem sido uma luta ampla, com grande adesão da população e de outras organizações políticas – por isso mesmo não temos controle total das manifestações e nem dos grupos envolvidos.
96 Disponível em < https://www.facebook.com/notes/passe-livre-s%C3%A3o-paulo/nota-n%C2%BA-02-sobre-
O MPL é um movimento social independente e apartidário que luta por um modelo de transporte verdadeiramente público. Há partidos políticos participando das manifestações contra o aumento, mas, ao contrário do que foi publicado em alguns veículos de imprensa, os partidos não fazem parte do MPL. O MPL é um movimento nacional, autônomo e horizontal – não há líderes e todas as deliberações são tomadas coletivamente.
Declarações do Prefeito
No último sábado (08), foi publicada uma entrevista no Jornal Estado de S. Paulo na qual o prefeito Haddad falou sobre seus planos para o transporte coletivo da cidade e suas impressões sobre as manifestações ocorridas na semana.
Perguntado sobre a municipalização do imposto e sobre os combustíveis, Haddad disse que o movimento está defasado em relação o debate público. Mas se engana: quem está defasada é a prefeitura, que renega um debate muito mais avançado que foi feito pelo próprio PT no início da década de 1990: a Tarifa Zero.
Haddad diz ainda que a desoneração do Cide é uma bandeira histórica dos movimentos sociais, o que também não é verdade. Esta seria antes uma bandeira histórica de EMPRESÁRIOS do ramo: desonerar impostos, aumentar subsídios e ainda aumentar a tarifa!
O Prefeito revela que para se implementar a Tarifa Zero nos ônibus da capital seriam necessários R$ 6 bilhões, diz que essa discussão é séria e precisaria saber de onde tirar esse financiamento. O Movimento Passe Livre sabe que essa é uma questão séria, tanto que sabe também que, por exemplo, a previsão orçamentária da cidade que era de R$ 37 bilhões em 2012 cresceu para R$ 43 bilhões em 2013 – os 6 bi necessários para a Tarifa Zero.
Uma política como a Tarifa Zero, que priorize o transporte público, depende de uma decisão política. E a opção que esta prefeitura vem mantendo, é a mesma das anteriores: o modelo falido de priorizar o transporte individual em relação ao coletivo.
Sobre o Bilhete Mensal
Haddad admite que se trata de uma forma de captar mais recursos para as empresas. O projeto só beneficiará 10% dos usuários e representará um aumento de 60% do dinheiro publico que vai pro bolso dos empresários. Trem e Metrô
O Governador Geraldo Alckmin parece não ter entendido (ou finge que não entendeu) que as mobilizações não são apenas contra o aumento das tarifas de ônibus: os aumentos do metrô, CPTM e dos intermunicipais são igualmente injustos. E que os mesmo prestam um serviço de péssima qualidade ao usuário e precarizam as condições de trabalho de seus funcionários.
Sobre o diálogo
O Movimento Passe Livre São Paulo está perfeitamente aberto ao diálogo,