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L’analyse et la description des murs d’images et des scénarios

SECTION I : RESULTATS DE LA RECHERCHE

I. L’analyse et la description des murs d’images et des scénarios

Essa pesquisa que buscou através dos sonhos, desejos e projetos de vida da juventude, identificar um debate em torno da construção conceitual do que denominamos juventude rural, abre um “leque” para o debate sobre essa categoria ainda fluida e imprecisa, no cenário brasileiro.

Para nós, a pertinência do tema recai como um importante elemento aglutinador do debate, mas, ao mesmo tempo, um grande desafio que é trabalhar com uma categoria “em construção”, “invisível” em alguma medida e com um restrito campo bibliográfico, principalmente se a nossa referência é o Nordeste e o Estado do Rio Grande do Norte.

Esse tema se apresenta, não apenas pertinente para a academia, mas ao mesmo tempo de grande importância para os movimentos juvenis e para entidades sindicais como no caso da experiência em questão.

Assim, a construção do tema juventude rural ligada ao contato com a terra e com o trabalho na agricultura familiar foi uma forte expressão identificada nessa pesquisa, mesmo levando em consideração que nem todos possuem o desejo de permanecerem “jovens rurais”, ou pelo menos jovens agricultores.

Para os jovens, esse debate é expresso através não apenas do contato com o trabalho rural, mas também do processo de sociabilidade, formação de laços afetivos, possibilidades de novos aprendizados, valorização do meio rural e

suas potencialidades, de que é possível ser jovem no meio rural com acesso a bens materiais e culturais, historicamente negados.

Para a CONTAG, além dessa identificação e contribuição conceitual, a experiência do Consórcio Social da Juventude Rural Rita Quadros RN, ou seja, o Consórcio que teve sua primeira edição do Rio Grande do Norte em São João do Sabugi, aparece como uma possibilidade do fortalecimento do setor juvenil dentro da CONTAG, bem como um importante instrumento para a participação política da juventude inserida no Sindicato dos Trabalhadores Rurais, nas diversas associações, dentre elas a de apicultores que se fortaleceu com a experiência do Consórcio e que aparece ainda como um resultado do processo de capacitação, sendo, por sua vez, a escolha profissionalizante do processo.

Uma outra questão que nos chamou atenção é o fato do Consórcio existir como porta de entrada para acessar outras políticas públicas expressas nos programas como Minha Primeira Terra e Pronaf Jovem.

Assim, essa discussão fundamenta a existência de uma categoria juvenil entendida como sujeito de direitos, sendo uma responsabilidade dos Governos um novo olhar ao tratar a juventude rural.

Os resultados do processo no campo do empoderamento político se dão nas falas dos mediadores, na formação e fortalecimento das associações, nos temas trabalhados que oportunizou aos jovens terem mais conhecimentos da realidade em que vivem e atuam.

Tais resultados confirmam, em parte, as hipóteses que levantamos, uma vez que, de fato, a proposta do Consórcio e dos seus mediadores é de fixação dos jovens no campo. Estes acreditam que a política deve existir para garantir a

permanência dos jovens no trabalho com a terra. Por outro lado, apesar de não levarem em conta os desejos dos jovens que possuem projetos de vida diferentes de permanência no campo ou de trabalho com a terra, os próprios jovens afirmam que o trabalho realizado pelo Consórcio Social da Juventude Rural durante processo de capacitação abre os seus horizontes, uma vez que contribuiu para o seu desenvolvimento como pessoa.

Uma outra hipótese que assinalamos, diz respeito à apropriação política por parte dos mediadores que não possibilita a participação de jovens como consorciados. Neste caso, nos foi possível observar que, de fato, a participação dos jovens se deu no campo da execução e do ponto de vista de serem beneficiários da política. Mesmo contando com uma diversidade de parcerias, a ausência das associações que indicaram os jovens, ou que são de suas comunidades durante a formação do conselho reforça essa dimensão mais ampla da participação direta no campo das decisões por parte do público beneficiado pelo Consórcio.

Ampliar a participação de entidades nos espaços de decisão, ainda se constitui um desafio, como o próprio Conselho Consultivo formado apenas pelos mediadores. Entretanto, consideramos que o surgimento de novas lideranças é um passo importante para a ampliação desses canais e fortalecimento dessa categoria.

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SITES:

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 www.mte.gov.br– Ministério do Trabalho e Emprego

 www.mda.gov.br– Ministério do Desenvolvimento Agrário

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