6.3 Les mode d’´echange
6.3.2 L’acc`es direct ` a la m´emoire
Das concepções derivadas da abordagem das Cadeias Globais de Valor, percebe-se a importância tanto de atividades industriais quanto atividades de serviços na tarefa de aumentar a produtividade e se inserir de maneira dinâmica no comércio internacional. Ou seja, quando aprofundado o grau de desagregação setorial emergem estruturas e a atividades interligadas, que sob um nível de agregação mais reducionista estariam encobertas por uma média que pouco tem a revelar.
De fato, se observa uma combinação cada vez menos distinta entre bens e serviços, ou entre indústria e serviços; frequentemente surgem novas categorias de bens, com elevado conteúdo tecnológico e de alta agregação valor, proporcionado principalmente por atividades de serviços. Nesse sentido, Arbache (2015) argumenta que os serviços estão se tornando fundamentais para a determinação da competitividade industrial, ademais, o autor ressalta que não existe um padrão comum para essa associação e, embora a indústria esteja consumindo
proporcionalmente mais serviços, esse consumo é altamente heterogêneo, tal qual o interior dos dois setores.
Uma das mudanças virtuosas que tem marcado presença é a sinergia positiva entre os setores industriais e de serviços; cada vez mais comum nos ramos de alta tecnologia e de alto valor agregado o consumo final de produtos e serviços em um pacote indissociável. Para que essa dinâmica de geração de valor agregado ocorra é fundamental que ambas as atividades sejam competitivas. (CNI, 2014).
A interação entre os serviços e a indústria ocorre através de dois vínculos, “distintos e complementares”. O primeiro tipo de interação é através dos custos de produção, e, o segundo é do âmbito da agregação de valor; em grande parte dos bens industriais ambas as esferas de serviços são determinantes na competitividade, variando em proporção de acordo com as características do bem. Os vínculos de custo se tornam mais importantes para o setor industrial quanto maior for a cadeia produtiva do bem em questão; por sua vez, os vínculos de valor agregado são geralmente preponderantes no quesito competitividade quando os bens finais são mais sofisticados e diferenciados (CNI, pág. 22, 2014).
O conceito da curva sorriso se torna novamente útil na compreensão dessas duas esferas de interação entre indústria e serviços. As atividades mais nobres, das “pontas” da curva geralmente são executadas nos países desenvolvidos pelas sedes das empresas transnacionais. As atividades do “miolo” da curva sorriso, por sua vez, são delegadas para agentes periféricos da cadeia de produção, essas atividades apresentam agregação de valor residual. Logo, nota-se que os serviços da esfera de valor agregado são proporcionalmente mais presentes nas atividades de maior agregação de valor, e a esfera de custo é predominante onde a concorrência é maior e os rendimentos menores.
Segundo CNI (2014), os vínculos de custo consistem nas atividades que impactam a estrutura de custo em uma cadeia de valor, trata-se de serviços como logística, infraestrutura, armazenagem, transporte, serviços de terceirização, distribuição, entre outros. Já os segmentos do setor de serviços que contribuem com a indústria na esfera da geração de valor são: em P&D, design, serviços técnicos especializados, serviços avançados em tecnologia da informação, softwares, branding, projeto de engenharia, entre outros. Ou seja, existe evidências de que a melhorar a competitividade das atividades de serviços é fundamental para alavancar também a produtividade da indústria.
Dessas constatações, Arbache (2014) propõe uma análise sobre os níveis de desenvolvimento que extrapole a visão que privilegia o foco na indústria, o constrói um quadro analítico tri-dimensional, que leva em consideração simultaneamente a densidade industrial (valor adicionado da indústria per capita); a contribuição da manufatura no PIB e; a contribuição dos serviços comerciais no PIB.
Nessa dinâmica, em um primeiro momento uma economia deveria crescer puxada pela industrialização e com esvaziamento das atividades primárias, em direção as manufaturas leves e aos serviços. Em uma segunda etapa, a diversificação da indústria e o crescimento da demanda por bens mais sofisticados estimulam a estrutura produtiva a um rápido crescimento da densidade industrial; por conta da necessidade em aumentar os investimentos, também nesse estágio começa a declinar a proporção da manufatura no PIB em favor dos serviços industriais 39. Por fim, o estágio mais avançado do desenvolvimento contaria com uma densidade industrial com crescente expansão acompanhada do crescimento mais que proporcional na demanda dos serviços comerciais e queda na participação da manufatura.
Assim, um elevado grau de desenvolvimento exige uma elevada densidade industrial, bem como, o desenvolvimento de um setor de serviços sofisticado capaz de conferir valor e diferenciar os produtos industriais, por outro lado, o declínio na participação da manufatura no PIB não implica que esse setor perca sua importância, na realidade o aumento da densidade industrial determina uma mudança na natureza dos bens produzidos. A manufatura passa a desempenhar um papel de catalisador ao demandar P&D e outros serviços avançados, bem como aumentando a atividade econômica de maneira mais complexa e dinâmica (ARBACHE, pág. 5, 2015).
Nessa perspectiva a superação da armadilha de renda média exige um elevado grau de integração entre indústria e serviços no processo de geração de valor. A simbiose culmina em um produto que não consiste em um bem manufaturado ou um serviço puro, embutido nos bens finais está geralmente um alto componente de serviços e é este setor que geralmente diferencia e agrega valor final. Ou seja, essa visão é compatível com a validação da hipótese principal dessa pesquisa, pois
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Segundo Arbache (2014) é também nessa fase em que os países em desenvolvimento enfrentam a necessidade de transpor a armadilha da renda média.
entende que tanto à indústria quanto aos serviços cabe um direcionamento da estrutura produtiva com o intuito de alavancar a produtividade.
2.2.3. Incorporando o setor de serviços ao framework