Gráfico 3- Distritos com valores em percentagem dos casos de Fasciola hepatica (Original, dados da Inspeção Sanitária do matadouro de Aveiro).
46 27. Distribuição dos casos de fasciolose por idades
Em 64 casos de fasciolose encontrados, 11 pertenciam a bovinos com mais de 72 meses de idade e 20 pertenciam a bovinos com idade inferior a 24 meses, sendo que a maior parte dos casos tinham entre 24 a 72 meses de idade (gráfico 5).
Gráfico 4 - Valores em percentagem de bovinos com fasciolose com idade inferior a 24 meses, com idade entre 24 meses e 72 meses e, com mais de 72 meses de idade (Original, dados da Inspeção Sanitária do matadouro de
Aveiro).
28. Custos diretos da reprovação de fígados por fasciolose
Para calcular o prejuizo directo que acarreta a reprovação dos fígados devido a fasciolose, consultou-se o preço de venda dos fígados em cinco talhos diferentes. O valor médio do fígado de bovino obtido foi de 5,89€ por Kg.
Tendo como objetivo o cálculo total da perda na venda dos fígados, realizou-se a pesagem de 20 fígados de bovinos de diferentes idades. O peso médio obtido foi de 5,3Kg.
Durante o estágio, o número total de fígados rejeitados devido a Fasciola hepatica foi de 64, considerando o peso médio por fígado de 5,3Kg pode-se fazer o seguinte cálculo:
64 x 5,3 x 5,89 = 1997€
Estima-se então que apenas com a reprovação de 64 fígados, contabilizou-se um prejuízo de cerca de 1997€
47 29. Discussão
A fasciolose bovina em Portugal, aparentemente (de entre os anos de 2000 e 2003) tem vindo a diminuir. Tendo em conta os valores de Costa (2007), a prevalência da fasciolose bovina (dados do matadouro de Aveiro), para o ano de 2000 foi de 4,41%; 2001 de 5,11%; 2002 de 4,72% e em 2003 sofreu uma descida para 3,70%. No presente estudo (no ano de 2012/2013) a prevalência obtida foi de 1,97% em apenas quatro meses.
A reprovação de fígados de bovino no matadouro deveu-se a várias causas, em que a principal foi o parasitismo, se juntarmos os vários tipos de parasitismo hepático, os fígados reprovados foram 231 o que representa 36,3% do total de fígados reprovados. Os casos de fasciola representam 10% das reprovações de fígados.
Os bovinos abatidos eram provenientes de diferentes distritos do país, sendo que, a grande maioria teve origem no distrito de Portalegre, Aveiro e Coimbra. Verificando os distritos com maior prevalência de fasciolose, seria de esperar que fossem os mesmos distritos dos quais se abateram mais animais, pela razão de ter uma maior amostra. Contudo, Portalegre aparece apenas no 5º lugar dos distritos com mais casos de fasciolose encontrados, enquanto que o distrito de Aveiro é o distrito do qual foram abatidos mais animais com fasciolose. Estes resultados remetem-nos para a importância do ambiente (temperatura e humidade) para a proliferação da Fasciola hepatica. Verificamos então que Portalegre sendo um distrito com humidade reduzida, teve menos casos de fasciolose (apesar do menor número de animais) do que Aveiro, que é um distrito banhado pelo rio Vouga, com vários afluentes, o que faz do distrito de Aveiro um habitat com muita humidade, de acordo com as necessidades do parasita Fasciola hepatica.
Factos que vão de encontro a conhecimentos apresentados na revisão bibliográfica, pois segunto Rombert et al (1991), Portugal apresenta um clima favorável para o desenvolvimento da Fasciola hepatica, principalmente nas margens dos grandes rios, nos quais se encontra o rio Vouga, presente no distrito de Aveiro. Também Conceição em 2001, baseando-se em dados das DIV’s de Aveiro, Leiria e Coimbra, referiu que a maioria dos casos de fasciolose bovina encontradas nos vários matadouros, eram originários do distrito de Aveiro.
Considerando o facto de que a maioria das infeções por fasciolose ocorre durante a primavera e início do verão, e tendo em conta o período pré-patente da doença de dois ou três meses, os quatro meses em que decorreu a recolha de dados (novembro, dezembro, janeiro, fevereiro) são os meses por excelência de manifestação da fasciolose.
Os animais foram abatidos em meses de finais de Outono e Inverno. De entre os quatro meses, os que representam um maior número de animais com fasciolose foi o mês de novembro, em segundo lugar dezembro, terceiro janeiro e o mês com menor número de casos foi fevereiro. Enquanto que, os meses com maior número de animais abatidos foi dezembro, depois novembro, janeiro e com menos animais fevereiro.
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Ao analisar as idades dos animais diagnosticados com fasciolose, verifica-se uma maior prevalência em animais entre os 24 e 72 meses de idade. O que já seria de esperar pois trata-se da faixa etária que teve maior número de animais abatidos.
O valor da perda pela reprovação dos fígados com fasciolose foi estimado em 1997€. Trata- se de um valor elevado, tendo em conta que se contabilizou apenas os casos de quatro meses, e considerando que se trata de uma doença debilitante que apresenta perdas económicas em todas as etapas de produção.
Em 2007, Costa, através de um modelo económico, estimou o prejuízo económico pela perda dos fígados com fasciolose para dois cenários diferentes, para um ano de baixa prevalência o prejuízo foi estimado em 1175€ e para um ano de elevada prevalência foi de 2263€. No presente trabalho, o prejuízo alcançou os 1997€, tendo em conta a inflação do valor dos fígados em talho nestes 5 anos, a fasciolose aparece ainda como uma causa de grandes perdas económicas pois para além do valor comercial dos fígados de bovino, existem perdas a nível dos tratamentos e profilaxias, pela diminuição de rendimento dos animais doentes (leite, conformação da carcaça, maior consumo de alimento...). Sendo este valor apresentado, apenas uma estimativa de uma pequena parcela do total do impacto económico causado.
49 30. Conclusão
A Fasciolose hepática é ainda uma doença com uma prevalência considerável em matadouros e uma das principais causas de reprovação de fígados de bovino. A sua importância recai para o impacto económico e impacto na saúde pública.
Neste trabalho verificou-se a importância da origem geográfica dos animais, uma vez que houve uma incidência maior nos animais provenientes do distrito de Aveiro (de entre o total de casos de fasciolose, a maioria pertencia a animais provenientes do distrito de Aveiro), que mostra ainda ser uma região que reúne as condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento do hospedeiro intermediário Lymnaea truncatula.
É evidente a importância da intervenção do corpo de inspeção nos matadouros, uma inspeção metódica e cuidadosa dos fígados de bovino no diagnóstico de fasciolose no âmbito da saúde pública. Os matadouros demostram ser o local privilegiado na recolha de dados a fim da perceção do panorama nacional nas mais diversas doenças e lesões.
O impacto económico desta doença assume valores concretos pela venda dos fígados em talhos, apenas de entre os 3253 animais abatidos durante os quatro meses, estimou-se uma perda de 1997€ pela reprovação dos 64 fígados com fasciolose. Sendo esta uma doença com repercussões em todos os aspetos da produção, uma vez que animais doentes exigem mais despesas veterinárias, e apresentam menor rendimento, tudo isso leva a perdas económicas diretamente relacionadas com a fasciolose hepática.
O médico Veterinário Oficial aparece aqui com o papel fundamental e insubstituível na identificação dos casos e na decisão sanitária.
Pretendem-se soluções que diminuam o número de casos de fasciolose, tanto em matadouro, como nos restantes animais portadores, de maneira a que se reduza a postura dos ovos de F. hepatica nos campos, diminuído assim a proliferação da doença.
Uma das soluções passa por informar as explorações mais afetadas pela fasciolose, esclarecer acerca das medidas a tomar como forma de profilaxia. Com simples alterações no maneio dos animais, atos que não implicam gastos extras, pode ser possível reduzir significativamente os casos de fasciolose.
Nestas medidas encontra-se a alteração de hábitos em relação às pastagens, evitando o uso de pastos de campos alagados (ou onde anteriormente tenham estado alagados), ou contornar o hábito de cortar a vegetação rente à raiz e distribuir aos animais como suplemento alimentar.
A doença causada por Fasciola hepatica nos bovinos, maioritariamente apresenta-se como uma patologia crónica, tal faz com que os danos causados no organismo do animal, a longo ou curto prazo sejam tidos em conta. Durante estes quatro meses apenas se observou um caso de reprovação total da carcaça em simultâneo com a reprovação do fígado por fasciolose. Este
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animal apresentava artrites em várias articulações e carnes anémicas, a anemia generalizada neste caso, pode ter sido causada por uma doença parasitária com origem em parasitas hematófagos, como a Fasciola hepatica.
Pode-se concluir com este trabalho que, os valores referentes a casos de fasciolose registados ao longo da inspeção aos fígados de bovinos abatidos no matadouro de Aveiro, são atualmente números relevantes, tanto no panorama de saúde animal, como no panorama de saúde pública. Tratando-se de uma doença ainda com elevada prevalência e que acarreta prejuízos económicos ao logo de todo o processo de produção animal.
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