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Knowledge Query and Manipulation Language (KQML)

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Multiagent Systems and Societies of Agents

2.2 Agent Communications

2.2.6 Knowledge Query and Manipulation Language (KQML)

5.2.5.2.1 - Reuniões

Se comparadas as equipes do caso A, que faziam reuniões de duas a três vezes por semana, as equipes 3 e 4 possuíam reuniões menos frequentes, apenas uma vez por semana.

Fazemos reunião uma vez por semana em torno de duas horas, duas horas e meia para passar os casos que a gente atende (ACS).

Toda sexta-feira temos reunião, antes do grupo (enfermeiro).

As reuniões foram descritas como espaços para conhecer melhor os casos atendidos, obter apoio dos colegas, planejar, refletir acerca do trabalho realizado. Os profissionais se referiam às reuniões como espaços de educação permanente, utilizando os casos em discussão para a criação de um repertório de respostas a necessidades em saúde comuns no território.

A reunião é aberta, tiramos dúvidas, passamos os casos. Geralmente a gente organiza assim, como são cinco ACS, a gente começa pela 1, que passa todos os problemas da área, depois expressa nossa opinião, da doutora, do enfermeiro. Eles falam os casos que aconteceram aqui na Unidade. Ai a gente fica ciente do que está acontecendo (ACS).

Discutimos pendências da semana anterior e casos novos. Sempre se toca algum tema educativo referente a algum caso que estamos tratando, de uma maneira muito didática, ensinam as ACS sobre um tema (médico).

Os espaços para encontros informais ocorrem no próprio horário de trabalho, como um café da manhã antes do início das atividades.

Nos reunimos todos os dias às oito da manhã na sala, a gente se distrai um pouco para começar nosso trabalho, tomamos nosso café juntos (ACS).

As reuniões entre equipes (denominadas reuniões gerais), envolvendo todos os profissionais da Unidade de Saúde ocorrem uma vez ao mês em uma das Unidades, e a cada três meses em outra. Na Unidade em que as reuniões gerais ocorrem mensalmente esse espaço foi descrito como oportunidade de informes, não como um espaço de diálogo.

Geralmente as reuniões gerais não são muito boas, não produtivas (enfermeiro).

Chatas (as reuniões gerais) porque falam sempre a mesma coisa, informes, informes e não funciona. “Só para encher linguiça” mesmo, sendo sincera (ACS).

Na UBS em que a reunião ocorre a cada três meses, os membros da equipe lamentaram a lacuna de espaço para construção de consensos sobre o trabalho.

Já faz tempo que não tem reunião geral. Sinto muita falta, todas nós sentimos. Todo mês tinha. Não sei porque parou de ter, infelizmente a gente não sabe, mas era muito bom. Vamos supor, se houvesse algo errado a gente já falava pra determinado setor, isso está errado, vamos tentar consertar? Hoje isso não tem mais, e faz falta para todos. Era ali que reunia todo mundo, e os problemas de toda unidade também. Porque a equipe tenta resolver os problemas da equipe (ACS).

Sobre o apoio organizacional, relataram falta autorização da Secretaria Municipal de Saúde para realização de reuniões entre equipes na UBS e quando o fazem precisam manter o atendimento aos casos de demanda espontânea.

Nós temos reuniões uma vez por semana, da ESF (...) A gente costuma fechar a agenda normalmente a cada dois meses para reunir todo mundo, entre aspas porque fica a equipe para poder atender a demanda espontânea que chega na Unidade (...).Por não autorização formal do município, eles não enxergam com bons olhos a gente parar a Unidade. Na verdade, a gente não para. Paramos alguns serviços, uma agenda por exemplo (gerente).

5.2.5.2.2 - Intervenções interprofissionais

Nas equipes do caso A as intervenções interprofissionais possibilitaram ampliação da compreensão e valorização das atividades desempenhadas pelos diferentes membros da equipe. No caso B, tais intervenções visavam resolução de conflitos e socialização entre membros das equipes. As intervenções interprofissionais citadas foram dinâmicas de equipe e encontros sociais.

Comecei a fazer as reuniões de equipes com dinâmicas. Comecei a confrontá-las (as ACS), comecei a estimular a falarem e a pedir ajuda quando preciso. As duas (ACS) que não se falavam eu pedi que trabalhassem juntas. E sempre trabalhando juntos, se íamos fazer visita domiciliar eu misturava as que não se falavam muito…E assim conseguimos. “Ah, mas eu não quero” Então eu dizia: “Por que não? ” Então sentava as duas e pedia para que conversassem para resolver os problemas. E assim tentei ajudar. Eu não gosto de trabalhar com gente que fica brigando. Então consegui unir o grupo (médico).

Comecei a fazer festa, falo as pessoas riem, mas é verdade. Depois da reunião geral comecei a fazer o aniversariante do mês. E aí nessa comissão de festa que eu organizei, a de eventos, elas também entraram, então por exemplo, minhas agentes de saúde não sabiam nem o nome de outros profissionais. Hoje em dia elas sabem, se falam, tem grupo no

whatsapp. Mas foi isso, foi festa, então pelo menos uma vez ao mês as

pessoas se encontram para conversar e não é só aquela conversa do almoço, de “Oi”. Porque acho que a alimentação tem um fator social muito grande, sempre achei isso (gerente).

5.2.5.2.3 - Orientação da equipe: objetivos, apoio para ideias novas, orientação para tarefas

Com relação aos objetivos da equipe, foram mencionados valores compartilhados entre os profissionais, como prevenção e promoção em saúde e assistência de qualidade.

(...) promover saúde para o território. Não só saúde médico assistencialista, mas essa coisa de empoderar a pessoa a cuidar dela. Acho que a promoção de saúde é isso (gerente).

Na verdade, nosso objetivo é prevenção e tratamento (dentista).

A gente trabalha em prol da saúde do paciente, então tentamos promover saúde nos grupos, nas orientações (enfermeiro)

Foi referido também o objetivo de reorganizar a equipe para então poder prestar assistência de qualidade, assim como os objetivos foram associados à meta de atendimentos.

O objetivo hoje é melhorar para nós, como equipe, porque aí melhoraremos também o atendimento a população. Fortalecer a equipe (ACS).

Tem o fechamento, aí tem que atingir os 90%. Quando não atinge na reunião de equipe o enfermeiro dá uma bela bronca. Mas aí ele entende quando não tem justificativa (ACS).

Há metas a serem seguidas, claro, afinal respondemos diretamente por isso e uma das formas que utilizamos para avaliar o processo de trabalho é analisar o que é pedido e a qualidade do que é fornecendo (enfermeiro).

As ideias novas foram menos mencionadas nas entrevistas do caso B, se compararmos às equipes do caso A. Em ambas equipes do caso B, foram relatados problemas referentes ao apoio para inovação (seja entre os próprios membros da equipe ou da gerência). Os profissionais referiram que ao colocar em prática ideias novas, não perceberam reconhecimento e devolutiva acerca das inovações propostas. Referiram ainda, a ausência de espaços formais para a sugestão de ideias novas à equipe.

Vou falar bem a verdade, os elogios aqui são bem difíceis. Quando tem uma crítica são os primeiros a falarem (os gerentes), mas quando alguma coisa deu certo, sua ideia deu certo, você vê que deu certo por conta própria, mas de alguém virar para você e falar, isso não. Nunca tive. Dou uma ideia pra uma agente de saúde: “vamos fazer isso, o que vocês acham? ” Mas é tudo muito informal, porque não tem aquela reunião certa do dia-dia para conversarmos disso. É tudo muito informal, e nunca tive retorno de nada que tenha opinado, isso nunca (dentista).

Em uma das equipes do caso B, os entrevistados referiram organização recente para iniciar novos projetos. Dois dos ACS dessa equipe relataram ausência de apoio prático entre os próprios membros da equipe para que ideias novas se tornassem realidade.

Esses dias a enfermeira falou: “precisamos arrumar um jeito de não perder nenhuma informação, nada das gestantes, não só papel, mas também ver se elas estão passando, se tomou vacina, porque esse é o papel do agente na casa da paciente, ficar mais em cima”. Então fizemos uma caixinha para prontuário de gestante. Toda gestante que vem a gente já abre um prontuário separadinho. Rosinha com nome da gestante! Sabemos que aquela caixinha é de gestantes da nossa área. Isso é novo e a gente fez junto. Toda semana na reunião a gente pega a caixinha e dá uma olhada, se está passando. Deu a ideia agora vai e faz (ACS1).

Por que não fazemos um plano de ação diferente lá, para aliviar aqui (na UBS)? Entendeu? Aí falo isso com toda equipe e ninguém quer fazer uma coisa nova, por que? Ninguém vai fazer o trabalho do outro agente de saúde. Entendeu? Falam assim: Não vou porque não é meu trabalho (ACS 2).

A realização de avaliações dos profissionais foi relatada em apenas uma das equipes do caso B, e na outra equipe foi referida como algo que não incorporado à rotina.

(avaliação) é uma oportunidade de mudança, de crescimento profissional que julgo necessário. Aqui ocorre com a frequência protocolada pela Prefeitura semestral (enfermeiro).

A gente teve avaliação mas ainda não tive retorno. Não é rotina (enfermeiro).

5.2.6 Descrição das características das atenções centradas na pessoa nos

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