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ISC DHCP : étude du code source des logiciels client et serveur

7.2 Implémentation de E-DHCP

7.2.1 ISC DHCP : étude du code source des logiciels client et serveur

Callister (1991) em seu trabalho afirma que o evento mais importante no processo econômico é a “reorganização dos materiais”. No processo de transformação dos materiais são produzidos rejeitos, sendo possível a alguns deles, a reciclagem. A proporção em que estes rejeitos serão acumulados e estocados serão proporcional à sua capacidade de absorção, pela natureza. Nesse processo de transformação, a energia é degradada e a capacidade de transformação dos rejeitos é consumida definitivamente. Ainda neste processo, os fluxos energéticos vão impulsionar os

sistemas vitais básicos (físicos, químicos e biológicos) afetando o ar, a água, e o solo. A capacidade de reelaboração destes sistemas é como um freio, limitando a velocidade e as atividades humanas no desenvolvimento econômico global, em longo prazo. Impactando todo o sistema e cadeias globais.

Com a ECO-92 e a Agenda 21, oficializa-se, no Brasil, a necessidade urgente de se dar um fim adequado, aos resíduos sólidos urbanos, ao uso indiscriminado dos recursos energéticos não renováveis, à continuação da democracia e a índices mais eficazes para a mensuração do desenvolvimento.

A Agenda 21 tem como temas centrais os seguintes capítulos: Cidades sustentáveis, discutindo sobre o uso e ocupação do solo; planejamento e gestão urbana; habitação e melhoria das condições ambientais; serviços de saneamento, água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem; prevenção, controle e mitigação dos impactos ambientais; relação economia x meio ambiente urbano; conservação e reabilitação do patrimônio histórico; transporte e rede urbana e desenvolvimento sustentável dos assentamentos humanos. Agricultura sustentável aborda a agricultura intensiva e expansão da fronteira agrícola; conservação dos solos; produtividade e emprego de nutrientes químicos e defensivos; irrigação; impactos da passagem de um modelo agrícola químico/mecânico para o modelo baseado em novas tecnologias como a biotecnologia e a informática; produtividade e melhoramento genético; assentamentos rurais e fontes energéticas; saúde e educação no campo; emprego agrícola; tecnologias, agro ecologia e agrossilvicultura; agricultura familiar; reforma agrária e extensão rural; legislação; sistema de crédito rural; zoneamento; e mercado. A infra-estrutura e integração regional discutirão sobre o desenvolvimento de sistemas de transportes mais eficientes, menos poluentes e mais seguros; incentivo à produção e uso de veículos movidos por energia com menor potencial poluidor; redução do 'Custo Brasil'; relações entre energia, pobreza, meio ambiente, segurança e economia; comunicações; redução das desigualdades sociais. A gestão de recursos naturais vai falar sobre proteção, valorização e uso dos recursos naturais, envolvendo uma legislação atualizada e abrangente; instrumentos e sistemas avançados de monitoramento e controle e políticas de apoio ao desenvolvimento tecnológico voltado para o manejo adequado dos recursos. Sobre a redução das desigualdades sociais, no que diz respeito aos fatores determinantes da pobreza e suas inter-relações, particularmente no que concerne ao sistema educacional, à formação profissional e emprego, à saúde, à dinâmica demográfica e à distribuição de renda. Sobre o tema Ciência e tecnologia e desenvolvimento sustentável aborda-se a identificação das estratégias e ações das agências de fomento para o desenvolvimento sustentável; identificação e

desenvolvimento de tecnologias de controle ambiental e de processos limpos a serem incorporados ao processo industrial; ampliação da capacidade de pesquisa; sistemas de difusão de informação e conhecimentos voltados ao desenvolvimento sustentável; e novas formas de cooperação.

O desenvolvimento sustentável deve procurar melhorar a qualidade de vida das pessoas sem comprometer os recursos das gerações futuras. Existe uma grande confusão intelectual em torno deste termo que reflete, em nível global até os dias de hoje. Questões sobre o termo desenvolvimento sustentável são levantadas aqui: É possível conciliar sustentabilidade e economia? Quem perde e quem ganha? São questões que devem permanecer ainda sem resposta, dada a ambigüidade do termo e aos jogos de interesses que o envolvem. Desenvolvimento sustentável não deve ser conceituado; esse termo faz parte da realidade atual, é uma necessidade imposta aos tempos presentes, frente à globalização e as circunstâncias ambientais.

Veiga (2005) afirma que, até alguns anos atrás, entendia-se crescimento econômico como sinônimo de desenvolvimento, pois só havia o Produto Interno Bruto - PIB, como indicador deste fenômeno nos países. Após entendimento real de cada termo, viu-se a necessidade de se criar, em 1990, outro índice que tratasse o desenvolvimento de forma mais abrangente, como o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH. Somente com este índice foi possível separar crescimento e desenvolvimento. Devendo este último, ser durável, originando a expressão “Desenvolvimento Sustentável”.

Abre-se novo debate no cenário mundial justamente quando se tenta compreender as reais dimensões do desenvolvimento sustentável, com a intenção de ampliar e aprofundar a discussão; em 1997, lançam-se no Brasil dois documentos fundamentais para que este discurso se torne claro: a Agenda 21-Brasileira e os Indicadores de desenvolvimento sustentáveis do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística – IBGE. Como se sabe, os Indicadores econômicos são meios de medir o crescimento econômico para atingir o desenvolvimento. Os Índices Econômicos são medidos através dos indicadores: PIB e IDH. O PIB per capta (Produto Interno Bruto) é o indicador que mensura a soma das riquezas produzidas no país, divididas pelo número de habitantes. Através do PIB calculou-se o crescimento econômico dos países.

Crescimento econômico = Desenvolvimento

Enquanto que com o indicador IDH per capta (Índice de Desenvolvimento Humano) procura-se combinar concentração de riqueza – renda, somados aos maiores índices

de saúde e educação. Combinando todos esses índices tem-se um perfil mais aproximado do desnível social dos países.

Crescimento econômico ≠ Desenvolvimento

O Índice Gine - Compara a proporção de desigualdade entre municípios, quanto mais próximo do coeficiente 1 (um) for o índice, maior desigualdade na concentração de riqueza e conseqüentemente, menor o desenvolvimento social.

Veiga (2005) ressalta que o IDH foi pensado com o objetivo de oferecer outro indicador alternativo, capaz de identificar a diferença entre desenvolvimento sustentável e crescimento econômico. O mais próximo da realidade seria acrescentar a dimensão social do desenvolvimento - níveis de renda, de educação e de longevidade de vida e saúde - ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que antes considerava apenas a dimensão econômica do desenvolvimento.

O IDH tornou-se referência mundial. É um índice-chave dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas 11, que pretende ser uma medida geral,

sintética, do desenvolvimento humano e ainda, a medida comparativa que engloba três dimensões: riqueza, educação e expectativa de vida ao nascer. O IDH considera o PIB per capita, corrigido pelo poder de compra da moeda de cada país e leva em conta dois outros indicadores componentes: a longevidade e a educação humana. Desta forma obtem-se uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma população. Não é o índice ideal, pois não abrange todos os aspectos de desenvolvimento e de longe não representa a plena "felicidade" das pessoas, nem indica "o melhor lugar no mundo para se viver", mas é o que mais se aproxima das realidades

Para aferir o IDH considera-se: a longevidade humana, utilizando o indicador de números de expectativa de vida ao nascer; a educação, avaliada pelo índice de analfabetismo e pela taxa de matrícula em todos os níveis de ensino; a renda é mensurada pelo PIB per capita, em dólar PPC (paridade do poder de compra, que elimina as diferenças de custo de vida entre os países). Essas três dimensões (longevidade, educação e renda) têm a mesma importância no índice, que varia de zero a um.

Na opinião do Economista José Eli da Veiga (2005) algumas medidas são necessárias para se obter o crescimento econômico moderno, fundado na sustentabilidade:

Crescimento zero não é a solução; procurar manter o estado estacionário (estabelecendo princípios de trocas e substituições) no sistema, onde a economia continuará crescendo, em termos sustentáveis com melhor qualidade; se substituir energia fóssil não renovável, por energia limpa; abolir das sociedades desenvolvidas, a obsessão pelo PIB; ações mitigadoras de longo prazo, de forma global e conjunta; ampliar a capacidade de discernir as antinomias e as contradições de como o termo “desenvolvimento sustentável” vem sendo vendido, pelo marketing, se a favor do capitalismo desenfreado e antiético ou em defesa da responsabilidade social, do indivíduo e da natureza.

O Desenvolvimento Sustentável só pode ser alcançado se o ambiente, a sociedade e a economia evoluírem de forma harmoniosa, em suas interfaces, como mostra o diagrama, FIG: 1

FIGURA 1: Representação gráfica do desenvolvimento sustentável. Fonte: Imagem de desenvolvimento sustentável12

1.1.3 Agenda 21

Desde a Rio 92 que a Agenda 21 faz parte do cenário de um futuro melhor do mundo global, como instrumento participativo de planejamento e ações de desenvolvimento sustentável em um esforço conjunto de países desenvolvidos e em desenvolvimento. A Agenda 21 Brasileira criada, em 1997, lança a idéia da "Sustentabilidade Ampliada“, que reflete sobre os seguintes temas: a moeda e o orçamento; a questão social, a

12 Fonte: Imagens de desenvolvimento sustentável. Disponível em:

<http://www.google.com.br/images?hl=ptBR&q=desenvolvimento+sustentavel&um=1&ie=UTF8 &source=univ&ei=yPd6TN3VBoT68Ab42IDEDQ&sa=X&oi=image_result_group&ct=title&resnu m=6&ved=0CEIQsAQwBQ&biw=1230&bih=492 >, acesso em 08/2010.

distribuição de renda e a qualidade de vida; o plano científico-tecnológico, através da cultura da inovação; a esfera política, exigindo participação, estabilidade e continuidade do regime democrático, interrompido ou ameaçado nos últimos setenta anos. A comissão privilegia como temas centrais de prioridades as cidades e a agricultura, sempre em colisão com a sustentabilidade. Com a Agenda 21 fica possível coordenar ações locais que tratem ao mesmo tempo da saúde e da educação, dos direitos humanos e do meio ambiente, tanto quanto do orçamento participativo que começa a se implantar em alguns municípios.

A Agenda 21 Local por sua vez, introduz novo paradigma produtivo, uma nova organização da sociedade, e um novo processo de negociação dos conflitos. Seu objetivo final é implantar a gestão integrada e participativa das políticas públicas, melhorando seus resultados e sua qualidade, racionalizando e a reduzindo custos. Visa ainda eliminar resíduos e reduzir desperdícios, economizar recursos naturais, combater o consumismo e fortalecer a coesão social e o associativismo.

Segundo a mesma Agenda 21, a gestão para o desenvolvimento sustentável está fundada em ações, tais como: parcerias para transformação, através de esforços das empresas juntamente com os das políticas públicas obedecendo a parâmetros internacionais para transformação; economia social, através do empreendedorismo fundado em investimento no capital social, da capacitação e na inclusão social; responsabilidade social, através de novos negócios diante dos desafios do Séc. XXI e de investimentos sociais comunitários, tratamento do público interno da empresa, tratamento com o governo e o meio ambiente de forma transparente; políticas públicas e fóruns participativos democráticos, através da sociedade organizada representativa nas decisões das políticas públicas, interessada e informada dos interesses comuns.