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C. IO DEFINING CONSTANTS, VARIABLES, AND ARRAYS I0.1 CONSTANTS
Segundo Charmaz (2009), a interpretação dos dados inicia-se pela codificação dos mesmos.
Codificar significa categorizar segmentos de dados com uma denominação concisa que, simultaneamente, resume e representa cada parte dos dados. Os seus códigos revelam a forma como você seleciona, separa e classifica os dados para iniciar uma interpretação analítica sobre eles. (CHARMAZ, 2009, p. 69)
Esta é a primeira etapa analítica: o momento em que se inicia a sintetização das entrevistas, das notas de observações e dos dados dos questionários. Ainda segundo Charmaz (2009, p. 69),
a codificação é a primeira etapa para passarmos dos enunciados reais presentes nos dados à elaboração das interpretações analíticas. Visamos a produzir uma versão interpretativa que tem início com a codificação e que elucida a vida estudada (2009, p. 69)
Por outro lado, a codificação é o elo de ligação entre os dados brutos e o desenvolvimento, ou construção de uma teoria para a explicação desses dados, sendo responsável pelo surgimento de várias indagações. Esta etapa permitiu o estudo dos dados de forma mais pontual e aprofundada. Para alguns pesquisadores é quase impossível pensar sobre os dados sem classificá-los anteriormente. Entretanto, há uma diferença entre a codificação dos dados nas pesquisas qualitativa e quantitativa. Para Charmaz (2009)
A lógica da codificação da teoria fundamentada diferencia-se da lógica quantitativa que aplica categorias ou códigos preconcebidos aos dados. Nós criamos os nossos códigos ao definirmos aquilo que observamos nos dados. Os códigos surgem à medida que você faz uma análise minuciosa dos seus dados e define significados dentro dele. Por meio dessa codificação ativa, você interage com os seus dados repetidamente, questionando-os de diferentes maneiras. (p. 72)
Inicialmente, procedi à transcrição das entrevistas e à organização das anotações feitas nas observações realizadas. Posteriormente, os questionários foram organizados a partir da identificação como P1, P2, P3, onde cada questionário corresponde a um professor/respondente. As respostas dos professores/respondentes às perguntas abertas foram separadas em tabelas; os dados obtidos das perguntas de múltipla escolha foram organizados em percentuais e gráficos, e as perguntas escalonadas a partir de uma valoração, igualmente arrumadas em tabelas, segundo os valores dados (de 1 a 7, de 1 a 8 ou de 1 a 9 (a depender do questionamento feito).
Paralelamente, houve a construção de categorias analíticas (BARDIN, 2014; MOREIRA; CALEFFE, 2008), que emergiram da codificação dos dados contidos nas entrevistas, nas observações de campo e nas respostas às perguntas abertas do questionário, bem como a uma triangulação de dados feita com as categorias preconcebidas contidas nas perguntas estruturadas, fechadas e escalonadas, dos mesmos questionários da fase quantitativa.
Para poder analisar os dados, optei pela utilização da análise de conteúdo. Esta, de acordo com Bardin:
[...] é um conjunto de técnicas de análise das comunicações. Não se trata de um instrumento, mas de um leque de apetrechos; ou, com maior rigor, será um único instrumento, mas marcado por uma grande disparidade de formas e adaptável a um campo e aplicação muito vasto: as comunicações. (2014, p. 33)
Depois de realizada a primeira etapa da pré-análise, que consistiu na fase de organização do material, dos dados coletados, conforme a descrição acima, da exploração do material e do momento em que a codificação foi realizada, procedi ao processo do tratamento dos resultados, das inferências e da interpretação. Não há um momento específico em que as categorias foram elencadas. Em alguns momentos, o foram a priori e, em outros, emergiram dos dados, tanto na fase de codificação como na fase de análise e interpretação.
Ao final, as categorias de análise elencadas foram definidas, conforme segue: 1 – Formação acadêmica e experiência do docente do 5º ano que leciona a disciplina de História;
2 – Influências culturais nas práticas docentes dos professores do 5º ano do Ensino Fundamental (E.F.);
3 - A percepção do docente sobre:
a) suas práticas, ao lecionar a disciplina História no 5º ano; b) interdisciplinaridade;
c) a seleção de conteúdos nas aulas de História;
d) as influências sociais, políticas e econômicas nas aulas de História; e) as metodologias de ensino utilizadas pelos docentes nas aulas de História; f) os propósitos e importância do ensino de História no 5º ano do E.F.; g) o planejamento do ensino de História e recursos didáticos disponíveis; h) as abordagens de ensino e aprendizagem;
i) as correntes historiográficas;
j) principais dificuldades enfrentadas nas aulas de História do 5º ano do E.F.; k) saberes necessários para a realização de aulas de História no 5º ano do E.F.
Outra forma de verificar a validade dos dados é promover a triangulação dos mesmos. Assim, durante todo o processo de análise e interpretação, a triangulação entre os métodos utilizados foi feita. Moreira e Caleffe afirmam que:
a triangulação entre os métodos refere-se ao uso de mais de um método de coletar dados dentro do mesmo estudo. Dadas as circunstâncias, o pesquisador provavelmente utilizará a triangulação metodológica como método de verificar a validade dos dados coletados. (2008, p. 192)
Isto permite que haja uma melhor análise e compreensão do fenômeno, a partir do confronto dos dados. A triangulação permite que se pare e observe, sob os mais diversos ângulos, as categorias de análise elencadas. Trata-se de diferenciar e perceber múltiplos sentidos, segundo Flick (2009) a partir dos dados obtidos nas entrevistas, nas observações, nas conversas informais feitas com as docentes entrevistadas, nos questionários e, nos momentos formativos (falas e escutas) feitas com a equipe que aplicou os questionários.
CAPÍTULO 4
SABERES E PRÁTICAS: AS PROFESSORAS FALAM SOBRE A DISCIPLINA