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Introduction à la théorie de la décision

Fusion d’attributs et désignation de la zone d’intérêt

3.2 Définition de la zone d’intérêt

3.2.1 Introduction à la théorie de la décision

O modelo de rating interno que é aqui modelado, parte, conforme já salientado, de uma base que engloba um conjunto de variáveis explicativas quantitativas e qualitativas, estas últimas naturalmente subjetivas, o que desde logo as torna mais difíceis de valorar. Valorizar uma entidade corporativa para estabelecer uma classificação será sempre um ato coberto de alguma subjetividade, nomeadamente quando se aplicam parâmetros de natureza qualitativa. Ao nível das variáveis quantitativas, os rácios económico-financeiros que foram elencados resultam de uma escolha de entre um universo mais alargado de indicadores, e que mais à frente abordaremos de uma forma mais detalhada.

Será também de referir que este modelo é adequado a um determinado nível de empresas no que respeita à sua dimensão, podendo-se afirmar que neste modelo não entram empresas de dimensão superior, dado que nesse segmento dever-se-á ter em linha de conta outros indicadores de natureza macroeconómica, assim como alguns mais específicos e que se podem retirar do

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mercado de capitais, dando-se como exemplos a liquidez do título, capitalização bolsista, e rácios como o Earnings Per Share (EPS), Price Earnings Ratio (PER), Payout Ratio (PR), Dividend

yield (DY), (Moniz, 2011).

Segundo dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos a 2008, a dimensão média das empresas portuguesas é muito reduzida – 8,6 trabalhadores e 993,3 mil euros de volume de negócios por empresa, valores que descem para 6,2 trabalhadores e para 576,8 mil euros de volume de negócios por empresa no caso das PME. Quantificando o número de empresas existentes em 2008, de acordo com as empresas que declararam os seus rendimentos nesse ano de 2008, existem em Portugal 355.458 empresas, das quais 236.872 são micro empresas, 39.628 consubstanciam pequenas empresas, 6.305 são médias empresas e somente 831 empresas conseguem atingir a dimensão exigida para as grandes empresas.

Por representar mais de 99% do tecido empresarial português, o foco é dado sobre todas as empresas à exceção das tais “grandes”, que faturam mais de 100 milhões de euros e que portanto fogem ao contexto da empresa dita normal. Importa desde já identificar os limites de faturação que classifica as empresas em geral, estando as mesmas escalonadas da seguinte forma:

- Micro empresas – faturação até 1 milhão de euros

- Pequenas empresas - volume de negócios entre 1 e 10 milhões de euros - Médias empresas – volume de negócios entre 10 e 100 milhões de euros. - Grandes empresas – faturação acima de 100 milhões de euros

Os diversos tipos de empresas quanto ao seu volume de faturação e os seus ativos líquidos, podem ser representados pelo quadro abaixo (Banco Popular, 2011);

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Contabilistica

Total do Ativo (euros)

<=1M >1M <=10M >10M <=100M >100M Receita (euros) <=1M Micro >1M <=10M Pequena >10M <=100M Média >100M Grande

Figura 1 – Categorização das empresas. Fonte – Banco Popular Portugal

Chiavenato (1995) sugere três tipos de categorias para distinguir as empresas, quanto ao ramo de atividade:

a) Empresas Industriais: são aquelas que efetuam as transformações de matérias-primas em produtos acabados, produções de bens e serviços;

b) Empresas Comerciais: vendas de mercadorias diretas ao consumidor. Podem igualmente vender a outros retalhistas.

c) Empresas de Prestação de Serviços: são aquelas que oferecem seus trabalhos especializados como lazer, comunicação, manutenção, transporte e outros itens.

Quanto aos aspetos financeiros, Ross (1995) salienta três formas básicas de organização para as empresas:

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a) Firma individual: onde o proprietário tem responsabilidade ilimitada por dívidas e obrigações da empresa, pois é a empresa que tem um só proprietário;

b) Sociedade por quotas: caracteriza-se por ter seu capital dividido em quotas.

c) Sociedade por ações: caracteriza-se por possuir o capital dividido em ações e possui vida ilimitada, pois estes documentos poderão ser transferidos facilmente; a responsabilidade dos sócios é variável e de acordo com o investimento efetuado em ações.

Dentro desta realidade, é assim hoje indiscutível que a aposta comercial estratégica dos bancos se centra no segmento das empresas micro, assim como no segmento PME (small has become

beautiful). A aliar ao reduzido número de empresas nacionais e igualmente de reduzida

dimensão, na sua generalidade encontram-se seriamente endividadas. Para além do referido, as empresas nacionais dispõem de capitais próprios reduzidos, o que causa uma grande dependência de capitais alheios, normalmente obtidos na banca ou junto dos seus fornecedores. Neste contexto, é vulgar assistimos à depreciação do capital social das empresas, perdendo liquidez e complicando os seus problemas de tesouraria.

Representando o segmento das microempresas e PME mais de 99% do total das empresas existentes em Portugal, este facto permite uma estratégia de descentralização na concessão de crédito e consequentemente a diminuição do risco de crédito. O grau de sinistralidade é naturalmente superior neste tipo de empresas quando comparado com as grandes empresas, mas em contrapartida o incumprimento quando se verifica não causa grande mossa. Este tipo de cliente (microempresas e PME), desejoso de produtos ativos, estão atualmente associados a maiores rendibilidades esperadas e índices de fidelização se comparado com as grandes empresas, exigindo contudo uma atenção particular na análise do risco de crédito, dada alguma opacidade de informação que por vezes transmitem aos seus financiadores, em particular numa altura em que todas as atenções recaem sobre a medição e a gestão rigorosa dos riscos de crédito e respetiva adequação de capital, mais escasso e valioso que nunca.

As alterações na estrutura do mercado bancário europeu vividas na última década, caracterizadas por um aumento da concentração, mas também da competitividade, obrigaram os bancos a tornarem-se mais orientados para o mercado e para o cliente. Nestes termos, o desenvolvimento

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de longas relações com os clientes, em particular estas empresas de menor dimensão, passou a assumir a forma de uma opção estratégica, com o objetivo de ganhar vantagem competitiva sustentável. Apesar desta estratégia se encontrar profundamente implementada na banca comercial em Portugal, uma operação de crédito concedida por um banco a uma empresa de pequena dimensão desenrola-se geralmente sob condições de incerteza e informação assimétrica acrescidas, devido a várias insuficiências de comunicação apresentadas por estas empresas e que acabam por refletir-se em vários constrangimentos no acesso e nas condições do crédito obtido. O relacionamento bancário, ao permitir reduzir a assimetria informacional existente, adquire um papel fundamental na avaliação do seu risco creditício.

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