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Introduction de la m´ethode par un cas simple

III.6 Param`etres de Landau

IV.1.2 Traitement num´erique du terme densit´e de port´ee finie

IV.1.2.1 Introduction de la m´ethode par un cas simple

A atividade de criação de um livro para os preparativos do casamento do príncipe e da princesa foi concretizada após a audição de uma história: “O príncipe dragão” (ver apêndice 6), que fala de um príncipe que era um dragão, que após o desenrolar dos acontecimentos, vai casar com uma menina, futura princesa. O intuito da criação deste livro era o de escrever possíveis convites, avisos e recados que deveriam seguir as características próprias de cada um dos

textos mas apelar, dentro das limitações, à criatividade dos alunos.

Figura 13 – Capa do livro “Os preparativos para o casamento do príncipe e da princesa”.

Este trabalho foi realizado em dois dias e a descoberta do que era para fazer foi realizada pelos alunos. Proporcionei todo um discurso sobre o casamento com vista a que fossem os alunos a chegar à conclusão que era necessário fazer um convite para convidar os habitantes do reino a vir ao casamento, os avisos que acabaram por ser muito ricos, por exemplo o ser proibido comer e ligar os telemóveis na igreja e o recado ao pasteleiro de como queriam que fosse feito o bolo.

Na realização dos três textos quis trabalhar vários aspetos da CC, neste sentido proporcionei três formas diferentes de trabalho. Na realização do convite os alunos trabalharam a pares e grupos de três elementos, onde discutiram ideias, tendo de respeitar-se e chegar a um consenso de como iriam fazer. Um trabalho em parceria onde o diálogo surgiu naturalmente, a escrita do texto era o que os unia e a escrita correta, sem erros, estava a cargo dos dois, logo a responsabilidade era partilhada.

Figura 14 – Possíveis convites para o casamento.

A construção do aviso foi realizada individualmente, pois tratava-se de um texto mais simples e optei por focar este aspeto mais na escrita e no pensamento criativo de cada um, dentro dos limites subjacentes. O recado foi realizado em grande grupo onde os alunos davam as suas ideias. Neste último momento trabalhou-se o respeito pelo outro, ouvindo o colega quando está a falar, ponderar as ideias dadas e em conjunto decidir, sem discussões, qual a melhor ideia para colocar no texto. Conforme ia escrevendo no quadro ia também pedindo aos alunos que me ajudassem a construir as

frases de forma lógica e correta, tal como a colocar a pontuação. Trabalhando, deste modo, a habilidade linguística e gramatical.

Relativamente à gramática quando trabalhada em sala de aula é necessário que o professor tenha em atenção e compreenda “que ensinar gramática não é ensinar algo completamente novo, mas sim tornar os nossos alunos conscientes de um conhecimento que eles têm e aplicam, mas do qual não têm consciência.” (Costa, Cabral, Santiago & Viegas, 2011, p.9). Desde pequenos, quando começam a falar as crianças já começam, inconscientemente, a adquirir conhecimento acerca das regras gramaticais e da ordem certa de ordenação das palavras, construindo as suas primeiras frases que com o tempo e aprendizagens escolares vão se tornando mais complexas.

Figura 15 – Possíveis avisos para o casamento.

Este trabalho permitiu para além dos aspetos supra ditos que os alunos compreendessem que cada um destes textos tem intencionalidades e regras diferentes e que é importante conhecê-los para que numa situação real se tiverem de escrevê-los ou falar sobre eles, saibam exatamente o que fazer e dizer.

No decorrer desta atividade surgiu a oportunidade de realizar a melhoria de um dos convites, só o tinha feito uma vez, não tendo muita experiência, mas considero ter corrido muito bem.

No decurso do processo de melhoramento de texto os alunos relembraram as regras subjacentes à construção de um convite. Aprenderam todos com este trabalho, principalmente os autores do texto, anónimos perante os colegas, cujas dificuldades e colmatação das mesmas dizia-lhes intrinsecamente respeito, pois o texto pertencia-lhes

e todos estavas a opinar acerca dele. Todas as dificuldades e erros que possam surgir em qualquer área podem “ser utilizado[s] como uma estratégia inovadora para aproximar a teoria e a prática” (Torre, 2007, p.10). Os alunos ouvem como devem fazer mas é só experienciando que percebem realmente se sabem aplicar o conhecimento e, é revendo e refazendo, neste caso em conjunto, que a consciência e a aprendizagem da forma mais adequada para se fazer isto ou aquilo toma corpo. Neste caso, como os alunos revêm o texto em conjunto as ideias são diversificadas, algumas certas outras menos certas, sendo que neste diálogo o professor consegue detetar certezas e incertezas trabalhando- as e criando oportunidades dos alunos adquirirem conhecimentos sólidos e verdadeiros.

O produto final foi fruto da partilha de ideias e de opiniões por parte de todos, mais de uns do que de outros, mas o importante é que todos deram a sua contribuição e possibilitaram momentos de alargamento de conhecimentos para toda a turma. Os alunos confrontaram-se com os equívocos que apesar de não serem seus, consciencializara para estarem mais atentos a eles e evitarem cometê-los numa outra situação e escrita. Adicionaram palavras novas ao seu vocabulário, expandindo e reduzindo frases, melhoraram a sua eloquência frásica entre outros aspetos.

Este melhoramento de texto acabou por mostrar que este trabalho é eficiente na medida em que permite o trabalho da gramática, sendo que esta auxilia a leitura, a escrita e a oralidade (Costa, Cabral, Santiago & Viegas, 2011, p.15). Por outro lado permite a aplicação da criatividade e amplifica o campo lexical dos alunos, aspetos fundamentais a trabalhar para o conhecimento linguístico e de cultura geral dos alunos.