3.7 Interpretation of Rabi oscillation spectra in terms of emission detection of the dressed
3.7.7 Interpretation of the triple peak spectra in terms of a phonon Mollow triplet . 119
A utilização de dois métodos diversos para efetuar a saturação do ciclo de envelhecimento acelerado acabou criando uma variável na análise. Embora ambos os métodos propiciem um fluxo ascendente de água, na saturação por capilaridade esse fluxo é mais lento e não há confinamento lateral, o que fez com que o aumento gradativo do peso das amostras com o acréscimo de água, em especial na região mais inferior – mais afetada pela presença de água – levasse a certo “desmoronamento” do solo: o que pode ter desagregado de forma irreal as amostras, já que em situação de campo o solo se encontra lateralmente confinado. Esse processo não ocorreu nos CPs saturados através do permeâmetro, os quais contaram com pressão de confinamento lateral.
No entanto, considerou-se que essa variável não teve grande influência, tendo em vista que os CPs saturados por capilaridade não seriam avaliados quanto à condutividade hidráulica, e sim apenas quanto a resistência ao cisalhamento. Entendeu-se que certa desagregação mais superficial não teria influência na parte mais interna do CP, a qual seria utilizada para montagem da caixa de cisalhamento.
Ainda assim, a utilização desses métodos distintos possibilitou uma análise extra: todos os CPs de ‘solo puro’ saturados por capilaridade apresentaram formação de fissuras significativas já a partir do 1º ciclo de saturação, enquanto os CPs de ‘solo-fibra’ se mantiveram visualmente íntegros até o 10º ciclo (ver Figura 27 para comparação). Em contrapartida, todos os CPs saturados no permeâmetro (‘solo puro’ e ‘solo-fibra’) mantiveram sua integridade visual ao longo de todos os ensaios, sem presença de fissuras aparentes (ver Figura 28).
Figura 27 – CPs saturados por capilaridade em diversos ciclos
a) CPs ‘solo puro’ após 2º ciclo de saturação
b) CPs ‘solo puro’ após 3º ciclo de secagem
c) CPs ‘solo puro’ durante 3º ciclo de saturação
e) CPs ‘solo-fibra’ após 2º ciclo de saturação
f) CPs ‘solo-fibra’ após 3º ciclo de secagem
g) CPs ‘solo-fibra’ durante 3º ciclo de saturação
h) CPs ‘solo-fibra’ após 5º ciclo de saturação Fonte: A autora (2020)
Figura 28 – CPs após 7º ciclo de saturação no permeâmetro (invertidos em relação ao sentido de execução dos ensaios)
Fonte: A autora (2020)
É possível perceber que a presença de fibras dificultou a desagregação provocada pelo acréscimo de peso de água em situação sem confinamento lateral (saturação por capilaridade) e garantiu maior integridade das amostras. Além da grande presença de fissuras visíveis nas Figura 27a, 26c e 26d, os CPs de ‘solo puro’ apresentaram também um “embarrigamento” lateral proveniente do sobrepeso da água em níveis mais baixos, conforme pode ser visualizado na Figura 27b. Constatou-se, ainda, que os efeitos de desagregação das amostras de ‘solo puro’ foram mais evidentes nos CPs de maior altura, reforçando a ideia de que o aumento de peso da amostra em situação sem confinamento lateral propicia a fragilidade do solo.
As amostras de ‘solo-fibra’ não demonstraram presença de fissuras ou “embarrigamento” ao longo dos ciclos secagem-molhagem independente da forma de saturação empregada, apenas pequeno carreamento de finos nas proximidades do contato com o papel filtro e pedra porosa, o que também foi observado nos CPs de ‘solo puro’. Acredita-se que essa linha de erosão pode ter sido efeito da elevação acidental do nível de água além da altura da pedra porosa em algum momento da saturação, o que provocou o contato direto das amostras com a água, facilitando o carreamento. Outrossim, as pedras porosas utilizadas possuíam pequena variação de espessura, aumentando a possibilidade de carreamento nos CPs depositados sobre pedras mais delgada.
Por outro lado, esse tipo de carreamento também foi observado nos CPs saturados através do permeâmetro, embora em menor escala (ver Figura 28). É interessante observar que os CPs da Figura 28 encontram-se invertidos, ou seja, a linha de fragilização também coincidiu com a base na situação de saturação de um fluxo ascendente, embora bem menos evidente na amostra de ‘solo-fibra’. Não se descarta a hipótese de que a compactação pode ter sido insuficiente na parte perimetral inferior, devido à própria dificuldade de acesso do pilão, mas ainda assim, a visível diferença entre os CPs com e sem fibra corroboram o efeito benéfico da inclusão de fibra ao solo para evitar o carreamento de finos. As fibras acabaram unificando a
amostra e dificultando sua desagregação devido ao efeito da água em todos os casos estudados. Tal comportamento pode ser comparado com o efeito de raízes nos solos, muito estudado e comprovado o ganho de resistência com o acréscimo destas.
Os “rabichos” fixados junto aos CPs mostraram-se bem úteis por permitir um registro permanente durante todo o programa experimental tanto da identificação do CP, quanto do seu peso seco, facilitando o monitoramento durante os processos de secagem. E muito embora fosse constituído de material menos permeável que o papel filtro (para impedir sua desintegração com a presença da água), após certo tempo submersos atingiram a saturação e passaram a contribuir com a saturação – inicialmente do papel filtro e posteriormente do CP.
Em que pese a análise visual não ter sido o foco do trabalho, foi possível perceber que ainda que o primeiro ciclo já tenha ocasionado fissuras significativas nos CPs de ‘solo puro’ saturados por capilaridade, elas tenderam a aumentar suavemente com os ciclos subsequentes. Essa tendência foi verificada por Bamgbopa (2016), Chen e Lu (2015) e Albrecht e Benson (2001), por exemplo.
A crítica realizada por Bamgbopa (2016) ao trabalho de Albrecht e Benson (2001), por superestimarem os efeito das taxas de ressecamento a partir de metodologia que não reproduzia condições de campo, pode ser realizada para o presente trabalho, tendo em vista a exposição a condições extremas (até 105ºC), embora de forma gradativa. Mas como a realização dos ensaios de condutividade hidráulica máxima ao ar exigia tal condição (seca), foi necessário reproduzi- la também para os CPs que não seriam testados quanto à condutividade hidráulica como forma de minimizar as variáveis atuantes. Ainda assim, a presença das fibras conseguiu minimizar os efeitos negativos do processo – ao menos para fissuras visuais.