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Internalisation de NPs de PLA par des macrophages déposés sur différents substrats

CHAPITRE 4 : Direct measurement of Mechanical and Adhesive

4.5 Internalisation de NPs de PLA par des macrophages déposés sur différents substrats

“Para o avanço entre simples e complexo seria bom que fontes diversas de pesquisa fossem incorporadas e utilizadas na procura da interpretação da pesquisa. A diversidade de fontes de pesquisa facilita a elaboração da análise...” (CUNHA Jr., 2006, p.2). Logo, essa conclusão nos leva a afirmar que a construção da pesquisa está se dando por meio de diferentes fontes, como revisão bibliográfica; entrevistas semiestruturadas também nos auxiliam na coleta de informações; as participações em encontros, congressos, seminários, entre outros eventos que sigam a linha temática que comportam a pesquisa; muito nos ajudam quando se trata de divulgação da pesquisa e também na troca de experiências.

A participação, de caráter investigativo, nos cerimoniais e nas festividades abertas ao público muito tem contribuído nas análises no que toca às formas de execução dos mesmos e na compreensão do cotidiano no universo do espaço religioso, uma vez que a pesquisa participativa requer esse tipo de aproximação. Dessa forma, permitindo entender a sua organização e concretização.

Um campo de pesquisa é muito abrangente, o que faz com que o pesquisador tenha que delimitar o objeto, os recursos metodológicos, fontes e equipamentos que estão sendo utilizados. Os meios os quais estamos utilizando para coletar e armazenar os dados irão desde gravador digital, câmera filmadora, máquina fotográfica; por que nem só de documentos escritos (como pensavam os positivistas – seguir com todo rigor o que os documentos oficiais mostravam) e da fala se faz a História.

Constroí-se a realidade social a partir de uma variedade de fontes, as quais se entrelaçam entre si em uma infinidade de números, como foi exposto anteriormente por Cunha Jr (2006). Salientando que o diário de campo também está sendo uma forma de coletar informações, pois o mesmo permite ao pesquisador atento registrar raras

circunstâncias, até mesmo quando se está conversando informalmente, uma vez que os equipamentos de gravação acabam causando timidez aos atores sociais entrevistados.

É relevante trazer à tona que, em princípio, trabalhamos com as lideranças femininas de oito casas de candomblé na cidade de Juazeiro do Norte, perfazendo um roteiro já iniciado no âmbito do N’BLAC. No entanto, após ingresso no curso de mestrado e em conversa com o professor orientador percebemos que seria um universo muito grande e complexo para dar abragência numa pesquisa com duração de apenas 2 anos. Dessa forma, delimitamos a uma única casa, a que é considerada a mais antiga da cidade de Juazeiro do Norte e que ainda encontra-se em funcionamento.

Examinamos com atenção e minúcia por meio de entrevistas semiestruturadas 5 agentes sociais que fazem parte da Religião de base africana. Logo, nossa atenção neste estudo se volta para as religiões de matrizes afrobrasileiras especificamente na pedagogia de transmissão dos ensinamentos feito pelas figuras da yalorixá21, do

babalorixá22 e de 3 filhos-de-santo23, somando o total de 5 pessoas. A escolha dos filhos se deu em função dos seguintes fatores: a) um maior tempo-de-santo24 dentro da casa; b) possuem certo grau de contribuição na transferência dos ensinamentos, o qual leva ao próximo fator - C, c) que é ter a detenção do poder/saber25, o Poder e Conhecimento de Religião.

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Segundo Sodré (2006) é a autoridade máxima do espaço sagrado, detentora, administradora e guardiã do axé, possui o axé (força vital para os yorubás) mais poderoso e atuante, guarda dos templos, altares, objetos sagrados. Usualmente mãe de santo, também chamada de zeladora.

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É a autoridade máxima masculina do lugar de culto, detém, administra e guarda o axé. Chamado habitualmente pai de santo ou zelador.

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As expressões filhos e filhas de santo se referem aos iniciados (as) na religião de origem africana e tem um compromisso com Orixá (santo). Na língua Yorubá é usado a expressão Iaô. Eles estão sob uma hierarquia onde o cargo superior no templo é o pai e a mãe de santo.

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Refere-se ao tempo em que a pessoa entrou no candomblé. Usa-se, também, comumente tempo de iniciação no santo.

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A relação existente entre o poder/saber é mútua e necessária. O detentor ou detentora desse poder/saber tem sob o seu domínio o lugar e os sujeitos sociais que fazem parte desse espaço. O poder/saber estratifica, fragmenta e hierarquiza a ordem dentro do território. Isto é, a relação entre ambos é fator determinante na deliberação das camadas sociais de um determinado espaço. O poder e o saber estão e são estritamente ligados e dependentes, numa relação mútua e de auto-sustentação. Ou seja, o saber leva- o ao poder, este, por sua vez, caminho para a ascensão na ordem social (CURI e CARNEIRO, 2004; BOURDIEU, 2008). Para melhor entender o conceito ver: CARNEIRO, Sueli; CURI, Cristiane. Poder feminino no culto dos orixás. In: NASCIMENTO, Eliza Larkin. (org). SANKOFA: resgate da cultura afro-brasileira. 2ª vol. Rio de Janeiro, 2004. BOURDIEU, Pierre; PASSAREN, Jean-Claude. A Reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

Ressaltamos que no terreiro pesquisado usa-se a expressão Tatapocan26 referindo-se ao pai-de-santo. Nesse processo, de escolha para as entrevistas, em se tratando dos iaôs, termo usado para expressar filho ou filha de santo, selecionamos três iniciados, um Ogã e dois Iaôs. A escolha se deu com base nos seguintes fatores: 1) O

Ogã ou Ogan, função, assim como todas as outras dentro do terreiro, escolhida pelo Orixá27 e que não entra em transe. Nos terreiros de Juazeiro do Norte, é entendido como o responsável para tocar os atabaques, logo o responsável para transmitir o conhecimento sobre os tambores. O som produzido pelos atabaques tem o poder de trazer os Orixás e permitir o sincronismo entre o material e espiritual.

Isto é, o Ogã, neste caso tem grande importância dentro da geografia religiosa de matriz africana no que toca ao ritual e a continuidade dos ensinamentos; 2) O segundo escolhido foi um iaô do sexo masculino, tal procedimento para a escolha deste se deu em função da responsabilidade que o mesmo possuiu e possui. Este já exerceu a função de pai-pequeno28, em yorubá conhecido como babakekerê, e recebeu autorização para atuar como babalorixá, porém permanece frequentando a roça pesquisada; 3) a terceira pessoa a ser escolhida para compor o nosso quadro de entrevistados é uma mulher que também recebeu o poder para atuar como yalorixá e continua no terreiro.

Logo, nos faz concluir que o babalorixá, a yalorixá, ogã e os dois iaôs se enquadram no perfil que determinamos para entrevistá-los: maior tempo de santo na casa, detém o poder/saber e, por fim, por possuir esse poder e conhecimento tem grande responsabilidade e lugar de “privilégio” no tocante a transmissão dos ensinamentos ritualísticos, mitológicos, morais, entre outros. Visto que os mesmos podem nos ajudar a entender como se dá o processo pedagógico de transferência dos conhecimentos no templo. Já que eles são os detentores do poder/saber, pois, quanto maior o tempo de iniciação dentro da religião mais se tem o saber e consequentemente mais se possui poder, portanto, quem sabe tem poder e o controle do conhecimento.

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Em pesquisa descobrimos que a etimologia da palavra Tata é de origem Bantu. Tal expressão representa uma função de alta hierarquia no lócus de prática ritualística africana. Junto a outras expressões pode significar pai (baba), pai-pequeno (babakekerê), zelador (entendido como pai ou o que cuida do espaço sagrado), entre outros. Comumente usado no candomblé pesquisado que é de origem Yorubá.

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São seres espirituais do Candomblé e representam também as forças da natureza. Segundo Almeida (2007) os Orixás são o conjunto de entidades que se comunicam diferentemente com os homens, através da possessão. Traduzidos também como santos.

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Cargo de alta hierarquia, segundo lugar e pode assumir o barracão na ausência do pai ou da mãe de santo.

Salientamos que nas investigações iniciais estávamos centrados apenas na figura feminina, todavia, em diálogo com o professor-orientador se fez por bem ampliarmos nossas entrevistas a outros personagens do terreiro. A razão de escolher tais agentes sócio-históricos é pelo motivo de que os mesmos participam, com certo grau de relevância, das práticas que levam a continuidade e manutenção da cultura afro- descendente. Pois, são esses personagens que detém o poder e o saber, os quais os colocam à frente na transmissão dos conhecimentos adquiridos ao longo dos anos de iniciação. Desta forma, poderemos estudar e formar um corpus reflexivo sobre

Pedagogias da transmissão da religiosidade africana na casa de candomblé Iabasé de Xangô29 e Oxum30 de Juazeiro do Norte-CE.