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6.4 IBM 7171 to Host Interactions
6.4.1 Interface Operations (IBM 7171/Channel)
Depois das adenopatias cervicais e traqueo- bronquicas, são estas as que mais frequente- mente se encontram. São quasi sempre secun- darias as lesões dos intestinos. O seu diagnostico
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é difícil, por ser restrita a sua sintomatologia. Com efeito os fenómenos da compressão são pouco acentuados por causa da extrema mobili- dade nos órgãos visinhos, e só pode ser notada a adenopatia quando os ganglios se encontram extraordinariamente hipertrofiados. Temos a con- siderar sinais físicos e sinais funcionais:
Os sinais físicos são-nos dados pela inspecção e palpação. A inspecção poucos elementos nos fornece;'são muitos, na verdade, os estados que podem fazer aparecer um ventre volumoso ou um ventre deprimido, sem que esse estado esteja sob a dependência de uma tuberculose mesente- rica. A rede venosa é mais desenvolvida no abdomen e região lombar do que em qualquer outra região. Pela palpação podemos sentir os ganglios mesentericos, mas somente quando se encontram extremamente hipertrofiados, porque o intestino forma uma almofada a impedir a sua percepção.
Quando os ganglios hipertrofiados são em grande numero, podem formar uma massa de em- pastamento, atravez da qual se podem transmitir- as pulsações da aorta abdominal de modo a podermo-las sentir.
Sintomas funcionais. — São determinados pela compressão dos intestinos e dos vasos. A com- pressão dos intestinos só muito raramente se observa, porque eles pela sua mobilidade se de- fendem com extrema facilidade. Pode, contudo,
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acontecer que os fenómenos de periadenite pro- voquem no peritoneu cxudações em tal quanti- dade que possam vir a formar aderências.
A compressão sobre vasos pode dar-se so- mente na veia cava inferior e aorta abdominal. A compressão da veia cava inferior traduz-se pelo edema nos membros inferiores, que se en- contrava no doente que apresento, e pelo esta- belecimento da rede venosa suplementar igual- mente existente neste caso.
CAPITULO III
Diagnostico
Elementos de diagnostico, consoante a localização. Formas de diagnostico fácil e formas de dia- gnostico difícil.
Perante a vastidão da sintomatologia descrita, e dando-se o caso de que muitos desses sinto- mas podem ser determinados por numerosas afecções, fácil é de prever que o diagnostico se torne por vezes bem difícil, chegando mesmo a nunca ser posto na inteira verdade.
Sendo a sintomatologia diferente, conforme a localização, vou neste capitulo estudar o diagnos- tico das adenopatias nos dois grupos ganglionares mais frequentemente atingidos: adenopatias tra- queo-bronquicas e adenopatias mesentericas.
Adenopatía traqtieo-bronquíca.—Embora de dia- gnostico por vezes difícil, é este das adenopatias mais facilmente diagnosticavel.
Na região cervical, o doente pode seguir cada dia o desenvolvimento dos seus ganglios e as va- rias fazes porque eles vão passando, desde a hipertrofia até ao amolecimento e supuração. E' a forma de diagnostico mais fácil. Na região mesen-
53 terica só com imensa dificuldade se pode pôr o diagnostico de tuberculose ganglionar. Nos grupos traqueo-bronquicos, embora se encontrem casos muito avançados sem terem sido diagnostica- dos como aconteceu no doente que apresento, nós os podemos descobrir um pouco mais precocemente . do que na região mesenterica, porque os ganglios aqui, tendo de hipertro- fiar-se num espaço limitado por paredes resis- tentes, necessariamente teem que ir comprimir um ou outro orgâo, produzindo então sintomas que nos fazem suspeitar da sua existência. Não quer isto dizer que se encontrem sempre na adenopatia traqueo-bronquica, fenómenos de com- pressão, porque podem existir grandes hipertro- fias sem que os órgãos visinhos sejam impres- sionados, ou por não serem englobados na zona da periadenite, ou pela situação muito superficial dos ganglios, que vindo somente a contrair rela- ções com a parede toraxica dão sinais físicos e ausência de sinais funcionais.
Por outro lado, pequenos ganglios ha que podem dar importantes sinais funcionais logo que englobem órgãos que reajam fortemente. De modo que podemos considerar o diagnostico nestas adenopatias ora fácil, ora difícil; fácil, quando o quadro sintomático apresentado é quasi patognomonico; difícil, quando os sintomas são muito atenuados ou isolados ou então quando se encontram somente sinais de compressão que podem ser determinados por numerosas afecções.
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Consideremos o diagnostico diferencial com as afecções com que mais facilmente se pode confundir.
Dizem vários autores que se deve suspeitar sempre da existência da adenopatia traqueo-bron- quica em crianças que tossem habitualmente e são sujeitas a acessos de bronquites de repe- tição. A tosse apresentada por estas crianças sobrevem por quintos, por vezes acompanhada de injecção das conjuntivas. Pelo modo como se manifesta, semelhando a tosse de coqueluche, se lhe chamou tosse coqueluchoide. Temos, pois, que fazer o diagnostico com esta afecção. Na coqueluche o quinto é mais prolongado, ha um sibilo inspiratório da entrada precedendo o ata- que, ha vómitos terminais. Além disso, a coque- luche vai diminuindo de intensidade, enquanto que a tosse da adenopatia tuberculosa conti- nua por longos mezes, com a mesma inten- sidade.
Pode simular a asma pelos seus acessos dis- pneicos, quando estes sobreveem no meio de uma aparente saúde perfeita; faremos bem o diagnos- tico, sabendo que a asma essencial é rara nas crianças e ao mesmo tempo investigando pela auscultação os vários sinais que acompanham a adenopatia e que faltam na asma.
A «cornage» expiratória pode confundir-se com a produzida pelas vegetações adenóides, po- rém nestas o timbre é mais elevado e desaparece com a compressão do nariz.
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Nos casos em que o edema e a congestão da face são muito acentuados parecendo impor o doente como um renal ou um cardíaco, o exame das urinas e do coração bastam para nos afas tarem do erro.
Quanto ás afecções nos órgãos do medias tino, que pela sua sintomatologia podem simular a adenopatia, temos que fazer o diagnostico dife rencial com as aneurismas da aorta, com a hiper trofia do timo, com o cancro do esofago e com as adenopatias não tuberculosas.
O diagnostico com a aneurisma da aorta deve fazerse do seguinte modo : investigando a existên cia de um abaulamento num ponto determinado da parede toraxica, de um novo centro de pulsações, do duplo sopro percebido pela auscultação, do au mento da area de macissez nos vasos, do estado ■vertiginoso frequente. Estes sintomas são outros tantos elementos a favor da aneurisma.
. O diagnostico com a hipertrofia do timo é difícil, porque ambas as afecções dão macissez nos mesmos pontos, só com a diferença que a macissez dada pela hipertrofia é mais regular mente triangular e da base para cima o que se não vê na hipertrofia ganglionar.
O diagnostico com o cancro do esofago deve fazerse pela disfagia, pelos fenómenos de com pressão do frenico e pelo cateterismo que no caso de cancro nos pode trazer produtos cancerosos. Além disso, o cancro no esofago é muito raro na infância.
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Falta agora determinar se a adenopatia obser- vada é de natureza tuberculosa.
Alguns autores não admitem adenopatias ba- nais, dizendo que quando os ganglios estão hiper- trofiados a tal ponto que possam ser revelados ao exame clinico, se pode afirmar a sua especifici- dade. Outros dizem que esta adenopatia pode aparecer como consequência de anginas, sa- rampo, gripe e coqueluche. Na pratica devemos observar o estado geral do doente, procurar a positividade da anti-reacção de Von Pirquet, investigar a existência de lesões associadas em outros órgãos. Finalmente, devemos considerar de natureza tuberculosa todas as adenopatias traqueo-bronquicas, que se tornam demoradas em crianças sujeitas a bronquites de repetição.
Tenho falado até aqui somente no diagnos- tico clinico. Vou dizer agora, embora resumida- mente, algumas palavras sobre o diagnostico radiológico, porque a radiologia vem auxiliar a clinica no que ela tem de insuficiente.
Para interpretar com verdade as imagens apresentadas no écran, é necessário conhecer o normal para depois distinguir o patológico.
Normalmente encontra-se no écran uma som- bra, destacamos nitidamente sobre o espaço claro dos pulmões e correspondendo á região medio-to- raxica. Ao lado desta sombra aparecem muitas vezes sombras hilares que são interpretadas como produzidas por ganglios hipertrofiados. Temos, contudo, que considerar causas de erro,
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porque muitas vezes nâo condiz a observação radiológica com o que se observa em autopsias dos mesmos indivíduos. Assim, teem-se encon- trado no vivo sombras hilares que se in+repre- tam como ganglios, e que tendo falecido o doente e a que tendo sido feita a autopsia, se não encon- traram esses ganglios. Parece então que essas sombras que se notavam no vivo eram deter- minadas pelos vasos engorgitados do sangue, e que na faze agonica se esvasiaram. Estas cau- sas de erro não devem fazer desprezar este meio de diagnostico, que por vezes é o único que revela uma lesão que o exame clinico mais cui- dadoso nunca revelaria.
Adenopatías mesentericas. — Como repetidas ve-
zes tenho dito neste estudo, é esta uma das for- mas de adenopatia de diagnostico mais difícil; podemos sempre suspeitar da sua existência, mas nunca poderemos senão com dificuldade afir- má-la.
O desenvolvimento dos ganglios profunda- mente situados, embora por vezes seja grande, nunca se torna perfeitamente perceptível e mesmo quando encontramos na cavidade abdominal mas- sas extranhas teremos que fazer o diagnostico diferencial, porque não é somente a tuberculose mesenterica que assim se manifesta.
Quando haja péritonite tuberculosa com for- mação do «gateaux» peritoneais, estes podem confundir-se com os ganglios hipertrofiados: o
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diagnostico a fazer é investigar que é a serosa peritoneal atingida pelos outros sinais, que nos revelam o seu ataque. No caso de péritonite, contudo, devemos pensar sempre na existência de uma adenopatia similar.
No caso que apresento, em razão-de ter dia- gnosticado a péritonite, a ela ligava aqueles nodu^ los que sentia, e só quando notei o edema nos membros inferiores por defeito de circulação de retorno, que se encontrava prejudicada, é que pensei na possível existência da adenopatia, mas ainda assim nunca pensei que ele apresentasse o extraordinário desenvolvimento que notei na autopsia.
Os nódulos podem ainda confundir-se com acumulações estercorais, mas estas são mais mo- veis, depresiveis e facilmente evacuáveis por meio de um purgante.
A confusão com neoplasias de qualquer ordem, que se encontrem nos órgãos contidos na cavidade abdominal, é afastada pelo estudo ao estado geral e da evolução. A propagação da neoplasia a outros órgãos é decisiva por vezes.
Prognostico
A tuberculose ganglionar não marcha sempre da mesma maneira, como facilmente se vê estu- dando a sua anatomia patológica: segundo pre- domina a tendência para a esclerose ou para
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a caseificação, assim também as consequências são diferentes e o prognostico variável. Nos casos em que haja tendência para a esclorose redu- zem-se naturalmente as complicações e o doente curará clinicamente enquanto que, quando o processo caminha para a caseificação, todas as complicações se podem produzir e algumas rapi- damente mortais. O prognostico varia também conforme a sede: no pescoço deixa como restos cicatrizes disformes e por vezes repugnantes aos seus portadores; no tórax são tão numerosas e tão graves as complicações que, a pensar nas suas consequências, estas seriam sempre fatais quando a evolução fosse para a caseificação. Com efeito, a perfuração da traquea, do esofago, dos brônquios, da artéria pulmonar são de um prognostico reservadíssimo.
A tuberculose mesenterica só raramente dá complicações tão alarmantes, e por isso o seu prognostico fica reduzido ao prognostico da tuberculose ganglionar quasi unicamente.
O prognostico ainda varia, conforme o ataque ganglionar é primitivo ou secundário, e lesões noutros órgãos é quando é primitiva, a tendência para a cura tem muito maiores probabilidades.
Todavia, qualquer que seja a forma, devemos pensar sempre que uma adenopatia tuberculosa, mesmo latente, é um deposito de bacilos que de um momento para o outro podem distribuir-se por todo o organismo, produzindo numerosas lesões viscerais e mesmo numa inteira gene-
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ralizaçâo. Esta generalização manifestasse então por tuberculoses agudas, granulia, etc.
Além disso, doentes portadores de tuber- culoses ganglionares latentes adquirem uma sen- sibilidade especial em frente do bacilo, de modo que uma infecção da mesma espécie, vinda dó exterior, dá muitas vezes uma evolução aguda ao processo. - . :---:
Temos que considerar também a influencia funesta de certas doenças, como o sarampo a coqueluche e a gripe que, sobrevindo nestes por- tadores de bacilos, apressam a sua acção, prepa- rando o terreno ao ataque pela inferiorização orgânica que produzem.
CAPITULO IV
Tratamento
O tratamento da tuberculose ganglionar pode ser medico ou cirúrgico. Aqui é o tratamento medico que tem a primazia, porque tem que ser feito sempre qualquer que seja a forma porque se manifeste a tuberculose. Com efeito, a tuber- culose é uma infecção geral com manifestações locais £ a estas somente se dirige o tratamento cirúrgico.
O tratamento medico compreende uma terapêu- tica higiénica e uma terapêutica medicamentosa.
A terapêutica higiénica é profilática quando afasta as crianças facilmente tuberculisaveis (de temperamento linfático, descendentes de pais tuberculosos), de outras que já estão atingidas. E' curativa quando utilisando o bom ar, a luz solar, a alimentação cuidadosa e o repouso, eleva as faculdades de defeza no organismo de maneira a que ele melhor resista ao ataque.
A cura de ar deve fazer-se afastando a criança da cidade, onde o ar respirável é mau, para o campo e preferivelmente para a beira-mar, numa região temperada e abrigada dos ventos.
As vantagens do ar marinho são múltiplas: pobreza em baterias, maior quantidade de oxige-
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nio e ozono oferecido a cada inspiração, existên- cia no ar de princípios salinos e maior regulari- dade na temperatura.
Por tudo isto, os climas marítimos são aqueles que mais notável influencia exercem sobre a nutrição geral. Muitos indivíduos ha, contudo, que sendo nervosos e sensíveis passam mal nestes climas, que muito os excitam.
A luz solar tem também uma notável influen- cia sobre as tuberculoses ganglionares. Atua, be- neficiando o estado geral do doente por modifica- ção de nutrição e multiplicação da hemoglobina. Mas a sua acção não se limita a isto, porque ele parece ter ainda uma influencia electiva e -resolu- tiva nas lesões ganglionares.
A terapêutica medicamentosa visa a levantar o estado geral, modificando-lhe as faculdades de nutrição ou modificando a constituição dos humo- res e a combater certos sintomas produzidos pela adenopatia.
Como medicação geral, podemos utilizar: o óleo de fígado de bacalhau, o iodo sob a forma ou xarope iodo-tanico, os fosfatos, os arsenicais, os sais de cálcio, etc.
Como medicação especifica, podemos utilizar as tuberculinas.
A medicação sintomática visa principalmente a combater a tosse coqueluchoide e os acessos dispneicos. Contra a tosse usam-se os medica- mentos anti-spasmodicos, tais como a beladona, o aconito, a codeína. Contra os acessos dispnei-
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cos usa-se o brometo de potássio, a beladona, a antipirina, as ventosas secas, etc.
A disfagia combate-se por uma alimentação escolhida e pelos analgésicos.