Représentation interne du programme
3.2 Instructions de manipulation des données
CAPES.
AUTOR: ALMEIDA, GABRIELA GUERRA DE ANO DA PUBLICAÇÃO: 2015
TEMA: A Cultura Visual na Educação na Educação na Construção da Identidade Étnico-Racial
RESUMO:
A Cultura Visual vem ganhando importância a partir do século XX com o desenvolvimento da fotografia, do cinema, da televisão e da internet, de forma que as possibilidades de atuação dos indivíduos como emissores e receptores de informação têm se ampliado. Embora o estudo da imagem e das novas mídias dentro da escola venha ganhando relevância, ele acontece ainda de maneira tímida no que diz respeito a sua potencialidade como recurso didático e como forma de expressão. Este trabalho busca apresentar o percurso de uma pesquisa educacional baseada em artes, cujo objetivo central foi compreender como o desenvolvimento da linguagem visual pode contribuir para a construção de identidades em uma perspectiva plural, tendo em vista o tema do pertencimento étnico-racial da população brasileira e o conteúdo conflituoso vinculado às teorias raciais de cunho biológico. Desenvolveu-se uma oficina de artes visuais com estudantes do Ensino Fundamental e Médio de uma Escola Fazenda situada na região metropolitana de Belo Horizonte, na qual se buscou refletir, por meio do estudo da cultura visual, sobre o papel da interdisciplinaridade (ciências da natureza e ciências sociais) na construção das identidades étnico-raciais no Brasil.
AUTOR: BONILHA, TAMYRIS PROENÇA. ANO DA PUBLICAÇÃO: 2012
TEMA: O não-lugar do sujeito negro na educação brasileira
RESUMO:
Este estudo tem por objetivo analisar dados estatísticos educacionais acerca da trajetória do sujeito negro, na educação básica, de modo a identificar as regiões do Brasil que apresentam os maiores índices de exclusão escolar, e relacioná-los ao contexto político e social, a fim de identificar possíveis mecanismos que influenciam o sucesso e o fracasso escolar destes sujeitos. Foram utilizados para coleta de dados algumas fontes oficiais de pesquisa, tais como: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística); INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa); DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), bem como outras fontes de natureza teórica que fundamentaram as discussões e análise dos dados. A partir da análise dos dados, constatou-se: disparidade entre o número de alunos pretos e alunos pardos, em todos os níveis de ensino, situação está, compreendida na lógica do ideal de branqueamento; os anos finais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio representam os níveis de ensino com exclusão escolar do aluno negro. A exclusão do negro é um problema nacional, não estando circunscrita a uma região específica, isto é, o aluno negro sofre as consequências da discriminação racial em todas as regiões do país, e em todos os níveis de ensino. Esta pesquisa é de grande relevância acadêmica e social, na medida em que revela as fragilidades e deficiências existentes nos dados do Censo Escolar, e ressalta a urgência na melhora das estratégias de coleta dos dados, bem como a necessidade de maior acompanhamento e conscientização sobre sua importância para a sociedade.
AUTOR: COSTA, LÍGIA MARISE LIMA ANO DA PUBLICAÇÃO: 2012
TEMA: “SOU QUILOMBOLA, BOM ALUNO E BOM DE BOLA”: A constituição identitária de alunos do ensino médio: um estudo histórico antropológico com jovens moradores de uma comunidade remanescente de quilombo do sertão mineiro. Minas Novas, Minas Gerais
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RESUMO:
Esta dissertação intitulada “SOU QUILOMBOLA, BOM ALUNO E BOM DE BOLA”: A constituição identitária de alunos do ensino médio: um estudo histórico antropológico com jovens moradores de uma comunidade remanescente de quilombo do sertão mineiro. Minas Novas, Minas Gerais, resultou da pesquisa desenvolvida junto ao Programa de Pós Graduação em Educação da PUC-Minas. Tratou-se de um estudo etnográfico, histórico e antropológico de natureza qualitativa que teve por objetivo principal compreender como são constituídas as identidades de jovens alunos do ensino médio, moradores de uma comunidade remanescente de quilombo e que estudam em uma escola localizada fora da comunidade onde vivem. A Escola Estadual de Ribeirão da Folha fica localizada no Distrito de Ribeirão da Folha e a comunidade onde vivem os sujeitos desta pesquisa é o Quilombo. Ambas comunidades são rurais e estão localizadas no sertão do município de Minas Novas, Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Nestes tempos e espaços procurou-se compreender como são formadas, conformadas ou negadas as identidades dos sujeitos tendo como categorias principais: culturas, identidade, identidade étnico-racial quilombola, educação em ambiente rural, entre outras. A metodologia usada foi a observação participante, na qual o trabalho de campo, entre a primeira visita e última, perdurou por aproximadamente 17 meses, no período de julho de 2010 a dezembro de 2011. Sendo que, durante os meses de janeiro a maio de 2011, a autora morou no campo de pesquisa. Para o desenvolvimento da observação participante foram empregadas técnicas como as observações assistemática e sistemática, conversas informais, memoriais feitos pelos sujeitos, entrevistas abertas e dialogadas, e, análise em documentos oficiais. Os resultados alcançados evidenciaram que a escola não valoriza as culturas das comunidades do seu entorno, bem como, as culturas dos remanescentes de quilombo da região, pois, em nenhum dos documentos analisados puderam ser encontradas pistas que dizem das culturas destes sujeitos e comunidades. Em contrapartida a este distanciamento da escola da realidade onde se insere, os alunos ouvidos nesta pesquisa valorizam a escola e a educação como meio necessário para alcançarem ascensão econômica e de alguma forma contribuir para o progresso da comunidade onde vivem. E por fim a investigação evidencia que para os jovens alunos, ser pessoa quilombola é, antes de tudo, assumir sua participação dentro da comunidade e reconhecer sua descendência e sua cultura como diferente da cultura do “outro”, é ser diferente como princípio de alteridade. Destacamos que nesse reconhecimento da alteridade, a cor da pele não é o principal elemento de diferenciação, pois a comunidade possui pessoas com características fenotípicas variadas, que vai desde o branco, passando por aquelas que carregam traços indígenas e negros.
AUTOR: JESUS, LORI HACK DE. ANO DA PUBLICAÇÃO: 2005
TEMA: Trajetórias de vida e estudo de alunos negros do Ensino Médio da cidade de Tapurah/MT.
RESUMO:
Esta Dissertação teve como principal objetivo investigar a trajetória de vida e estudo dos alunos negros do Ensino Médio, tentando detectar se existem manifestações de racismo, de discriminação e de preconceito nas vivências destes jovens estudantes, bem como, tentando levantar os fatores que os motivam a ultrapassar o gargalo escolar, apesar da relação desigual existente, completando o Ensino Médio e preparando-se para enfrentar o vestibular, dando assim, continuidade aos estudos, bem como, perceber quais são suas perspectivas para um futuro próximo. Para que isto fosse possível, coletaram-se os dados com treze alunos. Eles concederam suas histórias de vida. A História de Vida é o instrumento que permite captar parte da subjetividade, pois os narradores contam os fatos de sua existência através do tempo, de acordo com o que vivenciaram e o que acumularam de experiências significativas. Assim, esta pesquisa tem cunho qualitativo, pois a “fala” dos depoentes foi privilegiada, dando-se “voz” aos jovens, que estão em busca de espaços onde consigam passar suas percepções, pois os jovens gostam de contribuir e de participar. Foram estabelecidas relações entre os estudos, principalmente de Corti (2004) e Sposito (1999) sobre os jovens atuais e negros;
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buscando-se significados para as respostas obtidas em Norbert Elias (2000), Frantz Fanon (1983), Goffman (1982), DaMatta (1987; 1990), Munanga (1999; 2004), Souza (1983), Oliveira (1999), Teixeira (2003), Cavalleiro (2003) e Osório (2003) sobre as relações raciais. Com este estudo, conclui-se entre outras coisas, que os jovens negros de Tapurah tem uma percepção bem elaborada sobre a forma como acontecem as situações de discriminação, isto é, comprovam a idéia de que o “racismo à brasileira” se atualiza dia-a-dia, encontrando sempre novas formas de excluir, sendo que as pessoas que continuam sofrendo as conseqüências desse preconceito continuam as mesmas: as pessoas negras. Entretanto, estes jovens se fortalecem em sua criatividade para driblar as ações racistas, pois mesmo que tenham um percurso mais acidentado que os seus colegas brancos, dão a volta por cima, continuam seus estudos, pois querem concretizar os sonhos idealizados e, muitas vezes, utilizando-se de “redes de apoio”. Portanto, é necessário evidenciar nas escolas uma política que reconheça a legitimidade da reivindicação dos jovens estudantes negros, traduzindo o discurso numa prática pedagógica que exerça a inclusão e que lhes permita serem respeitados em todos os sentidos.
AUTOR: MAIA, MARIA EDLEUZA. ANO DA PUBLICAÇÃO:2015
TEMA: A escola e a formação do aluno negro: o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana
RESUMO:
Este trabalho tem como objetivo identificar como a história e a cultura africana e afro-brasileira permeiam o espaço escolar e mediam processos de formação identitária do estudante negro. A pesquisa foi realizada com professores e alunos de uma escola pública estadual de ensino médio, do município de Limoeiro do Norte, Ceará, utilizando-se de recursos metodológicos como enquetes, histórias de vida e entrevistas, privilegiando as memórias e autobiografias dos que se reconhecem ou são reconhecidos como negros. Foram utilizadas também fontes bibliográficas que discorrem sobre o ensino de história e a situação dos afro-brasileiros, hoje; África em sala de aula e a função social da escola. Os estudos confirmam que a instituição escolar é importante na formação identitária dos estudantes, seja para afirmar e/ou negar identidades atribuídas, seja para adquirir outras. Os depoimentos revelam que há uma ausência de referenciais afirmativos dos negros na História da África veiculada na escola e na sociedade brasileira, e isso afeta o desempenho escolar e a identificação destes com essa história. Ainda persistem na escola comportamentos que desqualificam a estética e religiosidade negras. Há uma naturalização da desigualdade e o não reconhecimento do preconceito, inclusive, por parte dos negros. Isto contribui para elevar o descrédito dos negros em sua capacidade intelectual, influenciando no desempenho escolar. A implementação da Lei 10.639/03 demanda inúmeras ações e desafios junto à escola, aos educadores e estudantes negros. Cabe ao Estado brasileiro continuar gestando ações afirmativas e políticas antirracistas na sociedade e instituições de ensino que garantam mudanças estruturais na realidade socioeconômica de forma a enfrentar o racismo estrutural, institucional e cotidiano vivenciado por pessoas negras. Os movimentos sociais e o movimento negro em particular podem contribuir na mobilização e sensibilização desta questão.
AUTOR: NASCIMENTO, ANDERSON MESSIAS RORISO DO ANO DA PUBLICAÇÃO: 2011
TEMA: O hip hop como experiência estética: apropriações e ressignificações por jovens do ensino médio privado
RESUMO:
A dissertação que ora se apresente se insere no campo dos estudos sobre juventude, educação e políticas públicas. O Hip Hop enquanto movimento sócio-cultural passou a ter maior visibilidade no Brasil a partir da década de 1990, chegando também à Brasília e
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imprimindo novos estilos de vida das juventudes residentes, sobretudo nas regiões distantes do Plano Piloto, comumente definidas como cidades satélites. Na última década o Hip Hop chegou a lugares inimagináveis, por exemplo, nas escolas privadas localizadas em regiões nobres da capital federal. Nesse contexto, o interesse de rapazes e garotas está voltando principalmente para o que se caracterizou como dança de rua, adquirindo, no entanto, características próprias e passando a ser apropriado e ressignificado por esses/as jovens de múltiplas formas, tanto no âmbito individual como coletivo. A partir desta constatação, buscou- se investigar a atuação dos/as jovens no grupo de dança dentro da escola onde estudam, como intuito de compreender o que os/as motivou a escolher o street dance como atividade cultural e quais são as leituras que eles/as fazem sobre a relação existente entre o movimento Hip Hop e as questões étnico-raciais. Para tanto, buscamos compreender a condição juvenil no contexto de duas escolas privadas que ofertam o Ensino Médio, uma vez que é possível perceber novas manifestações coletivas no interior escolar, criadoras de uma nova estética juvenil. Realizamos observações diretas nessas duas escolas assim como quatro grupo de discussão com jovens de ambos os sexos. Os resultados aqui apresentados se referem à análise em profundidade de dois grupos de discussão que foi realizada com base no método documentário de interpretação desenvolvido por Ralf Bohnsack, cujas bases teóricas encontram-se solidificadas na Sociologia do Conhecimento de Karl Mannheim.
AUTOR: SANTANA, NIVEA MARIA DE ARAUJO. ANO DA PUBLICAÇÃO: 2016
TEMA: A Lei 10.639/03, História e Interculturalidade: Reflexões sobre o papel das práticas educacionais nas construções identitárias e alteritária dos/as alunos/as do Ensino Normal Médio
RESUMO:
Esta dissertação apresenta as reflexões sobre em que medida as práticas educativas vivenciadas pelos/as alunos/as, após a promulgação da Lei 10.639/03, foram capazes de influenciar suas construções identitárias e alteritárias, em especial com relação a questão cor/raça. Sendo escolhidos como sujeitos das pesquisas os/as estudantes que cursavam o 4º ano do Normal Médio, na Escola Estadual Pe. Nicolau Pimentel, localizada no município de Limoeiro/PE, a partir da perspectiva que, mais que um instrumento legal, a lei possui um caráter pedagógico, através do qual se pretende fazer uma reforma não só educacional, como também social, ao trazer a questão da diferença para sala de aula, possibilitando o debate sobre temas que consideramos basilares para uma educação que se reconhece pluriétnica e multicultural. Nesta perspectiva, este trabalho tem a premissa que, ao tornar obrigatório o ensino de História e da Cultura Afro-brasileiras no Currículo da Educação Básica do país, a respectiva Lei, forneceu as ferramentas e o espaço para que o ‘Outro’ se torne visível no ambiente escolar. Entendendo, contudo, que, por se tratar de um instrumento legal que busca modificar o modelo de educação institucionalizado e naturalizado há décadas, o “cumprimento” dessa Lei na sala de aula, é um ato discricionário do/a professora/a, que dependerá, em grande medida, de sua formação acadêmica, razão pela qual, os/as alunos/as no Ensino Normal Médio, com sua natureza híbrida, representam tão bem a perspectiva assimilacionista, condição que parece própria para refletir sobre o cumprimento e os efeitos da Lei 10.639/03, após mais de dez anos de sua promulgação. Ao analisarmos os dados levantados durante o processo de pesquisa, na qual adotamos uma abordagem qualitativa, usando como estratégia a pesquisa-ação e como técnica principal de coleta de dados o grupo focal, percebemos que, mesmo de forma incipiente e diante da resistência de alguns professores em mudar suas práticas educativas para acolher a proposta da Lei, atitude que favorece a permanência de (pre)conceitos naturalizados e internalizados social e individualmente, como o mito das três raças, as inquietações e questionamentos dos/as alunos/as, assim como sua disposição em discutir a diferença na sala de aula, se posicionando e refletindo sobre problemas como a identificação racial/étnica, houve o deslocamento entre o fazer e o pensar que podemos chamar de aprendizagem.
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AUTOR: PEREIRA, WELLINGTON GUSTAVO. ANO DA PUBLICAÇÃO: 2016
TEMA: Entender e construir representações do negro brasileiro em parceria com adolescentes
RESUMO:
Este estudo descreve e analisa Sequências Didáticas voltadas para educação étnico-racial e a implementação da lei 10639/03. Em aulas da disciplina Língua Portuguesa, ministradas em escolas públicas, estudantes de ensino médio e ensino fundamental produziram textos sobre algumas representações do negro brasileiro: racismo em situações cotidianas, racismo na TV brasileira e o mito do Saci. Trata-se de uma pesquisa-ação, na qual, as reflexões de adolescentes a partir de situações-problema formam o grande objeto de estudo. O conceito de Sequências Didáticas utilizado foi desenvolvido pelos autores suíços Dolz, Noverraz e Schneuwly. O ensino de língua materna está centrado nos gêneros textuais, conforme estabelecem os Parâmetros Curriculares Nacionais e explicam autores brasileiros filiados aos conceitos de Mikhail Bakhtin. Cada uma das temáticas raciais será examinada em diálogo com pesquisas que trataram especificamente daquele aspecto. Ao longo da obra, contribuições de autores como Kabengele Munanga, Nilma Lino Gomes e Antônio Sérgio Guimarães estarão presentes para melhor compreensão e interpretação das relações raciais no Brasil.
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ANEXO 7 - Gráfico – Estado em que residem os participantes da pesquisa, do Ensino