D. Influence de l’infection par le VIH-1 sur la composition du plasma séminal
IV. Résultats expérimentaux
1. Influence directe du plasma séminal sur les cellules dendritiques
Para a realização deste trabalho, foram utilizadas as seguintes técnicas para a coleta de dados: pesquisa documental; entrevista semiestruturada; grupo focal, Protocolo de Avaliação Rápida da Diversidade de Habitat, Callisto et al. (2002); técnicas de geoprocessamento; e um instrumento de coleta de dados que propiciou a análise quantitativa, a coleta e análise química e física da água. Os instrumentos de pesquisa vêm descritos a seguir:
1.2.1 Pesquisa Documental
A principal característica da pesquisa documental é a fonte de coleta de dados restrita a documentos, escritos ou não, Trata-se de informações que não receberam qualquer tratamento analítico; são consideradas fontes primárias (MARCONI e LAKATOS, 2008), por exemplo, relatórios, reportagens de jornais, revistas, estatísticas, gráficos, mapas, filmes, gravações, fotografias, entre outras matérias de divulgação. Segue, no Apêndice IV, mapa
34 construído para esta pesquisa em A4 Sub-bacia do São Raimundo, delimitada no município de Manaus (AM) destacando o igarapé e afluentes; escolas estaduais e municipais da sub- bacia e os bairros do município.
A pesquisa documental foi realizada nas secretarias municipais e estaduais de meio ambiente; de limpeza pública; de educação; de infraestrutura; no Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (IPAAM); no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA); e na Biblioteca dos Parques Municipais; dentre outros.
1.2.2 Entrevistas Semiestruturadas
A entrevista semiestruturada consiste em uma técnica para pesquisas de cunho qualitativo, geralmente é uma entrevista longa. Nesta pesquisa o tempo médio para cada entrevista foi de uma hora aproximadamente. A seleção dos atores participantes que vão compor o universo da investigação é primordial, pois interfere diretamente na qualidade das informações a partir das quais será possível construir a análise e chegar à compreensão mais ampla do problema delineado (MATTOS E LINCOLN, 2005). Os entrevistados concordaram previamente com a pesquisa, de modo que assinaram um documento permitindo o uso das informações prestadas como dados para a pesquisa, conforme modelo do documento, constante do Apêndice I.
Essa técnica representa uma conversação continuada entre informante e pesquisador e que deve ser dirigida pelo segundo de acordo com seus objetivos. O pesquisador tem uma lista de questões ou tópicos para serem respondidos, como se fosse um guia. A entrevista tem relativa flexibilidade.
Segundo Mattos e Lincoln (2005), as questões não precisam seguir a ordem prevista no guia e poderão ser formuladas novas questões no decorrer da entrevista, Em geral, a entrevista seguirá o plano. Foram utilizados roteiros diferentes para determinados atores pesquisados, ou seja, um roteiro para gestores das secretarias; outro roteiro para gestores dos parques e outro para professores e gestores das escolas. Seguem em Apêndice II os roteiros utilizados.
As principais vantagens das entrevistas semiestruturadas, entre outras, são: as possibilidades de acesso à informação além do que se listou; orientações e hipóteses para o aprofundamento da investigação, novas estratégias e outros instrumentos que podem surgir durante as entrevistas (TOMAR, 2007).
As
entrevistas semiestruturadas foram realizadas com os gestores municipais e estaduais, os quais tinham uma relação direta com a Educação Ambiental e/ou com os35 Recursos Hídricos em Manaus; com professores e gestores das escolas municipais e estaduais ao longo do igarapé do Mindu, cujas falas compuseram as tabelas e observações apresentadas na seção 7.6. O roteiro das entrevistas consta do Apêndice II.
1.2.3 Grupo Focal
A técnica de coleta de dados Grupo Focal (GF) é aplicada em pesquisas qualitativas, as quais foram muito usadas na área da psicologia (TRENTINI e GONÇALVES, 2000), saúde (IERVOLINO e PELICIONI, 2001) e tem avançado na pesquisa educacional (GOMES, 2005). A aplicação dessa técnica consiste na realização de uma entrevista e um debate com um grupo de pessoas que demonstrem algum interesse comum para dar sua opinião, comentar sobre um tema, que é o objeto da pesquisa, a partir de suas vivências, acompanhados por um mediador do grupo. De acordo com Iervolino e Pelicioni (2001), “A essência do grupo focal consiste na interação entre os participantes e o pesquisador, que objetiva colher dados a partir da discussão focada em tópicos específicos e diretivos.” (IERVOLINO e PELICIONI, 2001, p.116)
O GF é formado por um grupo pequeno de participantes, a partir de cinco e não deve exceder a 15 participantes. Estes participantes são selecionados por apresentarem características em comum que estão associadas ao tópico pesquisado. A atividade com o grupo focal tem a duração média entre uma hora e a duas horas. Nesta pesquisa foram realizados dois Grupos Focais, sendo o primeiro formado por representantes das escolas estaduais de ensino fundamental e médio, realizado em dezembro de 2010. O segundo GF foi formado por representantes das escolas municipais ensino fundamental I e II, realizado em julho 2011. Os participantes são professores das escolas que estão situadas em aproximadamente 300m do leito principal do Igarapé do Mindu.
O convite foi dirigido ao grupo citado por meio da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e da Secretaria Municipal de Educação (Semed), com a finalidade de que contribuíssem com informações quanto ao objeto de estudo (Educação Ambiental e o Igarapé do Mindu). Todos os participantes inicialmente receberam informações sobre o tema da discussão.
Antes de promover o debate, foi realizada uma dinâmica para desinibir os participantes, os participantes acrescentavam aos seus nomes adjetivos, os quais tinham sua inicial. Durante o GF, os participantes foram chamados por esses “nomes” (Feliz, Riqueza, Sincera, Alegre, Fabuloso, Missionária, Guerreira, Legal, entre outros), de maneira que se sentiram mais à vontade para participar.
36 As questões que subsidiaram o debate eram precedidas por um enunciado, as quais foram: o período que tiveram início com as atividades em EA; como desenvolvem suas atividades em Educação Ambiental; o que é significativo/referência em Educação Ambiental; de que forma a educação ambiental é importante no processo de gestão ambiental; o significado do igarapé próximo à escola e os conflitos existentes em relação ao igarapé e como são tratados.
A mediação ocorreu com a própria pesquisadora, imparcial quanto às questões locais, pois não era conhecida do grupo, a qual conduziu a discussão de maneira que os participantes pudessem opinar livremente sobre sua experiência ao longo dos anos na área e escola em que atuam, com o cuidado para tornar possível a participação de todos. Juntamente com a mediadora, houve a participação de duas voluntárias para as anotações das observações e falas do grupo. Todo o debate foi gravado e transcrito com a autorização de cada participante para análises.
1.2.4 Protocolo da Avaliação Rápida da Diversidade de Habitat (PARDH) Callisto et al., (2002)
Para o trabalho de campo na avaliação diagnóstica dos níveis de impacto antrópico no percurso do igarapé do Mindu, foi utilizado o Protocolo de Avaliação Rápida proposto por Callisto et al. (2002), que vem sendo empregados no diagnóstico da situação de bacias hidrográficas em diversas pesquisas científicas, entre elas trabalhos coordenados por Carlos Hiroo Saito (RIBEIRO et al., 2004). O referido protocolo tem sido adotado e avaliado por professores de cursos de graduação e pós-graduação como um eficiente recurso didático (DILLENBURG, 2007; CARVALHO E, 2011). Em razão de ter sido difundido e utilizado em diversas universidades e cursos de pós-graduação para atividades de campo, pode-se afirmar que é um eficiente instrumento de coleta de dados. O roteiro do Protocolo de Avaliação Rápida encontra-se no Apêndice III.
A proposta de Callisto et al. (2002) baseia-se na quantificação de 22 parâmetros que procuram avaliar um conjunto de parâmetros em categorias descritas e pontuadas com base nas observações das condições do habitat, por exemplo: tipo de substrato; integridade da mata ciliar; presença de poluentes; tipo de ocupação das margens do corpo d’água; erosão próxima e/ou nas margens do rio e assoreamento em seu leito; odor da água; oleosidade da água; transparência da água; entre outros. O somatório das notas atribuídas para cada parâmetro fornece a pontuação final do protocolo para cada habitat. A pontuação final aponta as condições de preservação e as condições ecológicas do trecho avaliado. Callisto
37 et al. (2002) definem três níveis de preservação: 0 a 40 pontos indicam trechos impactados; 41 a 60 pontos, trechos alterados; e superior a 61 pontos, trechos naturais.
A coleta de dados ocorreu em dois dias no mês de novembro de 2011. Foram avaliados 20 pontos desde a nascente do Mindu até sua foz, confluência com o Igarapé Cachoeira Grande. Os pontos foram selecionados estrategicamente nos três trechos do igarapé. A obtenção das coordenadas dos pontos selecionados deu-se com o auxílio do Sistema de Posicionamento Global (GPS) Garmin modelo eTrex Venture. Todavia, a aplicação do Protocolo de Avaliação Rápida, nesta pesquisa, sofreu algumas adaptações devido às especificidades do ambiente local (sem prejuízo na avaliação) condições que foram analisadas no Capítulo 6 Diagnóstico Socioambiental, seção: Análise e Interpretação de Dados.
1.2.5 Análise Física e Química da água
O estudo foi realizado a partir de dados elaborados em relatórios, que foram comparados, por esta pesquisa, em períodos diferentes desde 1986 a 2007, ao longo de 21 anos de observações do grupo de pesquisas do INPA - Coordenação de Pesquisas em Clima e Recursos Hídricos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (CPCRH/INPA). Ainda, em março/agosto 2012, foram realizadas duas coletas de cinco amostras de águas nas nascentes do Parque Municipal das Nascentes do Mindu (PMNM) e Corredor Ecológico Urbano do Mindu (Ceum), as quais foram analisadas pelo laborátorio do CPCRH/INPA a partir de parceria entre pesquisadora do INPA e doutoranda. O protocolo de análise da água consta do Apêndice III.
1.2.6 Sistema de Informações Georreferenciadas (SIGs)
Foram utilizadas técnicas de geoprocessamento para alcançar os objetivos propostos que, de acordo com Xavier (1992), são destinadas para tratar problemas ambientais. Para isso são usados recursos computacionais que permitem tratar os dados com maior eficiência, o que não seria possível em termos de rapidez e precisão utilizando apenas os procedimentos convencionais quantitativos ou qualitativos. Sua importância, segundo Florezano (2007), refere-se à análise ambiental no estudo do meio ambiente e planejamento urbano.
O SIGs não é um sistema que consiste apenas em uma ferramenta computacional, pois não é suficiente apenas manejar o programa, mas, sobretudo, conforme Florenzano (2007) e Fitz (2008), é um sistema que integra dados, equipamentos e pessoas com o objetivo de coletar, armazenar, recuperar, manipular, visualizar e analisar dados
38 espacialmente referenciados a um sistema de coordenadas conhecido. Portanto, a utilização dessa técnica ocorreu com a contribuição de uma aluna do curso de geografia da Universidade Estadual do Amazonas (UEA2) na manipulação do software para a elaboração dos mapas presentes na tese.
Na elaboração dos mapas temáticos, foram utilizados Shapefiles com a base cartográfica do município de Manaus, fornecidos a partir de solicitação formal por escrito às instituições: Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas); Secretaria Municipal de Educação (Semed) e Secretaria Estadual de Educação (Seduc), juntamente com pontos amostrados em campo ao longo do igarapé. Houve ainda contribuição com dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - Manaus e demais dados disponibilizados no próprio Site da instituição.
Para esta construção, o software utilizado foi o ArcGis 9.3, programa de SIG desenvolvido pelo Environmental Systems Research Institute, Inc, (ESRI). É um programa que inclui uma suíte integrada de aplicativos: ArcMap, ArcCatalog e ArcToolbox. Esses aplicativos são capazes de executar diversas tarefas em SIG, do mais simples ao complexo (ESRI, 2002). No caso desta pesquisa, foi utilizado ArcMap; e o sistema de projeção empregado foi o Universal Transverser de Mercator (UTM) fuso 21-Sul e referencial planimétrico WGS 84.
Outro elemento que compôs os mapas foi uma imagem do satélite GeoEye, que data de primeiro de agosto de 2010, com o apoio do software Google Earth, do município de Manaus. Após essa captura, foi georreferenciada, com base no shapefile, a imagem dos bairros da cidade no ArcMap. Cada mapa elaborado possui informações complementares que foram investigadas ao longo da pesquisa.